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	<title>Aguarras &#187; edicao_0009</title>
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		<title>Gilberto Salvador inaugura mostra Reconstruções na Almacén Galeria</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 17:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>A mostra Reconstruções, que faz uma ponte entre a arte e a tecnologia industrial, começa hoje na Almacén Galeria. Exposição utiliza componentes eletrônicos para ligar arte e tecnologia industrial Aço inoxidável e componentes eletrônicos emprestaram um ar pós-pop-arte e concretista às 18 obras do escultor Gilberto Salvador, desenvolvidas durante os últimos três anos e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>A mostra Reconstruções, que faz uma ponte entre a arte e a tecnologia industrial, começa hoje na <a  rel="nofollow" title="Almacén Galeria" href="http://www.almacen.com.br/" target="_blank">Almacén Galeria</a>.</p>
<p>Exposição utiliza componentes eletrônicos para ligar arte e tecnologia industrial</p>
<p>Aço inoxidável e componentes eletrônicos emprestaram um ar pós-pop-arte e concretista às 18 obras do escultor <a  rel="nofollow" title="Gilberto Salvador" href="http://www.gilbertosalvador.com.br/" target="_blank">Gilberto Salvador</a>, desenvolvidas durante os últimos três anos e que estão na exposição Reconstruções, na Almacén Galeria. A mostra, cuja visitação vai de 31 de outubro a 18 de novembro, é uma seqüência da realizada Galeria do Sesi, Espaço Cultural Fiesp, no ano passado.</p>
<p>Com obras de títulos como &#8220;La Thuerca Plata&#8221; e &#8220;Zíper Vermelho II&#8221;, a exposição faz uma ponte entre a arte e a tecnologia industrial de ponta e explicita sua escolha pelo formalismo. Estes objetos ganham uma nova poética, sob o ponto de vista do artista, como nas peças &#8220;Sorriso Bordeaux&#8221; (foto acima) e &#8220;Fritz&#8221;, que remetem às histórias em quadrinhos (Sobrinhos do Capitão).</p>
<p>Salvador acredita na recriação do significado de peças industriais comuns. &#8220;Os zíperes, parafusos e cadeados são temas de minha obra, e não me restrinjo ao seu significado literário e conceitual, mas são reconstruções&#8221;, explica o artista. Os conceitos geométricos e matemáticos estão presentes em cada escultura através de retas, planos, cortes e ângulos. &#8220;Dessa forma, é criada uma nova harmonia espacial que define uma nova poética para estes objetos&#8221;, acrescenta Salvador.</p>
<p>A aposta na exposição das novas obras de Gilberto Salvador reforça a estética concretista que a Almacén tem assumido nos últimos anos e ratifica a opção da galeria de mostrar ao público a produção atual de nomes já consagrados no cenário das artes plásticas brasileiras. O principal objetivo da Almacén é mostrar a trajetória desses artistas, a evolução de seus trabalhos, mas sem deixar de investir sempre em jovens talentos.</p>
<p style="margin-left: 40px">Serviço:<br />
<span style="font-style: italic">Reconstruções &#8211; Gilberto Salvador</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Local: Almacén Galeria</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Endereço: Avenida Ayrton Senna, 2150, Bloco G, lojas F e M &#8211; Barra da Tijuca</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Visitação: de 31 de outubro (quarta-feira) a 18 de novembro (domingo).</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Horários: segunda, das 12h às 22h; de terça a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 15h às 21h.</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Telefone: (21) 3325 8622</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Entrada franca</span></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Justiça a qualquer preço</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 15:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Poucas vezes na vida vi um filme tão ruim quanto Justiça a qualquer preço. Quando nos primeiros cinco minutos Richard Gere cita em off &#8220;Quando você olha tempo demais dentro do abismo o abismo olha dentro de você&#8221; já é possível prever a enxurrada de mesmices que virá pela frente. Não só pela frase em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Poucas vezes na vida vi um filme tão ruim quanto <a  rel="nofollow" title="Justiça a Qualquer Preço" href="http://www.justicaaqualquerpreco.com.br/" target="_blank"><em>Justiça a qualquer preço</em></a>. Quando nos primeiros cinco minutos Richard Gere cita em off &#8220;Quando você olha tempo demais dentro do abismo o abismo olha dentro de você&#8221; já é possível prever a enxurrada de mesmices que virá pela frente. Não só pela frase em si, que deve fazer <a  rel="nofollow" title="Friedrich Nietzsche @ wikiquote" href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Friedrich_Nietzsche" target="_blank">Nietzsche</a> se revirar no túmulo a cada citação, mas pelo recurso de frases de impacto em off para dizer que o filme retratará o interior em conflito do protagonista. Em outras palavras, mesmo que ele não abra mais a boca para falar diretamente com o espectador, tudo o que for exibido na tela será apenas um reflexo de seus demônios. Uma longa mistura de tortura (do espectador) e auto-análise (dos personagens) que durará 1 hora e 40 minutos.
</p>
<p>
Vamos então a &#8220;trama&#8221;.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Justiça a qualquer preço" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/justicaqquerpreco.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/justicaqquerpreco.thumbnail.jpg" alt="Justiça a qualquer preço" /></a>Richard Gere interpreta o agente Errol. Ele é uma espécie de agente social que visita pessoas acusadas de abusos sexuais (o que você imaginar o filme tem). Ele deve preencher um pequeno questionário inútil, assumir que está tudo bem e que os ex-detentos realmente levam uma vida saudável. Hora de ir para casa ver televisão, beber cerveja e assistir a uma partida de beisebol. Mas quando você combate um monstro você acaba se transformando em um (desculpem não citar a frase com perfeição, mas qualquer clichê funciona aqui, já que o filme se apropria de todos eles). Errol, diferente de seus amigos de trabalho, possui consciência e é um atormentado. Ele é solitário, não tem amigos, não tem vida íntima (ele trabalha com delinqüentes sexuais, entende a lógica?). Lazer não é para pessoas como Errol. Só ele enxerga a verdade. Só ele sabe quem é bom e quem é mau. Desenvolveu um faro de hiena tão apurado que consegue saber quando um dos ex-detentos está preste a cometer outro delito. Não pode deixar os monstros andando por aí impunemente. É claro que uma pessoa como essa incomoda tanto que não é bem vista nem pelos amigos de trabalho e nem pelos predadores que ele fiscaliza. Por isso, Errol sofre muita pressão e é obrigado a se aposentar. Para fazer isso aliviado, ele precisa escolher um substituto à altura de suas paranóias. Mexendo um papel aqui e outro ali, ele escolhe Allison, a personagem de Claire Danes. O brucutu justiceiro que espanca ex-detentos escolhe a patricinha desequilibrada como a substituta ideal. Perfeito, não? Para o roteiro sim e lá pelas tantas você descobre o porquê (ou adivinha em dez minutos, o que não fará a menor diferença). Afinal, este é um filme sobre abuso sexual e a matemática só funciona se houver uma mulher na fórmula. Melhor ainda se houver uma mulher dos dois lados: do lado de quem investiga e do lado de quem é investigado (são tempos politicamente corretos, direitos iguais para todos).</p>
<p>Errol tem pouco tempo para treinar Allison. Os dois saem para visitar os maníacos sexuais e Allison descobre que Errol usa métodos pouco convencionais na sua missão de agente social. Ele pergunta o que não deve, ameaça, investiga. Ó, como ele é cruel. Nesse meio tempo, uma menina desaparece e Errol tem certeza de que um dos maníacos arrependidos que ele acompanha está envolvido no caso. É o jeito sem graça de fazer a trama avançar, já que os conflitos internos aqui são pura maquiagem.</p>
<p>Como durante o filme Errol e Allison só visitam dois desses maníacos, fica meio óbvio quem são os culpados. A polícia, é claro, só possui em seu quadro energúmenos incapazes de seguir uma pista. Em determinado momento um dos personagens se pergunta &#8220;eu não sei como a polícia não pensou nisso&#8221;, o que reflete um lapso de senso crítico do roteirista (Hans Bauer é o roteirista de Anaconda 1 e 2, preciso dizer mais?). Já que a polícia não consegue resolver o caso&#8230; surpresa&#8230; Errol e Allison precisarão salvar a menina, movendo uma investigação por conta própria que, para piorar ainda mais, irá sanar um antigo trauma de Errol.</p>
<p>Sobre a direção. Wai-keung Lau é o criador do filme posteriormente refilmado por Scorsese como Os Infiltrados. Com o Oscar e o sucesso da versão americana, Wai-keung conseguiu uma chance de entrar em Hollywood. A quantidade de roteiros bons não devia ser muito grande e para fingir um filme autoral que foge dos padrões da indústria local nada melhor do que falar sobre sexo e desfilar todos os tipos de perversão existentes nos livros de psicanálise. Wai-keung Lau é um cineasta experiente e sabia que não seria possível extrair muito da pífia história. Sua tática foi usar recursos de filmagem e edição para impor sua marca, o que piorou ainda mais a situação. O filme está cheio de cenas rápidas entrecortadas e os cenários estão sempre na maior escuridão, afinal a alma humana é negra e na escuridão se escondem demônios inimagináveis. Sem nenhum momento criativo, Wai-keung usa os enquadramentos mais práticos para mostrar as belas paisagens desérticas e tentar transmitir com o cenário a desolação que não consegue transmitir com a linguagem.<br />
Para não dizer que o fiasco é total, a atuação de <a  rel="nofollow" title="KaDee Strickland" href="http://www.imdb.com/name/nm0834380/" target="_blank">KaDee Strickland</a> como a psicopata enrustida Viola merece algum destaque. Dependendo de seu desempenho em <a  rel="nofollow" title="American Gangster" href="http://www.imdb.com/title/tt0765429/" target="_blank">American Gangster</a>, é possível que a carreira da moça comece a deslanchar.</p>
<p>Para encerrar, dois lembretes:</p>
<blockquote><p>1. Sempre desconfie de um filme que aceita Avril Lavigne no elenco.<br />
2. Quando você olha tempo demais para um clichê, o clichê também olha para você.</p></blockquote>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Formidável Mundo Cão, Jay Vaquer</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 21:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Há mais ou menos um ano Jay Vaquer lançou o cd Você não me conhece e emplacou nas rádios e na MTV o hit Cotidiano de um casal feliz. O tempo voou e o cantor divulga agora seu quarto cd, Formidável Mundo Cão, que merece um lugar em todas as listas de melhores do ano. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Há mais ou menos um ano <a  rel="nofollow" title="Jay Vaquer - site oficial" href="http://www.jayvaquer.com.br/" target="_blank">Jay Vaquer</a> lançou o cd <a  rel="nofollow" title="Você não me conhece @ Amazon" href="http://astore.amazon.com/aguarras-20/detail/B000BYRB2A/002-8353365-2235243" target="_blank"><em>Você não me conhece</em></a> e emplacou nas rádios e na MTV o hit <a  rel="nofollow" title="mp3 download de Cotidiano de um casal feliz @ Amazon" href="http://astore.amazon.com/aguarras-20/detail/B000SZ1ZII/002-8353365-2235243">Cotidiano de um casal feliz</a>. O tempo voou e o cantor divulga agora seu quarto cd, <a  rel="nofollow" title="Formidável Mundo Cão @ Amazon" href="http://astore.amazon.com/aguarras-20/detail/B000WFFAGC/002-8353365-2235243" target="_blank"><em>Formidável Mundo Cão</em></a>, que merece um lugar em todas as listas de melhores do ano.</p>
<p><a  rel="jay3" title="Jay Vaquer" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto5.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto5.thumbnail.jpg" alt="Jay Vaquer" /></a>O cd se divide de forma equilibrada entre letras e melodias leves e pesadas. Para sorte dos fãs, <a  rel="nofollow" title="Jay Vaquer @ myspace" href="http://www.myspace.com/jayvaquer" target="_blank">Jay Vaquer </a>segue apostando na qualidade e faz questão de fugir das velhas fórmulas desgastadas que vêm assombrando grupos mais antigos. Dos momentos românticos (sim, ainda é possível usar esse termo no Brasil sem se referir a músicas vazias que se apropriaram do verbete para usá-lo como gênero musical), um dos pontos altos é a faixa Por um pouco de paz, que traz alguma paridade melódica com o primeiro cd. &#8220;Cumpro a sentença / e compenso o que a cela limita / Peço licença de meu senso / e me faço visita / Me conto como está um antigo amigo inventado / Confesso a saudade de estar comigo ao meu lado / e tento cavar um túnel / que me leve de volta / a tudo que me prendeu&#8221;. Outro destaque é Nera, que merece atenção não só pelos bons arranjos (o cd é produzido por um time de primeira), mas também por metaforizar no amor a história de Nero, o imperador que supostamente incendiou Roma.</p>
<p>Quando o foco é o fogo verbal, as críticas vêm na forma de pequenas histórias, beirando os limites entre música e conto.</p>
<p><a  rel="jay3" title="Jay Vaquer" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto3.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto3.thumbnail.jpg" alt="Jay Vaquer" /></a>Longe Aqui, o primeiro single divulgado nas rádios e no myspace, conta a história de uma menina pressionada pela família a abandonar a namorada, abdicar de si mesma e encarnar personagens mais aceitáveis pela sociedade. &#8220;Tinha que engravidar, criar, envelhecer, morrer como todos esperavam/ Tinha que renunciar, agradar, obedecer, vencer, como todos desejavam/ Até que ela partiu/  Ela partiu pra bem longe/  Pra distante o bastante pra suportar&#8221;.</p>
<p>Breve conto de um velho babão é um dos grandes momentos rock do cd e explora ao máximo a potência vocal de Vaquer. &#8220;Chorava o leite derramado/tudo que havia conquistado / e no discurso decorado/tinha orgulho do passado / um passado que esquecia/toda vez que enlouquecia / se esfregando pelas raves doido de &#8220;E&#8221;.</p>
<p><a  rel="jay3" title="Jay Vaquer" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto2.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/foto2.thumbnail.jpg" alt="Jay Vaquer" /></a>Vale lembrar que as 12 faixas são assinadas pelo próprio Vaquer, que parece ser um dos poucos artistas do momento a refletir em sua música a realidade massacrante do país, estagnado diante das próprias mazelas. Tudo isso regado a muita ironia e rock&#8217;n&#8217;roll.</p>
<p>Para encerrar, a letra de Estrela de um Céu Nublado, provavelmente um dos hits de 2008. A música é um dueto com Meg Stock, vocalista do Luxúria (uma ótima banda da nova geração rock).</p>
<p>Decidiu que precisava ser alguém no mundo e não mais um na multidão<br />
resolveu investir fundo nas aulas de interpretação<br />
Foi morar no Rio de Janeiro, tiro certeiro pra tentar a sorte em Projacland<br />
alugou um conjugado no catete<br />
arrumou uma vaga de barman num bar descolado pra cacete<br />
atores, modeletes, formadores de opinião<br />
&#8230;wannabes de plantão<br />
foi lá no balcão, que um assistente de direção da novela das 6 (6,6) lhe prometeu uma figuração talvez.<br />
aí ele se animou, se empolgou, nem dormia mais! pobre rapaz<br />
logo descobriu que o sujeito não era quem dizia ser<br />
mas na verdade um ator desempregado, frustrado que tinha um blog pouco freqüentado&#8230;<br />
e se sentia &#8220;só E mal acompanhado&#8221;</p>
<p>Nasceu pra ser uma estrela , era tudo que ele mais queria<br />
mas o céu tava sempre nublado<br />
Estrela que ninguém via e quando o dia amanhecia,<br />
seu tempo já tinha passado</p>
<p>Conheceu Dora enquanto trabalhava no bar, servindo bebidas, ela soltando fumaça no ar<br />
Perua desquitada que vivia da pensão do ex-marido, empresário falido que sofria de Síndrome de Dow Jones<br />
E não é que a madame realmente tinha bons contatos em Projacland, isso foi levado em consideração<br />
encarar a vovó podia ser a solução,<br />
resolveu segurar o rojão<br />
investiu naquela estranha relação<br />
na tentação de ser famoso..<br />
Dora resolveu que iria ajudar o garotão<br />
Mais um que queria ser artista de televisão, ok então<br />
Numa tarde no salão, enquanto jogava <a  rel="nofollow" title="sudoku" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudoku" target="_blank">sudoku</a> e depilava a virilha<br />
ligou do celular da filha<br />
para um amigo diretor picudo e lhe solicitou: receba o garoto. Quando é quem tem teste?<br />
&#8230;enfia ele num teste!<br />
O picudo respondeu:<br />
agora não tem teste, mas uma festa com show do Jota Quest<br />
&#8230;leva seu bonitinho, Dora! Confio no seu faro, conheço o rapaz lá na hora e se eu for com a cara dele, enfio num teste, eu enfio, enfio, é claro.</p>
<p>Nasceu pra ser uma estrela , era tudo que ele mais queria<br />
mas o céu tava sempre nublado &#8230;<br />
Estrela que ninguém via e quando o dia amanhecia,<br />
seu tempo já tinha passado&#8230;</p>
<p>Na festa badalada, foi cantado pelo poderoso diretor<br />
que lhe ofereceu trabalho e amor<br />
lhe deu dicas de comportamento e recomendou :<br />
Saia logo do armário!<br />
Ele respondeu que não estava em nenhum armário, muito pelo contrário<br />
Não tinha nada contra gays, só não era um<br />
O coitado perdeu a vez.<br />
Depois de tal afirmação, foi excluído, rejeitado, difamado</p>
<p>Nasceu pra ser uma estrela, era tudo que ele mais queria<br />
mas o céu tava sempre nublado<br />
Estrela que ninguém via e quando o dia amanhecia,<br />
seu tempo já tinha passado</p>
<p>Passou a beber até cair<br />
sacou que não teria uma chance<br />
seu desejo distante de seu alcance<br />
Na deprê engordou mais de 20 kg em um ano<br />
seu maior erro foi nunca perceber o engano<br />
jogou a toalha na vida<br />
entregou os pontos e aos prantos/chorando pelos cantos</p>
<p>escreveu uma carta de despedida :<br />
&#8220;Dora, querida, quero meu corpo cremado, para que ele seja espalhado por toda cidade cenográfica em Projacland.&#8221;</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Roseli Ribeiro Moutinho</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/10/24/roseli-ribeiro-moutinho/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 21:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Taam</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>A OSB Jovem é um projeto da fundação OSB composta por jovens de até 25 anos. É um dos mais importantes investimentos nos jovens talentos musicais. Domingo passado, dia 21, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro assisti o Concerto para Flauta e Orquestra em Sol Maior de Mozart K.313, com a orquestra OSB Jovem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>A <a  rel="nofollow" title="OSB jovem" href="http://www.osb.com.br/osbjovem/" target="_blank">OSB Jovem</a> é um projeto da fundação OSB composta por jovens de até 25 anos. É um dos mais importantes investimentos nos jovens talentos musicais. Domingo passado, dia 21, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro assisti o <a  rel="nofollow" title="Giftshop" href="http://astore.amazon.com/aguarras-20/detail/B000S4HRUY/002-8353365-2235243">Concerto para Flauta e Orquestra em Sol Maior de Mozart K.313</a>, com a orquestra OSB Jovem e a solista Roseli Ribeiro Moutinho.
</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Roseli Ribeiro Moutinho, no camarim do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 21 de outubro de 2007" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/roseli.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/roseli.thumbnail.jpg" alt="Roseli Ribeiro Moutinho, no camarim do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 21 de outubro de 2007" /></a>Em 2006, eu, Roseli e Paula Martins, também flautista, apresentamos algumas vezes o Trio para Piano e duas Flautas Op.119 de Kuhlau. Naquela época conheci o talento fantástico e a rara musicalidade das duas.</p>
<p>Mozart nunca é fácil. É  música  nua e pura, desprovida de disfarces ou distrações. É onde o intérprete mais se expõe, uma verdadeira prova de fogo para qualquer musicista.</p>
<p>O que aconteceu no Municipal foi maravilhoso: Roseli mostrou toda sua palheta de timbres, toda a sua gama de dinâmicas, além de  musicalidade e fraseado refinados. O acabamento foi perfeito, não havia nada de bruto, impulsivo ou impensado.  Ao contrário,  tudo foi cuidadosamente polido e lapidado, e o resultado foi assombroso. A cadência do primeiro movimento foi um resumo de tudo: ali Roseli mostrou que não é mais uma estudante, mas sim uma profissional competente. Todos puderam contemplar a dimensão do seu talento incomum.</p>
<p>A orquestra, sob a firme batuta de Marcos Arakaki, esteve a todo momento pronta para acompanhar  perfeitamente a solista. A harmonia entre as duas foi essencial para o resultado sonoro obtido. Ficou evidente a concepção clássica de um concerto para solista e orquestra.</p>
<p>A comoção na platéia foi geral: havia os que riam de felicidade, havia os que choravam de emoção, mas uma coisa em especial me chamou a atenção: à minha frente, um senhor de meia idade não se conteve e disse a todos os presentes para que guardassem aquele momento na memória. Aquele momento, para mim, mais do que a realização que vem em reconhecimento a todo o esforço e a dedicação de Roseli, foi o passo inicial de uma carreira brilhante.</p>
<p>Lembrei-me da história de Nelson Freire quando após  apresentar-se em um colégio, ainda criança, uma religiosa  disse às alunas para guardarem bem aquele momento em suas memórias, pois aquele menino seria amplamente reconhecido no futuro.</p>
<p>Aproveitando o exemplo de Nelson Freire, digo, então, a todos os que foram ao concerto (tendo  certeza de que minhas palavras carregam um vaticínio): guardem com carinho a lembrança daquele momento. Roseli é  um talento raro, uma imensa promessa. Para ela, desejo sorte e reconhecimento.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://pedrotaam.blogspot.com/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Stardust &#8211; O Mistério da Estrela</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 16:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Stardust é adaptação de um texto de Neil Gaiman, o autor da série de HQs Sandman e dos livros, Coraline e Deuses Americanos, entre outros. Estão lá elementos comuns ao universo de Gaiman, como o humor leve de todos os personagens e a falta de estranheza ao se deparar com magia ou seres fantásticos. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="Stardust" href="http://www.stardustmovie.com/" target="_blank"><em>Stardust</em></a> é adaptação de um texto de <a  rel="nofollow" title="Neil Gaiman" href="http://www.neilgaiman.com/" target="_blank">Neil Gaiman</a>, o autor da série de HQs Sandman e dos livros, <a  rel="nofollow" title="Coraline @ Aguarrás" href="http://aguarras.com.br/2006/11/30/coraline-de-gaiman/">Coraline</a> e Deuses Americanos, entre outros. Estão lá elementos comuns ao universo de Gaiman, como o humor leve de todos os personagens e a falta de estranheza ao se deparar com magia ou seres fantásticos. O filme modifica um pouco <a  rel="nofollow" title="livro Stardust" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stardust_(book)" target="_blank">a história de Gaiman</a>, criando novas passagens e destacando alguns personagens, mas nada que comprometa o andamento do roteiro ou ofenda os fãs do autor britânico, muito pelo contrário. <em>Stardust</em> é um filme jovem com cérebro, agradando um grupo maior de espectadores sem ofender a inteligência de ninguém.</p>
<p><a  rel="stardust" title="Neil Gaiman no set de Stardust" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/335_sd-07726.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/335_sd-07726.thumbnail.jpg" alt="Neil Gaiman no set de Stardust" /></a>O filme conta a história de Tristan, fruto de um relacionamento nada convencional entre um inglês e uma moradora do reino mágico de Stormhold. Apaixonado por uma jovem (Sienna Miller) que o despreza, ele resolve dar a última cartada levando-a para um piquenique noturno. Nesse dia, uma estrela cruza o céu e eles fazem um acordo. Se ele trouxer a estrela, ela aceita se casar com ele. Só que a estrela caiu do outro lado da fronteira, o que fará Tristan retornar a Stormhold. A busca pela estrela passa a ser então a descoberta de seus sentimentos e de parte perdida do seu passado.</p>
<p>Regra de todo bom filme de fantasia, neste não faltarão obstáculos para Tristan enfrentar. O primeiro deles: a estrela não é um fragmento de rocha, mas uma pessoa muito mimada (por ser uma estrela). Convencê-la a ser levada amarrada de presente para uma mulher que não dá a mínima para Tristan por si só já seria uma missão difícil. Não bastasse isso, a aparição de uma estrela em Stormhold é um evento raro e muita gente de caráter duvidoso irá atrás dela. Entre eles estão os candidatos a rei Secundus, Septimus, Tertius e Primus. Filhos do rei, eles são chamados ao leito de morte do pai para decidir quem será o seu sucessor. Só que há uma regra inusitada para tal: os irmãos devem se matar e o sobrevivente assume o trono. Como os quatro ainda estão vivos, o rei decide usar um método diferente. Tira do peito um cordão com um rubi que voa e desaparece. Quem recuperar o rubi se torna rei. O cordão mágico, entretanto, acaba capturando uma estrela chamada Yvaine (Claire Danes) no caminho, aumentando o prêmio para quem o recuperar.</p>
<p><a  rel="stardust" title="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/sd-s-00352rt_sft_cmyk.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/sd-s-00352rt_sft_cmyk.thumbnail.jpg" alt="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" /></a></p>
<p>A queda da estrela chama a atenção também de uma família de bruxas velhas e decrépitas que precisam comer o coração da estrela para recuperar os poderes e voltarem a ser jovens. Das três irmãs, é Lamia (Michelle Pfeiffer) que sai em busca de Yvaine, aproveitando um restinho da última estrela que caiu para ter forças para na jornada.</p>
<p>Complicado?</p>
<p>No filme tudo é apresentado de forma organizada e sem exageros dramáticos. É um modo inteligente de garantir aventuras para todos os personagens (as bruxas, os candidatos a rei, a estrela perseguida e o herói acidental Tristan) e de evoluir e entrelaçar as histórias, movendo a trama para o derradeiro clímax onde todos se encontrarão.</p>
<p><a  rel="stardust" title="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/009_sd-09263.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/009_sd-09263.thumbnail.jpg" alt="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" /></a></p>
<p>Matthew Vaughn foi uma grata surpresa no projeto. Com pouca experiência como diretor, ele assumiu a direção, o roteiro e a produção de um projeto desacreditado pelo estúdio e conseguiu críticas positivas no mundo inteiro.</p>
<p>Infelizmente, nos Estados Unidos o filme foi um fracasso de bilheteria, devido à péssima estratégia de lançamento (competiu com Harry Potter) e de divulgação (não queriam assumir o filme como uma fantasia infantil). No restante do globo, o filme já arrecadou US$38 milhões e conseguiu superar os US$70 milhões que custou.</p>
<p>Além da atuação excelente de Michelle Pfeiffer, também se destaca Robert de Niro no papel do pirata que captura relâmpagos. Star system a parte, o humor inteligente e os efeitos especiais bem dosados já valem o ingresso.<br />
<a  rel="stardust" title="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/stardust_cartaz_cor_final.jpg"><br />
<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/stardust_cartaz_cor_final.thumbnail.jpg" alt="Stardust &#8211; O Mistério da Estrela" /></a></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Tropa de Elite</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 22:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Muita coisa mudou desde Cidade de Deus (2002). Lembro de ouvir pós-sessão e em debates que aquilo era um exagero. O espectador que não se via retratado no filme preferia não perceber o quanto de realidade havia na ficção. Criança com armamento na mão? Como pode ter isso no Brasil? Isso é coisa de guerra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Muita coisa mudou desde <a  rel="nofollow" title="Cidade de Deus" href="http://www.imdb.com/title/tt0317248/" target="_blank">Cidade de Deus</a> (2002). Lembro de ouvir pós-sessão e em debates que aquilo era um exagero. O espectador que não se via retratado no filme preferia não perceber o quanto de realidade havia na ficção. Criança com armamento na mão? Como pode ter isso no Brasil? Isso é coisa de guerra. E por aí vai. Em Cidade de Deus, a polícia praticamente inexistia, fazia parte do cenário, eliminando uma variável importante para explicar o ciclo da violência. Afinal, não é possível fingir que entre o leão e a grama só existe a zebra.
</p>
<p>
Curiosamente, o narrador de Cidade de Deus era um aspirante a repórter, o que na teoria lhe tornava imparcial para tratar de um assunto tão delicado. Na época, na boca do povo, o nome de Zé Pequeno.</p>
<p>Cinco anos depois, <a  rel="nofollow" title="Tropa de Elite" href="http://www.tropadeeliteofilme.com.br/" target="_blank"><em>Tropa de Elite</em></a> (que vale comentar, não é fascista). Ninguém duvida de que o filme seja um retrato da realidade, respeitando os limites de uma obra de arte. Criança com arma na mão? Que triste cotidiano.</p>
<p><a  rel="tropaelite" title="Tropa de Elite" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/paper01.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/paper01.thumbnail.jpg" alt="Tropa de Elite" /></a>Wagner Moura interpreta o Capitão Nascimento, comandante de uma unidade do Bope que quer deixar o posto e para isso precisa encontrar um substituto à altura. Com a mulher grávida, o filho quase nascendo, Nascimento se sente pressionado a viver, sair da linha de tiro. Em <em>Tropa de Elite</em>, o Bope está no topo da cadeia alimentar. Eles são respeitados pelos traficantes, são honestos, estão acima da corrupção policial. Aliás, traficantes e policiais ocupam a mesma camada da pirâmide, tentando uma simbiose apoiada em balas, mas vivendo de parasitismo mútuo alimentado por drogas e dinheiro.</p>
<p>Paralelamente aos dramas profissionais e familiares de Nascimento, há a história de Neto e Matias. Os dois amigos de infância entram para a polícia e se deparam com um esquema de corrupção entranhado em toda a hierarquia da corporação. Matias é estudante de direito e se vê em conflito no meio dos colegas de faculdade viciados que participam de marcha pela paz, mas são amigos de traficante (fazendo supostos trabalhos sociais). Neto é menos cerebral e mais explosivo que Matias, e tenta usar a corrupção da polícia para fazer um trabalho honesto (com todos os paradoxos possíveis). O filme começa com os amigos no alto do morro, no meio de um tiroteio, cercados por traficantes. Para resolver o problema, a polícia aciona o Bope, e é assim que Nascimento esbarra com seus dois possíveis substitutos.</p>
<p>Mesmo antes da estréia, <em>Tropa de Elite</em> foi notícia com o seqüestro de parte da equipe em uma das favelas, o roubo das armas cenográficas e não-cenográficas e o vexame da pirataria, com cópia pirata indo parar até no gabinete do Gilberto Gil (e na casa de metade dos jornalistas que não queriam perder a notícia).</p>
<p><a  rel="tropaelite" title="Tropa de Elite" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/paper02.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/paper02.thumbnail.jpg" alt="Tropa de Elite" /></a>Só a pirataria já dava uma crítica inteira. No país, as pessoas fingem acreditar que comprar produto pirata é redistribuir renda, é ajudar a aumentar o índice de emprego. Artista é tudo rico, gravadora é tudo endinheirada. Ninguém se lembra do Zé, que trabalha de auxiliar na recepção e que no primeiro corte de gastos da empresa perde o emprego porque o bacana economizou trinta reais pra comprar mais um par de óculos Prada. É uma ilusão auto-imposta e uma desculpa de validade duvidosa.</p>
<p>De volta ao filme.</p>
<p>As atuações estão impecáveis, cada um aparecendo o quanto deve, com papéis bem-definidos e sem redundância.</p>
<p>Wagner Moura conseguiu um personagem eterno, Caio Junqueira e Fernanda Machado se destacam com brilho próprio e André Ramiro tem a oportunidade de explorar o único personagem do filme que realmente vivencia uma transformação e encara de frente os próprios conflitos. Jorge Padilha orquestrou as cenas de ação e os momentos dramáticos com firmeza, tentando buscar entre o preto e o branco mais do que tons de vermelho e sem apelar para a plasticidade.</p>
<p>O roteiro é enxuto e consistente, e só peca pela narrativa em primeira pessoa. Apesar de ser um grande facilitador na hora de contar a trama, o recurso elimina a força das histórias paralelas, colocando-as no mesmo foco de atenção. Isso mantém o filme inteiro no pico de adrenalina do Capitão Nascimento, enfraquecendo as cenas que deveriam funcionar como momentos de calmaria e diminuindo a força do clímax, do impacto final (que não é pequeno).</p>
<p>São 116 minutos que passam voando. Um dos melhores filmes nacionais desse início de século.</p>
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		<title>Sob a Luz do Abajur</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 09:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>O novo livro de Richard Diegues reúne 17 contos escritos em datas esparsas, mas que carregam no cerne algo em comum: se parecem com o tipo de história contada em volta do fogareiro, dentro da barraca de camping, debaixo da coberta com a lanterna acesa ou, como diz o nome do livro, Sob a luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>O novo livro de Richard Diegues reúne 17 contos escritos em datas esparsas, mas que carregam no cerne algo em comum: se parecem com o tipo de história contada em volta do fogareiro, dentro da barraca de camping, debaixo da coberta com a lanterna acesa ou, como diz o nome do livro,<em> <a  rel="nofollow" title="Sob a luz do abajur" href="http://tarjaeditorial.com.br/abajur/" target="_blank">Sob a luz do abajur</a></em>. </p>
<p>Esse não é um formato novo para o autor, que participa da série Necrópole e organizou a coletânea <a  rel="nofollow" title="Visões de São Paulo - Ensaios Urbanos" href="http://nvsp.tarjaeditorial.com.br/?cat=3" target="_blank">Visões de São Paulo &#8211; Ensaios Urbanos</a>. Sob a luz do abajur é composto por contos curtos, entre 2 e 5 páginas, e textos introdutórios que os acompanham. Se as introduções nem sempre funcionam, os contos são em geral eficazes. A opção por narrativas diretas sem firulas ajuda a manter o fôlego e o tom de suspense.</p>
<p>Richard segue o clima sobrenatural que conquistou os fãs nos trabalhos anteriores, permitindo-se diversificar os temas. É perceptível desde o início a facilidade do autor em mudar sua voz. Ele soa convincente como um caminhoneiro, um executivo, uma prostituta ou um pugilista.</p>
<p>O abajur, por exemplo, traz como protagonista uma menina de três anos de idade e aborda o medo do escuro, sem o interruptor salvador ou a palavra de consolo dos pais. Que caiam as pedras e Santo Embuste viram o fogo para a igreja, sem medo de apertar o gatilho. Em um tom crítico, religião e ficção são colocadas no mesmo patamar. No fio da navalha, um dos mais interessantes, acompanha um sujeito com um dom peculiar, que trabalha numa cutelaria e tem entre seus fregueses alguns psicopatas adeptos do facão. Difícil não pensar no jargão &#8220;o cliente tem sempre razão&#8221; ou nesses textos que viram febre no mundo corporativo.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Por ocasião, vou lhe dizer que é apavorante trabalhar neste lugar. Fora o cuidado ao se mover, também é necessário olhar bem onde se senta. Mas isso é simples, adquire-se o hábito depois do terceiro ou quarto corte&#8221;</em>. &#8211; No fio da navalha.</p></blockquote>
<p>Richard Diegues também foge de uma armadilha atroz que acompanha os contistas: o último parágrafo. Com exceção de um conto ou outro, não há frases prontas repentinas que tentam agregar um valor que o restante da história não tem ou criar uma grande virada de trama, quase ali no ponto final. O autor prefere um processo honesto, que lembra a escola tradicional dos escritores de terror.</p>
<p>Stephen King costuma basear seus livros em reações. Seus personagens têm uma vida comum, geralmente no Maine, e se vêem frente a frente com o inusitado. As histórias se desenvolvem com os personagens tentando se livrar das arapucas criadas por ele.</p>
<p>Richard escolhe outro caminho. Ele utiliza cenários cotidianos, pequenos medos que se entranham no frenesi da cidade grande e só precisam ser retrabalhados no campo da fantasia. Em seus contos, o terror não causa surpresa nos protagonistas, é parte natural da vida. É preciso lidar com a situação e encará-la de frente.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;O tiro foi certeiro. Estirei o braço à frente, fiz a mira e, mesmo antes de pensar, já havia pressionado o gatilho. Confesso: mirei entre os olhos (&#8230;) mas o que importa? Estou pouco ligando para o coice da pistola. Entre os olhos ou no centro da testa, acaba tudo da mesma maneira&#8221;.</em></p></blockquote>
<p><em>Sob a luz do abajur</em> tem 94 páginas e saiu pela <a  rel="nofollow" title="Tarja editorial" href="http://www.tarjaeditorial.com.br/" target="_blank">Tarja editorial</a>, da qual Richard Diegues é um dos editores.</p>
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		<title>Hairspray</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 18:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Definição rápida. Hairspray é o sexy symbol de Grease e Embalos de Sábado a Noite travestido em uma dona de casa gorducha que usa vestido brilhante e salto alto. Esse é o verdadeiro motivador da compra do ingresso: ver John Travolta dançar no final. Agora por partes. Hairspray é a refilmagem de um musical homônimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Definição rápida. <a  rel="nofollow" title="Hairspray" href="http://www.hairspraymovie.com/" target="_blank"><span style="font-style: italic">Hairspray</span></a> é o sexy symbol de Grease e Embalos de Sábado a Noite travestido em uma dona de casa gorducha que usa vestido brilhante e salto alto. Esse é o verdadeiro motivador da compra do ingresso: ver John Travolta dançar no final.
</p>
<p>
<a  rel="nofollow" title="Hairspray" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/hairspray.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/hairspray.thumbnail.jpg" alt="Hairspray" /></a>Agora por partes. <span style="font-style: italic">Hairspray</span> é a refilmagem de um musical homônimo de 1988 e também já foi uma peça da Broadway. Com poucos diálogos falados, trata-se de um musical assumido, cantado do início ao fim. É um projeto leve, sem viradas de trama ou sofrimento prolongado. O espectador não vai rir o tempo inteiro, mas certamente guardará bons momentos. Ele foi pensado como um filme família (inclinado para o lado jovem, é verdade) e lembra muito a antiga Hollywood, que não tinha necessidade de explodir cenários milionários para inflar o próprio ego. Usando a cidadezinha conservadora Baltimore, o roteiro comenta preconceitos raciais, tirania de padrões de beleza e variações do tema. Apesar de se passar em 1960, tudo soa muito atual.</p>
<p>O filme conta a história de Tracy Turnblad, uma adolescente fanática pelo Corny Collins Show, programa musical de fim de tarde transmitido pela TV. Seus dias no colégio são um imenso intervalo tedioso entre um programa e outro. Tudo o que ela quer é decorar as novas coreografias e músicas e, quem sabe um dia, fazer parte do elenco. Sua mãe, Edna (John Travolta) é uma dona de casa tradicional. Ela acha que a filha sonha demais e que seu destino é ser dona de lavanderia ou passar roupas como ela. Seu pai, Wilbur Turnblad (Christopher Walken), é dono de uma loja de bugigangas chamada Riso Solto e acha que a filha tem que seguir seus instintos e não desistir dos sonhos jamais.</p>
<p>A chance de realizá-los surge quando uma das dançarinas do programa precisa se afastar e há a seleção para substituta. Tracy (Nikki Blonsky) decide ir escondida fazer o teste comandado pela loiríssima Velma Von Tussle (Michelle Pfeiffer), mãe da atriz principal do Collins Show e coordenadora do programa. Só há um pequeno problema. Velma é uma perua que quer distância de baixinhas gordinhas como Tracy, preferindo loiras, altas e magras como a filha. Invejosa, vive arrumando brigas com Corny Collins (James Marsden) por causa do elenco, da pouca atenção dada à filha e pelo Dia do Negro, dia especial em que os negros dançam no programa (o que ela acha uma agressão à moral e aos bons costumes). Entre uma desilusão e outra, Tracy arruma um jeitinho de encontrar as pessoas certas, aprende novas danças com os amigos negros do colégio e, sempre com muito laquê no ar, consegue chamar a atenção.</p>
<p>O diretor Adam Shankman foi inteligente ao construir o suspense do filme em cima da primeira aparição de Travolta, das inevitáveis citações a Pulp Fiction e do momento em que o Mr. Saturday Night Fever vai para a pista de dança sacudir a perfeição de sua maquiagem. Shankman também acertou ao adotar o limite entre o natural e o caricato na direção de atores. Michelle Pfeiffer e John Travolta não caem jamais no pastelão e não por acaso têm sido muito elogiados.</p>
<p>A curiosidade em torno de <span style="font-style: italic">Hairspray</span> era grande, pois Michelle Pfeiffer vinha de um longo período de férias de Hollywood e os filmes de Travolta geram um suspense natural, já que ele costuma alternar entre sucessos incontestáveis e fracassos impressionantes. Pela atual arrecadação (US$173 milhões), <span style="font-style: italic">Hairspray</span> está no primeiro grupo.</p>
<p>Destaque também para James Marsden (Ciclope de X-Men), que finalmente conseguiu uma boa atuação, mesmo com um papel pequeno.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Captura da Luz 3</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 09:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>&#8220;O espaço foi pequeno para a grandeza dos artistas&#8221;, me disse Alexandre ao saírmos do espaço oPHicina, na Vila Madalena. Ele tem razão. O grupo captura da Luz organizou uma mostra de alta qualidade (e quantidade). Ótimas e muitas ampliações. Tantas que mal couberam na casa. Os fotógrafos que mais me impressionaram: Rodrigo Jazinski, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>&#8220;<em>O espaço foi pequeno para a grandeza dos artista</em>s&#8221;, me disse Alexandre ao saírmos do <a  rel="nofollow" title="espaço oPHicina" href="http://www.espaco-ophicina.com.br/" target="_blank">espaço oPHicina</a>, na Vila Madalena. Ele tem razão. O grupo <a  rel="nofollow" title="Feira de Fotografia Captura da Luz" href="http://www.fotografiacontemporanea.com.br/capturadaluz/" target="_blank">captura da Luz</a> organizou uma mostra de alta qualidade (e quantidade). Ótimas e muitas ampliações. Tantas que mal couberam na casa.</p>
<p>
Os fotógrafos que mais me impressionaram:</p>
<p>Rodrigo Jazinski, com suas cores modernas e composições interessantes, é muito bom.  As fotografias dele são depoimentos urbanos antes de se tornarem cor.</p>
<p>Eduardo Muylaert, com umas pbs cênicas de fazer inveja, leva o conceito de &#8220;captura da luz&#8221; ao pé da letra. Suas fotos mostram escolhas muito conscientes de luz e composição.</p>
<p>Matangra e sua arte moderna, colorida, urbana, adorei.<br />
<a  rel="capturaluz" title="Célia Mello" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/celia-mello000056.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/celia-mello000056.thumbnail.jpg" alt="Célia Mello" /></a><br />
Célia Mello me lebrou <a  rel="nofollow" title="Robert Doisneau" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Doisneau" target="_blank">Doisneau</a> com seus pbs. Ela tem duas linhas diferentes, e as suas sobreposições (no filme, &#8220;na unha&#8221;, não é manipulação digital) surpreendem com ritmo.</p>
<p>Bruno Sandini ainda não definiu muito bem seu estilo mas, não importa por qual caminho escolha seguir, vai ser bom. Ele se preocupa com o motivo de tudo na foto e isso, por si só, já é suficiente para definir um grande fotógrafo.</p>
<p><a  rel="capturaluz" title="Tiago da Arcela" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/tiago-da-arcela-captura-da-luz.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/tiago-da-arcela-captura-da-luz.thumbnail.jpg" alt="Tiago da Arcela" /></a><br />
Tiago da Arcela é quase pop art, as cores são fortes e mesmo quando ele resolve brincar com monocromáticos consegue manter o ritmo pop.</p>
<p>Renato Soares mantém o seu já conhecido trabalho com índios mas a mostra traz vários formatos e até mesmo pequenas ampliações que devem ter o tamanho de mais ou menos metade de um cartão postal. O interessante em fotógrafos como o Renato é que as imagens não perdem a sua força, independente do tamanho da ampliação.</p>
<p>Alberto Oliveira é uma mistura entre fotógrafo e artista digital. O que gosto nele é que a manipulação é assumida e incorporada, não é uma muleta para o que não conseguiu fazer com a câmera, é uma opção consciente e parte de um projeto visual completo.</p>
<p>Carlos Fadon e seus reflexos. Fadon assina como fotógrafo mas deveria assinar como poeta. Concretismo puro, muito bom.</p>
<p><a  rel="capturaluz" title="Hugo Curti" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/hugocurti4.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/hugocurti4.thumbnail.jpg" alt="Hugo Curti" /></a><br />
Hugo Curti, com seus horizontes baixos e plantas tranquilas.</p>
<p>Claudio Lunardelli é artista digital. Manipula objetos, não se limita a alterar contrastes ou a fazer sobreposições. Ele usa a ferramenta para criar novas imagens, completamente novas, que não existem no mundo real.</p>
<p>Outros lá estavam, todos bons.</p>
<p><a  rel="capturaluz" title="Peter de Brito" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/pcaixa-de-leapis-de-cor-4.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/pcaixa-de-leapis-de-cor-4.thumbnail.jpg" alt="Peter de Brito" /></a><br />
Agora, o trabalho pelo qual eu me apaixonei foi o do Peter de Brito. Ele tem uma leveza e um carinho no olhar que há muito eu não encontrava. A série &#8220;Lápis de cor&#8221;, com fotos da Parada Gay de 2003, é de uma doçura difícil de descrever. A maioria dos fotógrafos que conheço (eu inclusive) se preocupam em conseguir a imagem exatamente como a imaginaram antes do clique. Peter consegue ver através da imagem e aceitar o outro, diferente ou não, como ele é. Isso não é apenas raro na fotografia, é raro na humanidade.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vignamaru.com.br">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>A. B. Surdo</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 21:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oswaldo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>O grande Lamartine Babo não perdia uma. Piadista de primeira, dá o clima de como eram recebidas as novidades estéticas popularizadas pelos modernistas. A histórica marcha A. B. Surdo, de 1930, demonstra o marco divisório entre duas concepções estéticas e permite que se veja que, longe da tranqüila aceitação dos modernistas, vicejou durante muito tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>O grande <a  rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lamartine_Babo" target="_blank">Lamartine Babo</a> não perdia uma. Piadista de primeira, dá o clima de como eram recebidas as novidades estéticas popularizadas pelos modernistas. A histórica marcha <a  rel="nofollow" href="http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/05/absurdo.html" target="_blank"><em>A. B. Surdo</em></a>, de 1930, demonstra o marco divisório entre duas concepções estéticas e permite que se veja que, longe da tranqüila aceitação dos modernistas, vicejou durante muito tempo a predileção pela palavra cheia, retórica, que dominava tanto a poesia romântica quanto a poesia parnasiana.</p>
<p>Em uma outra marcha &#8211; <em>História do Brasil</em>, de 1934 &#8211; o grande Babo vai mostrar a aclimatação do ideário modernista. A diferença entre as duas composições é patente. Se <em>A. B. Surdo</em> utiliza a técnica modernista para ironizá-la; <em>História do Brasil</em> cai no mais puro deboche e busca o gosto modernista da paródia. Se na primeira marcha a paródia se volta contra a estética que a inaugura como forma de escrever o país e sua tradição bacharelesca; na segunda, a paródia apresenta o foco de sua ironia na própria série literária, musical e histórica, como havia proposto Oswald, no seu exemplar livro de poesias <em>Pau Brasil</em>.</p>
<p>O non-sense é em um e outro caso a intenção. O non-sense se caracteriza pela negação do sentido usual e pela criação de outro, surpreendente, desconcertante. Tomem a estrofe que fecha a música: &#8220;Seu Dromedário é um poeta de juízo, é uma coisa louca, / pois só faz versos quando a lua vem saindo / lá no céu da boca, lá no céu da boca.&#8221;. A lua, figura romântica, de poetas e sonhadores, tem seu sentido deslocado. Ao sair do céu da boca, serve como deixa para a construção de uma imagem ironicamente surrealista, na qual a ausência de sentido aponta tanto para o absurdo modernista quanto para a falência da percepção romântica. Ademais, pode-se perceber, na negação que dela faz, o correlato da negação modernista. O fato de &#8220;isto não ser marcha nem aqui nem lá na China&#8221; significa duplamente que o futurismo não é poesia nem aqui nem lá na Itália. Mas curiosamente a intuição do compositor nega com uma marcha a marcha que tecnicamente é uma marcha que se nega como marcha, numa progressão de sentido infinita. Não seria também possível ler na negação que se faz da poesia futurista sua afirmação?</p>
<p>A falência romântica que vai se acentuar na hilária <em>História do Brasil</em>. Lamartine, com seu espírito galhofeiro, acerta a mão, em cheio. As referências ao romantismo tornam-se mais claras, mais destrutivas, já que o ícone romântico aqui se transforma em pura burla. As citações de <a  rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Alencar" target="_blank">José de Alencar</a> e <a  rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Gomes" target="_blank">Carlos Gome</a>s, colocando lado a lado a cultura letrada e a popular, permitem perceber a aproximação que o modernismo intenta em relação a uma língua brasileira.</p>
<p>Curioso de se notar é a inversão que fazem modernistas e compositores populares. Se o <a  rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo" target="_blank">Modernismo</a> busca popularizar a língua literária; a música popular, por seu turno, busca difundir uma competência lingüística que se aproxima do falar culto &#8211; não esqueça o leitor que tanto Cartola quanto Ismael vão falar quase sempre em segunda pessoa &#8211; este cruzamento babélico predominará em todo o período de instalação e estabilização do projeto de uma língua brasileira. Será na verdade o nosso padrão.</p>
<p>Se <a  rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oswald_de_Andrade" target="_blank">Oswald</a> e Mário fizeram a ponte entre a língua culta e a popular, Lamartine e <a  rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Noel_Rosa" target="_blank">Noel Rosa</a> refizeram a ponte em sentido contrário da língua popular à culta. Neste sentido à rejeição inicial de <em>A.B. Surdo</em>, de Lamartine e Noel, só poderia seguir-se a confluência da <em>História do Brasil</em>.</p>
<p>A fundação da língua brasileira nasceria, portanto, da busca invertida de dois processos, que se rejeitaram e se aproximaram, quando descobriram que as possibilidades de expressão do nacionalismo, da aura brasileira, só podia nascer ao se parodiar a própria língua e a si mesma.</p>
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		<title>HIM &#8211; Venus Doom</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 18:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>HIM é um dos grupos de love metal mais famosos do mundo. Criado na Finlândia, existe desde 1991 e teve diversas encarnações, um amontoado de nomes e estilos. Depois de alguns anos gravando demos, EPs e fazendo covers de Depeche Mode, Type o&#8217;Negative e até Backstreet Boys, o HIM gravou seu primeiro álbum oficial. Greatest [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="HIM" href="http://www.heartagram.com/" target="_blank">HIM</a> é um dos grupos de love metal mais famosos do mundo. Criado na Finlândia, existe desde 1991 e teve diversas encarnações, um amontoado de nomes e estilos. Depois de alguns anos gravando demos, EPs e fazendo covers de Depeche Mode, Type o&#8217;Negative e até Backstreet Boys, o HIM gravou seu primeiro álbum oficial.
</p>
<p>
<a  rel="nofollow" title="HIM" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/him.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/him.thumbnail.jpg" alt="HIM" /></a><em>Greatest Love Songs vol.666</em> saiu em 1997, com sete músicas inéditas e duas regravações: Don&#8217;t Fear de Reaper, cover do clássico do Blue Oyster Cult, e Wicked Games, a música mais conhecida de Chris Isaak. Foi o suficiente para chamar atenção do público finlandês, abrir algumas portas na Europa e até tocar nas rádios brasileiras.</p>
<p><em>Razorblade Romance</em> veio em seguida com um som mais trabalhado e a clara intenção de aumentar a base de fãs. Os quatro singles escolhidos tinham sonoridades e públicos-alvo distintos. Poison girl, o de menor sucesso, é uma música introspectiva padrão. Right here in my arms é um rock clássico, com guitarras e vocais em equilíbrio e paradinha no refrão para a platéia acompanhar ao vivo. Em Join in me in death o destaque é o teclado, uma das marcas do HIM, acompanhando o ritmo mais calmo da bateria e a voz melódica do vocalista Ville Valo. Gone with the sin é uma balada que aposta nos tons graves de Ville, ganhando ao vivo um solo de guitarra e o coral do público.</p>
<p>Depois de uma parada para um trabalho paralelo sem repercussão, veio <em>Deep shadows and Brilliant Highlights</em>, o trabalho mais pop do HIM. Presença constante nas rádios da Finlândia e Alemanha (com presença esporádica na Itália, Suíça e Áustria), o álbum aposta mais em baladas e o lado rock é amenizado. Dos singles, In joy and sorrow e Heartache every moment são os que mais se aproximam da identidade musical construída até então.</p>
<p><em>Love Metal</em>, o quarto cd, retoma as origens e é um dos marcos da carreira. The funeral of the hearts, uma das melhores faixas do HIM, conquistou novos mercados e chegou a 15a posição no Reino Unido, consequentemente abrindo portas nos Estados Unidos. Os singles The Sacrament e Buried alive by love repetiram o feito, com menor intensidade, apesar da boa qualidade.</p>
<p>Estratégia comum no mundo da música, quando novos mercados se abrem, velhas canções passam a ser desconhecidas, e nada melhor do que uma coletânea para fazer a reapresentação. <em>And Love Said No: The Greatest Hits 1997-2004</em> trouxe duas inéditas e um punhado de hits. Além da faixa-título, há um excelente cover the Solitary Man, música de Neil Diamond regravada também por <a  rel="nofollow" title="Johnny Cash" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Johnny_Cash" target="_blank">Johnny Cash</a>.</p>
<p>A HimMania parecia se espalhar. <em>Dark Light</em>, o quinto de inéditas, foi lançado nos Estados Unidos, acompanhado de extensa turnê e dois singles de sucesso: Wings of a Butterfly e Killing Loneliness. Não é um trabalho superior a Love Metal e interrompe a ascensão musical que havia desde o primeiro cd, mas serviu para chamar atenção dos americanos e dar ao HIM o título de primeiro grupo finlandês a vender 500.000 cópias (disco de ouro) nos Estados Unidos.</p>
<p>No novo trabalho, <em>Venus Doom</em> (2007), o grupo decidiu que era hora de mudar. O cd tem influência direta do Metallica e do Black Sabbath. Ville Valo já admitiu que o grupo aproveitou tudo o que podia do estilo melódico e que não valia a pena se repetir, o que levou a um som mais pesado, focado totalmente nas guitarras e distante dos teclados. Não por acaso, é produzido por Tim Palmer, que já trabalhou com Ozzy, Pearl Jam, U2, The Cure e o próprio HIM.</p>
<p>Venus Doom tem apenas nove faixas. Passion&#8217;s Killing for está na trilha sonora de Transformers e  The Kiss of a Dawn foi lançado como o primeiro single. Ainda é cedo para dizer se a mudança dará bons resultados, mas pelo menos o fantasma da estagnação parece ter ido embora.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="HIM no Youtube" href="http://www.youtube.com/user/him" target="_blank">O HIM possui vários clipes interessantes espalhados pela rede</a>.</p>
<p>Ville Valo já trabalhou com um número incontável de pessoas. Vale procurar a regravação de Summer Wine (com Natalia Avelon, a música original é de 1967, com Nancy Sinatra) e a colaboração com o Apocalyptica em Bittersweet, que também conta com Lauri Ylönen, do Rasmus.</p>
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		<title>Videoarte &#8211; Hong Kong Song de Robert Cahen</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 02:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Hong Kong Song é videoarte, com tudo de bom e de ruim que a proposta possui. Tecnicamente, o filme se afasta do conceito de som como mero acréscimo de carga dramática da imagem. Os dois elementos se combinam em uma única expressão artística, incoerente se desmembrada. A técnica não é gratuita e serve para transmitir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Hong Kong Song é <a  rel="nofollow" title="videoarte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Videoarte" target="_blank">videoarte</a>, com tudo de bom e de ruim que a proposta possui. Tecnicamente, o filme se afasta do conceito de som como mero acréscimo de carga dramática da imagem. Os dois elementos se combinam em uma única expressão artística, incoerente se desmembrada.</p>
<p>A técnica não é gratuita e serve para transmitir alguns conflitos, o mais evidente deles: tradição x modernidade. Imagens aceleradas acompanham sons acelerados, o mesmo valendo para a calmaria. Ver a passagem de um carro de bombeiros, por exemplo, indica urgência, então áudio e vídeo começam a acelerar. Linguagem direta.</p>
<p>O entendimento destes artifícios começa na análise da sobreposição de diferentes imagens e sons, revelando uma cidade que se atropela em ritmo frenético, sem que haja tempo de conhecer o indivíduo misturado à massa. A atenção não se foca em um ponto determinado, pois se perde em meio ao turbilhão de informações, em uma montagem metafórica à rotina de formigueiro da grande metrópole. Isso fica claro em imagens de ônibus sobrepostas a cenas de pessoas caminhando, um verdadeiro atropelamento.</p>
<p>O ritmo cresce na pressa do cotidiano e diminui nas cenas de natureza. Não é original, mas é uma mensagem de fácil assimilação. No oriente, há um rompimento na linha do tempo muito simbólico para eles. O conceito ancestral de agricultores, pescadores e monges que são donos do próprio tempo se defronta constantemente com os padrões frenéticos do mundo globalizado. Por várias vezes o filme se utiliza desta alternância. As cenas da barca no rio são calmas, com o barulho distante do apito e o fundo de água escura. Depois, muitos carros correndo e pessoas apressadas na rua. Cresce o ritmo do som, que se torna incômodo e ruidoso. Numa mudança brusca, nos deparamos com uma árvore, perdida em meio ao caos. Através de seus galhos passam os raios do sol. Os ruídos se tornam música.</p>
<p>O filme volta a utilizar a água do rio ao mostrar pessoas em pequenos barcos. O efeito utilizado cria um fantasma da imagem principal e o som é seguido de seu eco. Há nessa dissociação duas idéias: a 1ª reforça a superioridade da massa em relação à identidade do indivíduo, já que o indivíduo está fora de foco, literalmente. A 2ª retoma o conflito central. Aqui, a separação do corpo e da &#8220;alma&#8221; indica a força do hábito. São pessoas que estão ali todos os dias, fazendo a mesma coisa, trabalhando mecanicamente para sobreviver, enquanto as demais correm sem a certeza do dia de amanhã. Não importa o que faça no restante do dia, uma parte do pescador sempre está no rio a trabalhar.</p>
<p>Apesar da velocidade do mundo, a sociedade deixa sua marca. No caso evidenciado na videoarte e na vida real, a poluição.</p>
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		<title>José Alvarenga</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 23:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
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		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Fotografias Urbanas José Alvarenga 9 de outubro a 10 de novembro de 2007 AL-FARABI Rua do Rosário, 30/32 Centro &#8211; Rio de Janeiro Tel (21) 2233-0879 &#169; - visite o site do Aguarr&#225;s para mais conte&#250;do!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="José Alvarenga - Fotografias Urbanas" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/jalvarenga.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/jalvarenga.thumbnail.jpg" alt="José Alvarenga - Fotografias Urbanas" /></a></p>
<p>Fotografias Urbanas<br />
José Alvarenga<br />
9 de outubro a 10 de novembro de 2007<br />
AL-FARABI<br />
Rua do Rosário, 30/32<br />
Centro &#8211; Rio de Janeiro<br />
Tel (21) 2233-0879</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vignamaru.com.br">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Raul Leal</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 22:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Raul Leal está chegando na frontalidade. Não na frontalidade dos modernistas, para quem a tela era exatamente isso, uma superfície plana. Seus grandes acrílicos, expostos na Galeria Café, de Ipanema, têm mais a ver com uma outra tela, a do computador, com sua frontalidade profunda, infinita mesmo, e que é o parâmetro de frontalidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="Ver e ser visto (Raul Leal) @ Aguarrás" href="http://aguarras.com.br/2007/07/29/ver-e-ser-visto/">Raul Leal</a> está chegando na frontalidade. Não na frontalidade dos modernistas, para quem a tela era exatamente isso, uma superfície plana. Seus grandes acrílicos, expostos na <a  rel="nofollow" title="Galeria Café" href="http://www.galeriacafe.com.br/">Galeria Café</a>, de Ipanema, têm mais a ver com uma outra tela, a do computador, com sua frontalidade profunda, infinita mesmo, e que é o parâmetro de frontalidade de hoje.</p>
<p>
<a  rel="raulleal" title="Raul Leal" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0449a.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0449a.thumbnail.jpg" alt="Raul Leal" /></a>Ele ainda não está lá, mas vai chegar. O espaço que ele constrói aponta para esse nada sem norte ou sul e que vai até perder de vista. Sua cidade (ele parte de fotografias que tira pelas ruas do Rio) é um vestígio do lugar público depois que lugares públicos foram lavados de sua utopia comunitária, do seu grude. Vai daí que as manchas mais claras nadam no nada.</p>
<p>As telas são azuis, a cor tradicional do infinito na pintura ocidental, e nelas os fantasmas dos que já fomos se igualam, em um mesmo tratamento, a objetos também mal delineados, apenas umas sombras, só que ao contrário: o escuro é o resto, elas são esbranquiçadas. E têm seu movimento lerdo de sombras estratificado pela interrupção de um real, marca indelével da fotografia original: os passos não são completamente dados, os gestos não se realizam de todo (como na série <em>Do mesmo lado</em>), uma mão fica no ar.</p>
<p>Essa incompletude, somada à precariedade da tinta muito lavada e monocromática, salva Raul de dicotomias antigas, como urbanização/natureza, regionalização/internacionalização (é o Rio porque o reconhecemos, mas talvez soubéssemos ser, mesmo sem este conhecimento que escapa da hermenêutica da imagem, um cenário periférico; talvez não). Ou, mais uma dicotomia, a da terra/céu: o horizonte dos seus espaços é um encontro de dois campos de tonalidade similar, sem contornos muito definidos. Na tela O princípio da distância ele mesmo quase some.</p>
<p><a  rel="raulleal" title="Raul Leal" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0449b.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0449b.thumbnail.jpg" alt="Raul Leal" /></a>Há uma outra tendência em Raul Leal, além da frontalidade de computador. E também aqui ele passa perto, e com sorte escapa, do modernismo: é a geometrização. Na simplificação haverá sempre um essencialismo à espreita, e é preciso ter cuidado e recuperar a fragilidade, o não-acabado, e mesmo a falta de sentido: somos mais nós, assim. A indeterminação pode ser uma exigência de seus personagens, uma exigência para a sobrevivência de quem vive em lugar nenhum.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Sergio Fingermann</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/10/04/sergio-fingermann/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 10:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>O título fala de silêncio, o release fala de música e eu vi o tempo. Mas talvez seja a mesma coisa. Elogio ao Silêncio, de Sergio Fingermann está no Museu de Belas Artes, um edifício neoclássico no meio do tráfego da avenida Rio Branco. E se falo isso é porque a situação do edifício meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>O título fala de silêncio, o release fala de música e eu vi o tempo. Mas talvez seja a mesma coisa.</p>
<p><em>Elogio ao Silêncio</em>, de <a  rel="nofollow" title="Sergio Fingermann" href="http://www.sergiofingermann.com.br/" target="_blank">Sergio Fingermann</a> está no Museu de Belas Artes, um edifício neoclássico no meio do tráfego da avenida Rio Branco. E se falo isso é porque a situação do edifício meio que faz eco com o que vamos encontrar lá dentro. De lá, a exposição vai para a Pinacoteca, em São Paulo, e mais uma vez o eco.
</p>
<p>
Desculpe, mas vou precisar falar: globalização. E pior: Fukuyama.</p>
<p>Sergio Fingermann é o antídoto.</p>
<p>Não é que ele pinte o passado. Isso não faria o menor sentido. Ele pinta, com tinta a óleo e tela, representações de paredes velhas de azulejo, por onde escorrem vestígios de imagens quase apagadas, representações de cenas que só podem, pensamos, vir do passado.</p>
<p>É aí que ele nos pega.</p>
<p>As imagens funcionam porque são contemporâneas. Quer dizer, por terem sido feitas hoje, elas apontam &#8211; ao não retratar um determinado hoje, o hoje globalizado, o da universalização do liberalismo norte-americano &#8211; o hoje que Fingermann ataca.</p>
<p>Ele pinta o que não está lá.</p>
<p>No processo de feitura, veremos (não veremos) grampos de ferro enferrujados que, retirados, marcam a tela. Nos temas, são personagens com capuzes e roupas medievais que dançam, sem música, em jogos e rodas. As cores são em tons terra: ocres, sienas, pretos. São os restos desbotados de uma pintura que já quase não existe. Há referências místicas em círculos e nas formas básicas da geometria: quadriláteros, cones. Símbolos míticos como poços, véus. Máscaras que sobraram de algum Goya. Arabescos de ferro de um portão cujo vidro quebrou. Um bucolismo rural que a Monsanto enterrou. Em um dos quadros maiores, uma dança é feita no silêncio de palavras pintada: &#8220;<em>o cavalheiro: dois passos e levanta o braço; adiante; a dama: dois passos e levanta o braço; adiante.</em>&#8221;</p>
<p>As coisas não estão lá. Estiveram. Voltarão a estar se você ficar quieto por tempo suficiente em frente a elas. Se conseguir que a persistência do olhar anterior &#8211; o da avenida movimentada da grande cidade &#8211; se torne transparente para acolher e se somar a essa camada nova/velha.</p>
<p>Que é como pode ser vivida, a contemporaneidade. Na falsa dúvida entre a universalização do liberalismo capitalista norte-americano e a ressurgência de aspectos culturais locais, Fingermann parece sugerir em suas alegorias arquétipas que a divisão entre o desejo de mobilidade (as danças, os jogos) e o de estabilidade (a composição, a deferência), de individualização (personagens) e de pertencimento (cenários), de suas pinturas e que também é a nossa, pode ser solucionada através da memória e da história.</p>
<p>Suas imagens vêm acompanhadas por frases.</p>
<p>Algumas delas:</p>
<p style="margin-left: 40px"><span style="font-style: italic">&#8220;A pintura é preciosa, faz as coisas regressarem de sua ausência, de seu esquecimento.</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">O que se vê numa pintura é esse caminho, esse regresso de lá até o nosso espanto.&#8221;</span><br style="font-style: italic" /><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">&#8220;Às vezes o silêncio se transforma em esfera transparente. Imobiliza-se. Fica sendo.</span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">É uma espécie de gerúndio. É como cápsula que se contém. Fica sendo o não-ver. Fica sendo o não-estar.&#8221;</span><br style="font-style: italic" /><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">&#8220;O olhar circunscreve algo, como faz o círculo, onde a coisa vista, real, fica presa.&#8221;</span><br style="font-style: italic" /><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">&#8220;Ontem nos deformou ou foi por nós deformado?&#8221;</span><br style="font-style: italic" /><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">&#8220;O silêncio é sentinela. </span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Às vezes fica sentado em corredores. </span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Às vezes fica encostado nas paredes, de espreita: em quartos, casas velhas, caixas, escritos esparsos, nas fotografias, nas montanhas que estão longe. </span><br style="font-style: italic" /><span style="font-style: italic">Até em certas pinturas.&#8221;</span></p>
<p align="center"><a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 22" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448a.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448a.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 22" /></a> <a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 21" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448b.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448b.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 21" /></a> <a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 14" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448c.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448c.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 14" /></a> <a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio (detalhe da textura)" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448d.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448d.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio (detalhe da textura)" /></a> <a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 13" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448e.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448e.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 13" /></a> <a  rel="fingermann" title="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 15" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448f.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/10/divjorn0448f.thumbnail.jpg" alt="Sergio Fingermann - Elogio do silêncio # 15" /></a></p>
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		<title>Um Painel da Música de Câmara de Camargo Guarnieri</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 13:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fillipe Trizotto</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Terminou na última terça-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, o ciclo &#8220;Um Painel da Música de Câmara de Camargo Guarnieri&#8221;. O evento, em quatro apresentações, teve como principal iniciativa apresentar de forma abrangente, sem distribuir peças a esmo pelo programa, sem perder o sentido de cada forma musical trabalhada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Terminou na última terça-feira, no <a  rel="nofollow" title="CCBB" href="http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/index.jsp" target="_blank">Centro Cultural Banco do Brasil</a> (CCBB) do Rio de Janeiro, o ciclo &#8220;Um Painel da Música de Câmara de <a  rel="nofollow" title="Camargo Guarnieri" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Camargo_Guarnieri" target="_blank">Camargo Guarnieri</a>&#8221;. O evento, em quatro apresentações, teve como principal iniciativa apresentar de forma abrangente, sem distribuir peças a esmo pelo programa, sem perder o sentido de cada forma musical trabalhada, explorada ou mesmo criada pelo grande mestre, parte da obra camerística do compositor.
</p>
<p>
No primeiro encontro, o ouvinte atento, o estudante alerta, o espectador curioso, teve a oportunidade deliciosa de ouvir canções com poemas de alguns grandes escritores brasileiros, entre eles <a  rel="nofollow" title="Mário de Andrade" href="http://www.secrel.com.br/jpoesia/and.html" target="_blank">Mário de Andrade</a>, mentor intelectual de Camargo. Talvez, de todos os encontros, tenha sido o mais oportuno, tanto para os mais entusiasmados &#8211; paradoxalmente, haja visto as obras de maior envergadura nos outros três encontros seguintes &#8211; quanto para os mais desavisados da obra de Guarnieri. Não é fácil encontrar por aí gravações dessas peças. Elas nos fazem lembrar um outro Brasil, onde a conquista da brasilidade era algo no ar, onde a apuração erudita do regionalismo não era antropológica nem caipira.</p>
<p>O segundo encontro, com a dedicada violinista <a  rel="nofollow" title="Tânia Camargo Guarnieri" href="http://movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=3&#038;codigo=1209" target="_blank">Tânia Camargo Guarnieri</a>, filha do compositor, e <a  rel="nofollow" title="Lais de Souza Brasil" href="http://www.abmusica.org.br/acad23.htm" target="_blank">Lais de Souza Brasil</a>, pianista experiente. Foram exploradas as sonatas para violino e piano. A Sonata nº 2 (1933), a Sonata nº 3 (1950) e a  Sonata nº 4 (1956), esta última sem dúvida o ponto alto, altíssimo, do encontro. Complexa, moderna, original, uma obra grande, verdadeira, atual.</p>
<p>O encontro seguinte deu lugar aos falados <em>Ponteios</em>. São prelúdios, mas o modernista preferiu um nome mais brasileiro, não apenas por fachada, mas, segundo o próprio, &#8220;para expressar esse caráter brasileiro&#8221;. A pianista russa radicada no Brasil, <a  rel="nofollow" title="YouTube - Prokofiev Sonata - 2) Scherzo -- Olga Kiun (piano)" href="http://www.youtube.com/watch?v=Qf8AruzU5xY">Olga Kiun</a>, foi mais que competente. O 5º caderno (os <em>ponteios </em>são divididos em cadernos), último a ser exibido, foi esclarecedor. O nº 49 e nº 50 deixaram todos com a melodia na cabeça após o espetáculo, para o desespero dos que, no âmbito da música de vanguarda, odeiam melodias.</p>
<p>O encerramento se deu na última terça-feira, perdoando-me pelo chavão, &#8220;com chave de ouro&#8221;. Uma apresentação camerística clássica: o quarteto. Composto por um violoncelo, dois violinos (cada um fazendo uma linha, há os primeiros e os segundos violinos mesmo em orquestras sinfônicas) e uma viola. Sobre a forma de quarteto, convidam-nos à imaginação algumas histórias, não necessariamente no sentido da ciência história. A mais conhecida é de que o grande compositor clássico Haydn, um dos precursores desta forma camerística, queria compor uma sinfonia (para uma orquestra), mas o local onde haveria o espetáculo musical não tinha mais do que meia dúzia de músicos, compor para um pequeno grupo foi, então, inevitável: cada instrumento do quarteto é como se fosse um naipe de uma orquestra. Não que a formatação fosse invenção dele, mas coferir-lhe caráter autoral, e logo de um Haydn, foi coisa nova. O quarteto em questão, o <a  rel="nofollow" title="Glazunov quartet - YouTube - Galiu in St.Petesburg" href="http://www.youtube.com/watch?v=I7FwCgfE-aM" target="_blank">Quarteto Glazunov</a>, composto por Yuriy Rakevich, Inna Meltser, Vladmir Klementiev e Watson Clis, não prestígio à nobilíssima áurea de tradição que o formato encerra. O eslavismo exarcebado do grupo, que salta aos olhos nos nomes dos integrantes, e no nome do próprio grupo &#8211; Glazunov &#8211;, é coisa que faria o Mozart Camargo notar. Entrentanto, aos olhos de um espectador cosmopolita de um CCBB do Rio de Janeiro, talvez não tenha significado nada. Atentos, focados (parar usar um termo da moda), o grupo Glazunov, do mais alto padrão técnico, de elevada concepção artística, apresentou deslumbrante música. Como todas as obras de Guarnieri, os quartetos têm harmonia complexa, ritmo ousado, proposta avançada. As dissonâncias sempre incomodam os mais fracos, os menos interessados e os desavisados. Mas, no caso de Guarnieri, a proposta desagrada mesmo a grandes ouvintes, há que se admitir. E aqui vai a opinião do escriba, que não vale mais do que a de qualquer leitor: gosto mais das obras da maturidade de Guarnieri. Evito expor as razões para não influenciar, e nesse contexto fica difícil escolher um quarteto, dos três apresentados, senão o nº 3 (1962). Os outros, o nº 1 (1932) e o nº 2 (1944) são obras, sem dúvida, de nível elevadíssimo. O nº 2 foi premiado nos EUA, em Washington, levando o primeiro prêmio do Concurso Internacional para Quartetos.</p>
<p>Parabéns aos organizadores, patrocinadores e produtores. Quando escrevi, num texto este ano, sobre <a  rel="nofollow" title="Camargo @ Aguarrás" href="http://aguarras.com.br/2007/01/06/camargo/">o centenário de Nascimento Guarnieri (1907-2007), &#8220;Viva Camargo!&#8221;</a>, não imaginava que a vivacidade seria tanta. O último movimento apresentado no painel, o do Quarteto nº 3, chama-se &#8220;vivo e ritmado&#8221;, assim seja, Guarnieri!</p>
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		<title>Bubble</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/09/28/bubble/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 17:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Eytan Fox é conhecido no Brasil pelo longa-metragem Delicada Atração. Nele, o diretor explora o romance entre dois soldados israelenses, aproveitando o ambiente de isolamento criado pela guerra para redimensionar a questão do preconceito. Enquanto os protagonistas conquistam espaço para viver seus sentimentos (um escondido, o outro abertamente), Eytan lembra que a morte é democrática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Eytan Fox é conhecido no Brasil pelo longa-metragem Delicada Atração. Nele, o diretor explora o romance entre dois soldados israelenses, aproveitando o ambiente de isolamento criado pela guerra para redimensionar a questão do preconceito. Enquanto os protagonistas conquistam espaço para viver seus sentimentos (um escondido, o outro abertamente), Eytan lembra que a morte é democrática e não escolhe sexo, cor ou religião, pontuando o romance com um toque de tragédia. Em <a  rel="nofollow" title="The Bubble" href="http://www.thebubble.msn.co.il/eng/index.asp" target="_blank"><em>Bubble</em></a> a fórmula complica um pouco mais. Dessa vez, o casal é formado por um israelense e um palestino.
</p>
<p>
É possível viver uma vida normal dentro de uma bolha e esquecer que o país/ cidade/ mundo está em guerra? Eytan usa o título <a  rel="nofollow" title="Buah, Ha" href="http://french.imdb.com/title/tt0476643/" target="_blank"><em>Bubble</em></a> para se referir tanto à zona artística de Tel Aviv onde se passa a maior parte do filme quanto ao café onde trabalha Yali (Alon Friedman), um dos personagens gays. Lá dentro, não existem problemas, só felicidade num cotidiano comum. A guerra fica em outra Israel, que só existe nos noticiários.</p>
<p>Yali divide o apartamento com dois amigos de longa data: Lulu, uma jovem cansada de viver à sombra de confrontos, e Noam, vendedor de uma loja de cds que faz alguns trabalhos no exército. É Noam (Ohad Knoller) que cruza o caminho do palestino Ashraf (Yousef &#8216;Joe&#8217; Sweid). Quando começam a namorar, Ashraf passa a morar clandestinamente no apartamento dos três amigos, já que não possui visto permanente para viver em Israel e as idas e vindas na fronteira são uma verdadeira saga. Logo ele arruma um emprego no restaurante-café de Yali, e tem que decidir entre a nova identidade ou suas origens, conflitantes com sua opção sexual.</p>
<p>Eytan Fox trata inicialmente as diferenças entre os povos com um toque de humor. Ashraf precisa mudar o tipo de roupa, controlar o sotaque e escolher um nome judaico para trabalhar no café. Tudo é tratado de forma leve e os personagens parecem  interessantes.</p>
<p>É claro que a farsa não se mantém de pé por muito tempo e o filme adquire ares sombrios, com os temas políticos engolindo o restante.</p>
<p>Quando isso acontece, o diretor aproveita para ampliar os alvos de sua crítica. Aparece então o terrorismo, o preconceito do mundo árabe contra gays, a repulsa da família de Ashraf, homens-bomba fatigados emocionalmente, flagelados da guerra, amores impossíveis e outras coisas mais.</p>
<p>Para a transição, Eytan cria uma rave na praia, que é organizada por Lulu num protesto contra os postos de ocupação de Israel na Palestina. Ao mesmo tempo em que usa a música como símbolo da liberdade (afinal, não tem fronteiras), crítica também a alienação, deixando todos os personagens drogados de ecstasy.  É o último momento em que o espectador pode respirar antes da seqüência de desgraças.</p>
<p><em>Bubble</em> poderia ser um excelente filme, mas a ousadia dos temas abordados não compensa os equívocos do roteiro e as falhas de direção. Tudo que Eytan acerta nos momentos felizes, ele erra nos de tensão. Por exemplo, quando o exército invade uma área repleta de terroristas, os tiros matam apenas inocentes. Os terroristas, aliás, são muito compreensivos e amorosos, cheios de boas intenções. Não é uma questão de julgamento, mas de soluções fracas para fazer a trama andar. Se fosse um filme de terror, provavelmente um dos personagens deixaria cair a chave no chão, quando o psicopata se aproxima, controlando a tremedeira só no último momento.</p>
<p>Querer falar de tudo ao mesmo tempo é um erro clássico, que nunca gera bons frutos.</p>
<p>Como bem diz a irmã de Ashraf, &#8220;isso já está parecendo novela&#8221;.</p>
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		<title>Jogo de Vida e Morte</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/09/26/jogo-de-vida-e-morte/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 21:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Um milionário escritor de livros policiais vivido por Michael Caine. Jude Law fazendo um ator desempregado que é amante da esposa do escritor. Uma casa com tecnologia de ponta e decoração vinda do universo de Kubrick. Kenneth Branagh explorando de todos os modos a claustrofobia do texto de Anthony Shaffer. São esses os componentes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>Um milionário escritor de livros policiais vivido por Michael Caine. Jude Law fazendo um ator desempregado que é amante da esposa do escritor. Uma casa com tecnologia de ponta e decoração vinda do universo de Kubrick. Kenneth Branagh explorando de todos os modos a claustrofobia do texto de Anthony Shaffer. São esses os componentes de um dos melhores filmes do ano, um thriller que beira a perfeição.
</p>
<p>
<em><a  rel="nofollow" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://www.sonyclassics.com/sleuth/" target="_blank">Um Jogo de Vida e Morte</a></em> é uma versão de Jogo Mortal (1972), em que Caine viveu o papel que hoje é de Law. Versão e não refilmagem porque não parte do roteiro original de Jogo Mortal, mas da peça de Shaffer. Quem assina o novo roteiro é <a  rel="nofollow" title="Harold Pinter" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Harold_Pinter" target="_blank">Harold Pinter</a>, Nobel de literatura, um especialista em utilizar a paranóia como elemento de linguagem.</p>
<p><a  rel="vidamorte" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth1.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth1.thumbnail.jpg" alt="Um Jogo de Vida e Morte" /></a>O filme começa com o carro de Milo Tindle estacionando em frente à porta de uma mansão. Depois de toques insistentes na campainha, alguém abre a porta. Não vemos quem é. Só ouvimos as apresentações. Andrew Wyke, ele diz. E assim ficam os dois parados, respiração suspensa à espera dos acontecimentos, apenas a mão para o lado de fora solícita ao cumprimento. Branagh filma de cima, faz Milo conversar com o vazio, uma escuridão que o espectador ainda não pode conhecer. É uma brincadeira com os sentidos. A importância da voz, do tom de voz, das palavras, mais do que a imagem. É também a quebra de dois mundos: o externo (que logo não terá nenhuma importância no filme) e o interno, a tal escuridão, pronta a se revelar. Quando Milo finalmente entra na mansão, a arquitetura salta aos olhos. Foi a esposa de Wyke que projetou a casa. Cada detalhe pensado para transformá-la em um personagem vivo.</p>
<p><em><a  rel="nofollow" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://us.imdb.com/title/tt0857265/" target="_blank">Um Jogo de Vida e Morte</a></em> só possui dois atores: Michael Caine e Jude Law. É um desafio de interpretação constante, de transformação e desdobramento em diferentes facetas do caráter humano. Para acompanhá-los há então a casa, fundamental para a trama, e há a direção de Branagh, tão precisa e marcante que a considero também como personagem. Branagh não desperdiça um plano sequer, explora reflexo de espelhos, jogos de luzes, imagens duplicadas, distanciamentos marcados pela mobília. Ele utiliza ângulos que obrigam o espectador a buscar constantemente novos pontos de vista, enquanto desenvolve cuidadosamente o suspense da trama.<a  rel="vidamorte" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth3.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: right; margin-left: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth3.thumbnail.jpg" alt="Um Jogo de Vida e Morte" /></a></p>
<p>O filme um híbrido curioso de teatro e cinema. Para controlar a parafernália tecnológica, Andrew Wyke usa um controle remoto (que na verdade é um iPod) que liga e desliga tudo o que ele quer em um único botão. Há cofres escondidos, aquários que se movem, paredes que abrem e fecham, câmeras por todos os lados, truques e mais truques simulando um labirinto.</p>
<p><a  rel="vidamorte" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth4.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth4.thumbnail.jpg" alt="Um Jogo de Vida e Morte" /></a>A trama é uma desculpa para o embate intelectual e psicológico. A esposa de Andrew Wyke fugiu de casa para viver com Milo Tindle. Wyke, excêntrico como tudo que emana dessa produção, não quer dar o divórcio. A esposa (que nunca aparece) sugere então que Milo Tindle vá à casa de Wyke convencê-lo a dar o divórcio. Wyke diz que aceita o divórcio se Tindle participar de um pequeno roubo. Tindle precisa roubar o próprio Wyke, com a ajuda do mesmo. Com o cenário apresentado, a trama explicada e os personagens definidos, começa um jogo de gato e rato onde os nem sempre é possível distinguir os papéis. Intelecto e sexualidade ocupam o mesmo patamar. A inteligência é sedutora, as vitórias do intelecto são orgásticas. Tudo funcionando para ampliar a tensão.</p>
<p>As surpresas ficam por conta dos tais personagens definidos, que parecem dispostos a mudar a cada instante. Como a mansão e os jogos de imagens de Branagh, aqui, nada é o que parece.</p>
<p align="center"><a  rel="vidamorte" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth7.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth7.thumbnail.jpg" alt="Um Jogo de Vida e Morte" /></a> <a  rel="vidamorte" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth8.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/sleuth8.thumbnail.jpg" alt="Um Jogo de Vida e Morte" /></a></p>
<p><a  rel="nofollow" title="Um Jogo de Vida e Morte" href="http://us.imdb.com/title/tt0857265/" target="_blank"></a></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Isaque Pinheiro</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 20:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
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		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>A primeira idéia é a de um centro vazio. Afinal, as três novas esculturas do jovem artista português Isaque Pinheiro, na Galeria Laura Marsiaj (RJ), apontam para uma forma oca: Apego a um lugar (uma enorme asa de couro pregada na parede com fita crepe e com uma alça de mala no centro, onde se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p>A primeira idéia é a de um centro vazio. Afinal, as três novas esculturas do jovem artista português <a  rel="nofollow" title="Isaque Pinheiro" href="http://www.isaquepinheiro.com/" target="_blank">Isaque Pinheiro</a>, na <a  rel="nofollow" title="Galeria Laura Marsiaj" href="http://www.lauramarsiaj.com.br/" target="_blank">Galeria Laura Marsiaj</a> (RJ), apontam para uma forma oca: Apego a um lugar (uma enorme asa de couro pregada na parede com fita crepe e com uma alça de mala no centro, onde se vê inclusive as etiquetas de aeroportos por onde a peça passou antes de chegar ao Rio) tem em seu centro o meio-círculo vazio da alça da mala; Reforma do perigo é um capacete de motociclista feito de mármore, e também vazio; o paletó de fita crepe usado pelo artista na performance de abertura da exposição, uma vez pendurado no cabide, mantém o formato de um corpo que não está mais lá.</p>
<p>Mas o centro não está vazio, bem pelo contrário.
</p>
<p><p align="center"><a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447f.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447f.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a> <a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447e.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447e.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a> <a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447d.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447d.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a> <a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447c.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447c.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a> <a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447b.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447b.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a> <a  rel="isaque" title="Isaque Pinheiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447a.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/divjorn0447a.thumbnail.jpg" alt="Isaque Pinheiro" /></a></p>
<p>Há um agenciamento ativo no centro das peças de Isaque, e que luta contra resistências. Se fosse uma metalinguagem as peças representariam um fazer poético contemporâneo a lutar pela libertação de reminiscências estéticas tradicionais. As reminiscências estão referidas. E tradicionais são: Isaque Pinheiro trabalha com mármore, nada mais neoclássico. Cita <a  rel="nofollow" title="Marcel Duchamp" href="http://www.understandingduchamp.com/" target="_blank">Duchamp</a> e seu vidro quebrado, incorporado à obra, ao incorporar, ele também, uma rachadura no mármore do capacete, remendada em grampos autorais. Usa asas de couro, em uma alegoria que vem desde que o grego <a  rel="nofollow" title="Ícaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcaro" target="_blank">Ícaro</a> tentou sobrevoar pela primeira vez o Mar Egeu.</p>
<p>E usa também fita crepe, esse material vagabundo, temporário e banal, a se contrapôr a um sublime desaparecido &#8211; em um dos movimentos mais característicos da arte de hoje. Que, aliás, é sempre barroca pois contém em si esta e outras tensões: a economia contida pelos limites do objeto artístico estará em expansão perene pois incorpora objetos da cultura, sem contudo abdicar do simbólico inerente a eles e anteriores a seu uso estético. O capacete mantém seu significado de liberdade motorizada, as asas idem. O paletó também, pelo contraste: é apertadinho, e a fita crepe ameaça grudá-lo ao corpo de quem o usa.</p>
<p>Há um aspecto muito bom no já citado agenciamento central, que seria masculino e antigo, não fora isso: malas são objetos de controle precário; o capacete de mármore é menor do que a cabeça de qualquer auto-nomeado herói  do asfalto; e o paletó de fita crepe é o contrário ao do executivo de sucesso. Isaque Pinheiro age em um centro irremediavelmente contaminado pela periferia.</p>
<p>No catálogo do artista há uma peça que não está na exposição, é o <em>Amor de mãe</em>. Um mármore que representa um desses balões de encher, em formato de mão. Seria oco, se não fosse cheio.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
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		<title>Newton Mesquita</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 12:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/>Newton Mesquita faz exposição inédita na Almacén Galeria Ícone da pop arte dos anos 60 expõe pela primeira vez no Rio em 21 anos O pop arte dos anos 60 está de volta. E, para completar, um dos maiores representantes do movimento na época, Newton Mesquita, fará sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras09.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0009" /><br/><p><a  rel="nofollow" title="Newton Mesquita" href="http://www.newtonmesquita.com.br/" target="_blank">Newton Mesquita</a> faz exposição inédita na Almacén Galeria</p>
<p>Ícone da pop arte dos anos 60 expõe pela primeira vez no Rio em 21 anos</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Newton Mesquita" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/newton.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: right; margin-left: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2007/09/newton.thumbnail.jpg" alt="Newton Mesquita" /></a>O pop arte dos anos 60 está de volta. E, para completar, um dos maiores representantes do movimento na época, Newton Mesquita, fará sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro em 21 anos. A exposição será realizada na <a  rel="nofollow" title="Almacén Galeria" href="http://www.almacen.com.br/" target="_blank">Almacén Galeria</a>, apenas com obras inéditas, feitas especialmente para este evento, que ficará aberto à visitação de 27 de setembro a 14 de outubro.</p>
<p>Cada uma das 25 telas do pintor para esta exposição reflete a forma com que Newton olha a vida: amorosa, bonita, frágil, valiosa, presente. &#8220;Cada exposição de um artista reflete o momento que ele vivencia, seu espírito, sua visão sobre o mundo naquele período. São meus trabalhos que contam minha história&#8221;, afirma o pintor.</p>
<p>Pintor, escultor, desenhista, fotógrafo e arquiteto, Newton Mesquita expôs pela primeira vez em 1972, em Guarulhos, na Temporada de Arte e Cultura. O artista já lecionou na Faculdade de Arquitetura Mackenzie e dirigiu o Museu da Imagem e do Som de São Paulo entre 1991 e 1993. Entre suas principais mostras individuais estão duas exposições no Masp, em 1979 e 1980 e das mostras coletivas, merecem destaque as edições de 1979 e 1983 do Panorama de Arte Atual Brasileira. Newton recebeu o Prêmio Incentivo duas vezes, em 1976 e 1977.</p>
<blockquote><p><em>Serviço:</em><br />
<em>Exposição Individual de Newton Mesquita</em><br />
<em>Visitação: segunda, das 12h às 22h; de terça a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 15h às 21h.</em><br />
<em>Início: 27 de setembro, quinta-feira</em><br />
<em>Encerramento: 14 de outubro, domingo.</em><br />
<em>Endereço: lojas F e M do Casa Shopping. Avenida Ayrton Senna, 2150, Bloco G &#8211; Barra da Tijuca, Rio de Janeiro</em><br />
<em>Telefone: (21) 3325 8622</em><br />
<em>Entrada franca</em></p></blockquote>
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