Anima Mundi 2007
O Anima Mundi deste ano estava às moscas. Vazio, com um ar triste e aquela tradicional mistureba de filmes bons e ruins no mesmo saco.
Os russos são sempre os russos, mas foi Apnée, um francês, quem salvou o festival. O filme, sozinho, revoluciona tudo o que entendemos de animação. Afinal, o que é animação? É um filme onde cada fotograma foi produzido individualmente mas que, colocados em sequência, criam a ilusão de movimento. Apnée é tudo isso e nada disso. O filme, em computação gráfica, cria a ilusão de movimento mas não tem movimento. A imagem tem um tratamento realista e o filme não é. A história é narrada através de imagens paradas mas não é fotografia. É 3D refinadíssimo e extremamente bem feito (e sabe disso). É quase um live action mas não é live. Nem action. Absolutamente fantástico. Revolucionário.
A sessão da UPA na Oi Futuro fechou com chave de ouro o Anima Mundi 2007. Os filmes por si só já seriam motivo mais que suficiente. A Oi Futuro, ainda por cima, deu um show de organização. Cadeiras marcadas, oficinas gratuitas com pouca fila e alta produtividade, tudo limpo, bem cuidado, ar condicionado decente, atendentes inteligentes e seguranças gentis e bem informados.
Felizmente para nós, a internet salva e os melhores da UPA podem ser vistos no YouTube.
Carolina Vigna-Marú é a editora do Aguarrás, além de ilustradora, designer e diretora de arte.


















