maguarras16.jpg

maguarras15.jpg

maguarras14.jpg

maguarras13.jpg

maguarras12.jpg

maguarras11.jpg

maguarras10.jpg

maguarras09.jpg

maguarras08.jpg

maguarras07.jpg

maguarras06.jpg

maguarras05.jpg

maguarras04.jpg

maguarras03.jpg

maguarras02.jpg

maguarras01.jpg

 

Um Lugar na Platéia

Um lugar na platéia (Fauteuils d’orchestre) é uma produção francesa de 2006 que virou mania nos cinemas do Rio de Janeiro. Ele conta a história de Jessica, uma jovem do interior cuja avó foi obcecada por lugares luxuosos e pela vida de artistas. De tanto ouvir a avó pescar memórias, Jéssica decide ir para Paris tentar um emprego no Hotel Ritz. Acaba mesmo como garçonete em um café nas proximidades. Para sua sorte, esse não é um café comum. Como fica perto de uma sala de leilões de arte, de um teatro e de uma sala de concertos, o local vive cheio de artistas e Jéssica acaba interagindo com diretores, atores, músicos e amantes da arte em geral.

O filme gira em torno de três histórias:

Uma atriz de televisão faz um seriado patético, mas de muito sucesso. Todo mundo a para na rua para comentar das cenas. Ironia entre as artes, ela quer é ganhar o respeito de críticos e diretores fazendo teatro e cinema. No teatro, tem que trabalhar com a filha e o ex-marido, usar roupas esquisitas, repetir diálogos ultrapassados. Quer se meter e modificar praticamente tudo, enervando o diretor. No cinema, só quer um lugar. Faria qualquer coisa para brilhar nas telas. Mal consegue parar de tremer quando vê o diretor Brian Sobinski (Sidney Pollack) no café.

Na sala de concertos, acompanhamos um pianista clássico, famoso e bem-sucedido, que começa a repensar o valor de sua arte. O que poderia fazer para levar a música até o público e vice-versa? Por que a arte está cada vez mais distante do povo? Onde Mozart foi parar no meio dessa história? Ele não agüenta mais a roupa, a gravata no pescoço, os elogios, a agenda cheia, as entrevistas pseudo-intelectuais com perguntas estúpidas do tipo “que profissão você não gostaria de ter?”. É preciso fugir para bem longe. Para complicar mais um pouco, a esposa é sua empresária e não concorda de jeito nenhum que ele abandone o sucesso e a profissão depois de anos de dedicação.

3. No estande dos leilões, um ricaço cheio de grana decide se livrar de todas as suas obras de arte. Quer vender os móveis, os quadros e as peças raras. Não quer terminar a vida como porteiro de museu. Seu filho, aparece para entender a razão disso tudo e reclamar da mulher mais nova com quem o pai anda se relacionando. Mais nova e mais magra que a esposa do filho. Assim como os demais personagens, acaba simpatizando com Jessica, pedindo conselhos e trocando idéias.

Há ainda a história de uma mulher que trabalhou no hotel e está se aposentando e, é claro, a história de Jessica costurando os blocos, sem prendê-los demais ou forçar os pontos de contato. A atriz Cécile de France (de Albergue Espanhol e Bonecas Russas) conseguiu compor com maestria a loirinha intrometida. Os demais atores também se saem muito bem, com pequenas variações.

Sem pretensões de ser um grande panorama parisiense, Um lugar na platéia foge da síndrome do cartão postal (que está para as comédias como a síndrome de crônica das misérias está para o drama). É o tipo de filme que você assiste sabendo do final feliz, mas torce mesmo assim. Alto astral, sem pieguices, a típica comédia francesa. Com muito mais Je t´aime do que os 12 curtas de Paris, eu te amo, vale ressaltar.

Um lugar na platéia (Fauteuils d’orchestre) Um lugar na platéia (Fauteuils d’orchestre) Um lugar na platéia (Fauteuils d’orchestre) Um lugar na platéia (Fauteuils d’orchestre)

 

 

 


Eric Novello é escritor e roteirista, formado no Instituto brasileiro de audiovisual - Escola de cinema Darcy Ribeiro.

 

editoria: cine-vídeo, edicao_0008, em 19/7/2007

 

 

 

 

MinC

 

 

RSS

design © Vigna-Marú

Este site utiliza o AdSense do Google. Clique aqui para saber mais sobre a sua política de privacidade.