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	<title>Aguarras &#187; edicao_0003</title>
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		<title>Saci x Halloween</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Oct 2006 14:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/arteblog/2006/10/30/o-halloween-e-uma-festa-de-origem-paga-celebrada-todo-ano-no-dia-31-de-outubro-vespera-do-dia-de-todos-os-santos-e-realizada-em-grande-parte-dos-paises-ocidentais-porem-e-mais-representativa-nos-estad/</guid>
		<description><![CDATA[O Halloween é uma festa de origem pagã celebrada, todo ano, no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. E realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos onde chegou pelas tradições dos imigrantes irlandeses, em meados do século XIX. A história desta festa tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Halloween é uma festa de origem pagã celebrada, todo ano, no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. E realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos onde chegou pelas tradições dos imigrantes irlandeses, em meados do século XIX.</p>
<p>A história desta festa tem mais de 2500 anos e origina-se entre o povo celta, que acreditava que no último dia do verão (31 de outubro, no hemisfério norte), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para espantar estes espíritos, os <a title="Celtas" href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/celtas.htm" target="_blank">celtas</a> colocavam em suas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados e abóboras enfeitadas. Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, período conturbado da história religiosa mundial e, como muitas outras tradições populares, passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Assim, quem comemorasse a data era considerado &#8220;bruxo&#8221; também e, desta forma, era perseguido e condenado à morrer queimado na fogueira pela Inquisição. Como não conseguiu acabar com a tradição pagã, a igreja &#8220;inventou&#8221;, na mesma época vem a comemoração do Dia de Finados (2 de novembro), numa tentativa de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.</p>
<p>No Brasil a comemoração desta data é relativamente recente e chegou através da influência da cultura americana, principalmente pela televisão e pelos cursos de língua inglesa, pois estes comemoram esta data com seus alunos como uma forma de vivenciar a cultura norte-americana.</p>
<p>Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, não deveria ser comemorada, o que eu discordo.</p>
<p>É certo que o Brasil tem um folclore significativo e que este deveria ser mais valorizado, mas nosso folclore também é originado em tradições e costumes trazidos por outros povos, não?</p>
<p>O próprio mito do <a title="Saci Pererê" href="http://www.suapesquisa.com/musicacultura/saci-perere.htm" target="_blank">Saci</a> sofreu influências das diversas culturas que formam o universo da chamada &#8220;Cultura Brasileira&#8221;. Surgido entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda no período colonial (os estudiosos acreditam que a data provável é no fim do século XVIII), ao &#8220;migrar&#8221; para o norte do país, ambos, o mito e o personagem sofreram influências da cultura africana e o Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna (de acordo com o mito, o jovem perdeu a outra perna numa luta de capoeira), que usa um um gorro vermelho e um cachimbo (itens da cultura africana).</p>
<p>Suas &#8220;travessuras&#8221; como &#8220;esconder objetos domésticos&#8221;, &#8220;fazer ruídos estranhos para assustar cavalos e bois no pasto&#8221;, etc, como contam as tradições, são bem semelhantes aos relatados como &#8220;ações&#8221; dos duendes e gnomos de origem celta. E, igualmente, não são &#8220;maldades&#8221;, mas sim &#8220;brincadeiras&#8221;. Conta a lenda que quem consegue capturar um Saci terá &#8220;autoridade&#8221; sobre ele e terá desejos atendidos. O que é semelhante com os gnomos e duendes, e também com os &#8220;gênios das lâmpadas&#8221; do oriente, não? Todos eles findam em uma mesma origem: a necessidade humana de arranjar soluções &#8220;mágicas&#8221; para problemas e conflitos pessoais (falta de dinheiro, amores não correspondidos, etc.) que não se sente apta a resolver e, desta forma, uma solução &#8220;mágica&#8221; se mostra como perfeita. A forma de representação desse mito pode variar, mas não acredito que a valorização de identidade cultural brasileira necessite do aniquilamento de novas tradições.</p>
<p>A criação, por lei, pelo governo de São Paulo (de abrangência municipal, na capital, e estadual), em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro) vejo como tão &#8220;imposta&#8221; quanto a declarada &#8220;imposição&#8221; cultural do Halloween&#8230; Se as pessoas resolveram comemorar o Haloween é porque esse mito repercute nelas, seja por desconhecimento do outro, seja por identificação pessoal. Não é com &#8220;lei&#8221; que se mantém tradições e cultura de um povo, mas com educação!</p>
<p>Cultura é uma coisa viva e, desta forma, incorpora novos elementos ao longo do tempo&#8230; Como um dia incorporamos o Saci, a Mula-sem-Cabeça, etc. e mesmo as &#8220;lendas urbanas&#8221;&#8230; Somos, em essência, multiculturais.</p>
<p>Assim, dia 31 de outubro, com Saci ou Halloween, mais importante do que implicar com uma tradição e forçar a manutenção de outra, o essencial é saber o que cada uma significa, sua origem e história, e os motivos da existência ou permanência da tradição numa cultura.</p>
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		<title>Patti Smith</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Oct 2006 15:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Patti Smith é a fusão do rock com a poesia. Seu trabalho é fortemente influenciado por Arthur Rimbaud. Com um carisma e simplicidade inegáveis, a cantora de 60 anos se apresentou no Tim Festival com a mesma energia e determinação do começo da carreira. Bastou por os pés no palco e cantar a primeira música [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Patti Smith" href="http://www.pattismith.net/" target="_blank">Patti Smith</a> é a fusão do rock com a poesia. Seu trabalho é fortemente influenciado por Arthur Rimbaud. Com um carisma e simplicidade inegáveis, a cantora de 60 anos se apresentou no Tim Festival com a mesma energia e determinação do começo da carreira. Bastou por os pés no palco e cantar a primeira música para ganhar o público. O show é impressionante do início ao fim. É incrível ver que Patti Smith não bebe uma gota de água e alterna com facilidade a voz de trovão e o seu canto melodioso. É a técnica aliada à música e à ideologia.</p>
<p><div style="text-align: center"><img id="image6336" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/patti.jpg" alt="Patti Smith" /></div>
<p>Patti Smith falou de igualdade, disse que não é preciso uma igreja para unir as pessoas. Dedicou músicas aos que sofrem na mão da polícia e de soldados que invadem seus países. Lembrou que a única arma que alguém precisa é uma guitarra. Comentou as eleições para presidente no Brasil e disparou o clássico &#8220;People don&#8217;t serve the government. The government serves the people&#8221;. Patti Smith é a versão original e orgânica de <a title="V for vendetta" href="http://en.wikipedia.org/wiki/V_for_Vendetta" target="_blank">V for Vendetta</a>, sem máscara, sem bombas, somente coma música.</p>
<p>A cantora está na estrada desde 1975. É uma artista à altura de <a title="Jim Morrison - The Doors" href="http://www.thedoors.com/" target="_blank">Jim Morrison</a> e <a title="David Bowie" href="http://www.davidbowie.com/" target="_blank">David Bowie</a>, nada menos que uma lenda viva. Tem mais de 10 álbuns no currículo, entre eles LAND, uma mistura de coletânea, raridades e inéditas. Ao lado de Lenny Kaye (guitarrista, uma atração a parte), a poetisa não economizou sucessos, cantando Gloria, People have the power, Free money, Say you want to be e Because the Night, entre outras. Um dos melhores shows da história do Tim Festival / antigo Free Jazz Festival).</p>
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		<title>Mombojó</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Oct 2006 15:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Mombojó mostrou no Tim Festival porque é considerado um grupo altamente criativo. Os sete integrantes misturam ritmos diversos, conseguindo uma harmonia que desafia a lógica. Uma música que começa como um rap vira um rock e ganha a flauta do chorinho. Se você  acha que está diante de um rock, de repente ouve um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Mombojó" href="http://www.mombojo.com.br/" target="_blank">Mombojó</a> mostrou no Tim Festival porque é considerado um grupo altamente criativo. Os sete integrantes misturam ritmos diversos, conseguindo uma harmonia que desafia a lógica. Uma música que começa como um rap vira um rock e ganha a flauta do chorinho. Se você  acha que está diante de um rock, de repente ouve um synthpop que logo se transforma num samba. Felipe S adapta bem a sua voz a todos os estilos. Tem potência vocal para o grunge e para o soul. Ao vivo, a sua performance e a interação do baixista Samuel são armas extras para entreter a platéia. Só pesou contra o palco armado para Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs, o que deu uma potência exagerada às músicas, desviando um pouco da identidade musical do grupo.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6334" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/mombojo.jpg" alt="Mombojó" /></div>
<p>O Mombojó já lançou dois discos, Nada de novo e Homem-espuma. Como são defensores da troca livre de arquivos pela rede, todas as faixas dos cds estão disponíveis para download no site do grupo.</p>
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		<title>Jay Vaquer</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Oct 2006 15:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jay Vaquer está fazendo uma mini-turnê no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. Apesar dos problemas técnicos inerentes ao lugar, o cantor conseguiu exibir o potencial pop-rock do seu trabalho, lotou a casa e deixou boas impressões. Jay Vaquer é performático, canta de verdade (o que hoje em dia é um diferencial) e é acompanhado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jay Vaquer está fazendo uma mini-turnê no <a title="Teatro Odisséia" href="http://matrizonline.oi.com.br/teatroodisseia/index.php" target="_blank">Teatro Odisséia</a>, no Rio de Janeiro. Apesar dos problemas técnicos inerentes ao lugar, o cantor conseguiu exibir o potencial pop-rock do seu trabalho, lotou a casa e deixou boas impressões.</p>
<p>Jay Vaquer é performático, canta de verdade (o que hoje em dia é um diferencial) e é acompanhado por músicos de primeira. O repertório inclui todas as músicas de trabalho até o momento &#8211; A miragem, Aponta de um iceberg, Pode agradecer, Cotidiano de um casal feliz e A falta que a falta faz &#8211; passeando pelos 3 cds do cantor.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6332" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/jay.jpg" alt="Jay Vaquer" /></div>
<p>De bônus, há a projeção dos videoclipes, um cover de Condição (Lulu Santos), e o coro dos fãs desde a primeira até a última música.</p>
<p>Destaque também para a versão reformulada de Mais um dia.</p>
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		<title>Quando o palco vira um circo</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Oct 2006 15:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagine se Mulher Maravilha trabalhasse no Cirque du Soleil e berrasse como o Marilyn Manson uma espécie de recital dos Teletubbies. Assim é o Yeah Yeah Yeahs, atração EMO do Tim Festival. Muito se fala da performance da vocalista Karen O e muito pouco sobre o seu talento como cantora. Isso não é por acaso. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine se <a title="Mulher Maravilha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulher_Maravilha" target="_blank">Mulher Maravilha</a> trabalhasse no Cirque du Soleil e berrasse como o Marilyn Manson uma espécie de recital dos <a title="Teletubbies" href="http://pbskids.org/teletubbies/teletubbyland.html" target="_blank">Teletubbies</a>. Assim é o <a title="Yeah Yeah Yeahs" href="http://www.yeahyeahyeahs.com/" target="_blank">Yeah Yeah Yeahs</a>, atração EMO do Tim Festival. Muito se fala da performance da vocalista Karen O e muito pouco sobre o seu talento como cantora. Isso não é por acaso. Cobrir a cabeça com panos e cuspir pro alto talvez seja mesmo uma apresentação visceral, já que parte de suas vísceras devem estar no palco até agora. Karen O está muito além da banda. É seu &#8220;talento&#8221; que move o sucesso do grupo, com dois CDs lançados, Fever to tell e Show your bones. Não é raro que durante a apresentação, apesar do barulho ensurdecedor, nenhum dos integrantes esteja tocando os instrumentos. A voz de Karen O também é inaudível, até que ela resolva berrar desesperadamente ou interagir com seu público de réplicas mirins falando &#8220;Fiesta Tonight&#8221;.</p>
<p>O rock <a title="O que é Emo?" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Emo" target="_blank">EMO</a> divide atualmente as rádios americanas com os rappers. Aqui no Brasil, tem fãs incontestáveis que usam os cortes de cabelo e roupas idênticos e se comportam de forma similar, sem muito interesse no que acontece no restante do mundo.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6329" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/yeah1.jpg" alt="YYY" /></div>
<p>O Yeah Yeah Yeahs é considerado a grande promessa do futuro. Talvez seja como o Brasil, o país do futuro que nunca chega. Se o grupo já encontrou seu perfil de atitude, é hora de entender que a música deve ser mais importante que o penteado, e evitar correr o risco de virar uma <a title="Britney Spears" href="http://www.britneyspears.com/" target="_blank">Britney Spears</a> de gel e piercing. Pensando bem, o piercing a Britney já tem. Só falta o gel.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6330" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/yeah2.jpg" alt="YYY" /></div>
<p>Por fim, uma injustiça deve ser corrigida. Grupos como o Yeah Yeah Yeahs não têm nada de atitude punk. O punk rock ganha em ideologia, atitude e qualidade musical desse estilo EMO de ser, um subgênero do hardcore, ligeiramente alterado para ser palatável às rádios e às massas.</p>
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		<title>Robbie Williams</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Oct 2006 15:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Robbie Williams fez parte da insuportável boy band Take That. Contrariando expectativas, firmou-se em carreira solo como o grande nome da música pop inglesa. Apesar de toda a atitude no palco, o cantor está mais para um criador de bons singles do que um músico de bons álbuns. Seu Greatest Hits tem diversos pontos altos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Robbie Williams" href="http://www.robbiewilliams.com/" target="_blank">Robbie Williams</a> fez parte da insuportável boy band <a title="Take That boyband" href="http://www.takethat.com/" target="_blank">Take That</a>. Contrariando expectativas, firmou-se em carreira solo como o grande nome da música pop inglesa. Apesar de toda a atitude no palco, o cantor está mais para um criador de bons singles do que um músico de bons álbuns. Seu <em>Greatest Hits</em> tem diversos pontos altos, mas infelizmente sobra pouco para se garimpar nos cds que o originaram. Em <em>Rudebox</em>, o segundo após a coletânea, Robbie Williams aproxima seu pop da dance music, homenageia (ao seu modo) Madonna e<a title="Pet Shop Boys" href="http://www.petshopboys.co.uk/" target="_blank"> Pet Shop Boys</a> e grava covers do <a title="Human League" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Human_League" target="_blank">Human League</a> e do <a title="Manu Chao" href="http://www.manuchao.net/" target="_blank">Manu Chao</a>.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6327" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/rudebox.jpg" alt="Robbie Williams" /></div>
<p>Seguindo a regra dos álbuns anteriores, <em>Rudebox </em>não consegue se sustentar durante as 16 faixas. As músicas interessantes surgem quando o cantor se dilui diante das influências. Bons exemplos são <em>Summertime</em>, um mergulho na sonoridade do <a title="Erasure" href="http://www.erasureinfo.com/" target="_blank">Erasure</a>, <em>Lovelight</em>, que se apropria das batidas do Prince, e The Actor, um híbrido de Pet Shop Boys e <a title="Kraftwerk" href="http://www.kraftwerk.com/" target="_blank">Kraftwerk</a>.</p>
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		<title>WWW &#8211; What a Wonderful World</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Oct 2006 00:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para a sociedade contemporânea, WWW refere-se diretamente à Web. Essa teia que encurta o mundo e conecta pessoas muito diferentes, que de outro modo provavelmente não se conheceriam. Não estamos falando só de união, mas de interferência, o foco dessa co-produção entre França, Marrocos e Alemanha. O diretor Faouzi Bensaïdi impregnou o filme dessa idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a sociedade contemporânea, WWW refere-se diretamente à Web. Essa teia que encurta o mundo e conecta pessoas muito diferentes, que de outro modo provavelmente não se conheceriam. Não estamos falando só de união, mas de interferência, o foco dessa co-produção entre França, Marrocos e Alemanha. O diretor <a title="o diretor Faouzi Bensaïdi" href="http://french.imdb.com/name/nm0072364/maindetails" target="_blank">Faouzi Bensaïdi</a> impregnou o filme dessa idéia de união interferente, propondo desde o título uma comparação com o conceito utópico de &#8220;<em>What a Wonderful World</em>&#8221;.
<div><img id="image6473" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/bensaidi.jpg" alt=" diretor Faouzi Bensaïdi" /><br />
<em> diretor Faouzi Bensaïdi</em></div>
<p>A história gira em torno de um assassino profissional que se apaixona por uma guarda de trânsito. Entre encontros e desencontros, tentam começar um romance. Do outro lado, um hacker quer deixar a qualquer custo o seu país. Pesquisando na internet um modo de realizar seu sonho, descobre que o assassino recebe suas &#8220;missões&#8221; através de um site codificado e passa a acompanhar os crimes. As aspirações desses três personagens movem o drama, criam a comicidade narrativa e visual.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6471" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/www1.jpg" alt="WWW" /></div>
<p>Imageticamente, <em>WWW</em> é assim. Um quebra-cabeça visual, um somatório de miudezas que alimentam o lado conceitual igualando-o em importância à sua narrativa.</p>
<p>A brincadeira das composições que equilibra lirismo e drama pode ser entendida melhor pelas seguintes cenas: um homem caminha a passos lentos na rua que tem poucas construções. Seus passos têm sempre a mesma distância e o mesmo ritmo, o mesmo com as mãos. Mais atrás, surge um surfista de bermuda, sem camisa, com a prancha no ombro. Não vemos o seu rosto. Ele e a prancha formam um T. Aos poucos ele acelera e a ponta da prancha cobre também o rosto do primeiro homem, seus passos adquirem a mesma distância e ritmo, pura sincronia. São dois TTs unidos pela prancha. Quando chega ao seu destino, o primeiro homem vira, entra em uma loja. O segundo continua a caminhar e some. Em outro instante, uma guarda de trânsito, em cima de uma pequena plataforma, comanda um balé lírico de carros em um cruzamento. Eles passam, voltam, giram, se intercalam em movimentos e cores.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6472" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/www2.jpg" alt="WWW" /></div>
<p>O capricho visual não é por acaso. Nos bons filmes, o cenário costuma ser uma extensão do personagem e fala tanto dele quanto o próprio, assim como o nosso quarto em casa. Em <em>WWW</em>, o ambiente deixa de ser passivo e exerce influência sobre o personagem, impondo uma troca. A rede social de <em><a title="WWW @ IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0478744/" target="_blank">WWW</a></em> funciona assim. Os personagens exercem influência mútua, transmitem e captam em sincronia. Um microssegundo de contato com alguém é suficiente para causar a troca.</p>
<p><em>WWW &#8211; What a Wonderful World</em> é uma dessas pérolas perdidas do cinema. Destaque para Faouzi Bensaïdi, que também é roteirista e ator (o assassino), responsável pela cena mais engraçada da película.</p>
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		<title>Dália Negra</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Oct 2006 00:12:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Brian de Palma possui no currículo os sucessos financeiros de Missão Impossível (US$180 milhões) e os Intocáveis (US$76 milhões), fiascos como Femme Fatale (US$6 milhões), e é o responsável pelos clássicos Scarface e Carrie &#8211; a estranha. Dália Negra, a princípio, não deve cair em nenhuma das categorias. O filme sofre da síndrome das adaptações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Brian de Palma Unofficial" href="http://www.briandepalma.net/" target="_blank">Brian de Palma</a> possui no currículo os sucessos financeiros de <em>Missão Impossível</em> (US$180 milhões) e <em>os Intocáveis</em> (US$76 milhões), fiascos como <em>Femme Fatale</em> (US$6 milhões), e é o responsável pelos clássicos <em>Scarface</em> e <em>Carrie &#8211; a estranha</em>.</p>
<p> <em><a title="Black Dahlia the movie" href="http://www.blackdahliamovie.com/" target="_blank">Dália Negra</a></em>, a princípio, não deve cair em nenhuma das categorias. O filme sofre da síndrome das adaptações literárias, uma espécie de melhores momentos do livro que nem sempre servem para o andamento da trama. As coisas se complicam um pouco mais quando estamos falando de um noir. Há quem diga que o noir não chega a ser um gênero, e sim um conjunto de características que pode povoar qualquer película. Encontramos esses elementos diegéticos em filmes distintos como <em>Se7en &#8211; os sete pecados capitais</em>, <em>Blade Runner</em>, <em>Sin City</em> ou <em>Coração Satânico</em>. Seguindo esse raciocínio, <em>Dália Negra</em> (o filme, não o livro) é um romance que abusa da roupagem do noir. O cuidado estético fica evidente em cada figurino caríssimo, praticamente um desfile de Dolce e Gabbana nos ternos, jaquetas e calças de Josh Hartnett. Evidente demais.</p>
<p><a  title="Dália Negra" rel="cine" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/blackdahlia.jpg"><img id="image6469" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/blackdahlia.thumbnail.jpg" alt="Dália Negra" /></a><br />
Brian de Palma é um diretor de mão cheia, disso não há dúvidas. Se taparmos os olhos nos closes exagerados (e engraçados, quase um tropeço do câmera), sairemos do cinema confirmando a teoria. Ele consegue arrancar dos atores a <a title="Elizabeth Short, história real" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Short" target="_blank">essência dos personagens</a>, fazendo as atuações brilharem mais do que os nomes. Você pode imaginar Josh Hartnett em um papel sério que exige dramaticidade? Consegue ver Hilary Swank como uma mulher sedutora envolvida com prostituas? Méritos do diretor. Scarlett Johansson é a exceção da vez. A atriz faz o papel de sempre de mulher fatal vítima das circunstâncias, a persona explorada por Woody Allen em <em>Match Point</em>. Como sua personagem é praticamente uma dona de casa num universo de policiais estilosos e viúvas negras, talvez a culpa seja mais do roteiro do que da atriz.</p>
<p><em>Dália Negra</em> tem um roteiro confuso demais. Perde tempo armando uma luta de boxe que pouco influencia nos acontecimentos, não consegue compor os laços de confiança entre os policiais Fire e Ice e enxerta personagens repentinamente, deixando óbvio o seus papéis dentro do filme. As horas de fumaça e sombras acabam eclipsando os breves minutos de conteúdo, tornando difícil encontrar o foco da história. Isso faz as tramas paralelas ganharem a mesma força que a principal, e o assassinato da <em>Black Dahlia</em> passa a ser mais um no meio da confusão.</p>
<p>O noir é assim, um equilíbrio delicado entre o suspense, o policial e o romantismo. E no fim das contas, aconteça o que acontecer, sempre terá os seus fãs. Se o visual é o que importa, Brian de Palma conseguiu um bom filme. Se é verdade que o lado psicológico é a verdadeira força desse gênero, dúvidas pairam no ar.</p>
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		<title>Rosângela Rennó</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Oct 2006 18:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
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		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[A fusão do cinema com a arte contemporânea se dá em duas vertentes, dependendo de quem faz. Se é um cineasta, vamos ter um criador em geral de uma geração mais velha, gente que fez nome no cinema tradicional, o das salas escuras, e que agora experimenta sua técnica em outro entorno, o dos museus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fusão do cinema com a arte contemporânea se dá em duas vertentes, dependendo de quem faz. Se é um cineasta, vamos ter um criador em geral de uma geração mais velha, gente que fez nome no cinema tradicional, o das salas escuras, e que agora experimenta sua técnica em outro entorno, o dos museus e galerias. Aqui a estrutura da linguagem cinematográfica, que privilegia o tempo sobre o espaço, se mantém.</p>
<p><img id="image6400" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0355.jpg" alt="Rosângela Rennó" />Se, ao contrário, quem faz é um artista que vem da visualidade exposta no claro e com um fruidor em movimento, o que resulta é uma inversão, e o espaço fica mais importante do que o tempo. São então as telas múltiplas com várias instâncias de uma mesma imagem em pontos de vista diferentes. Ou os filmes em câmera muito lenta, onde as imagens recuperam seu valor estético, onde o que vale é sua composição como quadro, e não o que acontece antes ou depois.</p>
<p><a title="Rennó - curriculum" href="http://www.comartevirtual.com.br/rr-curr.htm" target="_blank">Rosângela Rennó</a> faz o contrário, em um passo além dessa fusão. Na sua exposição de outubro de 2006 na Galeria Artur Fidalgo em Copacabana, ela parte da imagem estática. Uma foto. E acrescenta a ela pequenas animações em um ou outro detalhe, em câmera muito lenta. São dez minutos para perceber o imperceptível: um braço que se mexe, uma saia que se levanta. Em cinco vídeos expostos em tela pequena (dez polegadas) e em looping, vemos dois pulos em que a personagem está de cabeça para baixo, dois nadadores, e um salto em um barranco. Todas elas imagens estáticas, que congelam um movimento paralisado em pleno andamento. E serão estas as imagens em que ela emprestará artificialmente, por meio da animação, um movimento que não está lá. Acrescente-se a isso o fato de essas imagens serem de uma certa forma atemporais: as roupas são meio antigas mas não muito, os ambientes ao ar livre não têm registros de época. E a trilha sonora, passarinhos e ondas, é eterna. E são em preto e branco ou monocromia, as imagens, em mais um distanciamento do tratamento realista mas usando a inversão, que sempre acontece, de ser este tratamento &#8211;  que deveria ser menos realista &#8211; na verdade mais realista do que o colorido, em uma impressão (de imprimir, in print) característica da nossa cultura, de que o &#8220;real&#8221; é em preto e branco, e a cor é publicidade ou ficção.</p>
<p>A migração do foco do tempo para o espaço que artistas da geração de Rennó fazem nos museus do mundo inteiro não é inocente. Ao abrir mão de uma narrativa, ao desprezar as relações causais, ao expôr o não-acontecimento, essas obras se tornam muito mais do que atemporais, elas se tornam apolíticas. Estão lá para serem apreciadas por vagas (nos dois sentidos) que por elas passam em um roçar superficial.</p>
<p>E Rennó faz o caminho contrário. O estático, o certo, a tranqüilizadora imutabilidade não estão mais lá. Há um inquietante tempo a se imiscuir nesse paraíso.</p>
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		<title>Cidade Negra</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Oct 2006 15:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se fala dos eixos musicais do Cidade Negra e do estilo perdido. O fato é que o grupo que se encontrou na base do reggae decidiu ir além, domou o pop, conheceu a eletrônica, buscou o peso das guitarras e expandiu seus horizontes. Nesse território de fronteiras amplas (para alguns conhecido como mpb), o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala dos eixos musicais do <a title="Cidade Negra" href="http://www.cidadenegra.com.br/" target="_blank">Cidade Negra</a> e do estilo perdido. O fato é que o grupo que se encontrou na base do reggae decidiu ir além, domou o pop, conheceu a eletrônica, buscou o peso das guitarras e expandiu seus horizontes. Nesse território de fronteiras amplas (para alguns conhecido como mpb), o Cidade Negra esculpe boas canções. Sem viver do passado ou renegar as raízes, o grupo resolveu comemorar 20 anos de carreira lançando o DVD e CD ao vivo, Direto. Faixas como &#8220;A sombra da maldade&#8221; e a &#8220;A Estrada&#8221; se encaixam no contexto do DVD, mas é impossível não perguntar se o registro em CD não se tornou repetitivo (é a quarta vez que as músicas entram em cds do grupo).</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6325" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/cidadenegra.jpg" alt="Cidade Negra" /></div>
<p>Direto está repleto de antigos sucessos e novidades, contando com um medley com os Paralamas do Sucesso e duetos com Lulu Santos, duas grandes referências do Cidade Negra. É uma boa oportunidade de conferir se o grupo realmente se perdeu ou se encontrou no meio de sua trajetória. Destaque para &#8220;Hoje&#8221; e &#8220;O paraíso tem um tempo bom&#8221;.</p>
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		<title>Sarah Brightman</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Oct 2006 15:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Sarah Brightman é uma máquina de coletâneas. Com um repertório extenso, vive recuperando antigos registros musicais. A cantora que ficou conhecia como a voz de Fantasma da ópera acaba de lançar Diva: The Singles Collection. O CD inclui fases diversas da sua carreira, unindo Phantom of the opera e Music of the Night (ambas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Sarah Brightman" href="http://www.sarah-brightman.com/" target="_blank">Sarah Brightman</a> é uma máquina de coletâneas. Com um repertório extenso, vive recuperando antigos registros musicais. A cantora que ficou conhecia como a voz de Fantasma da ópera acaba de lançar <em>Diva: The Singles Collection</em>. O CD inclui fases diversas da sua carreira, unindo <a title="Phantom of the opera" href="http://www.thephantomoftheopera.com/" target="_blank"><em>Phantom of the opera</em></a> e <em>Music of the Night</em> (ambas do musical de <a title="Andrew Lloyd Webber" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Lloyd_Webber" target="_blank">Andrew Lloyd Webber</a>) a músicas de todos os demais cds. Estão lá <em>Deliver me</em>, <em>Time to say goodbye</em> e <em>Who Wants to Live Forever</em>, entre outros. Como uma das características mais interessantes de Sarah Brightman é misturar clássicos com sonoridades modernas, você pode conferir a Question of Honor que mistura rock com a aria <em>La Wally</em> de Alfredo Catalani, e <em>It&#8217;s a beautiful day</em> que une <em>Un Bel di de Puccini</em> a beats eletrônicos do Oriente Médio.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6323" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divasarah.jpg" alt="Sarah Brightman" /></div>
<p>Se você já tem a coletânea <em>Classics</em> (teoricamente exclusiva para a Europa), dispense Diva. Como o repertório ficou enxuto demais e os preços dos CDS estão cada vez mais altos, talvez valha a pena juntar mais um pouco e comprar o extravagante (às vezes brega) DVD ao vivo de Harem. Uma coletânea muito mais fiel à carreira da cantora.</p>
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		<title>A última Noite</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Oct 2006 00:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Robert Altman disse que está há anos fazendo o mesmo filme e que fica feliz que as pessoas ainda se interessem. A última noite comprova a teoria. O estilo de Altman é inconfundível, coisa rara em Hollywood, mesmo no cinema independente. Ele continua flertando com gêneros diversos, faz dos personagens máquinas verborrágicas e desmembra a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Robert Altman" href="http://www.robertaltman.com/" target="_blank">Robert Altman</a> disse que está há anos fazendo o mesmo filme e que fica feliz que as pessoas ainda se interessem. A última noite comprova a teoria. O estilo de Altman é inconfundível, coisa rara em Hollywood, mesmo no cinema independente. Ele continua flertando com gêneros diversos, faz dos personagens máquinas verborrágicas e desmembra a atenção do espectador em inúmeros assuntos paralelos ao desconstruir sem piedade a imagem do protagonista.</p>
<p>O filme mostra a última transmissão de um famoso programa de rádio dos Estados Unidos, dividindo-se entre o palco e os bastidores. O drama se constrói nessa despedida não anunciada ao público (que está lá fazendo figuração e não interfere na história) e questiona o apego ao passado frente às mudanças da vida.</p>
<p>A <em><a title="Prairie Home Companion" href="http://www.aprairiehomecompanionmovie.com/" target="_blank">Prairie Home Companion</a></em> (título original) traz elementos tradicionais dos trabalhos do diretor.</p>
<div style="text-align: center"><img id="image6467" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/prairieposter.jpg" alt="Praire" /></div>
<p>Como em <em>Prêt-à-Porter</em>, há a influência de um elemento externo no labirinto que é a rádio. Se nos bastidores da moda a função recaía sobre uma jornalista, aqui o papel fica por conta de Axeman (Tommy Lee Jones), o homem que quer comprar a rádio, e de um anjo (Virginia Madsen) que morreu por se distrair ouvindo uma piada do show. A indagação sobre os limites entre ficção e realidade, que marcou <em>The Company</em>, retorna sem que o artifício seja explicitado ao público, estando simplesmente a serviço do filme. Retorna também a claustrofobia de <em>Gosford Park</em>, presente nos ângulos fechados e cenários sufocantes.</p>
<p>Os cantores, apresentadores e funcionários enclausurados na rádio encontram na última noite do show o momento certo para a catarse de seus sentimentos e histórias.</p>
<p>O filme, em sua essência, é um musical. O diretor mostra o programa de rádio do início ao fim, com todos os números musicais, piadas e comerciais. Da chegada aos camarins até a saída para o bar da esquina, ouvimos Meryl Streep, Lily Tomlin, Lindsay Lohan, John Reilly e Wood Harrelson soltando a voz ao lado de Jearylin Steele e uma banda completa com violão, baixo, piano, bateria e efeitos sonoros variados. A comédia, que dá o tom geral, surge em situações inusitadas que modificam a rotina já conturbada e encontra sinergia na composição dos personagens. Dando um toque de charme, Altman aproveita o (falso) suspense para evocar o noir, criando um segurança canastrão vivido por Kevin Kline, um tanto perdido no filme, mas que serve de ponte entre bastidor, palco e o anjo sem nome.</p>
<p><em>A última noite</em> conta ainda com Maya Rudolph, do programa <em>Saturday Night Live</em>, grávida, no papel de uma assistente mal-humorada, idéia no mínimo curiosa.</p>
<p>O filme arrecadou mundialmente até agora US$22 milhões. Pode não ser nenhum <em>Gosford Park</em> (87 milhões), mas leva boa vantagem em cima dos clássicos <em>Short Cuts</em> e <em>Prêt-à-Porter</em>.</p>
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		<title>Renato Russo, fotografias</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Oct 2006 22:46:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira linha da canção Por enquanto de Renato Russo, Chegaram as estações, nada mudou, é sintomática de sua figura de Contador de Histórias, no uso mítico, e comum a todos os povos, do ermitão que dá as costas aos prazeres e convívio da cultura onde ele se insere para falar dessa própria cultura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira linha da canção <em>Por enquanto</em> de <a title="Renato Russo" href="http://www.renatorusso.com.br/" target="_blank">Renato Russo</a>, <em>Chegaram as estações, nada mudou</em>, é sintomática de sua figura de Contador de Histórias, no uso mítico, e comum a todos os povos, do ermitão que dá as costas aos prazeres e convívio da cultura onde ele se insere para falar dessa própria cultura e das mudanças que os tempos provocarão nela. Mais do que isso, o que encontramos nele e em suas canções é a atualização dessa personagem, na submissão da sua palavra de teor coletivo a temas mundanos ou pessoais, em um processo laicizante e secular, peculiar da espiritualidade das sociedades capitalistas modernas. O que é o texto principal, desse modo, e que poderia ser chamado de &#8220;uma verdade maior&#8221;, passa a ser subtexto.</p>
<p>Agora, um grupo de 20 fotógrafos dá um passo além nessa modernização das comunicações ocidentais de conteúdo mítico. Em uma tradução intersemiótica, o grupo apresenta imagens que dizem o que a letra da canção já não diz, mas diz. Então o texto que virou subtexto agora se afasta mais um pouco e vira imagem, na metaforização que parece ser o único meio suportável de se comunicar a seguinte verdade metafísica: a gente um dia chegou a acreditar que tudo era para sempre sem saber que o para sempre sempre acaba.</p>
<p>(E que a Cássia Eller era mortal.)</p>
<p>Mas nada vai mudar o que ficou, segue a canção, e essa linha, que se segue à citada anteriormente, contrapõe então a mortalidade humana à perenidade do Amor (ou à energia dos jovens ou à resistência política ou à arte), única coisa capaz de fazer com que as estações do ano mudem e não mudem ao mesmo tempo.</p>
<p>A exposição, de <a title="Guy Veloso" href="http://www.culturapara.art.br/fotografia/guyveloso/index.htm" target="_blank">curadoria</a> de <a title="Guy Veloso @ Aguarrás" href="http://aguarras.com.br/content/view/227/52/">Guy Veloso</a>, está em Belém, no Instituto de Artes do Pará, durante o mês de outubro e depois viaja para outras cidades brasileiras. Nela, exemplos dessa recuperação que, por ser imagem, é ao mesmo tempo mais direta e mais afastada da História que o Contador se impôs cantar.</p>
<p>Fatinha Silva apresenta duas cabeças de plástico de encaixe, de bonecos cujos corpos estão ausentes, contrapondo assim mente e corpo.</p>
<p align="center"><img id="image6269" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0353b.jpg" alt="fotografia de Fatinha Silva" /><br />
<em>fotografia de Fatinha Silva</em><br />
<a title="Flávya Mutran" href="http://www.culturapara.art.br/fotografia/flavyamutran/index.htm" target="_blank">Flávya Mutran</a> mostra uma figura atemporal de mulher, ao lado de uma caixa entreaberta que nos remete ao mito grego da caixa de Pandora, antecessora da maçã do Paraíso cristão.</p>
<p>Michel Pinho traz um homem andando rente a um muro onde há figuras que agem como sua sombra aumentada. Essas figuras, não tipificadas, carregam uma flor que se contrapõe às roupas esfarrapadas do homem diminuto à sua frente. A flor está no final de um caule-fio que vem de uma origem não estabelecida na imagem. Do além-figura.</p>
<p align="center"><img id="image6271" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0353a.jpg" alt="fotografia de Michel Pinho" /><br />
<em>fotografia de Michel Pinho</em></p>
<p>Moisés Araújo fotografou as redes suspensas dos viajantes dos barcos do porto de Belém. As redes, humanizadas pelo seu colorido vivo, suas curvas e por detalhes dos corpos de seus ocupantes &#8211; aqui um pé, ali uma perna , se contrapõem ao fundo da imagem, de linhas retas, em azul esmaecido, um horizonte &#8220;eterno&#8221;.</p>
<p>Liane Dahás apresenta a noção renascentista do tempo-espaço, com uma perspectiva que sai do olho do observador em direção ao horizonte longínquo. É um caminho, margeado de árvores nuas, em um outono/inverno universal embora só existente no hemisfério norte.</p>
<p>Francisco Del Tetto compôs a estrutura básica da arquitetura religiosa, com a massa da construção na parte de baixo da foto ocupada por signos da modernidade e a parte de cima, em triângulo, como um &#8220;teto&#8221; de igreja formado por volumes da conhecida coleção Tesouros da Juventude.</p>
<p>Além deles, <a title="Alberto Bitar" href="http://www.culturapara.art.br/fotografia/albertobitar/index.htm" target="_blank">Alberto Bitar</a>, Alexandra Farah, Naylana Thielly, Sinval Garcia, <a title="Orlando Maneschy" href="http://www.culturapara.art.br/fotografia/orlandomaneschy/index.htm" target="_blank">Orlando Maneschy</a>, Daniel Cruz, Kamila Frazão Lopes, Lu Magno, Irene Almeida, <a title="Miguel Chikaoka" href="http://www.culturapara.art.br/miguelchikaoka/" target="_blank">Miguel Chikaoka</a>, Maria Christina, Ronald Ruffeil e <a title="Mariano Klautau Filho" href="http://www.culturapara.art.br/fotografia/marianoklautau/index.htm" target="_blank">Mariano Klautau Filho</a>.</p>
<p>Na mitologia cristã, o Contador de Histórias foi São João Batista, que começava sua fala sempre com uma exortação para que os ouvintes tivessem a mente aberta, abandonassem antigas certezas para que uma nova verdade pudesse se impor. O que ele dizia, em suma, era que era preciso se libertar.</p>
<p>A primeira banda de Renato Russo se chamava Aborto Elétrico e tinha uma posição bem política, trazendo o contexto de Brasília da época (fim da ditadura). O Legião Urbana, posterior, já ingressava em uma polissemia mais poética do que política.</p>
<p>As fotos de hoje, 2006,  repetem de forma irônica os últimos versos da canção-tema da exposição: <em>Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está / Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz. / Estamos indo de volta pra casa</em>.</p>
<p>De fato, o pensamento analógico, por imagens, provavelmente surgiu antes do lógico, o das palavras.</p>
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		<title>Leopoldina</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/10/14/leopoldina/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Oct 2006 14:43:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você estiver perto da Estação da Leopoldina entre as 17 e 19 h., entre. Até essa hora você não paga. Depois, até domingo, começa a venda de ingressos para a programação da RioCena Contemporânea. Mesmo que você não fique para a festa, vale o local. É uma oportunidade para se sentir, em tamanho grande, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você estiver perto da Estação da Leopoldina entre as 17 e 19 h., entre. Até essa hora você não paga. Depois, até domingo, começa a venda de ingressos para a programação da RioCena Contemporânea.</p>
<p style="text-align: center"><img id="image6295" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0352a.jpg" alt="Leopoldina" /></p>
<p>Mesmo que você não fique para a festa, vale o local. É uma oportunidade para se sentir, em tamanho grande, o que se sente diante de qualquer obra de arte: uma espécie de manutenção do presente em outros tempos, futuros e passados. Ou vice-versa.</p>
<p>Não que a <a title="Estação Barão de Mauá" href="http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_rj_petropolis/brmaua.htm" target="_blank">Estação Ferroviária Terminal Barão de Mauá</a>, o nome certo do enorme edifício da Francisco Bicalho, seja uma obra de arte em si. Neoclássico, contemporâneo de outras construções da reforma urbana da cidade do início do século XX, era para apresentar seu aspecto funcional, na linha de ferro e vidro comum a gares européias do período. O que dá a ela essa dimensão de arte contemporânea é a inserção de mais vidro e mais ferro, e de luzes que se aproveitam de ambos. O resultado são trens velhos, degradados, que se mostram lindíssimos na diferença exata entre o que é recuperar o passado e atualizá-lo. Não tem nada recuperado, pelo contrário, mas tudo é atual.</p>
<p style="text-align: center"><img id="image6296" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0352b.jpg" alt="Leopoldina" /></p>
<p>Há sempre a discussão sobre como pôr arte contemporânea em espaços históricos e o visitante poderá observar um bom resultado. Muito desse sucesso, é verdade, se deve ao tema trem, viagem. Pois não se açambarca de vez todo o espaço da estação, há o terreno que se estende, na parte posterior, até quase o horizonte (com direito a pôr-do-sol na hora sugerida à visita). Forma-se portanto um espaço imaginário, um vazio onde se dá o diálogo transparências contemporâneas versus os vidros neoclássicos. Uma outra circunstância favore as passagens suaves: não é um mundo em preto-e-branco, esse. Os ferros, que fazem curvas, enferrujam em tonalidades ricas. Luz e sombra convivem.</p>
<p style="text-align: center"><img id="image6297" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0352c.jpg" alt="Leopoldina" /></p>
<p>A Estação da Leopoldina tem esse nome porque seus trens faziam a ligação com a cidade mineira de Leopoldina, de onde vinha o café &#8211; a riqueza da época &#8211; para o porto do Rio. Sua primeira linha, inaugurada por D. Pedro II em 1873, parava no meio do caminho em um lugar chamado Pântano. De lá para cá, as paradas de meio de caminho mudaram de nome mas continuam existindo. A contemporaneidade e o neoclassicismo se unem com suavidade.</p>
<p>O edifício não tem sua ala esquerda. Visto de frente, ele não se assenta na simetria que caracteriza as construções de sua época. Há um plano de reforma do Estado para o local. Falam em construir um anexo. Não na parte que não existe, mas atrás, na amplidão do olhar. Sempre haverá perdas.</p>
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		<title>Neffa</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Oct 2006 15:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Giovanni Pellino, mais conhecido como Neffa, se confunde com a história dos gêneros musicais na Itália. Depois de estourar na cena hip-hop com o grupo Sangue Misto, no cd SXM, e seguir carreira solo no rap até 2001, Neffa decidiu explorar outros ritmos e firmar uma nova identidade. Misturou o soul com o reggae, deu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">Giovanni Pellino, mais conhecido como <a title="Neffa" href="http://www.neffa.it/" target="_blank"><em>Neffa</em></a>, se confunde com a história dos gêneros musicais na Itália. Depois de estourar na cena hip-hop com o grupo <em>Sangue Misto</em>, no cd SXM, e seguir carreira solo no rap até 2001, Neffa decidiu explorar outros ritmos e firmar uma nova identidade.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">
</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">Misturou o soul com o reggae, deu uma batida funky à bossa nova, pegou carona na lounge music e assim trilhou um caminho realmente criativo. Seu álbum atual, <em>Alla fine della notte</em>, é mais uma prova dessa múltipla sonoridade e já rendeu duas músicas de trabalho &#8211; a dançante Il mondo nuovo e o pop orgânico de Cambierà, que ganhou o reforço de um simpático clip 3D. Um grande destaque de seu currículo é o cd <em>I molteplici mondi</em>, que traz a bossa nova <em>Quando finisce così</em> (imperdível) e o soul-retrô <em>Vieni com me</em>.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">
<div style="text-align: center"><img id="image6321" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/neffa.jpg" alt="Neffa" /></div>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><em>Quando Finisce Così &#8211; NeffaTu che sei lontana ormai<br />
io che dormo poco e percio&#8217;<br />
stasera faccio tardi<br />
e penso che ti scrivero&#8217;&#8230;</p>
<p>Solamente chi non ha luce<br />
per vedere non puo&#8217;<br />
Ma in fondo tu lo sai<br />
tutto puo cambiare pero&#8217;&#8230;</p>
<p>Quando finisce cosi&#8217;<br />
non finisce cosi&#8217;<br />
Quando finisce cosi&#8217;<br />
rimane tutto cosi&#8217;</p>
<p>Vorrei scriverti<br />
forse addio per sempre<br />
o forse torna presto qui</p>
<p>Una notte se ne va<br />
Lenta quando ha perso la via</p>
<p>E bevo il mio rimpianto<br />
e fumo la mia nostalgia<br />
E potrei uscire un po&#8217;<br />
tanto va a finire che poi<br />
mi sento piu&#8217; solo e parlo sempre di noi&#8230;</p>
<p>Quando finisce cosi&#8217;<br />
non finisce cosi&#8217;<br />
Quando finisce cosi&#8217;<br />
rimane tutto cosi&#8217;</p>
<p>Vorrei scriverti<br />
forse addio per sempre<br />
o fose torna presto qui</p>
<p>E mi chiedo ancora se tu<br />
resti fuori con la luna<br />
o ti senti sola se finisce cosi&#8230;</p>
<p>Vorrei scriverti<br />
forse addio per sempre<br />
o forse torna presto qui&#8230;</p>
<p>Quando finisce cosi&#8230;.</p>
<p></em></p>
</blockquote>
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		<title>Novo espaço cultural em Campinas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Oct 2006 14:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[A Região de Campinas acaba de ser presenteada com mais um espaço cultura. Inaugurado no último dia 22 de setembro, o Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus, em Vinhedo, cidade de 54 mil habitantes na região de Campinas/SP (18km), conhecida por ser a sede do parque temático Hopi-Hari. A reforma do antigo prédio na área [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Região de Campinas acaba de ser presenteada com mais um espaço cultura. Inaugurado no último dia 22 de setembro, o Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus, em <a title="Vinhedo" href="http://www.vinhedo.sp.gov.br/" target="_blank">Vinhedo</a>, cidade de 54 mil habitantes na região de Campinas/SP (18km), conhecida por ser a sede do parque temático Hopi-Hari.</p>
<p>A reforma do antigo prédio na área central da cidade foi custeada pela Unilever, que doou recursos financeiros para as obras, que começaram em outubro do ano passado. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Cultura, o novo teatro tem capacidade para receber grandes produções, como óperas e musicais. São cem spots de luz, sistema de som de três mil watts de potência e caixa cênica que permite até dez cenário, além de dois grandes camarins com capacidade para abrigar até 15 atores cada.</p>
<p>A antiga construção mantém-se &#8220;viva&#8221;, agora representada pelo o moderno Teatro Municipal de Vinhedo, com 3 mil m<sup>2</sup> de área construída e capacidade para 520 espectadores. O projeto prevê ainda a instalação de uma biblioteca junto ao prédio. São três mil metros quadrados de área construída e 520 poltronas. O lugar é lindo, bem feito e com qualidade superior a muitas capitais. É de iniciativas como esta que o Brasil precisa!</p>
<p>O teatro fica na rua Monteiro de Barros, 101, Centro, telefone (19) 3826-2821.</p>
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		<title>Literatura online</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Oct 2006 14:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que o Google deixou de ser apenas uma ferramenta de busca. Além de pesquisa de imagens, pesquisa em blogs, programa de chat e e-mail, orkut, blog, agenda pessoal e Youtube, uma aposta importante da empresa é a pesquisa de livros. É difícil colocar direitos autorais e internet em uma mesma frase sem usar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que o Google deixou de ser apenas uma ferramenta de busca. Além de pesquisa de imagens, pesquisa em blogs, programa de chat e e-mail, orkut, blog, agenda pessoal e Youtube, uma aposta importante da empresa é a pesquisa de livros.</p>
<p>
É difícil colocar direitos autorais e internet em uma mesma frase sem usar a palavra polêmica. Foi assim com a música, com vídeos e está sendo com os livros. A idéia do Google é digitalizar livros e colocar seu conteúdo disponível em ferramentas de busca. As obras livres de direitos autorais estariam disponíveis na íntegra, e caso contrário, o usuário teria acesso a partes dos textos.</p>
<p>O <a title="Google" href="http://www.google.com.br/books?hl=pt-BR" target="_blank">Google Book Project</a> conta com parceiros de peso, como a Biblioteca Pública de Nova Iorque, a Universidade Complutense de Madrid, o que significa ter livros em inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e latim.</p>
<p>Para alguns pode ser novidade desprender o conteúdo do papel, talvez com ecos no e-book, que um dia foi cogitado como uma grande ameaça ao mercado editorial, mas não ganhou a força esperada.</p>
<p>O duelo entre tradicionalismo e tecnologia, entretanto, dispersa informações importantes. A polarização do debate destaca o preto e o branco e oculta o cinza, a área mais rica em argumentos e questões. Vale a pena, por exemplo, trazer o conceito de <a title="pocket" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pocket_Books" target="_blank">pocket book</a> para a discussão. Feito em papel de menor qualidade, tamanho reduzido e com custos menores, o pocket desafia o conceito de livro-objeto e explora o papel como mero transporte de conteúdo. Um pocket pode custar 50% mais barato do que seu equivalente em formato tradicional. Qual livro você preferiria? Um com capa mais elaborada, melhor diagramação &#8211; com a visão se acomodando melhor durante a leitura &#8211; e que brilhasse no escuro ou o formato pocket? Isolando questões de custo e qualidade e pensando apenas no tamanho, qual o livro preferencial de uma população que tem como tempo livre o percurso de casa até o trabalho, dentro do ônibus e do metrô? É mais provável que o leitor compre o livro que não pesa na bolsa ou a vontade de ler não encontra barreiras no peso?</p>
<p>Acrescente o livro gratuito nessa equação. Pense também na venda pela Internet, a venda em bancas de jornal, postos de conveniência, formato e-book e audiolivro.</p>
<p>A tendência &#8211; como em qualquer área de negócios &#8211; é ganhar novos adeptos conforme o processo se consolide. A palavra polêmica aos poucos se transforma no sinônimo debate, pois onde há lucro, há negociação. A virtualização é um processo contínuo, uma conseqüência prática do hipermodernismo. O site <a title="Second Life" href="http://secondlife.com/" target="_blank">Second Life</a> está aí para confirmar a teoria.</p>
<p>Por fim, é importante separar o conceito da busca virtual em livros com a idéia do &#8220;livro para todos&#8221;. Por mais que a mecânica da Internet seja democrática, o acesso a ela ainda não é.</p>
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		<title>Milarepa</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Oct 2006 23:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Milarepa é falado em tibetano, o diretor e roteirista é do Butão, seu produtor é australiano, a co-produtora é brasileira e a maior parte dos atores são monges da cidade onde o filme foi produzido. Não só é uma preciosidade cinematográfica, como também prova que a globalização tem facetas positivas. Milarepa morreu há mais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a title="Milarepa" href="http://www.milarepamovie.com/" target="_blank">Milarepa</a></em> é falado em tibetano, o diretor e roteirista é do Butão, seu produtor é australiano, a co-produtora é brasileira e a maior parte dos atores são monges da cidade onde o filme foi produzido. Não só é uma preciosidade cinematográfica, como também prova que a globalização tem facetas positivas.</p>
<p> <a  title="Milarepa" rel="cine" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa.jpg"><img id="image6442" style="float: left; margin-right: 5px" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa.thumbnail.jpg" alt="Milarepa" /></a></p>
<p>Milarepa morreu há mais de 900 anos, mas ainda é um dos nomes mais cultuados do Tibet. Filho de um pai rico, ele viu sua fortuna ser roubada pelos tios e passou a viver com a mãe na miséria. Cansada de sofrer, ela o mandou estudar magia negra com os feiticeiros nas montanhas para que voltasse poderoso e matasse os tios e os vizinhos que lhes viraram as costas. Sem saber como buscar justiça, Milarepa (quando menino chamado Thöpaga) obedeceu à mãe e partiu em busca de mentores. No retorno, jogou toda a sua ira sobre a cidade e descobriu que vingança e justiça são coisas diferentes. Arrependido, foi acolhido por um monge e decidiu seguir os ensinamentos de <a title="Milarepa, o Buda" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Milarepa" target="_blank">Buda</a>, o começo de uma nova jornada espiritual.</p>
<p>Não se deixe enganar pela estranheza. Mesmo sendo uma produção independente, o filme exibe capricho de uma ponta até a outra. O roteiro é enxuto, a fotografia é fantástica (as montanhas do Spiti servem de cenário) e o diretor estreante (o lama Neten Chokling) impregna as imagens de sentimentos com sua manipulação de linguagem. E como filme de magia negra que fica só na teoria não tem graça, os efeitos especiais são presença garantida na fase pós-aprendizado de Thöpaga.</p>
<p>Infelizmente, <em>Milarepa</em> não tem final. A viagem do jovem atrás do mestre budista deve ser lançada apenas em 2009.</p>
<p align="center"><a  title="Milarepa" rel="cine" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_tobgyal.jpg"><img id="image6445" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_tobgyal.thumbnail.jpg" alt="Milarepa" /></a> <a  title="Milarepa" rel="cine" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_kargyen.jpg"><img id="image6444" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_kargyen.thumbnail.jpg" alt="Milarepa" /></a></p>
<p>Os destaques de atuação ficam por conta do talentoso Orgyen Tobgyal, no papel de Trogyal, o feiticeiro, e de Kelsang Chukie Tethtong, como Kargyen, a mãe obcecada por vingança. Pelo visto, a cantora também leva jeito para o cinema.</p>
<p><a  title="Milarepa" rel="cine" href="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_cartaz.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img id="image6443" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/milarepa_cartaz.thumbnail.jpg" alt="Milarepa" /></div>
<p></a></p>
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		<title>Arthur Omar. Zooprismas.</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Oct 2006 18:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Arthur Omar. Zooprismas. Centro Cultural Telemar. Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, de terça a domingo, das 11 às 20 h. Até 29 de outubro. Madona do Rio São palavras como glória, anjo, pureza, vertigem, desmaterialização. E mais citações filosóficas, a Marselhesa e sua invocação dos cidadãos às armas. E também uma música orquestrada, grandiloqüente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arthur Omar. Zooprismas. Centro Cultural Telemar. Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, de terça a domingo, das 11 às 20 h. Até 29 de outubro.</p>
<p><p align="center"><img id="image6387" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0345a.jpg" alt="Madona do Rio" /><br />
<em>Madona do Rio</em></p>
<p>São palavras como glória, anjo, pureza, vertigem, desmaterialização. E mais citações filosóficas, a Marselhesa e sua invocação dos cidadãos às armas. E também uma música orquestrada, grandiloqüente, por trás de rostos humanos que se desfazem.</p>
<p>Podia ser um pensamento sobre a luz e sua velocidade, e sobre outras coisas velozes, mas fica um cheiro de religião, de monumentalidade, de estímulos sensoriais encantatórios, quase hipnóticos, e isso esmaga a possibilidade de pensamento.</p>
<p>É Arthur Omar nos quatro andares do Centro Cultural Telemar.</p>
<p>E é a questão da religião ser ou não uma resposta viável ao niilismo ocidental. Se a menina afegã &#8211; ainda sem idade para a <a title="burka" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Burca" target="_blank">burka</a> &#8211; de uma de suas instalações pode ou não ser comparada à <a title="Moça com brinco de pérola" href="http://girl-with-a-pearl-earring.20m.com/" target="_blank">menina dos brincos de pérola</a>, pintada por <a title="Essential Vermeer" href="http://aguarras.com.br/mambots/editors/tinymce/Veermer" target="_blank">Vermeer</a> &#8211; o mestre da escola que escolheu o cotidiano, a materialidade extremamente otimista da vida imanente dos burgueses de seu tempo, como tema.</p>
<p>O mesmo incômodo prevalece em Madona do Rio, em que uma face de mulher, no registro simbólico conservador de mulher-sofredora (olhos baixos, cabeça inclinada), recebe, sofre, raios de luz frenéticos sobre a pele.</p>
<p>No vídeo Ballet 2, congelamentos periódicos da imagem dos bailarinos (do <a title="Mannheim" href="http://www.muho-mannheim.de/wirueberuns/Ballett/Ballett_eng/Geschichte_EN.htm" target="_blank">Mannheim Opera Ballet</a>) aponta para a idéia de que a ética/estética está ligada à premissa de uma perspectiva extra-temporal: os movimentos têm em si a possibilidade do eterno, do imutável.</p>
<p align="center"><img id="image6389" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0345c.jpg" alt="Pele Mecânica" /><br />
<em>Pele Mecânica</em></p>
<p>Na instalação Pele Mecânica, um desdobramento em cores digitais da obra em preto e braco Antropologia da Face Gloriosa, as dimensões sobre-humanas das faces que se dissolvem supõem uma metafísica que aplaca a experiência de alteridade que poderia acontecer com a seqüência de tipos variados.</p>
<p>Em Anjo, um pária domina a cidade com o olhar. Aqui há um registro piedoso, que implica em uma transcendência na medida que a figura apresenta, mais uma vez, uma temporalidade distinta, a interromper o ritmo luminoso do fundo urbano da parte inferior da imagem.</p>
<p align="center"><img id="image6388" src="http://aguarras.com.br/arteblog/wp-content/uploads/2006/11/divjorn0345b.jpg" alt="Anjo" /><br />
<em>Anjo</em></p>
<p>Nas fotos de Dionísica, o retrato é da &#8220;monstruosidade da carne&#8221;, seja lá o que se possa entender disso.</p>
<p>E Mola Cósmica, o painel que ocupa a fachada do prédio, faz lembrar a frase de Kierkegaard, de que repetição é a única forma de eternidade disponível aos humanos.</p>
<p>Em que pese o nome de Zooprismas da exposição, estamos diante de uma apresentação mais de prismas de luz que espelham a própria luz do que de pertencimento e espelhamento de uma história e de uma escolha, de uma experiência do possível.</p>
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		<title>Por um fio</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2006/10/07/por-um-fio/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Oct 2006 18:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0003]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora em setembro, até 5 de novembro, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas-SP, está acontecendo uma exposição com dez artistas contemporâneos brasileiros. Vale a pena a visitação! Mostrando a &#8220;complexidade da arte contemporânea brasileira e a diversidade de meios com os quais os artistas trabalham&#8221;, a exposição apresenta pinturas, objetos, instalações, desenhos e também trabalhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora em setembro, até 5 de novembro, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas-SP, está acontecendo uma exposição com dez artistas contemporâneos brasileiros.</p>
<p>
Vale a pena a visitação! Mostrando a &#8220;complexidade da arte contemporânea brasileira e a diversidade de meios com os quais os artistas trabalham&#8221;, a exposição apresenta pinturas, objetos, instalações, desenhos e também trabalhos produzidos nos &#8220;novos meios&#8221;, como vídeo, instalações, vídeo-instalações interativas, arte na Internet, fotografias e moda. Os trabalhos estão muito interessantes e, devido a diversidade, é até difícil escolher &#8220;um&#8221;  do qual se goste mais.</p>
<p>Com a curadoria da crítica de artes visuais Daniela Bousso (que é historiadora, crítica de artes visuais e curadora independente, além de Diretora do Paço das Artes em São Paulo e curadora do Prêmio Sergio Motta) e traz, entre outros, trabalhos de multimídia Rejane Cantoni e Daniela Kutschat (Percepção e Interatividade), Giselle Beigulmann (Internet e Celulares), Fernanda Chieco (Desenho), Marina Saleme (Pintura), Caetano Dias (Fotografia). Tudo isso ainda é acompanhado de apresentações de performances, Djs, e Vjs durante a programação. Segundo as informações oficiais da mostra, &#8220;.<em>..entre outros assuntos, a mostra pretende enfocar como o corpo pode ser índice de subjetividade na arte contemporânea</em>&#8221;.<br />
Período da exposição: de 15 de setembro a  5 de novembro<br />
Horário da visitação: 10h às 21h<br />
Agendamentos de visitas monitoradas: (19) 3256-8204</p>
]]></content:encoded>
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