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ISSN 1980-7767

ano 7
edição atual: número 35, janeiro & fevereiro de 2012

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26/04/2007

Pink – I’m Not Dead

Talvez você ainda não tenha ouvido falar dela. Apesar de ter surgido na onda de Britney Spears e Christina Aguilera, a cantora conseguiu mudar os rumos da carreira e impor um estilo próprio que não gerou imitações. De Can’t take me home em 2000 até I’m not dead em 2006 muitas coisas mudaram. A venda expressiva de Can’t take me home ajudou Pink a escapar do R&B imposto para a mistura soul pop rock funkeada que marca o seu trabalho. O estilo do primeiro cd, tido por muitos como uma jogada de marketing, pode ser explicado pela participação de Babyface, um dos maiores produtores de R&B dos Estados Unidos, que traz no currículo parceiras com Madonna, entre outros. Mesmo com bons resultados, Pink acertou ao mudar e fugir das fórmulas. Sua parceria com Linda Perry, ex-vocalista do 4 Non Blondes (lembra da música chiclete What’s going on?) deu um caráter mais global às suas músicas e rendeu boas vendas no mundo inteiro.

Pink – I’m Not Dead Com admiração declarada por Janis Joplin, Pink tem uma voz forte que não cai no exagero, trabalha bem graves e agudos e sabe que gritos raramente são a melhor solução para uma canção. Seu cd mais expressivo nos Estados Unidos foi M!ssundaztood, que trouxe os hits Get the Party Started, Family Portrait, Don’t let me get me e Just Like a Pill (produzido por outro grande nome – Dallas Austin). Essa última aumentou a força de Pink nas paradas européias, onde conquistou sua maior base de fãs.

Em 2003, Pink apostou em Try This, com produção e sons mais alternativos, que teve receptividade aquém da esperada. O maior sucesso foi Trouble, uma espécie de canção ame-a ou deixe-a com atitude rock e clipe cômico. Pink aproveitou para lançar o dvd Live in Europe (não por acaso, já que por lá as vendas foram melhores do que no mercado americano) e sumir da mídia.

Quando todos davam sua carreira por encerrada, ela voltou com seu melhor cd. Pink assumiu de vez sua atitude bem-humorada e debochada, a começar pelo título: I’m not dead. Seu primeiro single Stupid Girls foi muito bem recebido e rendeu um clip-sátira ao pop americano e a falta de noção de Paris Hilton com a letra:

What happened to the dreams of a girl president
She’s dancing in the video next to 50 Cent
They travel in packs of two or three
With their itsy bitsy doggies and their teeny-weeny tees
Where, oh where, have the smart people gone?

I’m not dead traz parceiras com diversos produtores, incluindo Max Martin (o homogeneizador do pop dos anos 90) e Josh Abraham (Velvet Revolver). Pink conseguiu emplacar na Europa e na Austrália os singles Stupid Girls, a excelente balada Who Knew e U + Ur Hand, que alavancou as vendas americanas. Para acompanhar o dvd Live From Wembley Arena, Pink lançou Leave me Alone, single de vendas digitais que está se saindo bem.

Pink também cantou Lady Marmalade para a trilha de Moulin Rouge e trabalhou com Beck em Feel Good Time, trilha de As Panteras Detonando.

 


Eric Novello é escritor e roteirista, formado no Instituto brasileiro de audiovisual - Escola de cinema Darcy Ribeiro.

Pink – I’m Not Dead



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