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Atenção: não temos qualquer relação com a Federação de Arte-Educadores. Por favor entre em contato diretamente com eles. (clique neste link)

Como sempre faço, após voltar de um evento, procuro registrar um pequeno balanço do que ouvi e vi, para pesar mesmo se valeu a pena ter ido. Como O ConFAEB é o congresso anual, nacional da Federação de Arte-Educadores do Brasil, e o evento mais importante da área, para os arte-educadores brasileiros. Neste ano aconteceu num feriado (2 a 4 de novembro) o que possibilitou a ida de muitas pessoas que, como eu, nunca haviam tido a oportunidade de participar efetivamente, por não conseguirem ser liberadas de seus trabalhos para isso. Assim, compartilho aqui minhas impressões, numa tentativa de ampliar o alcance delas e das decisões e encaminhamentos do evento.

Um dos pontos de destaque deste ConFAEB foi a resolução de composição de uma Comissão Estatuinte, da qual eu faço parte, de representação nacional (com membros das 5 regiões do país) para propor as necessárias alterações do estatuto da FAEB. Uma das principais solicitações das pessoas presentes à Assembléia foi a instituição da possibilidade de associação individual à FAEB. Atualmente uma pessoa só pode se associar à FAEB por intermédio das associações estaduais. Só que, em vários estados do Brasil as associações ou não existem, ou estão inativas, como é o caso do Estado de São Paulo, onde eu moro.

Foram relatadas as diversas ações das associações ativas e suas conquistas no último ano, como por exemplo a do Pará, que conseguiu que professores formados nas licenciaturas específicas (Visuais, Teatro, Dança e Música) possam, se aprovados nos respectivos concursos, assumir as aulas ainda erroneamente chamadas de Educação Artística. Sim, erroneamente porque desde 1996 a área tem a nomeclatura oficial de Artes e não mais Educação Artística, mas os editais dos concursos, em vários estamos e municípios, ainda usam o nome de Educação Artística (visão de professor polivalente, abandonada pela LDB de 1996). Uma grande conquista, é verdade, embora os editais ainda continuem sendo feitos ILEGALMENTE com o nome errado, dá-se o crédito de formação aos licenciados nas respectivas áreas.

O principal problema desses editais não é somente o nome errado. O problema é que, ao usar o nome errado (Licenciado em Educação Artística), exclui-se os profissionais licenciados nas diferentes linguagens. Não seria de todo equivocado SE existissem licenciaturas em educação artística… Desde 1996 não existem mais licenciaturas em Educação Artística. Todas as licenciaturas em Arte passaram a ser específicas, optando pelas áreas de conhecimento que formam os egressos.

Explicando melhor. Eu, por exemplo, sou licenciada em Educação Artística (curta) e Artes Plásticas (plena). Só que eu concluí a licenciatura em 1986. Todas as pessoas que concluíram a licenciatura plena antes de 1996 têm licenciaturas curtas em educação Artística, mas quem concluiu seus estudos após 1996, não tem. Nem licenciatura curta em nada, pois foi extinta, muito menos plena em Educação Artística, essa, por sinal, nunca existiu.

Dentre os vários outros interessantes assuntos discutidos no último ConFAEB um deles foi a situação do Ensino de Arte dentro dos programas de formação de professores dos cursos de Pedagogia de nosso país, em especial das IES particulares. Presencial ou por EaD.

Saí do ConFAEB com uma “missão”, a de mapear as condições do ensino de arte nos cursos de formação de professores (Pedagogia), em especial nas IES, que é onde a gente acaba vendo os principais erros de percepção e, por conseqüência, de aplicação.

As principais questões a serem levantadas neste estudo são:

- Como são estruturadas as disciplinas que tratam de Arte e Ensino de Arte, nesses cursos?

- Que conteúdos são trabalhados nestas disciplinas?

- Em que séries?

- Qual a carga horária?

- Quem leciona essas disciplinas?

- Qual a formação desses professores?

- A que departamento estão ligados?

Assumi o compromisso, com a diretoria, através da Luciana Gruppelli, de iniciar um levantamento, o mais amplo possível, dessa situação.

Desta forma gostaria de pedir aos professores de IES que lecionem Arte ou temas relacionados, em cursos de pedagogia, de todo o Brasil, que, se possível, enviem seus relatos, os dados de suas instituições e seus programas de ensino para o e-mail ju.sampaio@gmail.com para juntarmos as informações. Se houver também alguém interessado em colaborar neste estudo, agradeço a manifestação!