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	<title>Aguarras &#187; edicao_0002</title>
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		<title>Para onde foram os Anjos do sol?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Aug 2006 23:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>O cinema cor de barro mantém um padrão de qualidade no Brasil. Títulos como Cidade baixa, Lavoura arcaica e Cinema, aspirinas e urubus mostram que o casamento de um bom roteiro com direção firme e boas atuações ainda é a melhor opção frente ao besteirol de outras produções nacionais. Raros são os casos em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>O cinema cor de barro mantém um padrão de qualidade no Brasil. Títulos como <a  rel="nofollow" title="Cidade baixa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_Baixa_(filme)" target="_blank"><em>Cidade baixa</em></a>, <a  rel="nofollow" title="Lavoura arcaica" href="http://www.lavouraarcaica.com.br/" target="_blank"><em>Lavoura arcaica</em></a> e <a  rel="nofollow" title="Cinema, aspirinas e urubus" href="http://www2.uol.com.br/urubus/" target="_blank"><em>Cinema, aspirinas e urubus</em></a> mostram que o casamento de um bom roteiro com direção firme e boas atuações ainda é a melhor opção frente ao besteirol de outras produções nacionais. Raros são os casos em que o ambiente urbano consegue atingir o espectador com a mesma intensidade. A exceção mais recente talvez seja <a  rel="nofollow" title="Achados e perdidos" href="http://www.achadoseperdidosfilme.com.br/" target="_blank"><em>Achados e perdidos</em></a>, um filme policial noir com bons atores e uma atmosfera que vai além da sua história. <a  rel="nofollow" title="Anjos do sol" href="http://www.anjosdosol.com.br/" target="_blank"><em>Anjos do sol</em></a>, vencedor de 6 prêmios no <a  rel="nofollow" title="Festival de Gramado" href="http://www.festivaldegramado.net/" target="_blank">Festival de Gramado</a>, faz a ponte entre esse cinema poeira e o cinema asfalto, começando em um ponto perdido no mundo de barro, atravessando florestas, rios, estradas e rodoviárias até chegar ao caos urbano do Rio de Janeiro.</p>
<p><a  rel="cine" title="Anjos do Sol" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/anjos.jpg" class="thickbox no_icon"><img id="image6431" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/anjos.thumbnail.jpg" alt="Anjos do Sol" /></a>O filme é totalmente centrado na <a  rel="nofollow" title="Unicef" href="http://www.unicef.org/brazil/protocol_expls.htm" target="_blank">prostituição infantil no Brasil</a>. Conta a história de Maria, menina vendida pelos pais para trabalhar na cidade grande e ter uma vida melhor. O mote da inocência da família e da menina rege o filme até a entrada de Nazaré, personagem de Vera Holtz, uma espécie de agente que vende as meninas trazidas pelo atravessador Tadeu para os cáftens da área.</p>
<p>De mão em mão, Maria vai parar no meio do garimpo na pensão de Saraiva, um empresário, como prefere dizer. O garimpo aqui é retratado como o fim do mundo, uma fenda na terra que leva ao inferno das pepitas de ouro. É impossível escapar de lá. Quem foge, morre. O lugar sem estradas e pistas de pouso e decolagem não é o caminho, é o destino final.</p>
<p>Obviamente, Maria se rebela contra a vida à qual foi destinada. Combinando o jogo de cintura de Celeste e a coragem de Inês, Maria se arrisca numa fuga sem chance de retorno. Os animais lá fora não são tão ameaçadores quanto os animais que pagam para se deitar com ela. Há mortes pelo caminho, amigos que ficam, lágrimas, dor, arrependimento, mas não há medo da morte quando já se está morto.</p>
<p>Nessa viagem do céu ao inferno, o ponto final, como esperado, é o purgatório, e o Rio de Janeiro ainda é o símbolo máximo desse plano intermediário. Nele, é a cafetina Vera que funciona como ponto de comparação. Ela mostra que não interessa se você está em um grande centro urbano ou além das fronteiras da civilização, a ineficácia das leis é a mesma. Essa é a regra universal, não interessa onde esteja, a lei não funcionará à seu favor.</p>
<p><em>Anjos do sol</em> é um filme denúncia. Felizmente, não se esquece de ser cinema e é entretenimento de primeira categoria. Além da bela fotografia e do roteiro enxuto, traz atuações muito inspiradas. A lista é grande: Fernanda Carvalho (Maria, 11 anos), Bianca Comparato (Inês), Chico Dias (Tadeu), Darlene Glória (Vera), entre outros. Os destaques ficam por conta do demoníaco Saraiva de Antônio Calloni e a hilária prostitua Celeste, vivida por Mary Sheyla.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>entrevista: Eduardo Martins</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/08/28/entrevista-eduardo-martins/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Aug 2006 22:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Entrevista exclusiva com o fotógrafo Eduardo Martins para o Aguarrás 1. Como começou essa brincadeira chamada fotografia? Existe um divisor de águas do Eduardo e do Eduardo fotógrafo? Não sei dizer ao certo. Pode-se separar por datas, eventos ou atitudes que tomei, mas não saberia apontar um divisor de águas. Durante a faculdade fui monitor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p><strong>Entrevista exclusiva com o fotógrafo <a  rel="nofollow" title="Eduardo Martins" href="http://www.flickr.com/photos/eduardomartins" target="_blank">Eduardo Martins</a> para o Aguarrás</strong></p>
<blockquote><p><em>1. Como começou essa brincadeira chamada fotografia? Existe um divisor de águas do Eduardo e do Eduardo fotógrafo? </em></p></blockquote>
<p>Não sei dizer ao certo. Pode-se separar por datas, eventos ou atitudes que tomei, mas não saberia apontar um divisor de águas. Durante a faculdade fui monitor de fotografia e, além de ficar no laboratório, revelando e ampliando com os alunos, fotografava eventos internos da faculdade e trabalhos dos alunos em estúdio.</p>
<p>Pode-se somar também uma certa influência familiar. Meu pai fotografa por hobby.</p>
<p>Há 2 anos ou mais, juntei meses de salário para comprar minha primeira câmera, e aí sim, começar a clicar com regularidade. Antes disso, só me arriscava em trabalhos acadêmicos.</p>
<p>Com a freqüência de saídas para fotografar e o interesse aumentando, procurei cursos e workshops. Cursei a pós-graduação em Fotografia, Linguagem e Expressão, na Cândido Mendes. Nela, ganhei muita bagagem, principalmente teórica e histórica, conhecendo trabalhos, aguçando o olhar, treinando a vista.</p>
<p>Ainda no trabalho, eu era do setor de tratamento de imagens, e lidava com fotografia todos os dias, mesmo que indiretamente. Após quase 3 anos no setor, pedi para ser transferido para o estúdio de fotografia, se e quando houvesse a oportunidade. Após a transferência comecei a fotografar produtos diariamente.</p>
<p>Como lazer, fotografava shows, procurava cursos, workshops e continuava sempre lendo e vendo fotografia.</p>
<p>Minha história com o nu começou há pouquíssimo tempo. Em dois workshops com o Rubber, um dos 3 únicos professores de fotografia do nu no estado, treinei o olhar para esse ramo e a buscar uma visão, uma posição diferenciada, algo como buscar exclusividade não só da foto, mas no olhar. A liberdade que o Rubber dá para que se dirija a modelo, e especifique o que você quer é ótima, e só colabora. Ele faz questão de deixá-lo a vontade para escolher e fazer o que quiser, e isso foi essencial para não só treinar o olhar, como aprender como dirigir.</p>
<blockquote><p><em>2. Qual o instinto primordial do fotógrafo no nu artístico?</em></p></blockquote>
<p>Acho que para fotografar nu, ou qualquer outra coisa, de maneira que lhe dê um diferencial, um destaque, é preciso prestar a atenção em cada detalhe, em cada canto do visor, em cada centímetro da cena. Notar as texturas, as brincadeiras que o olho pode pregar. É preciso gostar do que faz e conhecer o que faz. Ter uma bagagem de conhecimento sobre o que você está fotografando (e acho que isso vale para qualquer coisa) é essencial. Você pode conseguir fotos de nu excelentes na primeira tentativa, mesmo sem nunca ter visto uma foto de nu anteriormente, mas com uma bagagem acumulada, com referências, e principalmente, pensando em formas, movimento, equilíbrio, você consegue um trabalho de melhor qualidade.</p>
<p>A foto é um momento único, que fica congelado e eternizado no papel (ou pixel, nestes tempos). É o momento decisivo, como Bresson dizia. Você clica, faz a foto. Você não clica e pode conseguir um momento parecido, mas nunca a foto que você visualizou e não fez.</p>
<p>Eu encaro o nu da mesma maneira que fotos de show e teatro, por exemplo. É natural. Não vejo um instinto em específico que não seja só o tesão pela fotografia. Procuro capturar a luz, as formas, os movimentos que o corpo faz, as curvas, contrastes e sombras, o momento exato. Não me importa se a foto sai com o corpo inteiro, cortado, isso não é uma fórmula. O modelo ajuda, claro, tendo ou não corpo bonito, pele, expressões, mas se você souber procurar, você vai achar a sua foto. A foto está na sua frente, mas cada um enxerga de um jeito.</p>
<p>Nesse ponto, acho que ter cursado a faculdade de desenho industrial me deu bastante desenvolvimento na procura por formas, texturas, contrastes. Aguçou o olhar crítico.</p>
<blockquote><p><em>3. Qual a sua opinião sobre o formalismo da composição diante do tema? O que o nu pede que as demais fotografias não?</em></p></blockquote>
<p>Para fotografar nu, acho que deve-se conhecer e valorizar ao máximo o corpo, observar suas formas, curvas, saber o que deve ser valorizado, o que você pode esconder. A diferença entre o nu e outras expressões fotográficas é o ganho de atenção voltado ao corpo.</p>
<blockquote><p><em>4. Parece-me que o nu perdeu o caráter transgressor e se tornou elemento visual. Você acha que o corpo, hoje, tem o mesmo valor de um sofá, uma porta, um jogo de luzes?</em></p></blockquote>
<p>Não tem exatamente o mesmo valor. Sendo o nu a temática, ele é o centro da foto, mas nada impede que o corpo se torne um elemento visual, apenas, justamente como você perguntou, comparando com um sofá ou uma porta. É importante notar que o conjunto, o equilíbrio da foto deve ser o principal, e então, se a foto pede que a modelo esteja quase totalmente escondida, e apenas uma pequena parte da foto mostre a modelo, que isso seja feito. Em uma das fotos minhas que está na exposição, uso uma modelo totalmente desfocada, e a atenção se dirige para um manequim. É uma referência, uma brincadeira com o corpo. O nu está lá, mas o manequim é o assunto focado. É um jogo de mostrar e esconder.</p>
<p>Também cabe aqui uma comparação entre o nu como meio de expressão puramente artística e o nu comercial, como o de revistas masculinas. Lá não cabe deixar em segundo plano a modelo. Não cabe que uma foto como a do manequim seja publicada. Lá, o objetivo é mostrar a modelo nua, pura e simplesmente.</p>
<blockquote><p><em>5. O preto e branco foi apenas questão estética? </em></p></blockquote>
<p>Originalmente, as fotos eram coloridas. São todas digitais, e foram pós-processadas em preto e branco. Acho que o tema pedia isso. Valorizava o contraste entre as sombras e o cenário. Ressaltava as texturas da água, no caso específico de uma das fotos. E também foi com o objetivo de coletivizar as fotos. Não queria expor 6 fotos, 3 coloridas e 3 em P&amp;B, por exemplo. Queria um conjunto, uma harmonia entre as fotos, criar um link a mais entre elas.</p>
<blockquote><p><em>6. O espelho, mesmo sendo um elemento tradicional da linguagem visual, sempre traz uma força diferenciada. Estão ali duplicados o poder de ilusão e o aprisionamento da imagem. O espelho desafiando o fotógrafo em seu papel. Como o espelho foi trabalhado nas suas fotos? O que você viu que ninguém mais viu? </em></p></blockquote>
<p>Procurei trabalhar os reflexos para gerar harmonia entre as formas. O reflexo deixa a modelo em evidência, duplica a ação, e as vezes mostra coisas diferentes também. Uma simples diferenciação de angulo pode mostrar uma coisa completamente diferente no seu reflexo, como em uma das fotos da exposição, onde você tem um reflexo completamente diferente do que está na realidade, apesar de se julgar estar vendo exatamente a mesma coisa. A água, como elemento de criação junto ao espelho foi para separar um pouco essa duplicidade de informações que o espelho gera.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Arte Passando de Lá para Cá &#8211; Bienal Internacional de Arte e Tecnologia</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Aug 2006 18:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>les pissenlits É uma arte física, essa. Você faz o que faz com o sopro, o movimento do corpo, gestos. Não, não é a arte das cavernas, a argila moldada com a mão, o dedo no sangue para a cor vermelha do dorso do bisão. É a terceira edição da Bienal Internacional de Arte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div><img id="image6368" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0337.jpg" alt="les pissenlits" /><br />
<em>les pissenlits</em></div>
<p>É uma arte física, essa. Você faz o que faz com o sopro, o movimento do corpo, gestos.</p>
<p>Não, não é a arte das cavernas, a argila moldada com a mão, o dedo no sangue para a cor vermelha do dorso do bisão.</p>
<p>É a terceira edição da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia, presente em julho, agosto e setembro de 2006 do Itaú Cultural de São Paulo e que teve o título modernoso de Emoção Art.ficial 3.0.</p>
<p>Se você for pensar, o que está lá não é muito diferente de e-mail, com seu perto-longe. É mesmo um lugar-comum quando se fala na linguagem da comunicação computadorizada: nada tão íntimo quanto a mensagem mandada para alguém que não se conhece. Nenhuma comunicação tão oral e direta quanto essa, intermediada e escrita.</p>
<p>É igual. E igual os seus limites, que migram, não mais os nossos, de quem emite a comunicação-arte, mas os da intermediação.</p>
<p>E se não temos os nossos limites (timidez?, pouco repertório?, inépcia?) para nos brecar, ficamos apenas com os da midiatização. Ou não ficamos, já que o que está entre nós, emitentes, e o que emitimos, ou seja, o que está no meio, mídia, é bem amplo, abrangente. Podemos usá-lo sem chegar perto do que seria uma de suas bordas, quando então passará a entrar em algum tipo de looping, ainda que randômico (o caos, aqui, é apenas um algoritmo mais sofisticado).</p>
<p>
É a sua atração. Temos a fisicalidade da criação sem o ônus da liberdade. Usá-la seria se arriscar a esbarrar no fracasso (o nosso mesmo, pessoal e intrasnferível), na frustração, no limite, na necessidade de humildemente repetir e repetir até conseguir ultrapassar uma nossa incapacidade.</p>
<p>Esse é o ponto de vista de quem cria-junto, não o do criador da peça, o autor cujo nome se lê na plaquinha &#8211; esse com total liberdade, na medida em que domine seu instrumento. Quem não tem o ônus da liberdade mas não sabe disso é você, o que vai lá para interagir, criar-junto. E esse, o ponto de vista de quem cria, ou crê que cria, é um dos pontos de vista instados a emergir, já que as peças são quase todas interativas.</p>
<p>Há o ponto de vista do fruidor e aí a coisa funciona melhor.</p>
<p>Você sopra e a paina se espalha em uma parede que não é mais parede mas ar livre, infinito. É a instalação de <a  rel="nofollow" title="Couchot" href="http://www.arborescence.org/article458.html" target="_blank">Edmond Couchot</a> e Michel Bret, <em>Les Pissenlits</em> (2006). E aí não mais importa que a paina se espalhe de forma perfeita e com x possibilidades de variação, a depender da força com que você soprou os três pequenos cilindros (um para cada face da parede que, formando um U aberto, imita assim uma terceira dimensão). É lindo de qualquer maneira.</p>
<p>Em <a  rel="nofollow" title="Messa di Voce" href="http://www.ultrasound.ws/archive/2003/messa_di_voce/lieberman.html" target="_blank"><em>Messa di Voce</em></a> (2003), <a  rel="nofollow" title="Golan Levin" href="http://www.flong.com/" target="_blank">Golan Levin</a> e <a  rel="nofollow" title="Lieberman &amp; colaboradores" href="http://www.thesystemis.com/" target="_blank">Zachary Lieberman</a> usam a voz de quem está ao microfone para criar desenhos, padrões de cor. Se são dois (há dois microfones) a falar, cantar ou emitir ruídos, cria-se um diálogo de formas, cores, as duas vozes sendo captadas de forma distinta pelo programa que você esquece que existe.</p>
<p>De uma máquina de escrever antiga, aquelas de modelo alemão, que quem tiver mais de 50 anos terá conhecido, sai um &#8220;papel&#8221; que na verdade é uma tela fina onde se projetam as letras batidas nas teclas. As letras se transformam em seres vivos a tentar escapulir do &#8220;papel&#8221;. É <em>Life Writer </em>(2005) de <a  rel="nofollow" title="Christa &amp; Laurent" href="http://www.interface.ufg.ac.at/christa-laurent/" target="_blank">Christa Sommerer e Laurent Mignonneau</a> e é também a materialização do terror de qualquer escritor.</p>
<p><em>Eden</em>, de <a  rel="nofollow" title="McCormack" href="http://www.csse.monash.edu.au/~jonmc/main.html" target="_blank">Jon McCormack,</a> de 2000, é um jogo de transparências. Quatro paredes translúcidas com registros de pequenas formas primárias e orgânicas a se sobrepôr, formando composições diferentes à medida que você anda na frente delas. As formas fazem lembrar os desenhos do grafiteiro americano Keith Haring e a descoberta do que seria o caldeirão criativo de suas figuras, o eden, o paraíso primordial dos grafiteiros, ou um proto-grafite em ebulição, é uma das experiências mais interessantes da mostra.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="C. Utterback" href="http://www.camilleutterback.com/" target="_blank">Camille Utterback</a> e <a  rel="nofollow" title="Romy Gavaligai" href="http://www.gavaligai.com/" target="_blank">Romy Achituv</a> apresentaram o <a  rel="nofollow" title="Text Rain" href="http://www.p0es1s.net/en/projects/romy_achituv_camille_utterback.html" target="_blank"><em>Text Rain</em></a>, de 1999. Letras caem sem parar, projetadas em uma parede. Quando você passa em frente, a sua silhueta refletida na parede impede as letras de caírem por alguns instantes. E elas então formam algumas palavras em volta de seu ombro, cabeça. Você pode ajudar, por exemplo esticando a mão para impedir que alguma outra letra caia. Uma metáfora que quem escreve apreciará, na sua luta constante e perdida para que as letras não caiam em algum abismo e sumam.</p>
<p>O <em>Cheap Imitation</em> (2002) de <a  rel="nofollow" title="David Rokeby" href="http://homepage.mac.com/davidrokeby/home.html" target="_blank">David Rokeby</a> sai do padrão dos outros. É uma brutal ironia. Ao andar na frente de sua tela-projeção, os movimentos que você faz são decompostos com uma idêntica geometrização da usada pelos cubistas. Eu fiz, não o <a  rel="nofollow" title="Georges Braque" href="http://www.artcyclopedia.com/artists/braque_georges.html" target="_blank">Braque</a> de Nu Subindo Escada, mas o Braque de Mulher Vestida Passando de Lá para Cá. Não será possível ver os cubistas da mesma maneira depois disso.</p>
<p>Há uma instalação com uma falha de apresentação. Em <em>Thoughtbody Environment Interface</em> (2006), <a  rel="nofollow" title="Bill Seaman" href="http://digitalmedia.risd.edu/billseaman/" target="_blank">Bill Seaman</a> apresenta, sem interatividade, fluxos ininterruptos de formas abstratas ou quase, junto com uma narração encantatória, hipnótica. O ritmo todo é lento mas um pouco tenso e para quem está na Av. Paulista, sentar ali na frente é uma continuidade, ao mesmo tempo que uma outra possibilidade do que foi vivido até minutos atrás. Pois bem. As legendas com a tradução do que é narrado foram postas em cima das imagens, à la televisão, e sua presença branca e parada quebra completamente o efeito desejado pela obra. Uma pena.</p>
<p>O que dá para pensar, a respeito dessa bienal e de outras mostras de arte computadorizada interativa é que o problema está em uma dicotomia entre o que é arte e o que é computação interativa, no seu aspecto de atividade falsamente livre, não para quem cria o programa mas para quem com ele é instado a interagir. É uma questão ampla, que ultrapassa a arte computadorizada interativa e transborda para a cultura que a gerou. O que de fato, no nosso dia-a-dia, fazemos ou achamos que fazemos, que ação (ou simulacro de ação) é essa que achamos que é nossa, convidados que somos a &#8220;interagir&#8221; com engrenagens programadas que, de tão amplas, parecem não existir?</p>
<p>Se a arte pode ser medida por sua eficácia de espelho, por seu papel de mostrar o tempo e espaço de sua criação, suas circunstâncias de produção, essa arte aqui abordada é, então, exemplar.</p>
<p>Junto às obras há pequenos textos explicativos, em forma de poemas, cuja autoria não foi especificada pela instituição organizadora. Como exemplo, dois deles. O primeiro é o da instalação de Bill Seaman, o segundo de uma instalação de robôs-cachorros que reagem a sons e gestos, feita em 2004 por <a  rel="nofollow" title="Doglab, France Cadet" href="http://doglab.free.fr/" target="_blank">France Cadet</a>.</p>
<blockquote><p><em>Interação cor purificada<br />
Foca padrões em fluxo<br />
Ações (observadas)<br />
Abstraindo as qualidades<br />
Operativas<br />
Em um novo contexto<br />
[Analogias vivas recombinantes]O discernimento emerge<br />
Sonho milagroso<br />
Intencionalidade das máquinas<br />
[Alcance]</p>
<p></em></p></blockquote>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Quando a arte encobre o nu</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/08/23/quando-a-arte-encobre-o-nu/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Aug 2006 22:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>fotografia de Eduardo Martins Rubber Seabra organiza na sede da ABAF &#8211; Associação Brasileira de Arte Fotográfica, de 23 de agosto a 18 de setembro, o 2º Salão Fotográfico 2006 com o tema nu artístico. Será uma repetição da exposição que ocorreu no Espaço Cultural Maurice Valansi contando com fotos de Anselmo Pontes, Daniele Pessanha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div style="text-align: center"><img id="image6264" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/edumartins01.jpg" alt="Eduardo Martins" /></div>
<div><em>fotografia de <a  rel="nofollow" title="fotolog de Eduardo Martins" href="http://www.flickr.com/photos/eduardomartins" target="_blank">Eduardo Martins</a></em></div>
<p>Rubber Seabra organiza na sede da <a  rel="nofollow" title="ABAF &#8211; Associação Brasileira de Arte Fotográfica" href="http://www.abaf.art.br/" target="_blank">ABAF &#8211; Associação Brasileira de Arte Fotográfica</a>, de 23 de agosto a 18 de setembro, o 2º Salão Fotográfico 2006 com o tema nu artístico. Será uma repetição da exposição que ocorreu no Espaço Cultural Maurice Valansi contando com fotos de Anselmo Pontes, Daniele Pessanha, <a  rel="nofollow" title="fotolog de Eduardo Martins" href="http://www.flickr.com/photos/eduardomartins" target="_blank">Edu Martins</a>, <a  rel="nofollow" title="Georges Racz" href="http://br.geocities.com/georgesracz/" target="_blank">Georges Racz</a>, Gustavo Câmara, Hélcio Mano, Ivan Maia, João Araújo, Kock Ham Chan, Márcia Ferraz, Marcio Freitas, Mauricio Mauro, Paulo Salermo, Rodrigo, <a  rel="nofollow" title="Ronaldo Brandão @ Olhares.com" href="http://www.olhares.com/utilizadores/detalhes.php?id=28266" target="_blank">Ronaldo Brandão</a>, Rubber Seabra, Sergio Santos e Sid Bond. Parte dos trabalhos é fruto do workshop de Seabra na Glória, o que explica os cenários e modelos em comum, na maioria mulheres.</p>
<p>É interessante observar que o nu e sua suposta transgressão agora se escondem atrás de jogos de luz e cores, servindo como pano de fundo para a arte como um todo. A falta de roupas passa a ser um detalhe na composição da obra e não o foco principal, tem a mesma importância que um borrão de tinta ou uma janela &#8220;esquecida&#8221; aberta. O nu é quase acidental. Torna-se um aspecto da imagem que se distancia de quem está observando, assumindo um platonismo, seja preto e branco ou colorido, que raramente ousa atravessar as lentes e tocar seu objeto de desejo. A maioria ainda arrisca colocar o nu como componente natural, mas poucos olham diretamente nos olhos das modelos ou atribuiem aos personagens fotografados intenção, algo mais do que um corpo despido.</p>
<p align="center"><em>&#8220;Estou nu, aqui na sua frente, esperando, o que você vai fazer?&#8221;</em></p>
<p>A ABAF fica na Rua Assis Bueno 30 &#8211; Botafogo (início da Rua Arnaldo Quintela). A exposição começa às 19 horas.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6265" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/edumartins02.jpg" alt="Eduardo Martins" /></div>
<p align="center"><em>fotografia de <a  rel="nofollow" title="fotolog de Eduardo Martins" href="http://www.flickr.com/photos/eduardomartins" target="_blank">Eduardo Martins</a></em></p>
<p align="center">
<hr /><em>relacionado:  				<a  rel="nofollow" title="entrevista: Eduardo Martins" href="http://aguarras.com.br/content/view/223/52/">entrevista: Eduardo Martins</a> (exclusiva)</em><br />
<em>Para entrar em contato com a fotógrafa Kock Ham Chan: <a rel="nofollow" title="email" href="mailto:kockphotos@yahoo.com.br " target="_blank">kockphotos@yahoo.com.br</a></em></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Abra um sorriso e diga: Obrigado por fumar!</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/08/20/abra-um-sorriso-e-diga-obrigado-por-fumar/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Aug 2006 23:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Se O senhor das armas tinha humor, mas apostava mesmo era no drama, Obrigado por fumar faz o inverso e se sai melhor. Transformar as normas do politicamente correto em ironia refinada é a essência desse filme dirigido e escrito por Jason Reitman, que tem como missão deixar a indústria de tabaco e os fumantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Se <em>O senhor das armas</em> tinha humor, mas apostava mesmo era no drama, <em>Obrigado por fumar</em> faz o inverso e se sai melhor. Transformar as normas do politicamente correto em ironia refinada é a essência desse filme dirigido e escrito por <a  rel="nofollow" title="J. Reitman" href="http://www.imdb.com/name/nm0718646/" target="_blank">Jason Reitman</a>, que tem como missão deixar a indústria de tabaco e os fumantes na berlinda.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="A. Echkhart" href="http://www.imdb.com/name/nm0001173/" target="_blank">Aaron Eckhart</a> vive Nick Naylor, um lobista que defende a indústria de cigarros diante da mídia americana. Ele é um especialista em derrubar argumentos de instituições de saúde, ONGS, associações de mães, velhinhas, garotinhos cancerosos, senadores e qualquer outro que atravesse o seu caminho. Como diz ao filho, ele não precisa provar que está certo, apenas que os outros estão errados. É um especialista no assunto.</p>
<p> <a  rel="cine" title="Thank You For Smoking" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/smoke.jpg" class="thickbox no_icon"><img id="image6429" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/smoke.thumbnail.jpg" alt="Thank You For Smoking" /></a></p>
<p>Quando está de folga, Nick se reúne com dois grandes amigos. Uma representante do setor de bebidas alcoólicas e um do setor de armas. Juntos, formam o esquadrão da morte. Eles se divertem com a desgraça alheia, disputam quem mata mais por ano e, enquanto comem sanduíches gordurosos, decidem como vão continuar lucrando bilhões.</p>
<p>Apesar da vida ocupada, Nick também arruma tempo para cuidar do filho (que mora com a mãe) e começa a ensiná-lo tudo sobre o seu emprego. Vivido por <a  rel="nofollow" title="C. Bright" href="http://www.imdb.com/name/nm1080974/" target="_blank">Cameron Bright</a> (o mesmo ator de A Profecia &#8211; será que isso também foi uma piada?), o menino vai revertendo a idéia que fazia do pai e termina considerando-o o deus da manipulação, um modelo a ser seguido. Numa ótima cena, Nick Naylor vai à escola do filho falar de sua profissão e incita as crianças a não aceitarem os argumentos dos adultos. Liberdade de escolha é tudo o que ele prega, seja pelo pedaço de chocolate ou pelo primeiro maço de cigarros.</p>
<p>O humor negro petróleo do filme é inteligente do início ao fim, desses que faz rir de nervoso sem a menor culpa. Até o cowboy do Malboro revive como um louco raivoso esperando o dia de ser subornado. Ninguém escapa. Não há mocinho, só bandidos. Nenhum dos personagens carrega a bandeira da moral. Ela foi devidamente enrolada e tragada com alto teor de alcatrão e nicotina. Nem mesmo a indústria de cinema, que por anos cultivou a imagem do glamour associada ao cigarro, escapa do olhar do diretor. Você consegue imaginar filmes clássicos editados para eliminar os cigarros? Greta Garbo e James Jean segurando canecas e pirulitos coloridos? O diretor conseguiu.</p>
<p><em>Obrigado por fumar</em> é composto de detalhes. Os diálogos, os ambientes, a iluminação, olhares rápidos, imagens menores no fundo, pontos turísticos, tudo ajuda a compor o clima de sarcasmo e a prender o espectador. Custou US$6,5 milhões e até agora arrecadou US$27 milhões. Além de Eckhart e Bright, conta com as atuações de <a  rel="nofollow" title="S. Elliot" href="http://www.imdb.com/name/nm0000385/" target="_blank">Sam Elliott</a>, <a  rel="nofollow" title="R. Duvall" href="http://www.imdb.com/name/nm0000380/" target="_blank">Robert Duvall</a>, <a  rel="nofollow" title="R. Lowe" href="http://www.imdb.com/name/nm0000507/" target="_blank">Rob Lowe</a>, <a  rel="nofollow" title="K. Holmes" href="http://www.katieholmespictures.com/" target="_blank">Katie Holmes</a> e <a  rel="nofollow" title="M. Bello" href="http://www.imdb.com/name/nm0004742/" target="_blank">Maria Bello</a>. É um presente para quem tem cérebro e ainda tem coragem de fazer a inevitável pergunta: alguém que fuma realmente acha que o cigarro não faz mal?</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>FILE</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Aug 2006 18:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Começou dia 14, em SP, o Festival FILE, mostra de Arte Eletrônica (www.file.org.br). Chegando ao espaço temos a idéia de que estamos em outro mundo, outra dimensão. Tudo é possível nesse universo de virtualidades reais. Desde a entrada,  a idéia é promover a interação homem/máquina. Em sua 7ª edição, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Começou dia 14, em SP, o Festival FILE, mostra de Arte Eletrônica (<a  rel="nofollow" title="FILE" href="http://www.file.org.br/" target="_blank">www.file.org.br</a>).</p>
<p>Chegando ao espaço temos a idéia de que estamos em outro mundo, outra dimensão. Tudo é possível nesse universo de virtualidades reais. Desde a entrada,  a idéia é promover a interação homem/máquina. Em sua 7ª edição, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o File, que foi aberto ao público no dia 15 de agosto, acontece na Galeria de Arte do Sesi e Teatro Popular do Sesi, onde os espaços estão sendo ocupados com exposições, perfomances e palestras até o dia 3 de setembro.</p>
<p>São 200 artistas de 30 nacionalidades diferentes, o que reafirma a vocação do festival de apresentar as diferentes tendências da arte eletrônica. Os trabalhos, vários e muito interessantes, variam entre arte na internet, animação e cinema interativo, hipertextos, jogos eletrônicos, poesia digital, música e instalações, robótica e performances.</p>
<p>O mais interessante de tudo isso é que o FILE não é só um espaço de exibições e mostras, se propõe também a ser um espaço educativo. Acontecem, simultaneamente, o FILE Media Art, o FILE Poetry (Poesia), Hipersônica (Música), Hipercinematividade (Cinema), Panoramas (Fotografias), Games (Jogos), Installations (Instalações Interativas), Documenta ou FILE CD &#8211; Cinema Documental que é a Mostra Audiovisual e o Symposium. O FILE Symposium apresenta um cardápio fantástico de possibilidades de aprendizagem, com as palestras programadas, que, juntas proporcionam uma ampla discussão e disseminação das artes digitais, tão pouco explorada nas escolas.</p>
<p>São palestras abertas ao público que têm a intenção, segundo os organizadores do evento, de proporcionar diálogos, envolvendo temáticas muito interessantes. No dia 16, quarta, uma bastante interessante, propôs diálogos entre cinema e games. No dia 17, quinta, a &#8220;boa&#8221; para a área educativa foi assistir a palestra &#8220;Usando Mídias Digitais na Construção Colaborativa e Interdisciplinar de Conhecimento&#8221;, com Jorge Franco, Roseli D. Lopes, Nilton F. Franco e Sandra R. R. Cruz. Por fim, na sexta, dia 18, imperdível é a fala da Profª. Drª. Val Sampaio, falar sobre imagens, na palestra &#8220;São tantas as imagens&#8221;. Nos vemos lá, ok?</p>
<p>Ah, e é bom ficar atento aos registros do evento para conhecer as conclusões. Muita gente boa falando de coisas sérias, para quem quer aprender sobre arte. Resultado? Um evento imperdível, certamente!</p>
<blockquote><p><em> Informações: Galeria de Arte do Sesi e Teatro Popular do Sesi. Av. Paulista, 1.313, São Paulo, 3146-7405. Abertura para convidados hoje, às 19h30. 3ª a sáb., 10h às 20h; dom., 10 às 19h. Grátis (retirar senhas com antecedência no dia). Até 3/9.</em></p></blockquote>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.jurema-sampaio.pro.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>O Rock Italiano de Carmen Consoli</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Aug 2006 15:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Carmen Consoli nasceu em 1974 e ganhou espaço no cenário italiano em 1995 gravando a canção &#8220;L&#8217;animale&#8221; num tributo a Franco Battiato. Com essa participação, chamou a atenção da gravadora Cyclope e no ano seguinte lançou o álbum Due Parole. Desde então, seu timbre melancólico inconfundível é uma das referências do rock italiano contemporâneo. Seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div style="text-align: center"><img id="image6316" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/carmencd.jpg" alt="Carmen Consoli" /></div>
<p><a  rel="nofollow" title="Carmen Consoli - site oficial" href="http://www.carmenconsoli.it/" target="_blank">Carmen Consoli</a> nasceu em 1974 e ganhou espaço no cenário italiano em 1995 gravando a canção &#8220;L&#8217;animale&#8221; num tributo a <a  rel="nofollow" title="Franco Battiatio - site oficial" href="http://www.battiato.it/" target="_blank">Franco Battiato</a>. Com essa participação, chamou a atenção da gravadora Cyclope e no ano seguinte lançou o álbum <em>Due Parole</em>. Desde então, seu timbre melancólico inconfundível é uma das referências do rock italiano contemporâneo. Seu atual trabalho é Eva contro Eva, que traz 10 canções inéditas e mostra forte influência do álbum anterior, o acústico MTV <em>Um Sorso in Più</em>. Dois grandes momentos de &#8220;<em>Eva</em>&#8221; são as canções <em>Madre Terra</em>, com participação da cantora beninense <a  rel="nofollow" title="Angelique Kidjo" href="http://ayemusic.free.fr/" target="_blank">Angelique Kidjo</a>, e <em>Maria Catena</em>, que atualiza a sonoridade clássica italiana. Carmen Consoli tem 9 álbuns no currículo, entre eles o ao vivo <em>L&#8217;anfiteatro e La bambina impertinente</em> (cd e dvd) gravado no antigo teatro grego de Taormina (Sicília), uma boa opção para quem ainda não conhece a cantora.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6315" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/carmen.jpg" alt="Carmen Consoli" /></div>
<blockquote><p><em>Primo fra tutti il ricorso sfrenato<br />
al pettegolezzo imburrato infornato e mangiato<br />
quale prelibatezza e meschina delizia per palati volgari<br />
larghe bocche d&#8217;amianto fetide come acque stagnanti&#8220;   (Maria Catena)</em></p></blockquote>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Quem faz arte-educação com uso da tecnologia?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Aug 2006 14:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Ligados ou não a centros de pesquisa acadêmica, o certo é que &#8220;pipocam&#8221; projetos que dizem fazer uso da arte como ferramenta, em conjunto com a tecnologia. Mas alguns pontos interessantes podem ser notados na própria estrutura desses projetos. O primeiro é a associação imediata entre o termo &#8220;tecnologia&#8221; e informática, que soa minimamente curiosa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Ligados ou não a centros de pesquisa acadêmica, o certo é que &#8220;pipocam&#8221; projetos que dizem fazer uso da arte como ferramenta, em conjunto com a tecnologia. Mas alguns pontos interessantes podem ser notados na própria estrutura desses projetos. O primeiro é a associação imediata entre o termo &#8220;tecnologia&#8221; e informática, que soa minimamente curiosa, como se antes da informática não existisse tecnologia ou, pior, como se fossem a mesma coisa! O segundo, e mais curioso ainda, é que a maioria dos projetos se propõe a &#8220;pôr as pessoas para fazer arte&#8221; como se isso, por si só, fosse arte-educação! E os outros aspectos da arte-educação, onde ficam? E a fruição? E a apreciação artística? A maioria tem foco na tecnologia e esquece a arte-educação.</p>
<p>Para não dizer que eu só &#8220;falo mal&#8221;, vou comentar sobre o <a  rel="nofollow" title="Projeto Asa" href="http://www.projetoasa.org.br/" target="_blank">Projeto Asa</a>.</p>
<p>É um programa de arte-educação que utiliza o computador como ferramenta de aprendizado e visa interferir de forma positiva na vida de crianças e jovens estudantes de escolas públicas. Desenvolvem um ótimo trabalho. Já tive oportunidade de acompanhar, de longe, alguns resultados e gostei muitíssimo.</p>
<p>É realizado sempre em parceria com instituições sem fins lucrativos que tenham trabalho reconhecido e desenvolve uma visão não muito comum da arte-educação, que vê na troca de conhecimentos e habilidades artístico-culturais uma forma de conquista da cidadania. Bastante interessante de conhecer, a proposta é uma adaptação do programa <em>After School Advantage</em>, criado em 1999 pela Gtech Corporation, matriz norte-americana da <a  rel="nofollow" title="Gtech Brasil" href="http://www.gtech.com/public/asa.htm" target="_blank">Gtech Brasil</a>.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.jurema-sampaio.pro.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Festival Viola de Todos os Cantos</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/08/13/festival-viola-de-todos-os-cantos/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 15:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Você conhece Moda de Viola? Não? Deveria. O som da viola caipira é muito bonito e a própria tradição dos violeiros é um aspecto da cultura brasileira que deve ser preservado. A tradição da viola caipira precisa ser cultivada, contada, recontada, exaltada, cantada e tocada. Tradição e cultura nunca saem de moda. Ou não deveriam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Você conhece Moda de Viola? Não? Deveria.</p>
<p>O som da <a  rel="nofollow" title="ONG Viola Caipira" href="http://www.violacaipira.com/" target="_blank">viola caipira</a> é muito bonito e a própria tradição dos violeiros é um aspecto da cultura brasileira que deve ser preservado. A tradição da viola caipira precisa ser cultivada, contada, recontada, exaltada, cantada e tocada. Tradição e cultura nunca saem de moda. Ou não deveriam sair.</p>
<p>Diferente dessa música comercial horrível, chamada popularmente de &#8220;breganejo&#8221;, a música &#8220;de raiz&#8221; é reflexo da cultura popular e riquíssima. Nomes como o da matogrossense <a  rel="nofollow" title="Helena Meirelles" href="http://www.cliquemusic.com.br/artistas/helena-meirelles.asp" target="_blank">Helena    Meirelles</a>, são conhecidos e reverenciados pelos músicos sérios    de todo o mundo. Em 1993 a revista norte-americana <a  rel="nofollow" title="Guitar Player - site oficial da revista" href="http://www.guitarplayer.com/" target="_blank">Guitar Player</a> escolheu-a como uma das &#8220;100 mais&#8221; por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas. Vale a pena conhecer o documentário sobre sua vida: <a  rel="nofollow" title="matéria do Yahoo! Notícias sobre a exibição do filme no canal por assinatura GNT." href="http://br.news.yahoo.com/060731/25/17c3n.html" target="_blank"><em>Helena Meirelles, A Dama Da Viola</em></a> (75 min, 2004, direção:    <em>Francisco De Paula</em>. Fotografia: <em>José Guerra</em>. Edição:    <em>Marcos Kacherian</em>, <em>Clayton Viana</em> e <em>Ana Claudia Streva</em>.).</p>
<p>A quatro anos, pelo interior de São Paulo, há um festival chamado    &#8220;<a  rel="nofollow" title="o festival, @ EPTV" href="http://eptv.globo.com/viola/principal.asp" target="_blank">Viola de Todos os Cantos</a>&#8221;, que exibe e premia músicos de todas as categorias de violeiros, de todas as regiões do Brasil. A quarta edição do festival, agora em 2006, já teve algumas etapas eliminatórias e a grande final, que acontece em 22 de agosto, na cidade de Limeira, apresentará ainda shows de <a  rel="nofollow" title="Mazinho Quevedo" href="http://www.artistdirect.com/nad/music/artist/card/0,,1071522,00.html?src=search&#038;artist=Mazinho+Quevedo" target="_blank">Mazinho Quevedo</a> e <a  rel="nofollow" title="Kleiton &amp; Kledir - site oficial" href="http://www.kleitonkledir.com.br/" target="_blank">Kleiton &amp;    Kledir</a>.</p>
<p>Não é possível supor um ensino de arte sem o conhecimento    e valorização das tradições culturais de um povo.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.jurema-sampaio.pro.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Como ser arte-educador?</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/08/13/como-ser-arte-educador/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 14:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Certamente não é seguindo receitas nem modelinhos prontos&#8230; Parece ser um consenso, que eu não sei dizer de onde se originou, de que pessoas ligadas a arte e ensino de arte têm que ser &#8220;malucas&#8221;. Veja se você já não cruzou com um tipo destes: Geralmente munidos de um cartãozinho de visitas &#8220;mudernoso&#8221;, em geral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Certamente não é seguindo receitas nem modelinhos prontos&#8230; Parece ser um consenso, que eu não sei dizer de onde se originou, de que pessoas ligadas a arte e ensino de arte têm que ser &#8220;malucas&#8221;.</p>
<p>Veja se você já não cruzou com um tipo destes:</p>
<p>Geralmente munidos de um cartãozinho de visitas &#8220;mudernoso&#8221;, em geral coloridéééérrimo, ilustrado com alguma reprodução mais-que-batida de algum trabalho <em>pop-new-vanguardista-fashion</em> de um artista mundialmente-conhecido-entre-os-amigos-do-bairro (isso quando não do próprio), seguido de um nome artístico, naturalmente inventado, para representar sua identidade artística (sic).</p>
<p>Debaixo do braço vem sempre um portfolio feito em papel reciclado, ou em um papel ultra-caro mas envelhecido artesanalmente com colagens e costuras também artesanais (leia-se mal-feitas, mesmo). Não sei de onde vem a idéia grotesca de que artesanato tem que ter aspecto de mal acabado. Reciclagem também está na moda! Mesmo as feitas com técnicas absurdas usando cloro, por exemplo. Mas isso é outro assunto, estamos falando de estilo aqui, não de ideologia!</p>
<p>Dentro do portfolio, uma coleção de aberrações artísticas e/ou estéticas como as fotos &#8212; geralmente umas digitais de péééssima qualidade gráfica, impressas na casa d´algum conhecido, em papel sulfitão escolar &#8212;, de alguma instalação ou da última performance. Esse povo a-do-ra instalações e performances, pode acreditar! Eles em geral não sabem o que significa nem uma coisa, nem outra, mas adoram.</p>
<p>As benditas performances/instalações foram feitas e/ou apresentadas no bar-espaço-cultural-oficina-ou-qualquer-outra-coisa-semelhante durante a &#8220;<em>última vernissagem do livro</em>&#8221;. Sim, a últim<strong><em>A</em></strong>,    vernissage<strong><em>M</em></strong>, e <em><strong>do livro</strong></em>.    Isso porque com raríssimas e honrosas exceções a maioria    nem sabe que vernissage é uma palavra <em>masculina</em>, não    sabe que esta mesma palavra não é vernissage<strong><em>m</em></strong>,    muito menos sabe que não existe vernissage de livro.</p>
<p>O povinho auto-intitulado-mas-sem-saber-bem-o-que-significa-ser-arte-educador também tem um figurino-padrão. Qualquer coisa estapafúrdia. Vale desde peças de brechó (nome chique dado ao casaco puído que <em>descolou</em> no baú da casa da tia-avó), até figurinos pseudo-étnicos. Em tempo: Um figurino peseudo-étnico é uma coisa meio na linha pega-uma-canga-que-comprou-nas-férias-na-praia-com-estampa-semi-africana,-e-faz-uma-saia-envelope-mal-acabada, e usa junto com uma blusinha que descolou num &#8220;bacião&#8221; na feira oriental de bairro, com uma estampa de qualquer Mangá ou herói de quadrinhos pseudo-intelectual na frente, em purpurina. Complementa tudo com uma bolsa feita de crochê de lacres de refrigerante (Lembra da reciclagem? Pois é&#8230;) e calça um coturno velho acompanhado de uma sobreposição de meia-arrastão preta por cima de outra, fio 40 verde-limão (ou qualquer outra cor discreta assim). Se estiver frio, um casado tamanho <em>over    sized</em>, de preferência de pelúcia roxa com gola de arminho    vermelho.</p>
<p>Por quê dessa roupa? Hora bolas, para &#8220;expressar sua individualidade&#8221;, só que, na prática acaba é ficando igual a todo mundo: com cara de doido! Ah, e doido pobre, porque se for doido rico, é tudo igual, só que de grife. Algo meio, digamos assim, na linha <em>hippie    de butique</em>&#8230; Um figurinho entre boneca Emília e Baby Ex-Consuelo,    com pitadas de <em>Barbie-vai-ao-camping</em>&#8230;</p>
<p>Qual o problema disso? Nenhum, se não fosse quase que <em>obrigatório</em> se vestir dessa forma para ser levado a sério nesse mundinho de pseudo-intelectuais! Como se só doidos-sem-gosto possam ter o supremo privilégio de ensinar arte. Santa ignorância-Batman!</p>
<p>Agora, se você quer ser um arte-educador dos bons mesmo, desencane do traje. Vista o que estiver afim, vá onde tiver vontade e estude. Muito e sempre. Se informe, experimente, aprenda, questione, leia, ouça, veja e, principalmente, tenha abertura para entender que estereótipos não levam a nada, nem na vida, nem na arte.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.jurema-sampaio.pro.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>A função da arte-educação</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 14:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Com certeza você já ouviu alguém dizer que é arte-educador. Como já disse, está meio na moda ser arte-educador! Mas, quer saber mesmo se a pessoa é, de fato, um(a) arte-educador(a)? Faça o seguinte teste: Ao invés de perguntar para a criatura o que ela faz, pergunte qual a função do que ela faz. Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>Com certeza você já ouviu alguém dizer que é arte-educador. Como já disse, está meio na moda ser arte-educador! Mas, quer saber mesmo se a pessoa é, de fato, um(a) arte-educador(a)? Faça o seguinte teste: Ao invés de perguntar para a criatura o que ela faz, pergunte qual a função do que ela faz. Isso mesmo, pergunte sobre o que é a arte-educação, para que serve mesmo.</p>
<p>Já é suficiente perguntar, na maioria dos casos, &#8220;o que é arte?&#8221; que já vai começar a se enrolar para responder&#8230; Mas se vier com aquele &#8220;papo-aranha&#8221; de &#8220;arte é sentimento&#8221;, &#8220;é individual&#8221; ou ainda &#8220;a arte é unicamente a expressão do EU do indivíduo&#8221;, ou qualquer outra dessas baboseiras na mesma linha, etc. e tal, pode ter certeza, que a criatura sequer faz idéia do que é arte, muito menos do que signifique ser arte-educador, que dirá de saber qual a função da arte-educação! Maaas&#8230; Como ele(a) acha bacana o termo, lá vai ele(a) seguindo sua vida, sempre com algum <em>projeto</em> em andamento ou, se não em andamento,    está na idéia, esperando um patrocinador&#8230;</p>
<p>
Essa visão de &#8220;livre expressão&#8221; é uma abordagem que era bem comum até a década de 80, com o tempo foi melhorando, mas é comum ainda ouvir dizer que a pessoa é arte-educador porque trabalha com arte. Seja porque desenvolve projetos de inclusão social pela arte (Estes projetos sozinhos já dão pano pra manga para serem discutidos, mas deixemos para outro tópico.); ou porque promove eventos de arte, ou, ainda, porque dá aulas de trabalhos manuais ou artesanato. Assim colocado parece que a função de um arte-educador está qualquer coisa entre produtor cultural e terapeuta, o que está errado. Produtor cultural é uma coisa, terapeuta é outra e arte-educador é ainda outra.</p>
<p>Não é porque você<em> trabalha com arte</em> que é arte-educador! Não é porque você dá aulas de artesanato, ou trabalhos manuais, que seja arte-educador. Não é porque você tem um trabalho social, mesmo que muitíssimo bem-feito, onde sejam desenvolvidos programas de <em>geração de renda</em> que isso é arte-educação.</p>
<p>Quem trabalha com arte pode, <em>inclusive</em>, ser arte-educador, mas isso não é automático. Quem dá aulas de trabalhos manuais e/ou artesanato, idem. A arte-educação tem propostas que vão além do ensino de uma técnica, seja artesanal ou artística. E não é somente &#8220;expressão do eu&#8221; ou da &#8220;individualidade&#8221; tampouco.</p>
<p>Arte é área de conhecimento e, como tal, tem conteúdos específicos que são trabalhados (ensinados e aprendidos) pelo arte-educador junto com seus alunos.</p>
<p>Outro conceito equivocadamente compreendido sobre a função da arte &#8211; educação é o conceito de interdisciplinaridade. Usar arte, na educação, como ferramenta de ensino de outras disciplinas não é arte-educação. Ilustrar textos em aulas de português; fazer teatrinho nas aulas de história ou usar origami nas aulas de matemática não é arte-educação. Nestes casos está se usando a arte como ferramenta, não de forma interdisciplinar.</p>
<p>Vamos começar do fim para entender: Para que serve aprender arte?</p>
<p>Não raras vezes, infelizmente, ouvimos dizer que aprender arte nos torna    <em>mais sensíveis</em>, <em>pessoas melhores</em>, e outras colocações    romântico-patéticas como estas.</p>
<p>O ensino de arte tem várias funções, dentre elas o fazer artístico, a história da arte e a apreciação ou fruição artística a arte-educação promove todos estes aspectos em conjunto, visando uma formação mais consistente e ampla do indivíduo, não para ele ser bonzinho. Quando nos limitamos a entender a arte e seu ensino a isso, limitamos também o papel da arte na vida dos indivíduos.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Ana Mae Barbosa @ Unesco" href="http://portal.unesco.org/culture/fr/ev.php-URL_ID=9796&#038;URL_DO=DO_TOPIC&#038;URL_SECTION=201.html" target="_blank"> Ana Mae Barbosa</a>, uma das maiores pesquisadoras brasileiras sobre o tema arte-educação,    em seu livro<em> <a  rel="nofollow" title="comprar o livro na Livaria Cultura - ATENÇÃO: a Livraria Cultura e o Aguarrás não são parceiros comerciais. Este link tem apenas o intuito de auxiliar o leitor." href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=621548&#038;sid=2015360748813858543021918&#038;k5=D9E4391&#038;uid=" target="_blank">Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte</a></em>,    deixa bem claro o potencial da arte como área de conhecimento ao dizer    que &#8220;<em>Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada</em>&#8221;. (BARBOSA, 2003, p.18)</p>
<p>Todo regime de governo com base no uso da força (ditaduras, de qualquer ideologia) têm um traço comum: Insistem ampla e claramente na censura.</p>
<p>E a censura é feita onde, principalmente? Nas formas de manifestação    artística.</p>
<p>E por que fazem isso?</p>
<p>Por que quando um indivíduo é levado a experimentar e refletir sobre si e o mundo, que é o que a arte proporciona, é encaminhado nos passos do desenvolvimento do ser humano. E seres humanos desenvolvidos não &#8220;baixam a cabeça&#8221; como &#8220;bois&#8221; e seguem ordens.</p>
<p>Só esta informação já nos dá uma pequena visão da Função da Arte. Passam a ser seres que pensam! E, como diria o poeta &#8220;quem pensa por si mesmo, é livre e, ser livre, é coisa muito séria!&#8221; (Renato Russo).</p>
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		<title>A lucidez na loucura de Estamira</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2006 23:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>As amarras do distanciamento ameaçavam banir o documentário para o campo da técnica-arte. O conceito de que o documentarista consegue se anular a ponto de não interferir no processo de registro, criando uma suposta imparcialidade na visão apresentada, é no mínimo inocente. A sensibilidade de Coutinho em Edifício Máster e o deboche espetáculo de Michael [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>As amarras do distanciamento ameaçavam banir o documentário para o campo da técnica-arte. O conceito de que o documentarista consegue se anular a ponto de não interferir no processo de registro, criando uma suposta imparcialidade na visão apresentada, é no mínimo inocente. A sensibilidade de Coutinho em <a  rel="nofollow" title="Edifício Master @ IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0333388/" target="_blank">Edifício Máster</a> e o deboche espetáculo de <a  rel="nofollow" title="Michael Moore" href="http://www.michaelmoore.com/" target="_blank">Michael Moore</a> em <a  rel="nofollow" title="Fahrenheit 9/11 - site oficial" href="http://www.fahrenheit911.com/" target="_blank">Fahrenheit 9/11</a> (com continuação prevista pra 2007) mostram de pontos diferentes como ainda há muito a ser explorado na linguagem do documentário. Uma imagem recente dessa evolução é Estamira, documentário de <a  rel="nofollow" title="Marcos Prado @ IMDB" href="http://imdb.com/name/nm0695038/" target="_blank">Marcos Prado</a> sobre uma senhora de 63 anos, <a  rel="nofollow" title="Dúvidas sobre Esquizofrenia @ PsiqWeb" href="http://gballone.sites.uol.com.br/voce/esq.html" target="_blank">esquizofrênica</a>, que trabalha há 20 no lixão.</p>
<p><div style="text-align: center"><img id="image6427" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/estamira.jpg" alt="Estamira" /></div>
<p>Declaradamente envolvido com a personagem, Marcos alterna preto e branco e colorido para ressaltar as nuances de alegria e tristeza, pseudo-lucidez e depressão, da vida de <a  rel="nofollow" title="Estamira - site oficial" href="http://www.estamira.com.br/" target="_blank">Estamira</a>. Nas fogueiras do lixão, na tempestade que se abate sobre os catadores, nos urubus misturados aos sacos plásticos que voam e em cadáveres sem nome, há poesia. Há poesia numa vida dura como a de Estamira, quando seu lado esquizofrênico rebela-se contra o real.</p>
<p>Inteligente, o documentarista primeiro apresenta a personagem, o seu presente no lixão, e só depois começa a revirar o passado, soterrado no lixo dos sedativos.</p>
<p>Estamira mistura conceitos religiosos, políticos e sociais formando um vocabulário próprio. Consegue separar deus de espiritualidade e morte. Trata o planeta como Gaia (sem usar o nome), um ser vivo, consciente que sofre e rebate os maus tratos. Sabe a importância de não desperdiçar, o valor do lixão na reconstrução da sua vida. Sua lucidez fantástica (em todos os sentidos) contrasta com a ignorância do filho evangélico &#8211; além de não entender a esquizofrenia de Estamira, acha que a mãe está possuída por uma entidade maligna e quer interná-la em um manicômio.</p>
<p>Estamira diz coisas impressionantes. Como negar a sabedoria de uma mulher que fala &#8220;<em>Não existe mais o inocente no mundo. Existe o esperto e o esperto ao contrário</em>&#8221;, &#8220;<em>A criação é abstrata. A água é abstrata, o fogo é abstrato e a Estamira também é abstrata</em>&#8221;, &#8220;<em>A minha missão, além de ser a Estamira, é revelar somente a verdade e capturar a mentira</em>&#8221;, &#8220;<em>Eu sou a Estamira, sou a beira do mundo, estou lá, estou cá, estou em todo lugar</em>&#8221;.</p>
<p>Durante o documentário, Estamira alerta para o <em>Trocadilho</em>. Segundo ela, o <em>Trocadilho </em>é o que faz as pessoas viverem na ilusão, quem engana o homem e o faz acreditar em coisas que não existem. Ela é contra a exploração do povo pelos pastores. Contesta a adoração de Jesus pelo sofrimento, já que tantos como ela sofrem ainda mais. Diz que os homens devem ser iguais, independente de cor e de sexo e defende a dignidade para todos. Tem vergonha pelo homem, um bicho evoluído, agir pior que os quadrúpedes.</p>
<p>Apesar da sabedoria e do sorriso de Estamira, Marcos Prado não nos poupa de assistir a alguns dos surtos esquizofrênicos da protagonista, lembrando que no meio da mágica, por trás do truque, existe o mundo real. Em um desses momentos, Estamira fala em um rádio quebrado, usando uma língua imaginária. Em outro, nos conta como os astros ruins têm inveja do cometa que vive em sua cabeça, e raiva por ele ter escolhido um corpo frágil como o dela. Para quem não sabe, a esquizofrenia provoca alucinações auditivas, o tal cometa.</p>
<p>Existe um pouco de Estamira em cada um de nós. Resta-nos sair do cinema e pensar como seria hoje essa senhora se não tivesse levado a vida que levou. Como ela própria diz &#8220;<em>Eu sou a Estamira, sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim</em>&#8221;.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Os 300 de Esparta de Frank Miller</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2006 22:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[gráficas/design]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>O escritor e desenhista Frank Miller é o criador da personagem Elektra, já trabalhou nos argumentos de Batman (DC Comics) e de Homem-Aranha (Marvel) e, recentemente, chamou a atenção na adaptação de Sin City para o cinema. Frank Miller também é o autor de &#8220;Os 300 de Esparta&#8221;, uma adaptação da batalha das Termópilas. Dividido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>O escritor e desenhista <a  rel="nofollow" title="Frank Miller" href="http://www.devir.com.br/hqs/frank_miller.php" target="_blank">Frank Miller</a> é o criador da personagem Elektra, já trabalhou nos argumentos de Batman (DC Comics) e de Homem-Aranha (Marvel) e, recentemente, chamou a atenção na adaptação de <a  rel="nofollow" title="Sin City @ IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0401792/" target="_blank">Sin City</a> para o cinema. Frank Miller também é o autor de &#8220;Os 300 de Esparta&#8221;, uma adaptação da <a  rel="nofollow" title="Batalha de Termópilas @ Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Term%C3%B3pilas" target="_blank">batalha das Termópilas</a>.</p>
<p>Dividido em 5 partes (honra, dever, glória, combate e vitória), o HQ conta a história do <a  rel="nofollow" title="Leonidas @ About" href="http://ancienthistory.about.com/cs/people/g/leonidas.htm" target="_blank">Rei espartano Leônidas</a>, que marchou com um exército de 300 homens para enfrentar os 10.000 soldados do persa <a  rel="nofollow" title="Xerxes @ Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Xerxes_I" target="_blank">Xérxes</a>. A narrativa tradicional &#8211; diálogos &#8211; às vezes assume o lirismo proposto na linguagem visual, explorando a dubiedade dos sentimentos e pensamentos dos personagens.</p>
<p><div style="text-align: center"><img id="image6262" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/300.jpg" alt="Os 300 de Esparta" /></div>
<p>Munidos de coragem, Miller desenha os soldados nus, apenas com capas, lanças e escudos. Talvez queira dizer que estão de peito aberto para a guerra e possível morte, ou esteja tornando-os humanos numa batalha de tamanha dimensão. A contraposição às vestes pesadas dos persas pode encontrar explicação no fato dos cavaleiros de Xérxes serem conhecidos como &#8220;Os imortais&#8221;, e o próprio Rei, que só usa ouro e não toca o chão, ser chamado de Rei-deus, enquanto Leônidas dorme com seus soldados, faz vigília para que descansem, bebe da mesma água e come da mesma comida.</p>
<p>As conversas em torno da fogueira, as implicâncias internas do exército, os castigos para os preguiçosos, todos os elementos clássicos de um épico estão lá. Uma das melhores idéias, inclusive, é a mistura do épico com o clima noir. Não há momento em uma guerra que não vista bem o jogo de luzes e sombras do estilo. Jogue fora o abajur, pegue as chamas da fogueira e a adaptação está feita.</p>
<p>Para 2007, está previsto o lançamento do filme hollywoodiano &#8220;300&#8221;, com Rodrigo Santoro no papel de Xérxes. Então se você tiver dificuldades de encontrar o HQ &#8220;<a  rel="nofollow" title="Os 300 de Esparta @ Devir" href="http://www.devir.com.br/hqs/fm_esparta.php" target="_blank">Os 300 de Esparta</a>&#8221; por aí, não se preocupe. Provavelmente um relançamento está a caminho.</p>
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		<title>Fernanda Porto ao vivo</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2006 15:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Fernanda Porto, além de flertar com programações de música eletrônica, também é multi-instrumentista. Durante os shows é comum vê-la tocando piano, guitarra, violão, maracatu e o tradicional saxofone. Esse drum&#8217;n&#8217;bass orgânico que se rende a sonoridades variadas é a marca do primeiro registro ao vivo da cantora. Das 19 canções, 10 são inéditas. Estão lá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p><a  rel="musica" title="Fernanda Porto" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/porto.jpg" class="thickbox no_icon"><img id="image6312" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/porto.thumbnail.jpg" alt="Fernanda Porto" /></a>Fernanda Porto, além de  flertar com programações de música eletrônica, também é multi-instrumentista. Durante os shows é comum vê-la tocando piano, guitarra, violão, maracatu e o tradicional saxofone. Esse drum&#8217;n&#8217;bass orgânico que se rende a sonoridades variadas é a marca do primeiro registro ao vivo da cantora. Das 19 canções, 10 são inéditas. Estão lá suas leituras de <em>Só tinha que ser com você </em>e <em>Roda Viva</em>, e o remix de <em>Sampa</em> (aquela em que Caetano Veloso canta &#8220;alguma coisa acontece no meu coração&#8221;), presente nos shows, mas até então ausentes em CD. Um dueto inusitado e deveras agradável traz Daniela Mercury em <em>Desde que o samba é samba</em> (outra de Caetano Veloso) e na clássica <em>Tudo de bom</em>. Da enxurrada de novidades, os pontos altos são <em>Coco sem água</em> e <em>Samba a dois</em>, com letras e melodias feitas sob medida. Certamente merecerão uma segunda ouvida, ao final do DVD.</p>
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		<title>Você conhece Jay Vaquer?</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2006 15:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Do primeiro álbum, um grande teste de gêneros, Jay Vaquer trabalhou duas músicas. A miragem e Aponta de um iceberg tiveram direito a clipes na MTV e certa divulgação nas rádios. No segundo cd, Vendo a mim mesmo, Jay Vaquer explorou sonoridades experimentais, lançou o clipe de Pode agradecer e cumpriu a promessa do título, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div style="text-align: center"><img id="image6310" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/jayvaquer.jpg" alt="Jay Vaquer" /></div>
<p>Do primeiro álbum, um grande teste de gêneros, <a  rel="nofollow" title="site oficial de Jay Vaquer" href="http://www.jayvaquer.com.br/" target="_blank">Jay Vaquer</a> trabalhou duas músicas. <em>A miragem</em> e <em>Aponta de um iceberg</em> tiveram direito a clipes na MTV e certa divulgação nas rádios. No segundo cd, <em>Vendo a mim mesmo</em>, Jay Vaquer explorou sonoridades experimentais, lançou o clipe de <em>Pode agradecer </em>e cumpriu a promessa do título, fechando contrato com a EMI. Desde então, divulga <em>Você não me conhece</em>, uma evolução natural do seu estilo pop/rock. O cd já teve direito a um hit nas rádios (<em>Cotidiano de um casal feliz</em>), com letra sarcástica sobre um casal símbolo da cultura hipermodernista degenerada. A força do álbum são as músicas mais rápidas, que expressam melhor o fogo verbal do cantor. Além da atual música de trabalho, <em>A falta que a falta faz</em>, outras faixas de destaque são <em>Mondo Muderno (D Mierda)</em> e a pérola poética <em>Quando Fui Fred Astaire</em>.</p>
<blockquote><p><em>Você não me conhece (trecho)<br />
</em></p>
<p><em>na sua ironia burra, dou cabo<br />
meu bem, nem tô passando pires, nem babo<br />
enfie sua vida cor-de-rosa no rabo<br />
pro diabo&#8230;você não me conhece<br />
mas me ama pra sempre pq te convém<br />
desaparece<br />
se pinta outro atalho<br />
não sou mais ninguém</p>
<p></em></p></blockquote>
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		<title>A Cidade Perdida de Cada Um</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Aug 2006 23:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Andy Garcia saiu de Cuba aos cinco anos de idade, fugindo para os EUA com o pai. Na  &#8220;bagagem&#8221;, apenas memórias de crianças, fotografias e LPs antigos. A história de Lost City, não a contada no filme, mas a que antecede a sua realização, já daria um bom documentário. Um roteiro de 300 páginas, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="Andy Garcia no IMDB" href="http://www.imdb.com/name/nm0000412/" target="_blank">Andy Garcia</a> saiu de Cuba aos cinco anos de idade, fugindo para os EUA com o pai. Na  &#8220;bagagem&#8221;, apenas memórias de crianças, fotografias e LPs antigos. A história de <a  rel="nofollow" title="Lost City, the movie" href="http://www.thelostcitythemovie.com/" target="_blank"><em>Lost City</em></a>, não a contada no filme, mas a que antecede a sua realização, já daria um bom documentário. Um roteiro de 300 páginas, um roteirista recém-falecido, 18 anos para tirar o projeto do papel, um ator que assina a trilha sonora, refaz o roteiro pensando nela, segue para a direção e, no meio disso tudo, tenta exorcizar as lembranças do menino que abandonou o país onde nasceu. Ufa. A mitologia parece boa, apesar de exagerada, e são exatamente os exageros que prejudicam o andamento de <em>A cidade perdida</em>.</p>
<p><div style="text-align: center"><img id="image6425" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/lostcity.jpg" alt="Cidade Perdida" /></div>
<p>Historicamente, o filme acompanha as revoltas contra <a  rel="nofollow" title="ditador cubano" href="http://www.historyofcuba.com/history/batista.htm" target="_blank">Fulgencio Batista</a>, aborda certos  grupos que tentaram tirá-lo do governo e, enfim, dá voz a Che e Fidel Castro, quando os revolucionários tomam conta do poder, esquecem os ideais democráticos e bem&#8230; o final da história saberemos em breve quando Fidel deixar o hospital.</p>
<p>Em meia hora, fica claro que esse recorte é demasiado complexo para um filme supostamente leve e simples. Acrescentemos então os seguintes elementos: uma família de classe média com um filho mais novo que se alia a Fidel, um pai professor universitário que acredita na resistência pacífica e nos valores da família, um irmão do meio que parte para atentados armados menos ideológicos e que é à favor da democracia, mas não de Fidel, uma mãe que faz o papel de papel de parede e mal fala, um tio festeiro que é dono de terras e Andy Garcia, irmão mais velho que adora sua família, tem um affair pela esposa do irmão do meio, mantém um cabaré movido a números musicais de todos os gêneros, transita entre os poderosos e ainda tenta proteger a família. Parece muito? Coloque então as participações de Distem Hoffman (mafioso que quer o cabaré), Bill Morra (comediante sem nome, deslocado e sem função) e Jsu Garcia (che guevara ligeiramente endiabrado), e mais um punhado de atores de TV conhecidos dos mais diversos seriados. O resultado é uma colcha de retalhos de duas horas e meia.</p>
<p>Nessa avalanche de recordações do pequeno Garcia, construídas em cima de música, fotos, histórias e muito pouco em cima das lembranças legítimas, os diálogos simples não têm vez. Sempre que alguém abre a boca, sai uma frase de efeito, um discurso político, uma ideologia mais forte do que as palavras. Andar na praia, mais do que um passeio, é derreter-se pelas paisagens de Cuba, uma ode ao que o país poderia ter sido.</p>
<p>As pessoas são arrumadinhas demais e os cenários impecáveis. A impressão que se tem é de não existir vida naquelas lugares antes de o filme ser rodado. Uma impressão estranha já que o filme de baixo orçamento e de rápida produção aproveitou muito das locações da República Dominicana.</p>
<p>Por fim, ficam os questionamentos. É possível falar de Cuba com um olhar externo? O que há de real hoje que seja compatível com as lembranças dos que fugiram do país para poder seguir suas vidas? Qual o valor da riqueza dessas memórias em uma produção esmerada como <em>Cidade Perdida</em>? Mesmo sem demonizar Fidel e eximir de culpa os governantes anteriores, o olhar do diretor não consegue fugir do seu rancor.</p>
<p>Cada um traz em si uma imagem do passado, a sua cidade perdida. A de Andy Garcia está retratada na saga de Fico Fellove.</p>
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		<title>Construtivismo à brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jul 2006 18:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
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		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>O construtivismo à brasileira não costuma ter retas muito retas, nascido que é entre a pouca vontade em seguir leis e a fragilidade de quem as faz, novas, a cada susto. E, além disso, há sempre alguma curva a limitar a matemática. Foto (detalhe) de Rochelle Costi, que ocupou a Galeria Silvia Cintra, em Ipanema, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>O construtivismo à brasileira não costuma ter retas muito retas, nascido que é entre a pouca vontade em seguir leis e a fragilidade de quem as faz, novas, a cada susto.</p>
<p>E, além disso, há sempre alguma curva a limitar a matemática.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6365" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/agua0103.jpg" alt="Rochelle Costi" /></div>
<p>Foto (detalhe) de Rochelle Costi, que ocupou a Galeria Silvia Cintra, em Ipanema, no mês de julho de 2006.</p>
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		<title>Piratas do Caribe: O baú da morte</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jul 2006 23:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>A continuação de Piratas do Caribe: A maldição da peróla negra poderia se chamar o Baú do tio Patinhas. Em uma semana, o filme obteve receita mundial de US$ 536 milhões e provavelmente irá superar a marca total de US$ 653 milhões do anterior. Cumprindo bem sua função, O baú da morte funciona como um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><p>A continuação de <em>Piratas do Caribe: A maldição da peróla negra</em> poderia se chamar o Baú do tio Patinhas. Em uma semana, o filme obteve receita mundial de US$ 536 milhões e provavelmente irá superar a marca total de US$ 653 milhões do anterior. Cumprindo bem sua função, <em>O baú da morte </em> funciona como um grande trailer para o último episódio da trilogia. Enquanto o primeiro apostava no formato &#8220;início, meio e fim&#8221;, esse não começa nem acaba, simplesmente segue durante duas horas e meia, uma sina dos episódios do meio, com mais efeitos especiais do que roteiro.</p>
<p><a  rel="cine" title="Piratas do Caribe: O baú da morte" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/pirata.jpg" class="thickbox no_icon"><img id="image6423" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/pirata.thumbnail.jpg" alt="Piratas do Caribe: O baú da morte" /></a>É possível dividir o filme de diversas maneiras. A mais tradicional é usar Johnny Depp como ponto de análise. Há as partes com Depp e há o resto. O diretor Gore Verbinski disse que dessa vez não queria o ator como a atração principal e que iria apostar mais nos efeitos especiais. A promessa foi cumprida. Temos pelo menos uma hora de filme com correrias, tribos canibais perdidas no meio de ilhas (alguém pensou em King Kong?) e monstros marinhos gigantes. Tudo para achar um motivo que colocasse os personagens de Orlando Bloom e Keira Knightley de volta ao mar. O filme só se encontra quando Bill Nighy aparece como David Jones. O demônio tem a barba feita de tentáculos de polvo, um braço de garra de lagosta e a aparência de quem passou tempo demais debaixo d&#8217;água.</p>
<p>A história, enfim, é essa. O capitão Jack Sparrow, personagem de Depp, prometeu sua alma em troca de 13 anos no comando do navio Pérola Negra. O tempo passou e cá está o demônio para cobrar sua dívida. Junto com ele, diversos marujos em formato de tubarão, mexilhões, ostras e um variado cardápio de frutos do mar irão atormentar a vida dos protagonistas. Sparrow, porém, conta com um trunfo. Antes de virar demônio, David Jones arrancou seu coração, trancou num baú e enterrou. Para escapar do demônio, o pirata passa o filme atrás do coração, pensando em usá-lo como moeda de troca. Infelizmente, o lendário coração pulsante é um artigo disputado e o que não falta é gente procurando por ele.</p>
<p>Para fazer a conexão com o filme anterior, os roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio apresentaram o pai de Will Turner e trouxeram de volta alguns piratas, a arara falante, o macaco morto-vivo e a bússola encantanda de Jack.</p>
<p>Orlando Bloom se confirma como uma sombra de luxo, papel desempenhado em Tróia e involuntariamente em Cruzada. Mesmo a atriz Keira Knightley, que passou em branco no primeiro filme, já consegue dar alguma dignidade à personagem Elizabeth, protagonizando tiradas cômicas e lutas bem coreografadas com os demônios marinhos. Talvez Will Turner se destaque na terceira parte e Bloom consiga convencer como bom ator, o que é bem improvável se considerarmos a surpresa na última cena.</p>
<p>No final das contas, o saldo é positivo. Verbinski não é um grande diretor, mas será lembrado como o responsável pelos melhores filmes de pirata já feitos por Hollywood.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Nem tão moderno, nem tão brasileiro</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/07/20/nem-tao-moderno-nem-tao-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jul 2006 18:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0002]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>A primeira característica é a ambientação rural ou os traços rurais de um urbano incipiente. Um locus amenus, estivéssemos falando do imaginário mais literário do que plástico da época idílico-pastoral que antecedeu à modernidade na Europa. Mas é do modernismo nas artes plásticas brasileiras de que trata a Coleção Banco Real (ABN-AMRO) exposta no MAM-RJ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div style="text-align: center"><img id="image6362" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/soniaebling_donzela.jpg" alt="Nem tão moderno, nem tão brasileiro" /></div>
<p>A primeira característica é a ambientação rural ou os traços rurais de um urbano incipiente. Um <em>locus amenus</em>, estivéssemos falando do imaginário mais literário do que plástico da época idílico-pastoral que antecedeu à modernidade na Europa. Mas é do modernismo nas artes plásticas brasileiras de que trata a Coleção Banco Real (ABN-AMRO) exposta no MAM-RJ e essa é a maior contradição desse movimento que, por aqui, ao mesmo tempo em que se propôs enfatizar a cidade também buscou um &#8220;brasileiro&#8221; anterior a ela.</p>
<p>A segunda característica é a presença de um pathos, pois não é porque a coisa se passa em uma paisagem &#8220;natural&#8221; idealizada que vai haver harmonia entre homem e mundo. Pelo contrário, ao estabelecer um cronotopo arcaico e imutável, que não avança no tempo nem procura outros ares, o conflito se dá não só no tema mas também no tratamento do tema, em passagens que vão de um neoclassicismo já considerado velho mas persistente a tentativas de ambientação de um novo ainda mal aprendido. Uma polifonia que perpassa a carreira de vários dos artistas presentes e que, às vezes, pode ser visível em uma mesma obra, dependendo de que pedaço se olhe. Cândido Portinari e seus pés e mãos cubistas que não combinam com o resto do quadro; Manabu Mabe em um figurativismo surpreendente para quem gosta de suas manchas de cor; Di Cavalcanti a meio caminho entre um equilíbrio entre os campos cromáticos e sua aversão a qualquer disciplina; Flávio Shiró a pintar com ares de floresta tropical o Parque D. Pedro II, que fica no meio de São Paulo; ou ainda Cícero Dias e vários outros que se seduziram pelo realismo social da época.</p>
<p>Esse conflito se soma a um outro, o do erotismo, presente mais aqui do que em outras praias mas que, aqui ou além, vem sempre assolado, no modernismo, por resquícios de culpabilização judáico-cristã e por uma assertiva do poder masculino. (Ambos esses aspectos iriam sumir depois, na arte contemporânea e mais rápido sumiriam por aqui, onde preocupações morais não são o forte.)</p>
<p>Mas apesar disso tudo, assim como o pastor europeu pré-moderno, o pintor modernista brasileiro também não é o que aparenta. Parece se preocupar com um &#8220;brasileiro&#8221;, ovelha para lá de desgarrada, mas de fato, como o pastor que é sempre um poeta disfarçado, ele tem como ocupação principal a linguagem artística. Assim, apesar dos equívocos, é possível ver as questões próprias da arte, seus materiais e seus processos, como o tema principal que surge aos poucos, à medida que o visitante se aproxima da segunda parte da exposição, a que trata dos neoconcretos e abstracionistas informais.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6363" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/pancetti_coqueiros.jpg" alt="Nem tão moderno, nem tão brasileiro" /></div>
<p>Não que isso proteja esse grupo das características anteriores, tão nossas. A horizontalidade de uma paisagem não formulada está lá na obra de Fayga Ostrower, um idílico perturbado explica os títulos de Farnese de Andrade (Êxtase, Sonho). E Iberê Camargo é todo pathos em seu <em>Equilíbrio </em>que tem tudo menos equilíbrio entre suas grossas pinceladas.</p>
<p>Assim, ao subjetivar o que deveria ser objetivo &#8211; da paisagem à geometria; ao idealizar um arcaico abrangente unindo cidade e campo em um não-tempo que só poderia produzir conflito; ao exacerbar e depois abandonar um pathos erótico masculino e &#8220;pecaminoso&#8221;; e principalmente ao descobrir, entre desvios, a própria arte como tema, o modernista brasileiro sai dessa exposição apto a ingressar na contemporaneidade, mas levando pouca bagagem. O que é ruim mas também foi bom. Sem a mala sem alça de uma tradição rígida, a viagem se fez mais rápida.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>A coleção de Carlos Leal</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jul 2006 00:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/>Eis um fantástico exemplo da imbricação entre presença e representação. Aqui, o mais &#8220;real&#8221; de tudo, entre árvore pintada e passarinho vivo, é o buraco de bala à esquerda  &#8211; e que não é presença nem represença mas ausência, a da bala. Assim, o buraco é igual à própria foto, que também é o vestígio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras02.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0002" /><br/><div style="text-align: center"><img id="image6872" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/agua0102.jpg" alt="A coleção de Carlos Leal" /></div>
<p>Eis um fantástico exemplo da imbricação entre presença e representação. Aqui, o mais &#8220;real&#8221; de tudo, entre árvore pintada e passarinho vivo, é o buraco de bala à esquerda  &#8211; e que não é presença nem represença mas ausência, a da bala. Assim, o buraco é igual à própria foto, que também é o vestígio de uma presença, uma representação que não deixa de ser ícone da presença que não está mais lá.</p>
<p>A foto é de Orlando Azevedo, chama-se &#8220;<em>Gaiola na árvore</em>&#8221; e fez parte da exposição de fotos brasileiras do colecionador e editor Carlos Leal, que inaugurou, em julho de 2006, o novo Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro.</p>
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