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Mesa-redonda com CHEMA MADOZ e Catherine Coleman

Mesa-redonda com CHEMA MADOZ e Catherine Coleman

Data: 13/06
Horário: 18h30
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
End: Rua 1º de março, 60 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 3808-2020
Auditório, 4º andar
Censura: livre
GRÁTIS!

apoio Instituto Cervantes

O Instituto Cervantes organiza mesa-redonda com o fotógrafo espanhol Chema Madoz e a crítica de fotografia Catherine Coleman, dia 13/06, ás 18h30, no CCBB. Autoridades no mundo da imagem, fotógrafo e crítica vêm ao Brasil para inaugurar a expo “Poética”, de Chema Madoz, com curadoria de Coleman.

Serão exibidas 64 fotografias recentes de Madoz, produzidas entre 2000 e 2005, nas quais o fotógrafo cria metáforas e jogos visuais a partir de objetos cotidianos. A proposta de Chema Madoz é dirigir o olhar do espectador a coisas que estavam ocultas ou passavam despercebidas.

A exposição….

“Está claro que o mundo é pura paródia. Tudo o que vemos nele é a paródia de outra coisa, inclusive é a mesma coisa com uma forma mais ainda enganosa”. - Georges Bataille

EXPO “POÉTICA” - CHEMA MADOZ
apoio Instituto Cervantes

O artista e seu trabalho

O trabalho do fotógrafo espanhol transmite o conceito de que toda matéria está cheia de sentido, e seu lugar no mundo lhe dá significado. Chema Madoz trabalha com o sentido das coisas como se se tratasse efetivamente da matéria. A tarefa de materializar o sentido é, sem dúvida, um exercício poético. Por isso, pode-se dizer que Madoz utiliza os objetos e
sua representação gráfica como se fossem palavras de um vocabulário nítido.

“Analisando o perigoso mapa de sinais que emitem as coisas a partir o lugar que ocupam no mundo, Madoz individualiza e desordena, confronta e anipula até conseguir mostrar uma nova ordem, uma face oculta do sentido, uma nova verdade simbólica que ressalta através do impacto a desordem da lógica. As coisas, os objetos, situados em um novo lugar, despidos do ambiente natural onde realizam sua função, estão frente à câmera emitindo outros sinais diferentes. Transformados em signos estão agora literalmente falando. Ou melhor, são imagens que estão literariamente falando. Porque, partindo da estética da semelhança, Madoz desloca o sentido natural dos conceitos para outras compreensões, explorando ao máximo suas capacidades simbólicas: analogias, metáforas, paradoxos ou metonímias visuais que oferecem ao espectador um jogo de percepção poética e lhe exigem uma colaboração ativa.” - sintetiza o diretor da revista cultural espanhola “El Europeo”, Borja Casani.

A obra de Madoz tem, portanto, uma ampla vizinhança literária. Suas composições se aproximam do poema minimalista e da contraposição de imagens poéticas que produzem uma explosão metafórica.

Nitidamente há uma linha que conecta a obra de Madoz com os artistas que se expressam através da ironia dos objetos, como Marcel Mariën ou Marcel Broodthaers de, por exemplo, Casserole et moules fermées, que o mesmo Broodthaers explica de maneira tão próxima à obra de Madoz: “A brusca saída dos mexilhões da caçarola não segue as leis da ebulição, segue as leis do artifício e é resultado da construção de uma forma abstrata”. Também é conhecido seu encontro com Joan Brossa, com quem colaborou em um livro em comum (Fotopoemario) antes da morte deste em 1998, e sua obra foi comparada com os poemas visuais do poeta catalão, com o qual sem dúvida compartilha um fino senso de humor e a capacidade de estabelecer associações entre objetos que produzem evidências, mas Madoz, põe seu objetivo além da mera presença do objeto e seus deslocamentos semióticos, contribuindo com a dimensão finalmente fotográfica de sua obra.

Chema Madoz trabalha na delicada fronteira que existe entre o real e o imaginário.

Há conceitos que Madoz costuma recorrer assiduamente: o tempo com suas medidas e seus medos; os sentimentos, estranhamente de aço na sua obra, como se lê na carta do cinco de corações feitos com anzóis ou n violento par “Tu” e “Eu”, ou as cáusticas alusões ao consumo, onde utiliza ironicamente os estudados e contundentes recursos da fotografia propagandista.

Muitos artistas trabalham como em uma mesa de ping-pong e jogam a ambos os lados sucessivamente. Entretanto, Madoz realiza sempre um equilibrado exercício de contenção. O fotógrafo tenta aparecer o menos possível na sua obra e deixa que as coisas, os objetos, falem por ele. Por isso os coloca em um espaço neutro e à distância.

Serviço:
Poética - CHEMA MADOZ
Data: 12/06 a 15/07
Horário: 10 às 21hs (terça a domingo)
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
End: Rua 1º de março, 60 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 3808-2020
Censura: livre
GRÁTIS!

LEAD Comunicação
Flávia Tenório e Priscila Bessa
Tel (55 21) 2222-9450 / cel 9348-9189
leadcom@gmail.com

 

 

 


nota

 

editoria: edicao_0007, outros registros, em 11/6/2007

 

 

 

 

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