Skip navigation

FESTIVAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA
– FESTLIP –

Produzido pela Talu Produções, o evento reúne grupos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil e promove o intercâmbio cultural com exposição, oficinas teatrais, palestras, leitura dramatizada, mostra gastronômica e musical.

Em junho, o Rio de Janeiro será palco da 1ª edição do FESTLIP – Festival de Teatro da Língua Portuguesa (www.festlip.com). De 4 a 15 de junho, grupos de teatro de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil se apresentam no circuito SESC-Rio. Ao todo são 10 companhias, duas de cada país participante, e no final da temporada o público vai eleger o grupo revelação do FESTLIP. Paralelamente à programação teatral, o Festival também realiza oficinas de teatro, palestras, exposição no Espaço SESC, além de uma programação musical no Circo Voador, na Lapa, e uma mostra gastronômica no restaurante 00, na Gávea.

Inédito, o evento é produzido pela Talu Produções, sob direção artística da atriz e produtora Tânia Pires, e tem o objetivo de enriquecer as características comuns aos diversos grupos, além de promover o intercâmbio cultural dos países participantes. “O nosso objetivo é celebrar a riqueza e a diversidade teatral dos países lusófonos através do teatro, arte mais primitiva da expressão cultural”, avalia Tânia Pires.

O FESTLIP conta com o apoio de FURNAS, Aker Solutions, Ministério da Cultura, Rede SESC-Rio, Instituto Camões, todas as Embaixadas dos países participantes, e Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) e tem o público estimado em 12 mil pessoas, que terão acesso a ingressos com preços populares durante todo o festival.

FESTLIP – A PROGRAMAÇÃO

A programação do FESTLIP começa no dia 4 de junho com uma cerimônia oficial de abertura no Teatro SESC-Ginástico. No dia seguinte, 5 de junho, é inaugurada a exposição “O Teatro no Brasil e a chegada da Família Real”, no Espaço SESC, com curadoria de Álvaro de Sá. A mostra é composta por gravuras e ambientação cênica e vai traçar um breve painel do teatro no Brasil no século XVIII, com suas casas de ópera e sua transformação a partir da chegada da família Real em 1808.

Oficinas com diretores brasileiros renomados como Moacyr Góes, Sérgio Ferrara e Gilberto Gawronski serão realizadas para os atores participantes, contemplando a experiência desses encenadores em trabalhar a criação cênica com atores de diversas nacionalidades. As oficinas serão abertas para espectadores estudantes de teatro e demais interessados. Ao final do ciclo de oficinas uma leitura dramatizada dirigida por Sérgio Ferrara vai apresentar o texto teatral vencedor do “Prêmio Luso-brasileiro de dramaturgia Antônio José da Silva”, de 2007, organizado pela FUNARTE e pelo Instituto Camões de Portugal. As palestras ficam a cargo do dramaturgo e jornalista brasileiro Alcione Araújo, da escritora e jornalista moçambicana Rosa Langa e do ator, diretor e produtor teatral Eduardo Cabús.

Durante os 12 dias de atividades, o FESTLIP também realiza nos sábados dias 7 e 14 de junho, uma festa no Circo Voador, reunindo músicos de todos os países participantes: Mário Lúcio de Cabo Verde, Trio Vikeya de Angola, José Mucavele de Moçambique e Vivianne Tosto, Macau e Sandra de Sá representando o Brasil. A festa que contará com a presença dos atores do FESTLIP, será aberto ao público, com entrada franca, e contará com a apresentação do DJ português Señor Pelota para encerrar a noite.

Para complementar as atividades paralelas, o FESTLIP também terá uma Mostra Gourmet, no Restaurante 00. O chef Ray Cardoso assina o cardápio inspirado na culinária típica de cada país participante.

PROGRAMAÇÃO
FESTIVAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA – FESTLIP

Teatro:

- Dia: sexta-feira, 6 de junho.
Teatro Ginástico: Grupo Tropa do Balaco Baco / Brasil (Pernambuco), com o espetáculo “A paixão e a sina de Mateus e Catirina”, às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo de Curitiba / Brasil, com o espetáculo “Capitu”, às 21h.
Espaço Sesc Sala Multiuso: Grupo Gungu / Moçambique, com o espetáculo “Mulheres com H maiúsculo”, às 20h.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: sábado, 7 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Henrique-Artes / Angola, com o espetáculo “Côncavo e Convexo”, às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo da Garagem / Portugal, com o espetáculo “A hora do arco-íris”, às 21h.
Calçadão de Copacabana*: Grupo O Bando / Portugal, com o espetáculo “Luto Clandestino”, às 20h e às 21h.
* A apresentação deste espetáculo será realizada no calçadão de Copacabana em frente à Rua Santa Clara, com retirada de senha 1 hora antes do espetáculo no Espaço SESC.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: domingo, 8 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo / Cabo Verde, com o espetáculo “O doido e morte” às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupos Raiz di Polon / Cabo Verde, com os espetáculos “Duas sem três” e “Dom Quixote das Ilhas”, às 19h30.
Espaço Sesc Sala Multiuso: Grupo Etu-Lene / Angola, com o espetáculo “Atiraram o velho Katy-Ngotè para sua última morada”, às 19h.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: quinta-feira, 12 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Tropa do Balaco Baco / Brasil (Pernambuco) com o espetáculo “A paixão e sina de Mateus e Catirina”, às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo Mutumbela Gogo / Moçambique, com o espetáculo “As filhas de Nora”, às 21h.
Calçadão de Copacabana*: Grupo O Bando / Portugal, com o espetáculo “Luto Clandestino”, às 20h e às 21h.
* A apresentação deste espetáculo será realizada no calçadão de Copacabana em frente à Rua Santa Clara, com retirada de senha 1 hora antes do espetáculo no Espaço SESC.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: sexta-feira, 13 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo / Cabo Verde, com o espetáculo “O doido e a morte”, às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo da Garagem / Portugal, com o espetáculo “A hora do arco-íris”, às 21h.
Espaço Sesc Sala Multiuso: Grupo Gungu / Moçambique, com o espetáculo “Mulheres com H maiúsculo”, às 20h.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: sábado, 14 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Henrique-Artes / Angola, com o espetáculo “Côncavo e Convexo”, às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo de Curitiba / Brasil, com o espetáculo “Capitu”, às 21h.
Espaço Sesc Sala Multiuso: Grupo Etu-Lene / Angola, com o espetáculo “Atiraram o velho Katy-Ngotè para sua última morada”, às 20h.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

- Dia: domingo, 15 de junho
Teatro Ginástico: Grupo Raiz di Polon / Cabo Verde, com os espetáculos “Duas sem três” e “Dom Quixote das Ilhas” às 19h.
Espaço Sesc Arena: Grupo Mutumbela Gogo / Moçambique, com o espetáculo “As filhas de Nora”, às 19h30.
Espaço Sesc Sala Multiuso: Entrega Prêmio Revelação FESTLIP, às 22h.

Entrada: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,50 (comerciário)

Exposição:

- “O teatro no Brasil e a chegada da família real” – Curadoria Álvaro de Sá.
Período: de 5 a 15 de junho.
Horário: de terça-feira a domingo, das 14h às 18h.
Local: Espaço Sesc Copacabana
Entrada Franca

Oficinas Teatrais:
*para atores do FESTLIP e aberto para espectadores. Distribuição de senhas no local.

- Gilberto Gawronski
Dia: segunda-feira, 9 de junho.
Horário: das 14 às 18h
Local: SESC Arena

- Sérgio Ferrara
Dia: terça-feira, 10 de junho.
Horário: das 14 às 18h
Local: SESC Arena

- Moacyr Goes
Dia: quarta-feira, 11 de junho.
Horário: das 14 às 18h
Local: SESC Arena

Leitura dramatizada:

Vencedores de 2007 do “Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva”, organizado pela FUNARTE e Instituto Camões, dirigida por Sérgio Ferrara com atores participantes do FESTLIP.
Dia: quarta-feira, 11 de junho.
Horário: às 19h
Local: Espaço SESC Arena

Palestras:
*distribuição de senhas no local.

- Tema: “Extrato da mulher moçambicana no teatro e nas artes com o poder de transformação”
Com escritora e jornalista moçambicana Rosa Langa
Dia: quinta-feira, 5 de junho
Horário: às 19h.
Local: Espaço SESC Arena

- Tema: “Dramaturgia: duas ou três coisas que eu sei dela”
Com o dramaturgo e jornalista brasileiro Alcione Araújo.
Dia: sexta-feira, 9 de junho
Horário: às 19h.
Local: Espaço SESC Arena

- Tema: “O Drama sem cor”
Com o ator, diretor e produtor teatral brasileiro Eduardo Cabús.
Dia: terça-feira, 10 de junho
Horário: às 19h.
Local: Espaço SESC Arena

- Tema: “Extrato da mulher moçambicana no teatro e nas artes com o poder de transformação”
Com escritora e jornalista moçambicana Rosa Langa
Dia: quarta-feira, 11 de junho
Horário: às 18h.
Local: SESC Ginástico

Mostra Gourmet:

Período: de 4 a 15 de junho
Horário: a partir das 20h30.
Local: Restaurante 00.

Festa do FESTLIP

Dia 7 de junho: apresentação dos músicos Mário Lúcio / Cabo Verde, Trio Vikéia / Angola, José Mucavele / Moçambique, Vivianne Tosto / Brasil e Macau com participação de Sandra de Sá/Brasil. A festa será encerrada pelo DJ português Señor Pelota.

Dia 14 de junho: apresentação dos músicos Mário Lúcio / Cabo Verde, Trio Vikéia / Angola, José Mucavele / Moçambique, Vivianne Tosto / Brasil e Macau com participação de Sandra de Sá / Brasil. A festa será encerrada pelo DJ português Señor Pelota.

Local: Circo Voador – Arcos na Lapa s/n, Centro.
Horário: a partir das 22h.
Entrada Franca

ENDEREÇOS FESTLIP:
Espaço Sesc – Teatro Arena Rua Domingos Ferreira, 160 Copacabana
Espaço Sesc – Sala Multiuso Rua Domingos Ferreira, 160 Copacabana
Teatro Sesc Ginástico Av. Graça Aranha, 187 Centro
Circo Voador Arco da Lapa, s/n Lapa
Restaurante 00 Rua Padre Leonel Franca, 240
Gávea

.

.

.

.

.

SOBRE OS GRUPOS E SINOPSES:

—-> Angola / Grupo Etu-Lene;
Peça: Atiraram o velho Katy – Ngotè para sua última morada
Diretor: Beto Cassua
Elenco: Neusa de Abreu Caleca, Ivete Lígia Ribeiro, Adão José, Avelino Sebastião, António Caetano de Oliveira
Duração do espetáculo: 1h15
Censura: 14 anos
O grupo se apresenta com o espetáculo Atiraram o velho Katy – Ngotè para sua última morada, a comovente história de um ancião que persuadiu seu filho, Caetano, a não se casar com a mulher que amava, e sim com Madó. O pai descobre, entretanto, que Madó está grávida de outro homem, e tenta alertar seu filho, que não lhe dá atenção. Desgostoso, decide se afastar do casal, indo morar num asilo.
O grupo teatral Etu-Lene, um dos mais populares de Angola, formou-se em Luanda em 1993 por jovens católicos que queriam revitalizar o teatro na cidade. Começaram se apresentando em igrejas, e ganharam nos últimos 14 anos os palcos angolanos e do exterior. Atualmente, dez integrantes participam da companhia, que privilegia comédias em seu repertório. O grupo conquistou prêmios importantes em seu país, como o Prêmio Cidade de Luanda, em 2001, e o Prêmio Nacional de Cultura e Artes, em 2002.

—-> Angola / Grupo Teatral Henrique-Artes;

Peça: Côncavo e Convexo
Diretor: Grupo Henrique Artes
Elenco: Flávio Ferrão, Hélio Taveira, Naed Branco, Ailton Silveiro, Anísia Correia
Duração do espetáculo: 1h20
Censura: 14 anos

O grupo apresenta o espetáculo Côncavo e Convexo, a emocionante história de um casal que sobrevive a todo tipo de embate, num roteiro baseado na situação política, econômica e cultural de Luanda, ambientada num cenário que privilegia signos como velas, latas vazias de cerveja, baldes coloridos e mobílias. O espetáculo venceu o prêmio de teatro angolense Cidade de Luanda 2008.
O Grupo Teatral Henrique-Artes surgiu em uma escola de Luanda, em 2000, e logo ganhou visibilidade no cenário artístico da cidade com espetáculos que abordam temas variados, explorando questões importantes para o indivíduo e a sociedade. O grupo ainda ganhou o prêmio de teatro da Cidade de Luanda em 2004.

—-> Moçambique / Grupo Gungu;

Peça: Mulheres com H maiúsculo
Diretor: Gilberto Mendes
Elenco: Gilberto Mendes, Samuel Malumbe, Elísio Cuinica Condo, Joanett Rombe, Emelda Macamo, Cecilia Cherinza, Vasco Condo
Duração do espetáculo: 1h40
Censura: 14 anos

O espetáculo Mulheres com H maiúsculo, procura incitar uma discussão acerca dos papéis do homem e da mulher na sociedade moçambicana. A peça gira em torno de quatro personagens: um executivo próspero e bem posicionado, que não consegue a mesma performance em casa; um deputado bem sucedido que não permite que sua noiva trabalhe; um empresário analfabeto, para quem a posse de dinheiro é sinônimo de poder e grandeza; e um homem que, por motivo da morte de seu irmão mais velho, tenta casar-se com a viúva, apoiando-se na tradição do “ku txinga”.
O Grupo Gungu foi criado em 1992 pelo escritor e diretor Gilberto Mendes, e destaca-se por suas montagens contemporâneas e a forte musicalidade em seus espetáculos, baseadas em histórias reais e contos africanos. O grupo já se apresentou em festivais da Noruega, Portugal, Espanha, França, Estados Unidos e Argentina, recebeu prêmios e menções honrosas, inclusive uma crítica do jornal português O Público que o considerou o melhor da cultura lusófona. Mendes foi premiado com Mérito Lusófono da Fundação Luso Brasileira para o Desenvolvimento da Língua Portuguesa, com o prêmio FUNDAC (Fundo Nacional da Cultura – Maputo), e recebeu medalha de honra da UNESCO.

—-> Moçambique / Mutumbela Gogo;

Peça: As filhas de Nora
Diretor: Manuela Soeiro
Elenco: Graça Silva, Lucrécia Paco, Yolanda Fumo
Duração do espetáculo: 1h20
Censura: 14 anos

O grupo moçambicano traz o espetáculo As Filhas da Nora, livre adaptação do texto de “Casa de Bonecas”, do norueguês Henrik Ibsen, feita pelo sueco Henning Mankell – que faz uma leitura a partir da experiência moçambicana. No texto original, a protagonista Nora abandona o marido e suas três filhas ao descobrir que sempre fora tratada como uma boneca, e não como uma mulher. A versão de Mutumbela Gogo trata das filhas que foram deixadas pela mãe. O que terá acontecido com elas? A partir desta questão, são debatidas as contradições e relações de afeto entre os indivíduos.
Mutumbela Gogo foi criado em 1986 pela diretora cênica Manuela Soeiro. A idéia, pioneira, era de conceber uma companhia verdadeiramente nacional, que discutisse a identidade moçambicana incorporando elementos da dança e música da região, e resgatando obras de escritores locais, ao invés de apenas reproduzir os clássicos europeus. Os espetáculos do grupo se desenrolam a partir da improvisação, o que permite observar criações coletivas em suas narrativas. No currículo da companhia, montagens em diversos países da Europa, e uma peça dirigida pelo cineasta sueco Ingmar Bergman. Mutumbela Gogo é reconhecido também pelo talento de seus atores: quase todos já participaram de filmes de diretores norte-americanos e ingleses.

—-> Cabo Verde / Raiz di Polon;

Peça: Duas sem três
Diretor: Mano Preto
Direto Musical : Mário Lúcio Sousa
Coreógrafa: Rosy Timas
Elenco: José Emanuel do Rosário Gonçalves Brandão, Elisabete Maria Fernandes, Luís Manuel Semedo da Rosa, José Rui Mendes Cardoso, Rosy Timas Tavares
Duração do espetáculo: 30min.
Censura: 14 anos

Peça: Dom Quixote das Ilhas
Diretor: Manu Preto
Direção Musical : Mário Lucio Sousa
Coreógrafo: Manu Preto
Elenco: Manu Preto
Duração do espetáculo: 30min.
Censura: 14 anos

O espetáculo Duas sem Três, do dramaturgo caboverdiano Mario Lúcio Sousa, trata da mulher e sua simbologia na sociedade e nos rituais africanos. O imaginário feminino é representado em um dueto das bailarinas da companhia.
A peça Dom Quixote das Ilhas, também escrita por Mário Lúcio Sousa, traz uma perspectiva regional para a obra de Miguel de Cervantes.
A Companhia de Teatro e Dança Contemporânea Raiz di Polon foi fundada em Cabo Verde em 1991 pelo diretor Mano Preto. O grupo destaca-se pela combinação de teatro, expressão corporal e música. Ganhou o Prêmio Especial do Júri no 5º Encontro Coreográfico da África e do Oceano Índico, e já se apresentou por toda Europa e África. Desde 1998 a companhia desenvolve um trabalho de promoção da dança contemporânea e integra o projeto Dançar o que é Nosso, um trabalho de cooperação entre a África, a América Latina e a Europa.

—-> Cabo Verde / Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo;

Peça: O doido e a morte
Diretor: João Branco
Elenco: João Branco, Luis Miguel Morais, Paulo Santos, Silvia Lima
Duração do espetáculo: 55min.
Censura: 14 anos

O grupo encena a peça O doido e a morte, do português Raul Brandão. Considerada uma pérola na história da dramaturgia portuguesa, o texto trata de dois personagens: um político poderoso e um homem que adentra seu gabinete com uma bomba de grande impacto embaixo do braço. Uma representação da revolta de um indivíduo perante a crueldade, a incongruência e a degradação do mundo moderno.
O Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo existe desde 1993 e já montou mais de 30 espetáculos, entre textos de autores consagrados com leituras “crioulas”, e de artistas caboverdianos. Participaram de inúmeros festivais e já se apresentaram em palcos de Portugal, Itália, Espanha, Holanda e Brasil, e já ganharam duas vezes o Prêmio do Mérito Teatral por Portugal e por Cabo Verde.

—-> Portugal / O Bando;

Peça: Luto Clandestino
Diretor: João Brites
Elenco: Maria Silva, Filipe Carvalho
Duração do espetáculo: 30min.
Censura: 14 anos

O espetáculo Luto Clandestino propõe ao espectador a experiência do voyerismo como parte de uma viagem introspectiva. Com fones de ouvido, o público observa pessoas desconhecidas e tem a oportunidade de matar a curiosidade a respeito de conversas íntimas, sobre medo, perversidades, amor, morte. Uma experiência de aproximação do outro que pode nos permitir enxergar melhor o mundo e a nós mesmos. O espetáculo faz-se na rua, em movimento, com 80 espectadores por apresentação. Os atores estarão equipados com sistema de emissão de rádio e o público com receptores.
O grupo Bando surgiu em 1974, em meio à agitação política e cultural por que passava Portugal. Conhecido internacionalmente, seu currículo conta mais de 65 espetáculos montados.

—-> Portugal / Grupo da Garagem;

Peça: A hora do arco-íris
Diretor: Ana Palma
Elenco: Maria João Vicente
Duração do espetáculo: 1h20.
Censura: 14 anos

A hora do arco-íris trata do teatro do qual participamos na sociedade: assumimos personagens ao longo da vida e aprendemos a viver com determinado rótulo, estigma, deveres e obrigações, de acordo com a encenação íntima em que nos inserimos. Maria vive na clausura de uma torre de marfim e faz uma análise de sua história, experimenta as vozes de personagens que fizeram ou ainda fazem parte de sua vida. Ao fazê-lo abdica, por um momento, do papel principal.
O Teatro da Garagem foi fundado em 1989, e dedica seu trabalho artístico à pesquisa e experimentação, explorando novas formas de linguagem, seja através do texto ou do desenvolvimento de novas formas cênicas. O dramaturgo Carlos J. Pessoa é o responsável pelos textos e pela direção artística do grupo.

—-> Brasil / Grupo de Curitiba

Peça: Capitu Memória Editada
Diretor: Edson Bueno
Elenco: Janja, Regina Maria Ortiz Bruel, Tiago da Luz, Marcelo Rodrigues de Oliveira
Duração do espetáculo: 1h20
Censura: 14 anos

Inspirada no romance Dom Casmurro, a peça Capitu Memória Editada está longe de ser apenas uma montagem da obra de Machado de Assis: propõe-se a refletir o universo do escritor no palco através da dúvida, do mistério, da memória e da fantasia. Além das lembranças de Bentinho, a trama também é contada por personagens paralelos e contemporâneos, que interagem com a obra de Assis e fazem referência a ele, convidando o público a preencher as lacunas, assim como fez o escritor.
O projeto Capitu Memória Editada foi iniciado pela atriz Janja, que interpreta a protagonista na peça. A adaptação e a direção do espetáculo é de Edson Bueno. A montagem é realizada desde 2005, e recebeu no ano seguinte o prêmio Gralha Azul – promovido pelo Centro Cultural Teatro Guairá, do Paraná.

—-> Brasil / Tropa do Balaco Baco (Pernambuco);

Peça: A paixão e a sina de Mateus e Catirina
Diretor: Romualdo Freitas
Elenco: Ronaldo Bryan, Pedro Gilberto, Mário Arantes, William di Castilho, Wellington França
Everaldo Marques, Givaldo Silva, Fabiana Moraes, Fábio Beserra, Fabian Queiroz, Lula Moreira, Romualdo Freitas, Wellington Santos, Dalva Laranjeiras
Duração do espetáculo: 1h20
Censura: 14 anos

O espetáculo A paixão e a sina de Mateus e Catirina é permeado de elementos do folclore nordestino. Trata-se da história de Catirina, que, grávida há mais de doze meses, tem desejo de comer língua de boi e tenta convencer Mateus, que é apaixonado por ela, a lhe presentear com a iguaria. Depois de muita insistência, Mateus arranca a língua do boi trazido especialmente do Maranhão para presentear a filha do coronel. O casal se envolve, então, em uma aventura para reanimar o animal moribundo.
A companhia Tropa do Balaco Baco – Equipe Teatral de Arcoverde surgiu da união de dois grupos teatrais de Arcoverde, cidade do sertão pernambucano. O grupo conquistou os prêmios de melhor espetáculo, direção, figurino e maquiagem da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco – APACEPE/2008 -, no Recife, PE.

Carolina Mesquita, por email em 5 de abril de 2009, gentilmente nos alertou para um erro no texto que recebemos da assessoria de imprensa do festival:
Há um erro na sinopse do Mutumbela Gogo o grupo quando foi fundado a diretora e administradora do teatro Avenida era de fato a Manoela Soeiro, mas a encenadora e diretora artística do Mutumbela Gogo até início de 1987 era Isadora Dias (brasileira) convidada pela Manoela a fundar O Mutumbela Gogo juntamente com outros entre os quais a Lucrècia, Victor Raposo, etc. Entre as peças dirigidas por Isadora Dias encontra-se a peça teatral Quatro Peças para um Cenário Roído de Mia Couto, adaptação para a escrita dramatúrgica realizada pelo próprio Mia. Além de ser bailarina e atriz sou pesquisadora da escrita do Mia. Isadora encontra-se no Brasil e recebeu importantes prêmios em sua carreira, Itaú Cultural com Visões Silenciosas, FUNARTE, prêmio klauz Vianna em dança, Fomento e Pac.