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HIM é um dos grupos de love metal mais famosos do mundo. Criado na Finlândia, existe desde 1991 e teve diversas encarnações, um amontoado de nomes e estilos. Depois de alguns anos gravando demos, EPs e fazendo covers de Depeche Mode, Type o’Negative e até Backstreet Boys, o HIM gravou seu primeiro álbum oficial.

HIMGreatest Love Songs vol.666 saiu em 1997, com sete músicas inéditas e duas regravações: Don’t Fear de Reaper, cover do clássico do Blue Oyster Cult, e Wicked Games, a música mais conhecida de Chris Isaak. Foi o suficiente para chamar atenção do público finlandês, abrir algumas portas na Europa e até tocar nas rádios brasileiras.

Razorblade Romance veio em seguida com um som mais trabalhado e a clara intenção de aumentar a base de fãs. Os quatro singles escolhidos tinham sonoridades e públicos-alvo distintos. Poison girl, o de menor sucesso, é uma música introspectiva padrão. Right here in my arms é um rock clássico, com guitarras e vocais em equilíbrio e paradinha no refrão para a platéia acompanhar ao vivo. Em Join in me in death o destaque é o teclado, uma das marcas do HIM, acompanhando o ritmo mais calmo da bateria e a voz melódica do vocalista Ville Valo. Gone with the sin é uma balada que aposta nos tons graves de Ville, ganhando ao vivo um solo de guitarra e o coral do público.

Depois de uma parada para um trabalho paralelo sem repercussão, veio Deep shadows and Brilliant Highlights, o trabalho mais pop do HIM. Presença constante nas rádios da Finlândia e Alemanha (com presença esporádica na Itália, Suíça e Áustria), o álbum aposta mais em baladas e o lado rock é amenizado. Dos singles, In joy and sorrow e Heartache every moment são os que mais se aproximam da identidade musical construída até então.

Love Metal, o quarto cd, retoma as origens e é um dos marcos da carreira. The funeral of the hearts, uma das melhores faixas do HIM, conquistou novos mercados e chegou a 15a posição no Reino Unido, consequentemente abrindo portas nos Estados Unidos. Os singles The Sacrament e Buried alive by love repetiram o feito, com menor intensidade, apesar da boa qualidade.

Estratégia comum no mundo da música, quando novos mercados se abrem, velhas canções passam a ser desconhecidas, e nada melhor do que uma coletânea para fazer a reapresentação. And Love Said No: The Greatest Hits 1997-2004 trouxe duas inéditas e um punhado de hits. Além da faixa-título, há um excelente cover the Solitary Man, música de Neil Diamond regravada também por Johnny Cash.

A HimMania parecia se espalhar. Dark Light, o quinto de inéditas, foi lançado nos Estados Unidos, acompanhado de extensa turnê e dois singles de sucesso: Wings of a Butterfly e Killing Loneliness. Não é um trabalho superior a Love Metal e interrompe a ascensão musical que havia desde o primeiro cd, mas serviu para chamar atenção dos americanos e dar ao HIM o título de primeiro grupo finlandês a vender 500.000 cópias (disco de ouro) nos Estados Unidos.

No novo trabalho, Venus Doom (2007), o grupo decidiu que era hora de mudar. O cd tem influência direta do Metallica e do Black Sabbath. Ville Valo já admitiu que o grupo aproveitou tudo o que podia do estilo melódico e que não valia a pena se repetir, o que levou a um som mais pesado, focado totalmente nas guitarras e distante dos teclados. Não por acaso, é produzido por Tim Palmer, que já trabalhou com Ozzy, Pearl Jam, U2, The Cure e o próprio HIM.

Venus Doom tem apenas nove faixas. Passion’s Killing for está na trilha sonora de Transformers e The Kiss of a Dawn foi lançado como o primeiro single. Ainda é cedo para dizer se a mudança dará bons resultados, mas pelo menos o fantasma da estagnação parece ter ido embora.

O HIM possui vários clipes interessantes espalhados pela rede.

Ville Valo já trabalhou com um número incontável de pessoas. Vale procurar a regravação de Summer Wine (com Natalia Avelon, a música original é de 1967, com Nancy Sinatra) e a colaboração com o Apocalyptica em Bittersweet, que também conta com Lauri Ylönen, do Rasmus.