Aguarras 26 Aguarras 25 Aguarras 24 Aguarras 23 Aguarras 22 Aguarras 21 Aguarras 20 Aguarras 19 Aguarras 18 Aguarras 17 Aguarras 16 Aguarras 15 Aguarras 14 Aguarras 13 Aguarras 12 Aguarras 11 Aguarras 10 Aguarras 09 Aguarras 08 Aguarras 07 Aguarras 06 Aguarras 05 Aguarras 04 Aguarras 03 Aguarras 02 Aguarras 01.jpg

ISSN 1980-7767

ano 5
edição atual: número 26, julho & agosto de 2010

Vimeo Youtube Orkut Facebook Twitter RSS Podcast do Aguarras
11/6/2007

Mesa-redonda com CHEMA MADOZ e Catherine Coleman

Mesa-redonda com CHEMA MADOZ e Catherine Coleman

Data: 13/06
Horário: 18h30
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
End: Rua 1º de março, 60 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3808-2020
Auditório, 4º andar
Censura: livre
GRÃTIS!

apoio Instituto Cervantes

O Instituto Cervantes organiza mesa-redonda com o fotógrafo espanhol Chema Madoz e a crítica de fotografia Catherine Coleman, dia 13/06, ás 18h30, no CCBB. Autoridades no mundo da imagem, fotógrafo e crítica vêm ao Brasil para inaugurar a expo “Poética”, de Chema Madoz, com curadoria de Coleman.

Serão exibidas 64 fotografias recentes de Madoz, produzidas entre 2000 e 2005, nas quais o fotógrafo cria metáforas e jogos visuais a partir de objetos cotidianos. A proposta de Chema Madoz é dirigir o olhar do espectador a coisas que estavam ocultas ou passavam despercebidas.

A exposição….

“Está claro que o mundo é pura paródia. Tudo o que vemos nele é a paródia de outra coisa, inclusive é a mesma coisa com uma forma mais ainda enganosa”. – Georges Bataille

EXPO “POÉTICA” – CHEMA MADOZ
apoio Instituto Cervantes

O artista e seu trabalho

O trabalho do fotógrafo espanhol transmite o conceito de que toda matéria está cheia de sentido, e seu lugar no mundo lhe dá significado. Chema Madoz trabalha com o sentido das coisas como se se tratasse efetivamente da matéria. A tarefa de materializar o sentido é, sem dúvida, um exercício poético. Por isso, pode-se dizer que Madoz utiliza os objetos e
sua representação gráfica como se fossem palavras de um vocabulário nítido.

“Analisando o perigoso mapa de sinais que emitem as coisas a partir o lugar que ocupam no mundo, Madoz individualiza e desordena, confronta e anipula até conseguir mostrar uma nova ordem, uma face oculta do sentido, uma nova verdade simbólica que ressalta através do impacto a desordem da lógica. As coisas, os objetos, situados em um novo lugar, despidos do ambiente natural onde realizam sua função, estão frente à câmera emitindo outros sinais diferentes. Transformados em signos estão agora literalmente falando. Ou melhor, são imagens que estão literariamente falando. Porque, partindo da estética da semelhança, Madoz desloca o sentido natural dos conceitos para outras compreensões, explorando ao máximo suas capacidades simbólicas: analogias, metáforas, paradoxos ou metonímias visuais que oferecem ao espectador um jogo de percepção poética e lhe exigem uma colaboração ativa.” – sintetiza o diretor da revista cultural espanhola “El Europeo”, Borja Casani.

A obra de Madoz tem, portanto, uma ampla vizinhança literária. Suas composições se aproximam do poema minimalista e da contraposição de imagens poéticas que produzem uma explosão metafórica.

Nitidamente há uma linha que conecta a obra de Madoz com os artistas que se expressam através da ironia dos objetos, como Marcel Mariën ou Marcel Broodthaers de, por exemplo, Casserole et moules fermées, que o mesmo Broodthaers explica de maneira tão próxima à obra de Madoz: “A brusca saída dos mexilhões da caçarola não segue as leis da ebulição, segue as leis do artifício e é resultado da construção de uma forma abstrata”. Também é conhecido seu encontro com Joan Brossa, com quem colaborou em um livro em comum (Fotopoemario) antes da morte deste em 1998, e sua obra foi comparada com os poemas visuais do poeta catalão, com o qual sem dúvida compartilha um fino senso de humor e a capacidade de estabelecer associações entre objetos que produzem evidências, mas Madoz, põe seu objetivo além da mera presença do objeto e seus deslocamentos semióticos, contribuindo com a dimensão finalmente fotográfica de sua obra.

Chema Madoz trabalha na delicada fronteira que existe entre o real e o imaginário.

Há conceitos que Madoz costuma recorrer assiduamente: o tempo com suas medidas e seus medos; os sentimentos, estranhamente de aço na sua obra, como se lê na carta do cinco de corações feitos com anzóis ou n violento par “Tu” e “Eu”, ou as cáusticas alusões ao consumo, onde utiliza ironicamente os estudados e contundentes recursos da fotografia propagandista.

Muitos artistas trabalham como em uma mesa de ping-pong e jogam a ambos os lados sucessivamente. Entretanto, Madoz realiza sempre um equilibrado exercício de contenção. O fotógrafo tenta aparecer o menos possível na sua obra e deixa que as coisas, os objetos, falem por ele. Por isso os coloca em um espaço neutro e à distância.

Serviço:
Poética – CHEMA MADOZ
Data: 12/06 a 15/07
Horário: 10 às 21hs (terça a domingo)
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
End: Rua 1º de março, 60 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3808-2020
Censura: livre
GRÃTIS!

LEAD Comunicação
Flávia Tenório e Priscila Bessa
Tel (55 21) 2222-9450 / cel 9348-9189
leadcom@gmail.com

 


nota