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ISSN 1980-7767

ano 5
edição atual: número 27, setembro & outubro de 2010

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24/6/2008

Fragments

Centro Cultural Banco do Brasil apresenta

“Fragments”

companhia de Peter Brook apresenta no CCBB quatro textos de Samuel Beckett legendados em português, em curta temporada de uma semana

ESTRÉIA: dia 26 de junho (5a f), às 19h30

LOCAL: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil

- Rua Primeiro de Março, 66 / Centro  Tel: 21 3808-2020

HORÁRIOS: de 5a a domingo, às   19h30           DURAÇÃO: 60 min.

IDIOMA: inglês com legenda em português.

INGRESSOS: R$10,00 e R$5,00 (meia entrada)             CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos

CURTA TEMPORADA: somente uma semana, de 26 a 29 de junho

Fragments A companhia teatral de Peter Brook aporta no Centro Cultural Banco do Brasil, para uma curta temporada de quatro apresentações do espetáculo FRAGMENTS, criado a partir de quatro textos curtos de Samuel Beckett (1906-1989). A direção é de Peter Brook, e no elenco estão Marcello Magni, Hayley Carmichael, Khalifa Natour.

FRAGMENTS reúne os textos “Berceuse” (ou “Rockaby”, em inglês) “Fragment de théâtre I” (ou “Rough for Theatre I”), “Acte sans paroles II” (ou “Act Without Words II”), “Va et viens” (ou “Come and Go”) e o poema, “Ni l’un ni l’autre” (“Neither”).

Inicialmente apresentada em francês, em outubro de 2006 no Teatro Bouffes du Nord, a peça foi remontada em inglês no Young Vic Theatre em setembro de 2007. Em junho de 2008 apresenta-se (em inglês, com legendas em português) no Festival de Londrina (FILO), seguindo para Brasília e São Paulo antes de sua chegada ao Rio.

SINOPSES

“Berceuse” / “Rockaby”

Uma mulher solitária tenta ninar a si mesma, literalmente, até morrer, tanto fisicamente e por meio da sua fala repetitiva.

“Fragment de théâtre I” / “Rough for Theatre I”

Magni é um circunspeto músico cego, Houben é um animado deficiente físico preso a uma cadeira de rodas com capacidade de recuperar rapidamente a alegria. Os dois alcançam a condição de mútua dependência rubugenta. Este texto foi encenado no Brasil por Gerald Thomas, em “Quatro Vezes Beckett” (1985), com atuações memoráveis de Sergio Britto e Rubens Correa.

“Acte sans paroles II” / “Act Without Words II”

Num drama sem palavras, dois personagens emergem de sacos gigantescos para se submeter a uma cômica rotina diária de trabalho duro em estilo de cinema mudo. Arrastam a si mesmos uns poucos centímetros à frente a cada “empurrão da vida”.

“Va et viens” / “Come and Go”

Três senhoras idosas estão sentadas num banco de parque. Cada vez que uma sai, as outras duas compartilham um terrível segredo sobre ela.

“Beckett era um perfeccionista. Mas, pode-se ser perfeccionista sem ter uma certa intuição do que é a perfeição? Atualmente, com o passar do tempo, percebemos a que ponto todos os rótulos que lhe foram atribuídos no passado – desesperado, negativo, pessimista – são falsos. Beckett, na verdade, mergulha seu olhar no abismo insondável da existência humana. Seu humor o salva – e nos salva – ele rejeita as teorias, os dogmas que nada oferecem além de piedosos consolos. Na realidade sua vida nada foi do que uma constante e difícil pesquisa da verdade. Ele coloca as pessoas exatamente como as vê, na escuridão. Ele as mergulha no vasto desconhecido, observando através das janelas delas mesmas, nos outros, o olhar dirigido tanto para o exterior como para o interior, para o alto ou para baixo. Ele compartilha da incerteza delas, de seu sofrimento. O Teatro lhe dá a possibilidade de encontrar uma unidade na qual o som, o movimento, o ritmo, a respiração e o silêncio estão reunidos com exatidão. Ele pede para ele mesmo – um objetivo inatingível, que se alimenta de sua necessidade de perfeição. Ele penetra dessa forma no caminho raro que religa o teatro grego e Shakespeare ao tempo atual – celebrando sem compromisso a verdade, uma verdade desconhecida, terrível, espantosa.”, afirma Peter Brook.

FICHA TÉCNICA

Textos: Samuel Beckett

Direção: Peter Brook

Colaboração: Lilo Baur e Marie Hélène Estienne

Elenco: Marcello Magni, Hayley Carmichael, Khalifa Natour

Iluminação: Philippe Vialatte

Espetáculo produzido pelo C.I.C .T. / Théatre des Bouffes du Nord, Paris, e por William Wilkinson para Millbrook Productions em co-produção com o Young Vic Theatre, Londres

Divulgação no Rio de Janeiro: JSPONTES COMUNICAÇÃO: João Pontes e Stella Stephany

PETER BROOK

Diretor de teatro e cinema britânico (21/3/1925). Um dos mais respeitados profissionais de teatro da atualidade. Nasce em Londres e estuda em Oxford. Começa a se interessar por teatro ainda na universidade, época em que é influenciado pelo trabalho de dramaturgos como Bertolt Brecht e Antonin Artaud. Propõe um teatro de caracterização psicológica dos personagens que torne visível a “invisível” alma humana.

Procura também imprimir caráter crítico e polêmico às montagens, substituindo a passividade do espectador pela participação do público no espetáculo. Faz sucesso a partir de 1955, quando dirige o ator Laurence Olivier na montagem de Titus Andronicus, de Shakespeare. A partir de 1962, torna-se co-diretor da tradicional Royal Shakespeare Company, ao lado de Peter Hall.

Nos anos 70, funda em Paris o Centro de Pesquisa Teatral, o qual dirige até hoje. Sua carreira é marcada por encenação de peças no circuito teatral nova-iorquino do West End e da Broadway, além de em Paris e Londres. Leva o teatro e a literatura para o cinema com A Sombra da Forca (1953), peça de John Gay, Moderato Cantabile (1960), romance de Marguerite Duras, e O Senhor das Moscas (1962), romance de William Styron. Em 1966 monta Marat-Sade, de Peter Weiss, cuja filmagem também dirige.

Em ópera, dirige “La Bohème”, “Boris Godounov”, “The Olympians”, “Salomé” e “Le Nozze de Figaro” no Covent Garden. “Faust” e “Eugene Onegin” no Metropolitan Opera House / New York; “La Tragédie de Carmen” e “Impressions of Pelleas”, no Bouffes du Nord / Paris; and “Don Giovanni” no Provence Festival.

Em 1968 transfere-se para Paris e funda o Centro Internacional de Criação Teatral, no qual trabalha até hoje na direção de atores e em novas montagens. Seu último sucesso no cinema é o filme Marabharata, de 1995.

 


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