maguarras17.jpg

maguarras16.jpg

maguarras15.jpg

maguarras14.jpg

maguarras13.jpg

maguarras12.jpg

maguarras11.jpg

maguarras10.jpg

maguarras09.jpg

maguarras08.jpg

maguarras07.jpg

maguarras06.jpg

maguarras05.jpg

maguarras04.jpg

maguarras03.jpg

maguarras02.jpg

maguarras01.jpg

 

Um dia de Verão

Há dois filmes dentro de Um dia de verão (Un jour d’eté). O primeiro conta a história de Sebastien, por volta dos 18 anos, e seu relacionamento com o melhor amigo Mickael. Mickael é extremamente sexual e sensual, o que atrai Sebastien (Baptiste Bertin) de modos diferentes. Para o espectador os limites desse sentimento são claros, para Sebastien é algo ainda confuso, a ser explorado entre a admiração e o desejo. Essa confusão da descoberta da sexualidade fica mais evidente quando Mickael (Théo Frilet) marca com uma menina no meio da floresta e avisa o amigo por telefone. Quando Sebastien chega lá, flagra os dois transando, o que o deixa cheio de ciúmes e o faz se afastar de Mickael. Aqui acaba o primeiro filme. A solução do diretor Franck Guerin para levar a trama à frente sem encarar as respostas de Sebastien foi eliminar Mickael da jogada.

Um dia de Verão

Em um treino de futebol, Mickael, que é goleiro, morre quando a trave do gol cai em sua cabeça (calma, a sinopse do filme também conta essa parte). O segundo filme explora a busca de Sebastien para preencher esse espaço. A caminhada sexual envolve flertes com outro amigo de colégio, com a irmã de Mickael e até com a mãe do amigo. Em paralelo, acontece uma trama detetivesca desnecessária. A polícia investiga o dono do campo de futebol para descobrir se foi mesmo um acidente ou se a trave não seguia as normas de segurança.

A equivocada ruptura do roteiro pode ser encarada de diversas maneiras. Psicologias à parte, esse é o primeiro longa-metragem do diretor, acostumado a histórias menores, o que pode explicar a fragmentação.

Se com a estrutura ainda é necessário aprimorar a fórmula, com a dinâmica narrativa Guerin mostra um grande potencial. Sua direção é muito sensível e extrai o que há de mais belo de seus atores, desejos e locações. Baptiste e Théo, inclusive, merecem elogios pelas atuações legítimas que beiram o neo-realismo, possivelmente dois grandes atores da nova geração.

 

 

 


Eric Novello é escritor e roteirista, formado no Instituto brasileiro de audiovisual - Escola de cinema Darcy Ribeiro.

 

editoria: cine-vídeo, edicao_0004, em 27/11/2006

 

 

 

 

MinC

 

 

RSS

design © Vigna-Marú

Este site utiliza o AdSense do Google. Clique aqui para saber mais sobre a sua política de privacidade.