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ISSN 1980-7767

ano 5
edição atual: número 26, julho & agosto de 2010

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8/9/2007

Morten Abel

Apesar de a Noruega ser mais conhecida pelos grupos de black metal, é impossível negar a força do pop no país. O cenário se renova constantemente, apresentando todo ano artistas que fogem dos padrões americanizados da música e seguem dispostos a conquistar seu lugar ao sol (pouco sol, é verdade).

Morten Abel - fotografia de Per HeimlyQuem faz história por lá há mais de vinte anos é Morten Abel. Ãcone do rockpop, Morten liderou por 8 anos o The September When, que atingiu um grande sucesso no país, com 6 álbuns lançados. Depois de encerrar oficialmente a trajetória do grupo com a coletânea Prestige de la Norvége 89-96, ele tentou a sorte formando o Peltz. Seu único cd, Coma, chegou às lojas junto com a coletânea do antigo grupo e não conseguiu emplacar nenhum sucesso.

Para exorcizar os fantasmas, Morten iniciou a carreira solo no ano seguinte (97) e desde então não saiu do topo. Do primeiro cd, Snowboy, ele lançou Lydia e All or Nothing, dois soft rocks com violão acústico e instrumentos de sopro. Correndo por fora, veio Helicopter, com batida funkeada, elementos eletrônicos e um tom totalmente depressivo. “I came from the city made of sulfer / My breath smells of vinegar / No respect, I forgot the gallipot”, diz a letra.

No cd seguinte, Here We Go Then, You and I, Morten Abel mostrou que estava disposto a ampliar fronteiras artísticas. O carro-chefe foi Tulipz, totalmente dançante, sucesso imediato. De novo com o rock, Hard to stay awake também virou um hit de arena com refrão sing-along, por falar de madrugadas viradas com amigos em festas. O cd se transformou num dos melhores momentos da carreira.

A fórmula soft rock e música dançante se repetiu em I’ll come back and love you forever, mas sem a mesma eficiência. O que antes era uma mistura dessa vez partiu o cd em dois. O ponto alto ficou por conta de Welcome Home, que não foi lançada como single oficial.

Morten AbelVirada de século e de sintetizadores superada, Being Everything, Knowing Nothing restaurou o padrão de qualidade. As músicas Trendsetter e The Birmingham Ho colocaram Morten Abel de novo no topo, figurando entre os maiores sucessos do cantor. Não é nenhuma surpresa dizer que as duas possuem estilos completamente diferentes. A primeira, pura poesia, fala das mudanças inevitáveis da vida, construída sobre melodia delicada. “What will you say if the lights went out / And all hearts stopped beating your way / What will you say if your best friend / Wouldn’t have anything to do with you anymore”. A segunda conta a história de um cantor e uma garota que ele conhece no táxi, e que lá pelas tantas ele descobre se chamar Fred, com direito a voz grossa e tudo mais.

Quatro álbuns lançados e um punhado de hits no currículo, Morten Abel lançou sua primeira coletânea como artista solo. Ela mistura os singles, grandes momentos, lados b e versões ao vivo, com destaque para Gravedigging e a inédita Our Love is Deep, bem recebida pelas rádios.

Depois de um intervalo de dois anos, Morten Abel voltou no final de 2006 com o cd Some of us Will Make it. A música Big Brother entrou para a lista de hits instantâneos, e como não sai da lista das mais tocadas acabou ofuscando a segunda música de trabalho, Stars, e atrasando os outros singles.

Atualmente, Morten está em turnê pela Noruega, se aproximando de 50 apresentações.

Sua página apresenta um bom apanhado de vídeos do cantor, espalhados pelo youtube, myspace e outros sites mais.

 


Eric Novello é escritor e roteirista, formado no Instituto brasileiro de audiovisual - Escola de cinema Darcy Ribeiro.