<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Aguarras &#187; edicao_0012</title>
	<atom:link href="http://aguarras.com.br/category/edicao_0012/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aguarras.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Jan 2012 19:13:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/30/fundacao-logosofica-recebe-inscricoes-para-concurso-literario/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/30/fundacao-logosofica-recebe-inscricoes-para-concurso-literario/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8386</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/30/fundacao-logosofica-recebe-inscricoes-para-concurso-literario/' addthis:title='Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>A Fundação Logosófica promove concurso literário com o tema: &#8220;A arte de ensinar e a arte de aprender&#8221;. Os trabalhos serão avaliados em duas categorias: educadores e estudantes universitários. Os participantes devem escrever o texto com elementos abordados na bibliografia indicada no regulamento. Distribuídos aos três primeiros lugares em cada categoria, os prêmios somam a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/30/fundacao-logosofica-recebe-inscricoes-para-concurso-literario/' addthis:title='Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><img class="thickboxsize-full wp-image-8387" title="Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/concurso.gif" alt="Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário" width="120" height="240" /></p>
<p>A Fundação Logosófica promove concurso literário com o tema: &#8220;A arte de ensinar e a arte de aprender&#8221;. Os trabalhos serão avaliados em duas categorias: educadores e estudantes universitários. Os participantes devem escrever o texto com elementos abordados na bibliografia indicada no regulamento. Distribuídos aos três primeiros lugares em cada categoria, os prêmios somam a quantia de R$ 34 mil. Os trabalhos podem ser enviados até 30 de junho.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a rel="nofollow" href="http://">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/30/fundacao-logosofica-recebe-inscricoes-para-concurso-literario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SP Arte</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/25/sp-arte/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/25/sp-arte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 22:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8385</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/25/sp-arte/' addthis:title='SP Arte ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Como em qualquer feira, a Feira de Arte de São Paulo tem frango morto, peixe morto, salsinha com a raiz de fora ao lado de uma couve-flor começando a amarelar. Mas não tem jeito. Só se consome o que está morto. Se estiver vivo, não é consumo, é participação. É mais custoso, envolve riscos. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/25/sp-arte/' addthis:title='SP Arte ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Como em qualquer feira, a <a rel="nofollow" title="Feira Internacional de Arte de São Paulo" href="http://www.sp-arte.com/" target="_blank">Feira de Arte de São Paulo</a> tem frango morto, peixe morto, salsinha com a raiz de fora ao lado de uma couve-flor começando a amarelar.</p>
<p>Mas não tem jeito. Só se consome o que está morto. Se estiver vivo, não é consumo, é participação. É mais custoso, envolve riscos. E isso vale para os produtos simbólicos da cultura também. Então, havia desde Volpi a Iberê Camargo, passando por Krajcberg e outros cansaços. Só que mercado é lugar alegre desde a Idade Média e esse não foge à regra. É bom, é divertido passear pelo Ibirapuera e tropeçar em um Ângelo Canossa saindo do embrulho ou alguém dizendo &#8220;um pouco mais para a direita&#8221; para um Antônio Dias a ser pregado nas paredes provisórias.</p>
<p>E tem os amigos também.</p>
<p>
Então foi bom e aqui embaixo está uma lista do que eu e Caró gostamos. Foi esse o critério, o da diversão e o do gosto pessoal.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508i.jpg" class="thickbox no_icon" title="Krajcberg, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8374" title="Krajcberg, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508i-80x120.jpg" alt="Krajcberg, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="120" /></a></p>
<p>Ah! E vi, pela primeira vez na vida, gente comprando arte, assim, como quem compra, bem, qualquer outra coisa. Mulheres com bloquinho tomando nota, falando no celular ou entre elas, se decidindo por um Amílcar de Castro, ali, na minha frente. Confesso, achei emocionante. Achei que por mais que eu tenha restrições sobre salas de jantar e pinturas que combinam com o sofá ou esculturas que ficam tão bem ali no lugar da mesinha de canto, se salas de jantar as há, que contenham um Amílcar &#8211; mesmo levando em conta que provavelmente será a sua masculinidade enferrujada o principal atrativo e não, como é para mim, os apoios frágeis, diminutos, já a anunciar a colossal mudança de paradigma que viveríamos e vivemos.</p>
<p>Bem, à lista.</p>
<p>Mais um ah! Obrigada por mim e Caró aos galeristas que nos permitiram fotografar, às vezes rearrumando as peças para obtermos um melhor ângulo. Toda boa sorte na feira, e que tudo seja vendido.</p>
<p>Lista, agora para valer:</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508f.jpg" class="thickbox no_icon" title="Camille Kachani, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8372" title="Camille Kachani, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508f-80x87.jpg" alt="Camille Kachani, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="87" /></a></p>
<p>Vi o <a  rel="nofollow" title="Camille Kachani" href="http://aguarras.com.br/2007/04/10/camille-kachani/" target="_self">Camille Kachani</a>, com seus objetos banais de uma vida brasileira, tecidos cuidadosamente em pelúcia e emborrachados &#8211; o que aumenta espetacularmente o foco na questão recuperação/rejeição irônica dessa mesma brasilidade. Ele estava, que eu tenha visto, em duas galerias, a nossa velha conhecida <a  rel="nofollow" title="Almacén Galeria de Arte" href="http://www.almacen.com.br/" target="_blank">Almacén</a>, do Rio, e a <a  rel="nofollow" title="Galeria Murilo Castro" href="http://www.murilocastro.com.br/" target="_blank">Galeria Murilo Castro</a>.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508e.jpg" class="thickbox no_icon" title="Felipe Barbosa, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8371" title="Felipe Barbosa, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508e-80x60.jpg" alt="Felipe Barbosa, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="60" /></a></p>
<p>Tinha os painéis feitos de diminutas bolinhas de futebol, em couro, do Felipe Barbosa também problematizando uma velha mania nacional.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508d.jpg" class="thickbox no_icon" title="Roberto Vieira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8370" title="Roberto Vieira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508d-80x60.jpg" alt="Roberto Vieira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="60" /></a></p>
<p>Na <a  rel="nofollow" title="Galeria Lemos de Sá" href="http://www.lemosdesagaleria.com/" target="_blank">Galeria Lemos de Sá</a>, de Belo Horizonte, vi um artista que não conhecia, o Roberto Vieira, com um clima que faz lembrar o Farnese de Andrade, aliás também presente na Feira. Uma coisa de memória que inclui o escuro, o perverso, o que procuramos tirar da memória. Muito bom.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508b.jpg" class="thickbox no_icon" title="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8368" title="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508b-80x94.jpg" alt="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="94" /></a> <a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508c.jpg" class="thickbox no_icon" title="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8369" title="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508c-80x106.jpg" alt="Nazareno, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="106" /></a></p>
<p>Tive o prazer de ver o estande da <a  rel="nofollow" title="Galeria Mariana Moura" href="http://www.marianamoura.com.br/" target="_blank">Galeria Mariana Moura</a>, minha velha conhecida de internet. Essa Galeria costuma me mandar releases e avisos de exposições. É de Pernambuco e é grande, importante &#8211; o que me faz gostar dela: é fora desse eixinho aqui de baixo. Estavam com Nazareno, que eu simplesmente a-do-ro. O Nazareno tem um viés literário, o que me aproxima dele. Um exemplo do que ele escreve em suas obras:<em></em>
</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Sim, talvez o milagre venha e aconteça, e sua maravilha se mostre perante você, mas você &#8230; você é da espécie que não o reconhecerá.&#8221;</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Não, não é tão simples, não é assim. Começaremos de novo, com calma, lentamente e de novo, de novo, de novo&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Ele fala o que eu falava lá no início, sobre a recepção das obras de arte. Mas melhor.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508a.jpg" class="thickbox no_icon" title="Carlos Contente, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8367" title="Carlos Contente, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508a-80x55.jpg" alt="Carlos Contente, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="55" /></a></p>
<p>Na <a  rel="nofollow" title="A Gentil Carioca" href="http://www.agentilcarioca.com.br/" target="_blank">Gentil Carioca</a>, havia um Carlos Contente, que eu também gosto, com uns grafites onde se lia, assim mesmo em espanhol, &#8220;<em>Ela tiene que reinventarse</em>&#8220;. Gosto dessa não-fronteira.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508q.jpg" class="thickbox no_icon" title="Henrique Oliveira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8380" title="Henrique Oliveira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508q-80x81.jpg" alt="Henrique Oliveira, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="81" /></a></p>
<p>Henrique Oliveira tinha uma de suas organicidades de madeira velha inchada, um breque bem vindo no ambiente tão limpinho.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508o.jpg" class="thickbox no_icon" title="Guillermo Martin Bernejo, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8378" title="Guillermo Martin Bernejo, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508o-80x60.jpg" alt="Guillermo Martin Bernejo, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="60" /></a></p>
<p>Descobri uma galeria baiana que se chama, justamente, Mendes Bahia, e dentro dela um artista que eu também nunca tinha ouvido falar, Guillermo Martin Bernejo. Ele fez uma espécie de história em quadrinhos não seqüencial, em aquarela sobre madeira. Ao olhar, você tem uma informação de simultaneidade e recorrência que tem tudo a ver com a experiência do tempo contemporâneo. Gostei.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508n.jpg" class="thickbox no_icon" title="Miguel Simão, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8377" title="Miguel Simão, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508n-80x130.jpg" alt="Miguel Simão, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="130" /></a></p>
<p>E, outra boa novidade, um escultor em madeira de Brasília, Miguel Simão, com uma peça muito forte e irônica: uma cabeça que leva sua própria bigorna no cocuruto, como aliás, todos nós, que já levamos conosco o impulso de um baticum entorpecente e suicida.</p>
<p>Na <a  rel="nofollow" title="Amparo 60" href="http://www.amparo60.com.br/" target="_blank">Amparo 60</a>, uma composição do Paulo Bruscky. Uma série de retratinhos 3&#215;4 cortados em três no sentido horizontal. A parte do meio é retirada. Você tem pessoinhas sem rosto. Você demora a notar. Terrível.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508k.jpg" class="thickbox no_icon" title="Edgard de Souza, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8376" title="Edgard de Souza, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508k-80x106.jpg" alt="Edgard de Souza, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="106" /></a></p>
<p>Na <a  rel="nofollow" title="Galeria Luisa Strina" href="http://www.galerialuisastrina.com.br/" target="_blank">Galeria Luisa Strina</a> mais um bom escultor, o Edgard de Souza, com seu corpo aos pedaços.</p>
<p>Você nota? Apesar de uma barraquinha ao lado da outra, como na feira aqui do Paraíso, há uma certa constância, uma certa unidade. Ou então é a recepção, que privilegia, em dados momentos, alguns aspectos em detrimentos de outros. E, bem, tem um império se afundando por aí. Mesmo nas bordas dele, dá para viver a morte.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508j.jpg" class="thickbox no_icon" title="Walton Hoffmann, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8375" title="Walton Hoffmann, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508j-80x60.jpg" alt="Walton Hoffmann, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="60" /></a></p>
<p>A <a  rel="nofollow" title="Galería Isabel Aninat" href="http://www.galeriaisabelaninat.cl/" target="_blank">Galería Isabel Aninat</a> trouxe um Walton Hoffmann, que é curitibano e que pôs de título na sua cidade artificial, púrpura e brilhosa, o nome de <em>Ciudad</em>, também em espanhol e também me agradando por isso mesmo.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508h.jpg" class="thickbox no_icon" title="Pedro Motta, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8373" title="Pedro Motta, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508h-80x60.jpg" alt="Pedro Motta, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="60" /></a></p>
<p>A <a  rel="nofollow" title="Galeria Box 4" href="http://galeriabox4.com/" target="_blank">Box 4</a>, uma galeriazinha bem pequena do Rio onde nunca iremos encontrar um peixe morto, trouxe uma das mais belas imagens de morte da Feira. Pedro Motta, que documenta o Vale do Jequitinhonha fotografou um prostíbulo. São nove quartos, nove fotos. Não são quartos, são uma coisa subterrânea, uma catacumba de tristeza e beleza. Em um dos quartos, se lê: &#8220;<em>Dinho é o homem mais gostoso que conheci no brega.</em>&#8221; E aí, entre coraçõezinhos desenhados, a assinatura: &#8220;<em>Paulo</em>&#8220;. A obra se chama <em>Paisagem submersa</em>. E é vivíssima.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508r.jpg" class="thickbox no_icon" title="Hilal Sami Hilal, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8381" title="Hilal Sami Hilal, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508r-80x99.jpg" alt="Hilal Sami Hilal, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="99" /></a></p>
<p>Uma galeria carioca também nos deu, a mim e a Caró, um dos bons momentos da tarde. Chama-se <a  rel="nofollow" title="h.a.p. Galeria" href="http://www.hapgaleria.com.br/" target="_blank">h.a.p. Galeria</a> e o artista é Hilal Sami Hilal, com uma sombra de obra, nem é registro, é só isso mesmo, uma sombra. É uma vagueza, contudo, que fica e que reproduz, na sua imaterialidade, a própria fruição estética. Uma coisa que treme, balança, dentro de nós, que não é nada, mas que não vai embora. Sobre ele, Paulo Herckenhoff escreveu:<em></em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Hilal escreve no ar, isto é, inscreve a linguagem no vazio.&#8221;</em></p>
<p>É tudo que a arte quer, encontrar um vazio no meio do lixo, onde estabelecer um diálogo, porque linguagem é sempre para diálogo, nunca para monólogo.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508w.jpg" class="thickbox no_icon" title="Emmanuel Nassar, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8383" title="Emmanuel Nassar, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508w-80x81.jpg" alt="Emmanuel Nassar, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="81" /></a></p>
<p>Na Galeria Milan, um Emmanuel Nassar com sua força frágil de quem usa a falha &#8211; ou o vazio &#8211; porque sabe o que isso vale.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508z.jpg" class="thickbox no_icon" title="Ana Maria Maiolino, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8384" title="Ana Maria Maiolino, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508z-80x38.jpg" alt="Ana Maria Maiolino, na SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="38" /></a></p>
<p><a  rel="nofollow" title="Laura Marsiaj Arte Contemporânea" href="http://www.lauramarsiaj.com.br/" target="_blank">Laura Marsiaj</a> e <a  rel="nofollow" title="Mercedes Viegas Arte Contemporânea" href="http://www.mercedesviegas.com.br/" target="_blank">Mercedes Viegas</a>, duas galeristas cujas escolhas sempre me agradam, dividiram juntas um mesmo espaço. Nele, um Ana Maria Maiolino de formas escorreguentas, convidativas, confortáveis.</p>
<p><a  rel="sparte" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508s.jpg" class="thickbox no_icon" title="visão geral da SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8382" title="visão geral da SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0508s-80x112.jpg" alt="visão geral da SP Arte (Feira Internacional de Arte de São Paulo/SP) - fotografia de Carolina Vigna-Marú" width="80" height="112" /></a></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/25/sp-arte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Danilo Corci da Mojo Books</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/24/entrevista-com-danilo-corci-da-mojo-books/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/24/entrevista-com-danilo-corci-da-mojo-books/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 22:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8366</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/24/entrevista-com-danilo-corci-da-mojo-books/' addthis:title='Entrevista com Danilo Corci da Mojo Books ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>01. Para quem ainda não conhece o site, qual a melhor definição de um Mojobook? Um MOJO Book é uma série de livros digitais que parte da seguinte premissa: &#8220;Se um disco fosse literatura, que história contaria?&#8221;. 02. E a filosofia por trás da editora Mojobooks? Vocês provavelmente são amantes da boa música&#8230; A MOJO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/24/entrevista-com-danilo-corci-da-mojo-books/' addthis:title='Entrevista com Danilo Corci da Mojo Books ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>01.	Para quem ainda não conhece o site, qual a melhor definição de um Mojobook?</p>
<p>Um MOJO Book é uma série de livros digitais que parte da seguinte premissa: &#8220;Se um disco fosse literatura, que história contaria?&#8221;.</p>
<p>02.	E a filosofia por trás da editora Mojobooks? Vocês provavelmente são amantes da boa música&#8230;</p>
<p>A MOJO é uma editora 100% embebida em música, mas não só. Somos também amantes da literatura e adoramos cultura pop. A música é, atualmente, nossa diretriz, nos permite viajar em projetos diferenciados e conectar todos que gostam dela. Mas novidades estão chegando&#8230;
</p>
<p>
03.	A Internet de certo modo reposicionou a linguagem escrita como representante da comunicação global, papel que era da linguagem falada na era do telefone, rádio e novela. Pensando então em mídias digitais, é possível imaginar que caminho a literatura deve seguir no futuro? Iremos todos ler PDFs no celular?</p>
<p>Ao mesmo tempo em que a literatura tem um desafio gigante pela frente &#8211; que é lidar com a oferta gigantesca de interatividade e interligações de diversas mídias &#8211;, ainda é possível perceber que existe uma demanda grande pelo texto &#8220;escrito&#8221;, ou seja, o suporte literário não irá se esgotar, talvez precise de algumas mudanças básicas, mas isso é questão de gerações. Hoje um jovem já não entende um iPod como tecnologia, um iPod é simplesmente um iPod, como para mim uma TV é uma TV, não um treco de tecnologia. E esses jovens chegarão ao mercado de trabalho em breve, tendo outras visões, outras maneiras de pensar, então, é claro, tudo sofrerá algum tipo de mudança. Não dá para prever qual será efetivamente, mas experiências de leitura &#8211; e escrita &#8211; unindo diversos suportes já pipocam pela internet. E sim, a migração para o celular já é uma realidade, no Japão os keitais são uma febre gerando mais de US$ 100 milhões de lucros. Agora falar se será em PDF é apenas olhar o presente, existem inúmeras tecnologias surgindo, como o Silverlight, da Microsoft, que ainda farão muita diferença no futuro.</p>
<p>04.	Quais são os livros da MojoBooks com maior apelo de público? Já dá para eleger um grande hit no catálogo?</p>
<p>Quando não lançado por algum autor já conhecido, os MOJOs seguem a mesma tendência do mercado da música. Os Beatles têm mais apelo que o New Order. O New Order tem mais apelo que Josh Rose e assim por diante. Mas o grande campeão da MOJO até agora é a Pitty, impressionante o sucesso. Na semana de lançamento, foram 20 mil livros baixados. Hoje, quase 8 meses de seu lançamento, já atingiu mais de 80 mil. O bom disso é que, gostando ou não (e o livro tem bastante qualidade), o livro baseado em Anacrônico, escrito pela Carla Mendes, de apenas 18 anos, gerou um boom de propostas de adolescentes, ou seja, até agora já contabilizamos mais de 200 propostas escritas por menores de 18 anos! Acho que nenhum professor de redação de qualquer escola conseguiu um feito tão notável.</p>
<p>05.	A literatura costuma ser um alimento constante para o cinema. Acha que as artes deveriam interagir mais de um modo geral?</p>
<p>Este é um caminho sem volta. A palavra da moda é interdisciplinaridade e não à toa. As referências estão todas aí, fazem parte do cotidiano de qualquer artista. Pegue como exemplo Cabeça Tubarão, livro de Steven Hall, lançado pela Companhia das Letras em 2007. O cara faz um texto sensacional, usando a lingüística como base, mas está tudo lá, tem Happy Mondays, Casablanca, internet&#8230;</p>
<p>06.	E no caminho inverso, consegue pensar em algum livro que mereça virar ou ganhar uma trilha sonora?</p>
<p>Ah, vários! Aliás, a MOJO surgiu disso. Em meados da década de 90, eu e o Ricardo tínhamos uma banda, o Toward the Cathedral (nome retirado de um poema de TS Elliot). Nossa grande brincadeira era traduzir livros para música, então tinha James Joyce, Kafka, Poe, Camus, tudo lá. A banda acabou em 98 e quando pensamos em retomá-la, sugeri fazermos justamente ao contrário, lançar livros baseados em discos. Daí veio a MOJO&#8230; Mas particularmente, adoraria ver um Bob Dylan fazer uma versão de Ulisses, do Joyce. Ou os Sex Pistols tocando Clube da Luta, do Chuck Palahniuk.</p>
<p>07.	Quais são os passos a seguir para quem quer ser um escritor da Mojobooks?</p>
<p>É não ter medo de escrever. Todos os discos, músicas, vertem em nossas cabeças através de suas séries de significados (no sentido semiótico mesmo). É juntar esse quebra-cabeça imagético e transformá-lo em palavras. Não é tão difícil, vide que temos bastantes histórias já publicadas. É pensar em &#8220;romance&#8221;, em &#8220;conto&#8221; mesmo, deixar a criatividade flutuar, vale terror, vale ficção, vale história de amor. Só não vale o &#8220;esse disco significa pra mim&#8221;. E quem não tem tarimba de escritor pode ficar sossegado, nós aqui da MOJO ajudamos todo mundo a deixar a história o mais profissional e interessante possível.</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.mojobooks.com.br/" target="blank">Site oficial da Mojo Books</a>.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/24/entrevista-com-danilo-corci-da-mojo-books/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Certas Canções</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/24/certas-cancoes/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/24/certas-cancoes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 12:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8365</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/24/certas-cancoes/' addthis:title='Certas Canções ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Certas Canções é o romance de estréia de Marcelo Semer. No meu passeio de sempre pelas orelhas descubro que ele é juiz de direito, já foi professor universitário, jornalista e advogado. Com tanto currículo sempre torço o nariz, mas admito que não existe ciência mais complicada do que sintetizar material para as tais orelhas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/24/certas-cancoes/' addthis:title='Certas Canções ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><a rel="nofollow" title="blog do Marcelo Semer" href="http://certascancoes.blogspot.com/" target="_blank">Certas Canções</a> é o romance de estréia de Marcelo Semer. No meu passeio de sempre pelas orelhas descubro que ele é juiz de direito, já foi professor universitário, jornalista e advogado. Com tanto currículo sempre torço o nariz, mas admito que não existe ciência mais complicada do que sintetizar material para as tais orelhas que de um lado vendem a história e do outro o autor. Pois do lado da história, anos 80. O texto cita Chico, Caetano e Milton Nascimento, chamado carinhosamente de Milton. Entre uma MPB e outra, entre um Paralamas e um Titãs, o momento mágico das Diretas Já. Hora então de mergulhar nas Certas canções.</p>
<p>E o começo é bom. Bem escrito e dosado nos elementos que apresenta: amizade, política e canção. O que podia servir apenas como trilha sonora se mistura logo de cara com a vida dos personagens e ajuda a definir suas personalidades para o leitor. Aqui, o gosto musical é levado a sério, quase questão de caráter.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em> &#8220;Chico ou Caetano? Eu era Chico. Sem Dúvida. Cada palavra no seu lugar, como se elas nunca tivessem estado em qualquer outro antes. Como se tivessem nascido juntas, e só nós ainda não conseguíssemos vê-las assim desde o início. (&#8230;) Mas o João, não. Ele era Caetano. João era energia, era etéreo. Era pura sensação. Cheio daquelas coisas que na época a gente não sabia descrever muito bem&#8221;.</em></p>
<p>E essa é a brincadeira: contar a história de amigos inseparáveis (e dessa ingenuidade de amigos que se acham inseparáveis) bebendo da história do Brasil, do fim da ditadura e do que a música representou nessa luta pela liberdade do povo brasileiro. Enquanto o ambiente se compõe no imaginário, o leitor se agarra ao que há de mais concreto: os personagens e sua paixão pela música. Se o que leva um livro adiante são suas perguntas e respostas, em Certas Canções as perguntas surgem com naturalidade: o que será desse triângulo, será mesmo de amigos, será amoroso, que músicas vão ouvir quando suas vidas mudarem radicalmente, porque toda vida há de mudar. Com o passar das páginas, porém, descobrimos que a essência dos personagens não é feita de melodia, é temperada por ela. O verdadeiro substrato é a política. E aqui está o problema.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Thales Ramalho, que ainda não era um convertido, não veio. Paulo Maluf, o pretenso destinatário da derrota, também não deu às caras. Mas José Sarney estava lá. Era o chefe da tropa inimiga, votou pelo não e arregimentou sua infantaria para votar junto com ele. Mal sabia que seria o verdadeiro herdeiro do insucesso das diretas por obra e graça do destino. Ou será que ele sabia?&#8221;</em></p>
<p>Determinados temas atraem demais a atenção, não importa como sejam utilizados. Há cenas, imagens, momentos que funcionam como verdadeiros buracos negros e mudam a importância relativa das coisas. A política funciona assim. É muito difícil usar a política como pano de fundo, ainda mais a ditadura, sem que ela ganhe a batalha e se torne o foco, sem que ela demonstre a força diante dos protagonistas que ainda são reflexos de Chico e Caetano. Tudo bem que influencie os rumos da história, já que estamos falando da reinvenção da democracia, mas sua onipresença acaba ofuscando o que deveria ser o centro da narrativa: o aspecto humano. Os personagens tão próximos, com jeito tão Caetano de ser, passam a ser de direita, de esquerda, o cara do PMDB. A política está na frente, no pano de fundo a música e a amizade.<br />
O engraçado é que essa armadilha que pega os personagens pelo pé e os dilui, tornando-os mais contadores do que participantes, consegue dar fôlego aos eventos e fazer a trama girar.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Em relação à estratégia, a esquerda historicamente se dividia entre aqueles que pretendiam o tudo ou nada e aqueles que entendiam possível construir uma nova ordem aos poucos, gradualmente. Entre aqueles que queriam a revolução e outros que entendiam possível iniciar com a reforma. O Saulo era (&#8230;) mais realista. Seu objetivo era ocupar espaços, por menores que eles fossem&#8221;.</em></p>
<p>Meu olhar nada imparcial buscava a história de três amigos, de triângulos que em determinado momento sentem os ângulos tensos e desmoronam para formar outras geometrias. E isso eu encontrei aqui e ali, escondido nas entrelinhas, como se o autor na ânsia de compartilhar sua visão política com um mundo de leitores tivesse guardado o melhor da lembrança (verdadeira ou construída) para si.</p>
<p>Se funciona? Quem procura histórias mais cotidianas provavelmente se perderá no meio do caminho, com os amigos ficando menores que os broches em seus peitos. Quem gosta de livros políticos lamberá os beiços e desfrutará com tudo de um saudosismo positivo (nada de besteirol anos 80 como pode induzir a orelha), que mostra um povo com capacidade de mudar seu destino e lembra que nossa música pode ser muito mais do que &#8220;tira o pé do chão e grita, galera&#8221;.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Certas canções<br />
Marcelo Semer<br />
Editora: 7Letras<br />
Assunto: Romance<br />
Formato: 14&#215;21<br />
Número de Páginas: 126<br />
ISBN: 978-85-7577-419-9<br />
Ano: 2008</em></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/24/certas-cancoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evgeni Ugorski</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/16/evgeni-ugorski/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/16/evgeni-ugorski/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 21:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Taam</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8363</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/16/evgeni-ugorski/' addthis:title='Evgeni Ugorski ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>&#8220;However difficult it may be, there isn&#8217;t a passage that doesn&#8217;t become easy if practised a hundred times. (&#8230;) Purely repetitive work of this kind may appear stupid, and I admit that it comes close to being so;&#8220; Sviatoslav Richter em Mosaingeon, Bruno &#8211; &#8220;Sviatoslar Richter, Notebooks and Conversations&#8221; Não falar de si mesmo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/16/evgeni-ugorski/' addthis:title='Evgeni Ugorski ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><em>&#8220;However difficult it may be, there isn&#8217;t a passage that doesn&#8217;t become easy if practised a hundred times. (&#8230;) Purely repetitive work of this kind may appear stupid, and I admit that it comes close to being so;&#8220;</em><br />
Sviatoslav Richter em Mosaingeon, Bruno &#8211; &#8220;Sviatoslar Richter, Notebooks and Conversations&#8221;</p>
<p>Não falar de si mesmo, mas falar de algo, é dar a conhecer de si mesmo. Pela visão das coisas apresentadas pode-se conhecer a personalidade de cada um. Quanto mais esforço se faz para suprimir tudo o que há de si mesmo nessa leitura, mais se tem o efeito reverso. Quanto mais esforço se faz para remover tudo o que há de si mesmo de uma leitura, mais solidifica-se a sua essência, aquilo que ninguém pode tirar de si mesmo, aquilo que nos é tão natural que escapa até da nossa própria consciência.</p>
<p>
São duas teorias de interpretação diferentes: fazer o máximo para &#8220;purificar&#8221; a música de si mesmo ou, simplesmente deixar que o inconsciente libere seus mistérios, estudando criteriosamente e cuidadosamente e tocando livremente.</p>
<p>Duas formas diferentes e opostas de encarar a música, vistas por dois gigantes, respectivamente, <a rel="nofollow" title="Sviatoslav Richter" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sviatoslav_Richter" target="_blank">Sviatoslav Richter</a> e Martha Argerich, mas que conduzem, paradoxalmente, ao mesmo resultado: a imagem pura da essência do intérprete, seja por aquilo que ele não consegue remover ou por aquilo que ele, simplesmente, deixa fluir de uma fonte que nem ele mesmo conhece.</p>
<p>O estudo da técnica é indissociável do estudo da música, visto que cada peça apresenta sua dificuldade, única e singular, que, de certa forma, é sua marca de individualidade de cada obra. Para apresentar desse jeito, os aspectos técnicos são a arquitetura e os musicais a decoração. Ambas não têm valor sozinhas, nem em proporções erradas. Achar essa proporção é algo que perturba os intérpretes, os compositores, os ouvintes, os críticos e a humanidade toda, de uma forma geral.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Evgeni Ugorski" href="http://intermusica.co.uk/ugorski" target="_blank">Evgeni Ugorski</a> mostrou que tem domínio magistral de ambas, de forma natural. Seus harmônicos afinadíssimos e seu senso de fraseado ao mesmo tempo rígido e poético transparecem uma personalidade musical que, embora em formação, é profunda. Sua essência é bela e suas bases são sólidas.</p>
<p>O <a  rel="nofollow" title="concerto de Tchaikovsky para violino" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Violin_Concerto_(Tchaikovsky)" target="_blank">concerto de Tchaikovsky</a>, conhecido por sua profundidade, intensidade, dificuldade e por não desgrudar da cabeça de quem tem a felicidade de ouvi-lo bem tocado, é uma obra perfeita para demonstrar tais qualidades.</p>
<p>A cadência do primeiro movimento foi absolutamente emocionante. Não se ouvia um ruído, ínfimo que fosse, no Theatro. A platéia, a orquestra, os mosquitos, todos pararam e ouviram. Ninguém ousava esboçar reação, diante de tal maravilha. Exceto os violinistas da orquestra, ao mesmo tempo maravilhados, e, justificadamente, com uma tromba de inveja.</p>
<p>Não tenho muito a dizer, mas o mais importante é o seguinte: aquela interpretação, tocada por qualquer violinista, de qualquer idade, seria absolutamente fantástica, foi absolutamente fantástica. Não vamos usar a palavra violinista, digamos, simplesmente, músico, tal foi o entendimento da obra, a qualidade sonora e a sinceridade, que, ao meu ver, é a qualidade principal de um músico.</p>
<p>Pudemos então ter uma rara visão do casamento perfeito de técnica e musicalidade, tão raro e tão delicioso. Pude, então, não apenas ficar fascinado pelo incrível domínio técnico do instrumentista, mas também por sua enorme compreensão musical.</p>
<p>Sozinho, de pé, diante do Municipal lotado, Evgene Ugorski fez com que todos ali presentes sentissem uma pontada no coração. Através do violino e das mãos dele, Tchaikovsky falou e, com sua própria mão, tocou nossos corações.</p>
<p>Um último comentário: ele tem dezoito anos.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://aguarras.com.br/author/pedro/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/16/evgeni-ugorski/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SOBRE &#8220;ABISMO ANHUMAS&#8221;</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/15/sobre-abismo-anhumas/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/15/sobre-abismo-anhumas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 17:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8362</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/15/sobre-abismo-anhumas/' addthis:title='SOBRE &#8220;ABISMO ANHUMAS&#8221; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>SOBRE &#8220;ABISMO ANHUMAS&#8221; Numerosas gotas chovem onde estou&#8230; e não me molho Conto os pingos e a soma é  seca Não é a chuva soma de seus pingos, suor de nuvens Uma gota apenas, é pouca coisa ou não É um lago inteiro, é uma explosão de gotículas suspensas Desmembrando o discreto, explodindo o unido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/15/sobre-abismo-anhumas/' addthis:title='SOBRE &#8220;ABISMO ANHUMAS&#8221; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><strong>SOBRE &#8220;ABISMO ANHUMAS&#8221; </strong></p>
<p>Numerosas gotas chovem onde estou&#8230; e não me molho<br />
Conto os pingos e a soma é  seca<br />
Não é a chuva soma de seus pingos, suor de nuvens<br />
Uma gota apenas, é pouca coisa ou não<br />
É um lago inteiro, é uma explosão de gotículas suspensas<br />
Desmembrando o discreto, explodindo o unido, somando pingos no transfinito me engajo<br />
Constato que estas operações implicam mudanças de estado, delas e de nós<br />
Fazem sons, alteram a percepção<br />
Faz calor e da amarrotada roupa dispo-me<br />
Nu, passo a ferro dobras e vincos&#8230;<br />
da minha pele transpiro um sem número de gotas, chovo-me.</p>
<p>Vou a sala ao lado, nua ou apenas vestida de portas,  janelas, quadros<br />
Nela chovem todas as gotas e mesmo assim ela está seca<br />
Não há na sala escoamento, e mesmo assim não transborda<br />
Eu no entanto, transbordo, transpiro a sala chove-se.</p>
<p>Dois<br />
metálicos lacrimários<br />
desconta gotas<br />
uma a uma se juntando em uma só flor<br />
agouro divinatório<br />
unidade improvável, um pingos .</p>
<p><strong>Tunga, 2008</strong><em></em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Exposição Abismo Anhumas, Marta Jourdan<br />
17 de abril a 17 de maio 2008Galeria Mercedes Viegas<br />
rua joão borges, 86   gávea   rio de janeiro   tel/fax  21  22944305<br />
galeria@mercedesviegas.com.br<br />
www.mercedesviegas.com.br</p>
<p></em></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/15/sobre-abismo-anhumas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista exclusiva com Katia B</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/15/entrevista-exclusiva-com-katia-b/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/15/entrevista-exclusiva-com-katia-b/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8361</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/15/entrevista-exclusiva-com-katia-b/' addthis:title='Entrevista exclusiva com Katia B ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>01. Sendo direto: Espacial é uma pequena obra de arte. Como foi o caminho da concepção da identidade musical do CD até o resultado final? Diria que o refinamento presente é uma evolução natural dos CDs anteriores? Obrigada pelo elogio! Acho que a cada disco trabalho com a idéia de aprofundar a relação com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/15/entrevista-exclusiva-com-katia-b/' addthis:title='Entrevista exclusiva com Katia B ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>01. Sendo direto: Espacial é uma pequena obra de arte. Como foi o caminho da concepção da identidade musical do CD até o resultado final? Diria que o refinamento presente é uma evolução natural dos CDs anteriores?</p>
<p>Obrigada pelo elogio! Acho que a cada disco trabalho com a idéia de aprofundar a relação com as músicas e com o uso dos equipamentos como forma de manipular e criar texturas sonoras. Sempre começo pelas composições e depois penso bastante que cara quero dar ao disco, pra onde quero levar as músicas. Surgem então os produtores, figuras fundamentais pra dar forma ao que eu imagino. Penso que o refinamento pode ser a relação com a delicadeza, com a sutileza, por causa disso fica refinado.
</p>
<p>
02. Você provavelmente é conhecedora do cenário de música eletrônica mundial. Como acha que Espacial dialoga com esse cenário? Há influências do trip-hop de Massive Attack, um viés de tango talvez de Bajofondo ou Gotan Project, etc.?</p>
<p>Essas referências musicais são profundamente inspiradoras pra mim. Meus discos despertaram sim um interesse fora do Brasil. Na Inlgaterra meu segundo disco &#8211; Só Deixo Meu Coração ma Mão de Quem Pode recebeu uma crítica muito elogiosa no The Guardian e o cd foi lançado em diversos países. Acho que habito um lugar sutil que é o que mistura a eletrônica com a sonoridade brasileira. Isso é resultado da pesquisa das texturas sonoras combinadas com as canções que valorizam a melodia.</p>
<p>03. No seu site há a frase &#8220;nada é casual, no entanto, tudo é sincero&#8221; para se referir à ambientação e repertório dos shows. Olhando para a caixa, as fotos, o desenho no CD, a impressão que se tem é que tudo foi feito com muito cuidado, muito carinho. Qual foi o seu envolvimento na concepção visual do CD?</p>
<p>O envolvimento é total, em todas as etapas, não tem como separar. Chamei somente mulheres pra trabalhar na concepção visual. Eu queria me revelar mais, sempre acentuando o feminino, a sutileza, o mistério, a delicadeza, coisas que eu sempre vou enfatizar. Não a mulher frágil, mas a mulher de verdade. Falando a verdade nunca acho que cheguei aonde eu queria, mas acho que tudo é uma busca eterna. Talvez eu nunca chegue num lugar ideal.</p>
<p>04. Um cd como Espacial mostra que, ainda bem, MPB é um termo flexível que inclui sonoridades diversas. O que você acha do cenário musical brasileiro atualmente? Está faltando renovação ou quem não encontra novidades está olhando para o lugar errado?</p>
<p>Tem muita gente fazendo muita coisa legal. O que falta é o acesso a isso.  Acho que falta tocar no rádio, na TV, falta lugar legal pra tocar. O que não falta é som.</p>
<p>05. A mp3 e ferramentas como MySpace e Youtube facilitam a vida do artista de alguma forma ou os grandes beneficiados são mesmo os fãs, com acesso irrestrito a quase tudo?</p>
<p>Facilitam a vida do artista, pois facilitam a troca de informação de uma forma absurda. Eu suo e abuso de todas essas ferramentas.</p>
<p>06. Qual o próximo passo?</p>
<p>Fazer um videoclipe de Cais pra colocar no Youtube, montar um show mais acústico pra fazer em lugares com piano.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/15/entrevista-exclusiva-com-katia-b/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lorca</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/14/lorca/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/14/lorca/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 14:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/?p=8358</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/14/lorca/' addthis:title='Lorca ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Era uma época de grandes coisas, essa. Grandes guerras, grandes frases. E eu já vi mesmo declamarem Lorca com grandes gestos, o peito estufado, o olhar em um ponto qualquer acima da cabeça de todos nós, quando então o verde que te quero verde adquiria envergonhados tons de azul infinito. O bom do Zé Mauro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/14/lorca/' addthis:title='Lorca ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Era uma época de grandes coisas, essa. Grandes guerras, grandes frases. E eu já vi mesmo declamarem Lorca com grandes gestos, o peito estufado, o olhar em um ponto qualquer acima da cabeça de todos nós, quando então o verde que te quero verde adquiria envergonhados tons de azul infinito.</p>
<p>O bom do Zé Mauro é que ele é baixinho, gordinho e fala Lorca olhando nos olhos de todos nós e da maneira como falaria a respeito de como foi seu encontro com um mendigo da rua.</p>
<p>E é isso, Lorca.
</p>
<p>
<a rel="nofollow"  rel="lorca" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0507b.jpg"><img style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Pequeno poema infinito - José Mauro Brant" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0507b-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> O professor Denilson Lopes, que já foi da UNB e que hoje é da UFRJ, tem uma expressão que eu vou roubar: o sublime do banal.</p>
<p>O espetáculo Pequeno poema infinito, que José Mauro Brant e Antonio Gilberto montaram no Sesc-Pinheiros de SP (depois de uma temporada carioca) traz o sublime do banal em todo ele, incluindo aí a platéia &#8211; tão característica dos teatros Sesc: comerciários e suas famílias que experimentam a violência emocional de um espetáculo ao vivo rotineiramente, abrindo mão, para isso, da calmante pasteurização televisiva. E por R$ 5,00 por pessoa. Lota. Viva o Sesc.</p>
<p>Lorca morreu em 1936 no começo da guerra civil espanhola e até mesmo aí deu um jeito de escapar do grandioso: quem o matou foi, provavelmente, algum grupelho de radicais, um desses conjuntos de rapazes furibundos que infestam os cantos sujos das cidades, despejando seu ódio de papéis ao vento em cima de qualquer um com um pouco mais de integridade, seja ele um homossexual, alguém que pense e que, portanto, tenha idéia socialistas, ou um cara criativo, que veja o mundo de forma muito melhor e mais bonita do que eles. Lorca era tudo isso. Levou o tiro. Tinha 38 anos.</p>
<p><a  rel="lorca" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0507a.jpg" class="thickbox no_icon" title="Pequeno poema infinito - Antonio Gilberto, Lilian Bertin e José Mauro Brant"><img style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Pequeno poema infinito - Antonio Gilberto, Lilian Bertin e José Mauro Brant" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/divjorn0507a-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> Antes escreveu, entre outras coisas, sobre Granada, sua terra natal. O espetáculo de Brant e Antonio Gilberto pinça frases de Lorca sobre a cidade e faz um fio narrativo: um ano redondo, com suas quatro estações, em Granada. O último ano. Lorca vestido de branco, aos 38 anos, fazendo poesia, canções e imagens, e contrapondo, a um óbvio fim de mundo que se aproximava, os meninos e meninas que brincam mesmo assim, a feira semanal que arma suas barracas mesmo assim. E &#8211; em uma demonstração da sensibilidade em tudo semelhante dos criadores do espetáculo com o criador do texto declamado &#8211; também (além dos meninos e meninas e da feira) um ano que, fim de mundo ou não, continua tendo sua primavera, verão, outono e inverno mesmo assim.</p>
<p>A tradução do texto de Lorca ficou ao encargo de Roseana Murray. Sou amiga de Rose. Sei que ela prefere fazer pão no forno que tem no quintal a freqüentar eventos literários. É outra a se enquadrar no sublime do banal.</p>
<p>Citando Denilson*: &#8220;<em>à medida que cada vez mais o grandioso, o monumental, pode ser associado à arte dos vencedores, de impérios autoritários, de arte nazista &#8211; do Realismo Socialista aos épicos hollywoodianos &#8211; é justamente no cotidiano, no detalhe, no incidente, no menor, que residirá o espaço da resistência, da diferença.</em>&#8221;</p>
<p>A vertente deste sublime de todos os dias inclui outros além de Lorca e que foram dele contemporâneos: Proust. Ou Bandeira, aqui entre nós. Neles, a alternativa à luta pelo poder se dá pela recusa do poder, pela recuperação de sentido do precário, dos cacos. E no acolhimento do outro, visto não como adverso ou concorrente, mas como companheiro nas ínfimas transformações trazidas com os dias, um depois do outro. Segundo Denilson, &#8220;o sublime é a base de uma educação dos sentidos a partir do precário, do fugaz, do contingente, de tudo o que evanesce rápido mas que brilha inesperada e sutilmente. Uma delicadeza. Um manual de.&#8221;</p>
<p>(A tradutora Roseana Murray, aliás, e não é uma coincidência, tem um livro chamado Manual de delicadeza que eu tive o prazer de ilustrar.)</p>
<p>Vou fazer como Zé Mauro e Antonio Gilberto, que pinçaram Lorca. Vou parar de produzir frases e falar através das frases que pincei do espetáculo. Com vocês, um pouco do que ouvi e gostei:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Sou como um moço simples que vai guiando seus bois.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Um pouco cansado de catedrais busquei alguns momentos simples.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>O diminutivo põe na minha mão o prodigioso, o muito grande.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Há necessidade de domesticar os temas imensos, e não produzir heróis.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>A espada se transforma em um bandolim delicado.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>No fundo da minha alma há um desejo de ser bem menino, bem pobre, bem escondido.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>A poesia é algo que anda pelas ruas, como na marcha oblíqua de um cão.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Ao invés de uma águia, é uma coruja que me rói o coração.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Em um século de mortes estúpidas, eu sento no piano e toco.</em></p>
<p>Ficha do espetáculo paulista: roteiro de José Mauro Brant e Antonio Gilberto; interpretação de José Mauro Brant; direção de Antonio Gilberto; tradução de Roseana Murray; cenografia de Ronald Teixeira; iluminação de Paulo Cesar Medeiros; direção musical de Sacha Amback; direção de produção de Lilian Bertin.</p>
<p>* tiro essa citação do livro recém-lançado de Denilson: Lopes, Denilson. A delicadeza. Brasilia: editora Universidade de Brasília, 2007; 196 p. (40).</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/14/lorca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O uso do Material Didático Impresso em EaD</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 13:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Jacó</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/' addthis:title='O uso do Material Didático Impresso em EaD ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Estatísticas de uso de Tecnologias e MDI em EaD no Brasil Conforme levantado por vários artigos e publicações em Fóruns do setor de TI., sobre a utilização das tecnologias em EaD, várias estatísticas foram registradas tanto pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação a Distância quanto por artigos publicados na Folha on-line referente ao mesmo assunto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/' addthis:title='O uso do Material Didático Impresso em EaD ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><strong>Estatísticas de uso de Tecnologias e MDI em EaD no Brasil</strong></p>
<p>Conforme levantado por vários artigos e publicações em Fóruns do setor de TI., sobre a utilização das tecnologias em EaD, várias estatísticas foram registradas tanto pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação a Distância quanto por artigos publicados na Folha on-line referente ao mesmo assunto. A seguir um compêndio dos dados principais apontados nessas pesquisas.</p>
<p>Há uma estimativa razoável de que ao menos 84,2% do que acontece neste planeta em termos de educação a distância usa como base o material didático impresso (MDI). A educação a distância no Brasil ainda é dominada por esta mídia, geralmente na forma de apostilas, fascículos e livros didáticos distribuídos pelo sistema dos Correios aos alunos de EaD. Isso é o que mostra o <a rel="nofollow" title="Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância" href="http://www.abraead.com.br/" target="_blank">Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância</a> 2006. Um resumo dos dados levantados pode ser conferido no <a  rel="nofollow" title="http://www.abed.org.br/seminario2006/apr/soa-fabiosanches.ppt" href="http://www.abed.org.br/seminario2006/apr/soa-fabiosanches.ppt" target="_blank">link</a>.</p>
<p>Atualmente todas as Universidades Federais estão autorizadas ao menos em caráter experimental &#8211; por dois anos &#8211; para atuar em Educação a Distância superior, por autorização do Ministério da Educação, através da Portaria nº 873, publicada no Diário Oficial da União de 11/04/2006. Predominam os cursos de graduação da área de humanas: direito, administração, pedagogia. A maior parte das instituições utiliza o material impresso como mídia predominante (84%). A internet vem crescendo, e ocupa o segundo lugar, com 63% de instituições que a utilizam em EaD. Verifica-se a predominância da mídia impressa em todos os tipos de ensino oferecidos a distância: 81,3% das instituições com credenciamento federal, que oferecem cursos de nível superior, utilizam o papel, contra 73,4% do e-learning. Já as instituições com autorização em âmbito estadual, com cursos de educação básica e técnica, utilizam a mídia impressa em 93,9% dos casos, ante 39,4% do e-learning.</p>
<p>Dois especialistas (Roberto Palhares e o coordenador do anuário Fábio Sanchez) afirmam que a tendência a curto e médio prazo é o material impresso virar um apoio ao sistema virtual, e isso já está acontecendo. Embora o avanço do aprendizado via internet, dependa, porém do maior acesso ao computador e às conexões de rede no país.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/tabela.jpg" alt="Quadro comparativo das Mídias mais utilizadas em EaD" /></p>
<p>O auxílio mais oferecido como suporte e atendimento aos alunos é o e-mail, com 87%; na seqüência vem o telefone, com 82%; depois se destaca o auxílio do professor presencial, com 76%; e do professor on-line (via chat ou fórum), com 66%. Alternativas como o fax, chegam a 58%; cartas enviadas por correio tradicional chegam a 50%; reuniões presenciais, a 45%; e reuniões virtuais, por último, com 44%. Outros recursos atingem a marca de 23%, de acordo com a Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil por José Manuel Moran (Disponível em: <a  rel="nofollow" title="ECA USP" href="http://www.eca.usp.br/" target="_blank">www.eca.usp.br</a>).</p>
<p>AbuSabha, Peacock e Achterberg (1997) relatam que 55% dos participantes de um curso que utilizava teleconferência como mídia principal, solicitaram que mais material impresso fosse incluído nos próximos cursos, dadas as dificuldades de se reter o conteúdo somente com apresentações em vídeo ou transmissão simultânea.</p>
<p>De acordo com os resultados da pesquisa do IBGE (2006) apenas 16% da população tem acesso a internet, que é a segunda tecnologia de maior abrangência nas iniciativas de EaD. Embora, segundo os levantamentos mais atuais do Gartners Group (publicados pela revista InfoExame e pelo portal IDGnow em Janeiro de 2007) esses 16% representam mais de 10 milhões de computadores conectados à internet de banda larga e mais outros 5 milhões de máquinas com outras modalidades de conexão (por exemplo: conexão discada, rádio, cabo). Entretanto ainda é baixa a presença do computador no país se comparado com outros países mais avançados em termos de adesão à tecnologia, segundo a Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do IBGE, que pode ser conferida no <a  rel="nofollow" title="PDF" href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2006/indic_sociais2006.pdf" target="_blank">link</a>), apenas 21,5% dos domicílios do país têm computador e desses somente 16% possuem internet. Contra 16,3% de posse de computador em casa e 12,2% de acesso a internet em 2004, o que representa grande crescimento no intervalo de apenas dois anos (2004 para 2006). Estes dados  significam que por um bom tempo o MDI para EaD será a principal ferramenta utilizada, mas tenderá a perder terreno para o crescente uso das mídias digitais.</p>
<p>Antigamente, com o advento do microcomputador supunha-se que o volume de papel impresso cairia. Na prática, o que aconteceu foi que o volume cresceu, porque as pessoas estão acostumadas e gostam de ler textos em papel e não no monitor. Concluindo, este levantamento estatístico demonstra a penetração do MDI, sua aceitação e melhor eficiência no transporte de conteúdo aos alunos de EaD, mesmo com o crescimento de novas tecnologias de comunicação sendo aplicadas a este método de ensino.</p>
<p><strong>Observações sobre a produção de MDI para EaD</strong></p>
<p>O planejamento é fundamental na elaboração do MDI, que tem seu início no atendimento dos requisitos base da sustentação de todo o trabalho. Ao produzir o MDI é preciso levar em conta: a promoção dos objetivos do curso; as metas de aprendizagem a serem atingidas com seu estudo; a coerência pedagógica; a apresentação dos conteúdos de maneira clara e bem definida; as atividades de auto-avaliação; as sugestão de leituras complementares etc. Portanto, o planejamento é a primeira e indispensável etapa do processo de criação e produção de material instrucional para EaD.</p>
<p>Um dos problemas encontrados com freqüência nos materiais didáticos, diz respeito ao tratamento dos conteúdos. Muitas vezes não há preocupação em trazê-los para o cotidiano do aluno, levando-o a encontrar dificuldade em relacionar o que está estudando com as questões da sua realidade, seja pessoal ou profissional. O <a  rel="nofollow" title="SENAI/RJ" href="http://www.senai.br/" target="_blank">SENAI/RJ</a> (1998) enfoca esse aspecto: &#8220;Para o educando, quase sempre o MDI parece falar de outro mundo, longínquo, totalmente afastado daquele onde ele vive, o que o faz perder a noção de aplicabilidade do conhecimento em seu cotidiano &#8211; ou seja, se o MDI não for motivante, o aluno não entenderá porque é necessário aquele conhecimento, se nem para que ele serve.&#8221;</p>
<p>É importante que os materiais didáticos sejam concebidos levando em conta a aprendizagem significativa, que favoreçam o estabelecimento de relações com as questões cotidianas do aluno. Na EaD, considerando a separação física entre o aluno e o docente, tal cuidado torna-se ainda mais relevante: o processo de ensino/aprendizagem é mediado pelo material didático e este deve trazer os temas abordados para a vida real. De que adianta, por exemplo, tratar teoricamente o tema meio ambiente, sem promover a relação dos conceitos apresentados com o dia-a-dia do aluno? Sem levá-lo a pensar e agir sobre o seu entorno? Sem incentivar a sua ação cidadã? Novas propostas para a educação à distância devem privilegiar a construção do conhecimento pelo aluno e, assim, não podem ignorar a contribuição das pesquisas sobre a forma como aprendemos. Litwin (2001) aborda a questão: &#8220;A psicologia cognitiva e suas derivações no campo da didática enfatizaram que as práticas rotineiras, descontextualizadas dos problemas autênticos, dificilmente possibilitam o desenvolvimento da capacidade de reflexão. Trata-se de ensinar problemas reais, e não selecionar para o ensino &#8216;problemas de mentira&#8217;, &#8216;pedagogizados&#8217;, os quais não implicam um desafio para o estudante e este se habitua a resolvê-los aplicando fórmulas prontas. Os problemas autênticos não costumam ter respostas unívocas ou facilmente previsíveis, envolvendo, na maioria dos casos verdadeiros desafios cognitivos.&#8221; A linguagem e os conteúdos devem instigar a curiosidade, a experimentação e a ação do aluno sobre as questões que pertencem à sua realidade, ajudando-o a desvendá-la, a entender o mundo a partir daquilo que faz sentido para ele.</p>
<p>Para que o aluno adquira autonomia em seus estudos, o material deve ser bem elaborado, diferenciando-se dos livros tradicionais no que diz respeito às questões de linguagem e do formato de apresentação das informações. A mídia impressa deve ser um veículo utilizado para estabelecer a comunicação entre os professores e alunos. Existe a necessidade de que o material impresso seja bem formulado e redigido em uma linguagem dialogada que, na ausência física do professor, possa garantir um certo grau de compreensão e comprometimento com o estudo. A linguagem coloquial reproduzindo mesmo, em alguns casos, uma conversa entre professor e aluno tornando a leitura leve e motivadora podem contribuir para este comprometimento e estimular a reflexões.</p>
<p>A frase de <a  rel="nofollow" title="Isabel Solé" href="http://www.ub.es/dppsed/personas_ct/isole.htm" target="_blank">Isabel Solé</a>, em &#8220;O Construtivismo na Sala de Aula&#8221;: &#8220;(&#8230;) se um aluno não conhece o propósito de uma tarefa e não pode relacionar esse propósito às suas próprias necessidades, muito dificilmente poderá realizar aquilo que o estudo envolve em profundidade&#8221;; ilustra muito bem a necessidade de contextualização do conteúdo, não só em MDI mas na educação.</p>
<p>Já as questões de design do MDI (o design instrucional), ao contrário do que acreditam alguns artistas pós-modernos, a forma jamais irá se sobrepor ao conteúdo, ou seja, por mais visualmente bem elaborado que seja o MDI, com fundamentações teóricas heterogêneas, proporcionando o contraditório e o embasamento para pesquisas, se o material não levar em conta os aspectos específicos de cada região, de cada assunto abordado, de cada cultura e comunidade, não haverá a potencialização do aproveitamento dos conteúdos, uma vez que o distanciamento e a impossibilidade de realização de analogias entre a teoria e a realidade de cada grupo de pessoas (traduzido nas diferentes formas de agrupamento) pode acabar gerando a ineficácia do MDI.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Misanchuck (citado por Willis, 1996), sugere uma série de cuidados ao elaborar material impresso para cursos a distância, considerando o estilo do texto, a organização do conteúdo, a diagramação do texto, a inclusão de questões e indicações claras da localização dos itens (sinalização visual). Os indicativos de localização devem estar claros não apenas no que se refere ao material impresso, mas também em relação às demais mídias utilizadas no curso.&#8221; <a  rel="nofollow" title="UFSC" href="http://www.eps.ufsc.br/disserta98/roser/cap3.htm" target="_blank">Fonte</a></em></p></blockquote>
<p>A elaboração de um MDI é antes de tudo um ato de criação. O material tem que ser atrativo, e desta forma, exige do criador o conhecimento do público alvo: quem é este público, seus hábitos, suas necessidades. Trata-se aqui de uma relação de análise deste público, para que seja atingido o objetivo que se pretender alcançar no projeto pedagógico como um todo.</p>
<p><strong>Pontos positivos da utilização do MDI em EaD</strong></p>
<p>O material impresso é um dos meios mais utilizados em EaD devido à suas características, um grande número de barreiras e requisitos de acesso são eliminados, com isso, pode atender a um público numeroso, disperso e de culturas diferentes.</p>
<p>As principais vantagens do MDI são:</p>
<blockquote><p>1. Fácil adaptação à complexidade da sociedade moderna;</p>
<p>2. Oferece flexibilidade de espaço, tempo e ritmos de aprendizagem;</p>
<p>3. O aluno é estimulado a se tornar sujeito de sua aprendizagem;</p>
<p>4. Tem abertura a uma diversidade e amplitude de oferta de cursos e, através dos sistemas de distribuição logística, o MDI pode alcançar qualquer local do país ou do mundo;</p>
<p>5. Pode realizar a formação permanente no campo profissional e pessoal, para dar continuidade à formação recebida formalmente;</p>
<p>6. Permite economia na produção em escala;</p>
<p>7. É familiar, razoavelmente compreensível e aceito pelos alunos de diversas partes do país e do mundo;</p>
<p>8. Favorece ao aprendizado autônomo, por ser adaptável ao ritmo dos alunos, permitindo a releitura, a leitura seletiva, o maior ou menor aprofundamento do que se lê;</p>
<p>9. Pode ser &#8220;navegado&#8221; com facilidade. O acesso aleatório a partes específicas é rápido e conveniente.</p>
<p>10. O MDI oferece independência, pois os alunos não precisam de suporte, equipamento nem assistência para utilizar. Pode ser lido em qualquer lugar e acessado a qualquer momento, permitindo ao aluno maior flexibilidade no acesso ao conteúdo didático;</p>
<p>11. Não requer nenhum horário específico para sua utilização (o aluno não precisa estar em um lugar e hora específicos);</p>
<p>12. Não requer equipamento específico para ser utilizado;</p>
<p>13. Também não requer nenhum treinamento para que seja usado com eficiência;</p>
<p>14. Oferece portabilidade e é facilmente transportável;</p>
<p>15. É um meio &#8220;transparente&#8221;, permitindo à mensagem ser transmitida sem distração ou interferência da tecnologia de entrega;</p>
<p>16. O material impresso é a tecnologia que os alunos estão mais familiarizados com a linguagem, formato e manuseio;</p>
<p>17. É uma alternativa de baixo custo e de alta durabilidade;</p>
<p>18. A visualização do conteúdo através da mídia impressa estimula a percepção e a cognição. O MDI concentra a atenção do aluno por longos períodos de tempo;</p>
<p>19. Oferece a sequenciação de idéias e conteúdos. Possibilita a transmissão eficiente de grandes quantidades de conteúdo e se integra a outros meios facilmente.</p>
<p>20. De acordo com a elaboração do seu conteúdo o MDI pode estabelecer a Relação teórico-prática, facilitando a compreensão dos conceitos;</p>
<p>21. Permite a reflexão e auto-avaliação do conhecimento.</p>
<p>22. Oferece grande capacidade de armazenamento de informações e aceita toda e qualquer expressão gráfica (imagens, textos, gráficos, diagramação, etc.).</p></blockquote>
<p>O MDI revela sua importância quando age como ferramenta contra a segregação educacional, uma vez que a possibilidade de utilizar material impresso acarreta em mais liberdade em termos de tempo e espaço. Com a utilização do MDI como uma das muitas ferramentas do ensino à distância, ganhamos todos, pois enriquecemos as formas e ampliamos os conteúdos, como diria Guilherme Orozco, estudioso da recepção humana, &#8220;a variedade de meios também enriquece os conteúdos, por mais similares que sejam estes&#8221;.</p>
<p><strong>Pontos negativos do uso de MDI em EaD</strong></p>
<p>Embora o MDI seja amplamente difundido e aplicado na EaD, há limitações e desvantagens no seu uso:</p>
<blockquote><p>1. Logística complexa, tanto para armazenamento quanto para estabelecer a quantidade exata de reproduções, com menor perda;</p>
<p>2. Alta perecibilidade, os conteúdos podem perder a validade facilmente. A vida útil de um material depende também do tema, um curso sobre história ou matemática com certeza poderá ser reeditado e/ou consultado mais vezes do que um material sobre informática ou outra área que esteja em constante mudança;</p>
<p>3. Não oferece possibilidade de manutenção de seu conteúdo, uma vez impresso e encadernado, não há como refazer;</p>
<p>4. O material impresso é pouco interativo. Possibilita apenas a visão de uma dimensão estática, sem o recurso de mostrar com clareza uma seqüência de ações como por exemplo o vídeo;</p>
<p>5. A interação aluno/professor via material impresso não permite respostas imediatas e depende de outras mídias para estabelecer o contato direto entre professores e alunos;</p>
<p>6. A informação é apresentada por meio de uma cadência de leitura (seqüencial) e não é possível ter acesso a ela globalmente, de modo imediato;</p>
<p>7. Intimida um número grande de alunos. Há um número significativo de aprendizes que não sabem fazer uso adequado do material impresso, com dificuldades de interpretação de textos e decodificação da leitura; especialmente, ao que parece, a geração educada assistindo mais à TV do que lendo livros, seja por desinteresse, hábito ou baixa escolaridade;</p>
<p>8. É mais difícil alcançar a motivação para o estudo fazendo uso somente de MDI;</p></blockquote>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Os dados que comprovam a grande penetração dos impressos revelam a sua eficiência e aceitação do público: educadores e alunos. Mas as mídias digitais podem modificar este quadro rapidamente. Por várias razões:</p>
<blockquote><p>1. Muitos séculos se passaram até que o material impresso se tornasse tão difundido, enquanto poucas décadas fazem das tecnologias digitais igualmente penetrantes. O que comprova a maior velocidade de adaptação das tecnologias digitais, seu rápido amadurecimento e aceitação.</p>
<p>2. Impressos são comodamente produzidos e oferecidos como principal meio de distribuição de conteúdo em EaD, principalmente pela sua facilidade de criação, produção e distribuição. O custo de se criar um manual didático é um só. Depois é só replicá-lo e distribuí-lo (custo de produção e distribuição são infinitamente menores em relação ao custo de criação). Porém, a mídia digital ainda ganha neste sentido, uma vez que tanto sua criação, produção e distribuição são realizadas em processos mais rápidos e unificados. Por exemplo ao se criar um texto, colocá-lo na internet e informar a seus usuários, se fecha todo o círculo de geração do material.</p>
<p>3. Outro grande ponto negativo do material impresso, que parece ser negligenciado por muitos é o erro do material. Ao se cometer um erro na revisão, na impressão, ou em qualquer etapa de produção, há uma imensa perda material, enquanto que na mídia digital basta refazer e republicar. Seja esta mídia um site de internet, uma comunicação por e-mail, um arquivo para download, um PDF. Assim, o digital reduz consideravelmente os danos causados por erros. A mídia digital nos permite errar enquanto o impresso revela e ressalta nossas falhas.</p>
<p>4. Uma vez que o público de EaD procura um curso nesta modalidade buscando principalmente flexibilidade de tempo/espaço e interatividade, o estudo em livros que podem se defasar e oferecer o conteúdo de maneira estática, pesam em favor da utilização da mídia digital, pois esta não se defasa, ela evolui indefinidamente e abre a comunicação entre todas as partes envolvidas, sem que o aluno tenha que usar duas plataformas para isso (ex.: impresso + telefone, ou impresso + fax, ou impresso + correio, etc.) pode-se estudar e comunicar via mídia digital simultaneamente.</p></blockquote>
<p>O que leva uma empresa a criar material impresso para distribuir conhecimento (folders, manuais, livretos, etc.)? Trata-se inicialmente de sua estratégia de marketing, em seguida o baixo custo e a escala de produção atraem muitos adeptos, podendo oferecer penetração em um público definido e segmentado, isto no âmbito comercial. Agora, em iniciativas de EaD o impresso é considerado mais eficiente por abranger melhor o conteúdo do curso, oferecer a centralização das informações, tornar o aprendizado didático e ao mesmo tempo autônomo para o aluno seguí-lo de forma linear ou não-linear e ainda permitir alcançar os objetivos com base em um plano de ação que fica nas mãos do estudante. Esta tecnologia ainda é usada por convenção, por ser hábito de estudantes consultarem livros, este hábito se perpetua no estudo a distância.</p>
<p>As seguintes questões básicas são levadas em consideração ao se optar por este material como meio principal de aprendizagem em um curso: objetivos do curso, tipo de conteúdo, hábitos do público alvo e custos operacionais. Os objetivos do curso determinam como e o que abordar no impresso: seu escopo, os assuntos e atividades que vai cobrir. O tipo de conteúdo define se o impresso é mesmo o melhor meio para transmitir as idéias, este conteúdo norteia a produção do impresso, seu design e sua pré-produção (se fotos, ilustrações, diagramas, infográficos, com cor, sem cor, etc.). O estudo do público a que se destina revela os hábitos dos consumidores o que determina a acessibilidade ao material, a melhor linguagem para se comunicar com ele e sua forma de utilização (norteando também a futura divulgação do curso). Já o aporte de verba para implementação de um curso de EaD afeta os custos, que pesam diretamente na qualidade final do produto: em seu acabamento (ex.: se preto e branco ou colorido, o tipo de papel a ser impresso, etc.), no volume de produção e na forma como vai ser distribuído. Todas estas questões pesam consideravelmente no produto final do MDI para EaD.</p>
<p>O impresso é a mídia principal quando o guia dos estudos do conteúdo parte dele. E a partir dele são oferecidas as demais atividades, usando ou não outras tecnologias. Ele pode ser uma mídia secundária quando outra mídia guia o aprendizado e o MDI passa a ser, por exemplo, apenas um caderno de exercícios, um compendia de resumo ou um índice remissivo.</p>
<p>Segundo IBAÑEZ (1990) e SEBASTIÁN RAMOS (1990), apesar das tecnologias de comunicações à disposição hoje no mundo, a maior parte dos cursos de Educação a Distância utiliza o material impresso como principal via de comunicação e de estudo em seus cursos, pois é a ele que o aluno dedica mais tempo e o material escrito ainda supera em muito os demais meios na Educação a Distância. Já no texto de Regina Averbug: &#8220;Material didático impresso para EaD &#8211; tecendo um novo olhar&#8221;, nos diz: &#8220;A escolha do(s) recurso(s) didático(s) em educação a distância deve levar em conta que na educação presencial, o material didático é recurso de apoio à ação docente, podendo até ser suprimido; na EaD é o principal canal de comunicação com o aluno, confundindo-se, muitas vezes, com o próprio curso&#8221;.</p>
<p>Por fim, para concluir esta análise coloco um trecho do texto de <a  rel="nofollow" title="José Manuel Moran" href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/" target="_blank">José Manuel Moran</a>: &#8220;As mídias na educação&#8221; &#8211; que pode ser acessado no endereço: <a  rel="nofollow" title="ECA USP" href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/midias_educ.htm" target="_blank"><em>link</em></a></p>
<p>&#8220;As crianças e jovens se acostumaram a se expressar de forma polivalente, utilizando a dramatização, o jogo, a paráfrase, o concreto, a imagem em movimento. A imagem mexe com o imediato, com o palpável. A escola desvaloriza a imagem e essas linguagens como negativas para o conhecimento. Ignora a televisão, o vídeo; exige somente o desenvolvimento da escrita e do raciocínio lógico. É fundamental que a criança aprenda a equilibrar o concreto e o abstrato, a passar da espacialidade e contigüidade visual para o raciocínio seqüencial da lógica falada e escrita. Não se trata de opor os meios de comunicação às técnicas convencionais de educação, mas de integrá-los, de aproximá-los para que a educação seja um processo completo, rico, estimulante. A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os alunos, ajudando-os a que percebam os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.&#8221; Enfim, o MDI não é a única solução para a EaD, embora seja a mais usada, é preciso experimentar outros recursos tecnológicos.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.desenhotudo.com/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>T.R.A.N.S.I.T.</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 20:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/' addthis:title='T.R.A.N.S.I.T. ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>O curta-metragem de animação T.R.A.N.S.I.T. foi criado por Piet Kroon para uma competição em 1993, celebrando os 20 anos do Holland Animation Association. As únicas exigências do concurso eram que o filme tivesse cinco minutos de duração e que a história envolvesse uma mala. O resultado foi promissor e o curta chamou a atenção do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/' addthis:title='T.R.A.N.S.I.T. ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>O curta-metragem de animação T.R.A.N.S.I.T. foi criado por Piet Kroon para uma competição em 1993, celebrando os 20 anos do Holland Animation Association. As únicas exigências do concurso eram que o filme tivesse cinco minutos de duração e que a história envolvesse uma mala. O resultado foi promissor e o curta chamou a atenção do produtor Iain Harvey que convenceu Kroon a fazer uma versão mais longa. Convite aceito e patrocínio garantido, surgiu a versão final de TRANSIT, uma ambiciosa animação de mistério.</p>
<p>
A história começa em um cruzeiro luxuoso, com vários ricaços passando o tempo com danças, namoricos e tédio profundo. Assim que um homem escancara a porta com cara de poucos amigos, fica claro quem será o protagonista da trama. O interesse dos ricaços no sujeito dura menos que o nosso e eles reassumem sua postura blasé. É um início musicado e de cores fortes, principalmente a do mar. Para mostrar que nem tudo são flores, há uma passagem rápida pela caldeira cor de fogo. É uma metáfora clássica do cinema para lembra o espectador de olhar além da superfície e das aparências.</p>
<p>De volta ao protagonista, ele atravessa o convés de uma ponta à outra e arremessa a famosa mala no oceano. Enquanto ameaça afundar, close nas etiquetas de turismo. É a chave para uma viagem no tempo.</p>
<p>Cada etiqueta da mala leva a um país e uma época diferente. Logo na primeira viagem ao passado, uma mulher complica um pouco mais o roteiro, colocando o protagonista às vezes no papel de mocinho e às vezes no de vilão. Como TRANSIT conta a história de trás para frente, o roteiro usa o artifício para montar o mistério, uma espécie de quebra-cabeça onde a resposta está no começo de tudo e não no final. Com isso, cabe ao espectador se arriscar em julgamentos equivocados (ou não) sobre os personagens, até que enfim a trama se revele e seja possível entender o que aconteceu.</p>
<p>TRANSIT não tem diálogos. É comum em animações que a música assuma o comando como força narrativa, mas aqui ela só tem papel na ambientação nos anos 20. Toda informação relevante está nas imagens. Por isso, elas são aproveitadas à exaustão por Kroon, que usa em cada país cores e texturas diferentes. No Cairo, por exemplo, é possível sentir o calor na pele graças aos fortes tons alaranjados. Tons esses que remetem ao vermelho das caldeiras, de sangue e de batom, ao sinal de perigo iminente no meio do deserto, e por aí vai.</p>
<p>Interessante pela alternância de ambientes e pela boa história de mistério (com direito até a Orient Express e romance em Amsterdam), T.R.A.N.S.I.T.  não tem um roteiro fácil, por isso não pisque nem vá ao banheiro durante seus 10 minutos. Pesando contra, só a sensação de que tudo custou muito caro e o rápido esquecimento da&#8230; qual era mesmo a história?</p>
<p>Em tempo: Piet Kroon foi o primeiro a vencer o prêmio popular do Anima Mundi, em 1995 com DADA. Já participou do departamento de arte de Shrek 2 e do departamento de animação de Osmosis Jones, a pior animação que já assisti.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/30/transit/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Peter Cincotti</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 20:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/' addthis:title='Peter Cincotti ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Peter Cincotti aparece comumente em listas de nomes do jazz contemporâneo, mas seu estilo vem evoluindo de CD para CD e engloba cada vez mais ritmos musicais. O pianista foi o artista mais jovem a entrar na parada de jazz da Billboard e está aos poucos conquistando espaço no cenário internacional, aparecendo com força na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/' addthis:title='Peter Cincotti ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><a rel="nofollow" title="Peter Cincotti" href="http://www.petercincotti.com/" target="_blank">Peter Cincotti</a> aparece comumente em listas de nomes do jazz contemporâneo, mas seu estilo vem evoluindo de CD para CD e engloba cada vez mais ritmos musicais.  O pianista foi o artista mais jovem a entrar na parada de jazz da Billboard e está aos poucos conquistando espaço no cenário internacional, aparecendo com força na Itália, França, Bélgica e Suíça, países mais abertos ao mix musical que Cincotti decidiu explorar. O músico de 23 anos acaba de lançar East of Angel Town pela Warner, garantindo uma ampla distribuição ao redor do globo. Por aqui, nenhuma divulgação, mas se considerarmos o panorama de lançamentos em território tupiniquim, já é sorte ver o CD nas prateleiras (procure antes no setor de cantores de jazz), mesmo que com preço salgado e superior ao de alguns títulos importados.
</p>
<p>
<a  rel="nofollow" title="Peter Cincotti" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/petercincotti.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/petercincotti.thumbnail.jpg" alt="Peter Cincotti" /></a>Se no primeiro cd Peter Cincotti apostou no território seguro dos clássicos de jazz, em On the Moon (lançado pela Universal) músicas de Carole King, Cole Porter, William Handy e Cindy Walker começaram a dividir espaço com composições próprias do pianista.  Seguindo um caminho natural, Cincotti decidiu explorar mais o lado compositor e em East of Angel Town, seu terceiro trabalho, conduziu uma mudança estratégica: mudou para a Warner, contratou para contato de mídia Liz Rosenberg (que trabalha com Madonna) e gravou um CD totalmente autoral, escolhendo como produtores ninguém menos que <a  rel="nofollow" title="David Foster" href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Foster" target="_blank">David Foster</a> (14 Grammys no currículo, com 42 indicações) e Humberto Gatica.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Eu acredito que toda expressão artística é autobiográfica, seja literal ou simbolicamente. Não acho possível criar algo que não seja assim&#8221;. &#8211; Peter Cincotti. </em></p></blockquote>
<p>O acerto de Peter Cincotti em East of the moon é usar o jazz como uma inspiração e não como uma camisa de força. O próprio cantor diz que foi um verdadeiro duelo convencer David Foster de algumas de suas idéias, mas o esforço foi válido. Exceto por alguns exageros em uma faixa ou outra (típicos de quem quer usar todas as idéias ao mesmo tempo e esquece que menos é mais), East of Angel Town  funciona muito bem ao equilibrar o lado clássico e contemporâneo do jazz, fórmula que Cincotti vem aprimorando desde o início da carreira. Outro acerto provavelmente guiado por David Foster é usar como ponto de partida para a evolução melódica a voz singular de Cincotti e sua habilidade ao piano, o que dá personalidade ao trabalho e ajuda o músico a atrair públicos variados. Mesmo não sendo nova, também não deixa de ser interessante a idéia de fazer de cada música uma pequena história, deixando as letras do CD com um caráter mais dinâmico.</p>
<p>Os destaques de East of Angel Town ficam por conta de Make it All Alive, Goodbye Philadelphia e Man On a Mission.</p>
<blockquote><p><a  rel="nofollow" title="Goodbye Philadelphia @ youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=SziKyAuK7-o" target="_blank">Single <em>Goodbye Philadelphia</em> no Youtube</a></p></blockquote>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/30/peter-cincotti/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estória do Gato e da Lua</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 19:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/' addthis:title='Estória do Gato e da Lua ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Estória do Gato e da Lua ou Tale About the Cat and the Moon é um curta-metragem de animação de Pedro Serrazina. O autor português ganhou os prêmios Best International 1st Film no Cinanima 95 e recebeu menção especial no festival de animação de Ottawa em 96 com sua história de um gato apaixonado pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/' addthis:title='Estória do Gato e da Lua ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Estória do Gato e da Lua ou Tale About the Cat and the Moon é um curta-metragem de animação de Pedro Serrazina. O autor português ganhou os prêmios Best International 1st Film no Cinanima 95 e recebeu menção especial no festival de animação de Ottawa em 96 com sua história de um gato apaixonado pela lua e as artimanhas do bichano para capturá-la.</p>
<p>
O curta é todo feito em preto e branco. Na primeira fase o gato aparece em uma viagem pelo mar tentando alcançar a lua. O desenho aqui é repleto de curvas, com as ondas do mar sempre cheias de movimento, representando a iminência do perigo. O reflexo da lua e do barco onde está o gato são as peças visuais que compõem o contraste. É a famosa viagem em direção ao horizonte que nunca se aproxima, um símbolo do impossível. Quando o gato decide se arriscar e pula em direção ao objeto de desejo, acaba mergulhando no reflexo da lua que se desmancha com o ondular do espelho de água.</p>
<p>&#8220;Quando achei que estava próximo, estava muito longe&#8221;, diz o narrador. Perceba que o gato não pula no reflexo, ele não se engana quanto a isso. Sabe exatamente o que quer e é assim que a ilusão/reflexo se desmancha com o fracasso da tentativa.</p>
<p>Na segunda fase, o gato vai para a cidade, terra firme. Em contraste com as curvas das ondas, a cidade é feita só de ângulos retos, um território supostamente seguro onde ele pode ensaiar novas tentativas de captura. É interessante ver que as casas são formadas por amontoados de paredes e áreas contínuas de telhado, becos e escadas, os caminhos que se destacariam aos olhos do felino. Saem os reflexos que enganam na superfície da água, entram sombras em constante movimento.</p>
<p>Apesar da narrativa muito boa (tanto em português de Portugal quanto em inglês) e do roteiro que funciona a favor da animação, a força de <a rel="nofollow" href="http://br.youtube.com/watch?v=G4lhlK8BSUA&amp;feature=related" target="_blank">Estória do Gato e da Lua</a> está mesmo é no jogo de cores, no contraste entre a escuridão e as sombras brancas da noite (que é negra) e na simbologia permitida por essa dicotomia. É um curta sobre um gato que aprende a diferença entre captura e conquista. Um curta sem tiros, crimes e mistérios, mas totalmente noir.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/29/estoria-do-gato-e-da-lua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maria João Pires</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 00:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Taam</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/' addthis:title='Maria João Pires ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Não tenho palavras para descrever e analisar o concerto de ontem (27/03/08) no Municipal. Dito isto, mesmo sem as palavras que seriam justas, aqui vou eu. Maria João Pires é portuguesa de nascimento e brasileira de coração. Dentre as inúmeras gravações para o selo Deutsche Grammophon, destaco a integral das sonatas de Mozart e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/' addthis:title='Maria João Pires ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Não tenho palavras para descrever e analisar o concerto de ontem (27/03/08) no Municipal. Dito isto, mesmo sem as palavras que seriam justas, aqui vou eu.</p>
<p><a rel="nofollow" title="Maria João Pires" href="http://www2.deutschegrammophon.com/artist/biography?ART_ID=PIRMA" target="_blank">Maria João Pires</a> é portuguesa de nascimento e brasileira de coração. Dentre as inúmeras gravações para o selo Deutsche Grammophon, destaco a integral das sonatas de Mozart e a dos noturnos de Chopin. As sonatas de Mozart tenho no meu mp3 e levo pra tudo quanto é lugar (nunca se sabe quando uma delas pode começar a pipocar na sua cabeça, e vc precisa ouvir, então, pra manter a sua sanidade mental), os noturnos eu tenho só em casa, porque pra mim não funciona ouvi-los em qualquer clima, em qualquer lugar.
</p>
<p>
<a  rel="nofollow" title="Pedro Taam e Maria João Pires" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/taammajoao.jpg" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/taammajoao.thumbnail.jpg" alt="Pedro Taam e Maria João Pires" /></a>Ambas são um atestado da excelência técnica e musical da pianista. As sonatas de Mozart são obras de grande simplicidade e beleza, e são intrínsecas uma à outra. A beleza vem da simplicidade. A dificuldade de se analisar uma obra, estudá-la, pensar em cada aspecto, pensar cada frase, cada ligadura, cada acento, pensar a articulação, a agógica, as dinâmicas, ter tudo absolutamente pensado e definido na sua cabeça e, ainda assim, tocar &#8221;simples&#8221; e com naturalidade é enorme.</p>
<p>Os Noturnos têm uma dificuldade semelhante, mas além da naturalidade e da &#8221;simplicidade&#8221;, eles exigem um quê de espontaneidade e intimismo. A questão dos planos sonoros é um caso à parte. Além de tudo o que eu já citei, saber colocar os temas e as frases em planos sonoros diferentes, mas, mesmo assim, sem perder a unidade da obra e sem perder a linha expressiva é essencial.</p>
<p>Dito e posto isso, eu agora afirmo: Maria João Pires é o que há de mais sincero, poético e bem acabado.</p>
<p>Seu grande volume sonoro é dividido, cuidadosamente, em diversos infinitos planos sonoros. Ela tem uma coisa, indescritível, mas tão familiar a nós, uma espécia de sinceridade, de generosidade de coração. Ela não tem medo de se doar na música. Ela não quer impressionar, não quer &#8221;enfeitar o pavão&#8221;, tudo o que ela toca é resultado da mais pura e singela reflexão, é sincero, é ela.</p>
<p>Não ter medo de expor a própria alma, a própria essência, ao Municipal lotado, faz dela uma musicista singular. Porque perdendo o medo ela se liberta de todas as amarras e faz, então, música pura.</p>
<p>O programa &#8211; todo Chopin, exceto pelo bis &#8211; favorece essa qualidade da artista.</p>
<p>Pavel Gomziakov, de 32 anos, nascido em Tchaikovsky (é, eu também não sabia que tinha uma cidade com esse nome) é também um musicista fantástico, resumindo: prêmio especial do júri no concurso Tchaikovsky de 2002, masterclasses com Natalia Gutman, participante do festival de Verbier, e, curiosidade: é o cellista da trilha sonora original de &#8220;Má educação&#8221;, de Pedro Almodóvar.</p>
<p>No palco uma simpática disposição: uma mesinha, com partituras (e um abajur, tinha um abajur?), uma jarra d&#8217;água, e três cadeiras, alem da estante do cello, e, claro, o piano e respectivo banco.<br />
Abriram o concerto com o arranjo maravilhoso de Glazunov sobre o estudo Op.25 N.7 em Dó sustenido menor. Pavel mostrou seu virtuosismo, seu som enorme e sua musicalidade refinada.</p>
<p>Mesmo com o caos que estava a cidade (o Rio de Janeiro está um caos desde ontem: o trânsito vindo do Centro e indo pro Centro simplesmente não anda), atrasaram o concerto só quinze minutos. Muito embora o Theatro tenha que fechar e os artistas tenham que dormir, acho que teria sido de bom tom se tivesse atrasado trinta ou quarenta minutos. O tempo dos trajetos foi, no mínimo, dobrado.</p>
<p>Voltando ao concerto: depois do breve &#8221;aquecimento&#8221;, Pavel se sentou numa das cadeirinhas, e Maria João tocou o noturno Op.9 N.3, Si maior.</p>
<p>Uma das experiências mais emocionantes da minha vida. O controle do tempo, do rubato, da dinâmica, da agógica, dos planos sonoros, a articulação, o fraseado perfeito, tudo. Chamo atenção para o seguinte: Chopin, principalmente nos Noturnos (e nos concertos), desenvolve uma harmonia hipercomplexa, capaz de criar &#8221;climas&#8221;. Poucos são os pianistas que conseguem se valer desse artifício do compositor (alguns diriam &#8220;realizar esta intenção do compositor&#8221;) e, de fato, criar climas, tensões, que por meio de associações subconscientes inexplicáveis, se transformam em emoções, apertos no peitoe lágrimas nos olhos. A maior impressão que eu tive da Maria foi que ela é sincera. Eu não conseguia pensar em nada, a não ser no quão sincero era tudo o que aquela mulher estava nos &#8221;dizendo&#8221;, por meio de sua música.</p>
<p>Alguns acham que o intérprete deve ser o canal para a música, alguns que a música deve ser o canal para o intérprete se expressar. Sugiro aos dois grupos que se calem e escutem Maria João Pires.</p>
<p>Sem muitos rodeios, Sonata 3. Bem mais otimista que a Sonata 2, e igualmente difícil e maravilhosa, a Sonata 3 é uma das maiores obras de Chopin, em complexidade e em intensidade.  Maria João não fez firula: sentou ao piano e, simplesmente, tocou.</p>
<p>Diana Kacso narra que, ao chegar na Juilliard School, sua primeira aula foi apenas sobre as cinco primeiras notas dessa sonata. Não os primeiros cinco minutos, as primeiras cinco páginas, nem os primeiros cinco compassos. Apenas as primeiras cinco notas. Seu professor dizia que é necessário prender a atenção do ouvinte desde essas primeiras cinco notas.</p>
<p>Maria João prendeu, não só desde as primeiras cinco notas, como até o fim. Sua criatividade como intéprete é excepcional, ela deu nova forma e uma concepção fresca de uma obra tão tocada e tão estudada. O público teve um momento de descontrole, e aplaudiu ao fim do primeiro movimento.</p>
<p>Tem intérprete que gosta (tolera?) tem intérprete que não. Maria João não gostou, fez que não com a cabeça, e atacou o segundo movimento, Scherzo. Impecável, maravilhoso, límpido, cristalino.</p>
<p>O terceiro movimento, Largo, acumulou toda a tensão musical e emocional, como uma confidência, até que, enfim, chegamos ao catártico quarto movimento. O quarto movimento é uma catarse progressiva, que culmina numa coda onde os temas são resolvidos e a sonata, de Si Menor, passa a Si Maior. um &#8221;final feliz&#8221;, por assim dizer. Eu acho interessante esse otimismo: mesmo com todos os momentos difíceis, tristes, a confiança de Chopin de que no fim, tudo se resolve e que a vida termina com um sonoro acorde de si maior.</p>
<p>Aplausos, aplausos e mais aplausos. A pausa, então, mais do que merecida, e a segunda parte: Sonata pra Cello e Piano. Composta em 1845, foi a última obra do compositor publicada em vida. Não é uma obra fácil de entender, de ouvir nem de tocar. Maria João conta que estava há trinta anos querendo estudar essa sonata, e que ela e Pavel aprenderam juntos.</p>
<p>De toda a monumental obra, eu destaco o curto e singelo terceiro movimento, quase todo em pianíssimo. Mas só se sussurra aquilo que é muito importante.</p>
<p>Maria João, além de tudo, é extremamente atenciosa e simpática. Agradeceu a forma com que os brasileiros a acolheram, de coração, e contou que está esperando sair a sua nacionalidade brasileira, que para ela é muito importante. Assim, todos nós temos de nos orgulhar, afinal, Maria João Pires é brasileira, de coração e de papel.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://aguarras.com.br/author/pedro/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/28/maria-joao-pires/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Companhia do Gesto</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 12:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/' addthis:title='Companhia do Gesto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Abril de oficinas Companhia do Gesto Local: Espaço Café Cultural Rua São Clemente 409 &#8211; Botafogo Bate-papo: quinta, 27 de março, 20h30, no Foyer do Café Cultural. OFICINA Teatro Gestual com Luís Igreja - 1o módulo &#8211; de 01 a 12 de abril.Máscaras (Neutra, abstrata, psicológica e meia-máscara) 3as e 5as de 9h às 13h [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/' addthis:title='Companhia do Gesto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><strong>Abril de oficinas Companhia do Gesto</strong></p>
<p>Local: Espaço Café Cultural</p>
<p>Rua São Clemente 409 &#8211; Botafogo</p>
<p>Bate-papo: quinta, 27 de março, 20h30, no Foyer do Café Cultural.</p>
<p><a rel="nofollow" title="Abril de oficinas Companhia do Gesto" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/filipeta_virtual_oficina_abril2008.jpg"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/filipeta_virtual_oficina_abril2008.thumbnail.jpg" alt="Abril de oficinas Companhia do Gesto" /></a></p>
<p>OFICINA Teatro Gestual</p>
<p>com Luís Igreja</p>
<p>- 1o módulo &#8211; de 01 a 12 de abril.Máscaras (Neutra, abstrata, psicológica e meia-máscara)</p>
<p>3as e 5as de 9h às 13h (dias 01, 03, 08 e 10 de abril)</p>
<p>AULA SÁBADO: dia 12 de abril &#8211; de 9h às 13h</p>
<p>Carga horária 20h</p>
<p>Investimento 1o módulo: R$ 200,00</p>
<p>- 2o módulo &#8211; de 17 a 29 de abril</p>
<p>Clown</p>
<p>3as e 5as de 9h às 13h (dias 17, 22, 24 e 29 de abril)</p>
<p>AULA SÁBADO: dia 26 de abril &#8211; de 9h às 13h</p>
<p>Carga horária 20h</p>
<p>Investimento 2o módulo: R$ 200,00</p>
<p>(Inscrições 1o módulo + 2o módulo = R$ 320,00)</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>OFICINA Voz e Musicalização</p>
<p>com Isadora Medella</p>
<p>- 1o Módulo &#8211; de 02 a 14 de abril</p>
<p>A voz</p>
<p>2as. e 4as. de 9h às 13h</p>
<p>Carga horária 16h</p>
<p>Investimento: R$ 200,00</p>
<p>- 2o Módulo &#8211; de 16 a 30 de abril</p>
<p>(não haverá aula segunda, dia 21 de abril)</p>
<p>Voz e Musicalização</p>
<p>2as. e 4as. de 9h às 13h</p>
<p>Carga horária 16h</p>
<p>Investimento: R$ 200,00</p>
<p>(Inscrições 1o módulo + 2o módulo = R$ 320,00)</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>(Inscrições: 1o + 2o módulos da Oficina Teatro Gestual + 1o + 2o módulos da Oficina Voz e Musicalização = R$ 500,00)</p>
<p>Informações e inscrições: Anacris Monteiro</p>
<p>Zucca Produções</p>
<p>(21) 2556-5265</p>
<p>www. rireviver.com.br</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Zucca" href="http://www.zuccanet.com.br" target="_blank">www.zuccanet.com.br</a></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vignamaru.com.br">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/27/companhia-do-gesto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Olga Kern</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 12:18:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Taam</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/' addthis:title='Olga Kern ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Olga Kern é uma mulher encantadora, simpática e fantástica pianista. Como qualquer um, não posso deixar de mencionar que venceu o concurso Van Cliburn em 2001. O concerto Nº1 de Tchaikovsky talvez seja o concerto mais popular pra piano e orquestra, o concerto que qualquer leigo sabe um trechinho de cor. À parte disso, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/' addthis:title='Olga Kern ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><a rel="nofollow" title="Olga Kern" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Olga_Kern" target="_blank">Olga Kern</a> é uma mulher encantadora, simpática e fantástica pianista. Como qualquer um, não posso deixar de mencionar que venceu o concurso <a  rel="nofollow" title="Van Cliburn" href="http://www.cliburn.org/" target="_blank">Van Cliburn</a> em 2001.</p>
<p>O concerto Nº1 de Tchaikovsky talvez seja o concerto mais popular pra piano e orquestra, o concerto que qualquer leigo sabe um trechinho de cor. À parte disso, uma obra belíssima, profunda. Dramática e de fácil acesso e entendimento, razões pelas quais é um dos concertos mais queridos também pelo público, digamos, &#8216;iniciado&#8217;.</p>
<p>A <a  rel="nofollow" title="Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo" href="http://www.osesp.art.br/" target="_blank">OSESP</a> é uma das melhores orquestras (porque, como carioca, não estou em posição de dizer  *A* melhor) do Brasil, com um dos maiores orçamentos, uma das melhores temporadas de concertos, ecomenta-se, os melhores salários.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="John Neschling" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Neschling" target="_blank">John Neschling</a> é um dos maiores regentes brasileiros, seu currículo e seu parentesco com <a  rel="nofollow" title="Arnold Schönberg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arnold_Schoenberg" target="_blank">Schöenberg</a> falam por si só.</p>
<p>Meu ponto é: o concerto de ontem (23/03/2008) tinha TUDO pra ser, não apenas um dos melhores concertos em que já estive presente (e de fato foi), mas também um concerto perfeito. Daqueles que você sai de alma lavada, dez quilos mais leve.</p>
<p>E não foi.</p>
<p>
Vou me propor a fazer uma humilde análise ras razões pelas quais isso não aconteceu.</p>
<p>O programa foi muito bem escolhido. A <em>alvorada na Floresta Tropical</em> de Villa Lobos é uma peça descritiva, belíssima, super interessante. E, aliás, foi a melhor peça do programa, como um todo. O Tchaikovsky, como eu já disse e todos sabem, também é uma peça fantástica e belíssima, mas é uma obra grande e densa, que exige sincronia do intérprete com a orquestra e um profundo envolvimento. Aí começaram os problemas.</p>
<p>O primeiro problema, que eu apontaria logo de cara, é o seguinte: ninguém pode subir no palco, sentar no piano e simplesmente tocar uma obra tão grande, densa, complexa, etc. É necessário um &#8221;aquecimento&#8221;, não apenas físico e muscular, mas mental. O tempo do intérprete &#8221;se acostumar&#8221;, digamos assim, com a situação, a platéia, o piano, a música, consigo mesmo, enfim, com o ambiente externo e interno.</p>
<p>As razões pelas quais isso não foi feito eu desconheço. Sei que a Olga é uma pianista do mais alto calibre, uma das top concertistas internacionais e que é profundamente versada no que nós brasileiros chamaríamos de <em>mumunha</em>, <em>tarimba</em> ou <em>cancha</em> da coisa, mas os americanos (e alguns pseudos) preferem chamar de <em>know-how</em> (antes fosse <em>savoir-faire</em>, pelo menos é um estrangeirismo latino).</p>
<p>Não basta um mero aquecimento antes do concerto. A simples caminhada do camarim pro palco e a visão do Municipal quase lotado é suficiente pra esfriar os dedos e a cabeça de qualquer um.</p>
<p>Tudo bem, mas eu estava falando da pianista. Razões que justificariam o que houve. Mas não justificam. O problema não era da pianista.</p>
<p>Não considerando o show à parte da luta do spalla e do concertino contra o ventinho que tirava a partitura do lugar e os horrendos mugidos e pigarros guturais e grotescos do Neschling, devo dizer que a orquestra não estava à altura da solista.</p>
<p>Por várias vezes viu-se a pianista <em>esperando</em> a orquestra, Neschling fazendo que não era com ele, o spalla segurando a partitura com a voluta e o concertino com o arco, a orquestra um tanto quanto perdida.</p>
<p>Sinceramente não entendo qual seja a dificuldade de se arrumar um par de pregadores para as partituras e um regente que efetivamente esteja regendo algo, mas a solista merecia uma orquestra mais compenetrada, mais séria, melhor, naquele dia, naquela hora.</p>
<p>É claro que a OSESP &#8211; ou melhor, os *músicos* da OSESP &#8211; são de competência inquestionável, mas de qualquer jeito não é isso que eu estou questionando, estou questionando o momento.</p>
<p>O primeiro movimento teve grandes momentos, GRANDES momentos. Não foi constante, mas em algumas partes a Olga superou as dificuldades (hahaha, não musicais nem mecânicas, essas não são difíceis para ela) e fez música, pura, nua, desprovida de vaidades, exibicionismos e floreios, mas com uma virtuosidade e uma sinceridade fantásticas. Curiosamente isso aconteceu durante os grandes solos do piano, em que a orquestra não podia atrapalhar.</p>
<p>No segundo movimento (graças!) eles se acharam. O Neschling parou de pensar na morte da bezerra, deu um tempo nos balidos e grunhidos, o ar condicionado diminuiu a ventilação e a solista e a orquestra começaram a se entender.</p>
<p>Nesse espírito, Neschling deu o ataque súbito (nem todo mundo faz súbito, mas eu gosto dele súbito) do terceiro movimento, esse sim, absolutamente perfeito e irrepreensível.</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Olga Kern e Pedro Taam" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/dsc07239.JPG" class="thickbox no_icon"><img style="clear: both; float: left; margin-right: 8px" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/dsc07239.thumbnail.JPG" alt="Olga Kern e Pedro Taam" /></a> Ovacionada pelo Municipal de pé, Olga foi e voltou três vezes, recusou o aperto de mãos do Maravilha (o que rendeu boas gargalhadas) e falou &#8211; pasmem &#8211; algumas frases em português. Aquilo foi tão emocionante e eloqüente quanto o seu tocar em si. Eu achei um gesto de carinho, de atenção com o público. Ela dise que era a primeira vez dela no Brasil, que estava feliz e nos desejou Feliz Páscoa. Depois disso, sem rodeios, sentou e tocou um Mussorgsky/Rachmaninov enlouquecido. Ovacionada novamente, Maravilha não ia ficar quieto parado, muito menos o resto do <a  rel="nofollow" title="Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro" href="http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/" target="_blank">Theatro</a>, Olga fez um gesto com o polegar e o indicador dizendo <em>só um pouquinho</em>, e deu então, de bis, o Vôo do Besouro, de Korsakov em transcrição de Rachmaninov.</p>
<p>O Concerto acabou ali.</p>
<p>O Beethoven depois (terceira sinfonia, Heroica) foi um tanto quanto xoxo, desencontrado e sem energia. Mais uma vez as onomatopéias do Neschling e os ventos que levavam a partitura. O que houve de mais Heroico ali foi a luta do spalla e do concertino contra a partitura, todo o senso de tensão, expectativa, júbilo e redenção que esperávamos ouvir na música acabamos por assistir nessa luta épica.</p>
<p>Fico grato à Olga que, depois do concerto, no camarim, se mostrou ainda mais simpática, gentil e bem humorada que eu imaginava. Grato também por sua interpretação do concerto e dos bis, que foram, por assim dizer, de lavar a alma. Antes o concerto tivesse acabado ali e a alma tivesse ficado limpa.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://aguarras.com.br/author/pedro/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/25/olga-kern/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cybèle Varela</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 01:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/' addthis:title='Cybèle Varela ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Com o patrocínio do Ministério Italiano dos Bens e Atividades Culturais Direção Geral para os bens literários e dos institutos culturais &#8211; DGBLIC Instituto Nacional de Estudos Romanos &#8211; Onlus Academia Angélica Costantiniana CYBELE VARELA AD SIDERA, per ATHANASIUS KIRCHER Uma exposição para recordar a figura poliédrica de Athanasius Kircher, no mesmo lugar aonde há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/' addthis:title='Cybèle Varela ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/varela-matteo-ricci-500pixels.jpg" alt="Cybèle Varela" /></p>
<p>Com o patrocínio do</p>
<p>Ministério Italiano dos Bens e Atividades Culturais<br />
Direção Geral para os bens literários e dos institutos culturais &#8211; DGBLIC</p>
<p>Instituto Nacional de Estudos Romanos &#8211; Onlus</p>
<p>Academia Angélica Costantiniana</p>
<p>CYBELE VARELA</p>
<p>AD SIDERA, per ATHANASIUS KIRCHER</p>
<p><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/varela-athanasius-kircher500pixels.jpg" alt="Cybèle Varela" /></p>
<p>Uma exposição para recordar a figura poliédrica de <a rel="nofollow" title="Athanasius Kircher" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Athanasius_Kircher" target="_blank">Athanasius Kircher</a>,<br />
no mesmo lugar aonde há quatro séculos surgia o Museu do Mundo</p>
<p>8 de marzo a 10 de abril de 2008</p>
<p>Roma, &#8220;Sala Crociera&#8221; no Colégio Romano<br />
Via do Colégio Romano, 27</p>
<p>Cybèle Varela expõe em Roma, Itália, na monumental e histórica &#8220;Sala Crociera&#8221;, no Collegio Romano, fundado pelos jesuítas no século XVII.  A exposição, intitulada AD SIDERA, per Athanasius Kircher, é realizada com o patrocínio do Ministério Italiano dos Bens Literários e Atividades Culturais, do Instituto Nacional de Estudos Romanos e da Academia Angélica Costantiniana.</p>
<p><strong>A mostra </strong><br />
A exposição foi concebida e curada por Cybèle Varela com o objetivo de prestar homenagem ao celebre Padre Athanasius Kircher, de origem alemã, que fundou, naquele local, o chamado &#8220;Museu do Mundo&#8221;, museu este que se tornou uma etapa obrigatória durante a estadia daqueles que, na época baroca, visitavam a Cidade Eterna.  Considerado como o ultimo dos eruditos universais, Kircher, que falava dezesseis idiomas, dedicou-se ao estudo de, entre outros, egiptologia, geologia, medicina, musica e matemática.<br />
A mostra de Cybèle, inaugurada em 7 de março, restará aberta ao público até 10 de abril.  Nela a artista apresenta cerca de 20 trabalhos, grande parte deles criados exclusivamente para a exposição, incluindo pinturas, fotografias digitais, livros, bem como uma cópia reformulada de um obelisco criado por Kircher e dedicado a rainha Cristina, da Suécia e, logo após, ao papa Clemente IX.  Faz igualmente parte da exposição uma instalação apresentada com um fundo musical do compositor alemão Peter Pannke.</p>
<p><strong>O catalogo</strong><br />
O evento é documentado por um catálogo de 96 paginas publicado pela editora romana Gangemi. O livro reproduz os trabalhos apresentados e contém a introdução de Maurizio Fallace e de Peter-Hans Kolvenbach S.J, bem como textos dos seguintes autores: Paolo Portoghesi, Eugenio Lo Sardo, Francesco Sisinni, Alessandro Orlandi, Mauro Giancaspro, Enrico Salvatore Anselmi e Ariane Varela Braga.</p>
<p><strong>Informaçoes</strong><br />
Artista: Cybèle Varela<br />
Titolo mostra: Ad Sidera, per Athanasius Kircher<br />
Abertura: 7 de marzo de 2008<br />
Encerramento: 10 de abril de 2008<br />
Local: Sala Crociera, Collegio Romano &#8211; via del Collegio Romano, 27  &#8211; 00186 Roma &#8211; Italia<br />
website: <a  rel="nofollow" title="Cybèle Varela" href="http://www.cybelevarela.com" target="_blank">www.cybelevarela.com</a></p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/23/cybele-varela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Helena Trindade</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 18:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/' addthis:title='Helena Trindade ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Há duas maneiras de falar a respeito de arte: uma é chata, a outra pode ser atraente. Eu uso a chata: teorias, pensamentos, conceitos. Helena Trindade usa a própria arte para falar a respeito da arte &#8211; o que pode resultar em beleza ou não. A dela resulta. Na sua exposição atual no Castelinho do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/' addthis:title='Helena Trindade ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Há duas maneiras de falar a respeito de arte: uma é chata, a outra pode ser atraente.</p>
<p>Eu uso a chata: teorias, pensamentos, conceitos. Helena Trindade usa a própria arte para falar a respeito da arte &#8211; o que pode resultar em beleza ou não. A dela resulta.</p>
<p>Na sua exposição atual no <a rel="nofollow" title="Castelinho do Flamengo (RJ)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelinho_do_Flamengo" target="_blank">Castelinho do Flamengo (RJ)</a> há um eco da anterior onde o tema era Narciso e em cujo espelho cabia o fruidor, a arte e o reflexo de ambos um no outro.</p>
<p>Nesta de agora, a instalação que mais me atraiu foi a Biblioteca Negra. Em um dos quartos do centro cultural, ela fotografou, sobre paredes negras, a imagem de um livro com algumas folhas arrancadas.
</p>
<p><a  rel="trindade" title="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506b.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506b.thumbnail.jpg" alt="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" /></a></p>
<p>O livro são contos de <a  rel="nofollow" title="Edgar Allan Poe" href="http://www.poemuseum.org/" target="_blank">Edgar Allan Poe</a> e o conto ausente é o <em>A carta roubada</em>.</p>
<p>Esse conto de Poe é um dos exemplos mais claros, na literatura, do que seja um significante sem significado. Rouba-se uma carta, sabe-se quem o fez, ignora-se onde está e ignora-se, principalmente, o que está escrito nela. Não importa.</p>
<p>Significados importantes são apostos em suas páginas e isto basta para que, quem a detiver, detenha também um poder. O conto acaba com a recuperação da carta &#8211; que jamais é aberta. Seu conteúdo concreto não será conhecido jamais. Não haverá uma &#8220;verdade&#8221; a ser perenizada.</p>
<p><a  rel="trindade" title="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506c.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506c.thumbnail.jpg" alt="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" /></a></p>
<p>A obra de arte é também um significante vazio. Seu significado será aposto por quem dela frui e variará a depender da pessoa, da época e da cultura onde tal encontro se dê. O significado estará sempre incluso em uma ordem simbólica constantemente em fluxo.</p>
<p>No final do conto de Poe, a carta é encontrada no lugar mais óbvio, onde ninguém lembraria de procurá-la. Na exposição de Trindade, as páginas arrancadas estão esboçadas no corte das páginas restantes, estão, na verdade, dentro do livro, apenas um pouco depois do seu lugar esperado.</p>
<p>Ao representar em imagem o texto literário que representa um outro texto (a carta) que na verdade não representa nada de forma intrínseca e apenas está lá para receber a representação do desejo de quem passa, Trindade nos inclui em sua obra. Porque nós, de pé frente à imagem fotografada também não temos identidade fixa e sim fluida, em cuja correnteza entra, inclusive, o que estamos vendo naquele momento e que será sempre o que desejamos. E é este o nosso poder.</p>
<p>Só isso já bastaria para fazer da instalação um jogo diabólico. Mas Trindade ainda junta uma cereja neste sundae: ao entrar na sala da Biblioteca Negra há um espelho. E tudo &#8211; nós, a pintura, o texto literário, o outro texto e o próprio Poe &#8211; na figura de seu alter ego, Dupin &#8211; nos jogamos em mais esta representação da representação: a imagem no espelho.</p>
<p><a  rel="trindade" title="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506a1.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0506a1.thumbnail.jpg" alt="Helena Trindade - fotografia Roberto Lehmann" /></a></p>
<p>As outras obras seguem o mesmo caminho. Uma mistura de carbonato com cola cobre com seu branco grosso, de mingau, dicionários e paredes em camadas e camadas de &#8230; branco. Na escada, as linhas retas de um fio ecoam, em curvas que não são curvas, as curvas dos degraus. Os nomes das intalações são: Sala em branco (a das paredes e dicionários encobertos) e Conversa na escadaria (os fios esticados prendem teclas de antigas máquinas de escrever). Há também uma sala com vestígios de escrita (como quando calcamos muito o lápis, que marcará então uma página onde nada foi na verdade escrito). E há os vídeos, como o Origem da obra de arte, projetado em travesseiros translúcidos encostados um no outro. A luz da projeção os perpassa, em um eco cada vez mais fraco e modificado.</p>
<p>São bonitas, as instalações. E como estão em um ambiente para lá de trabalhado (o Castelinho do Flamengo, em seu não-estilo eclético é cheio das sancas, frisos, debruns e rococôs), a simplicidade da concepção fica ainda mais aparente.</p>
<p>A seguir um dos diálogos do conto de Poe:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;The fact is, the business is very simple indeed, and I make no doubt that we can manage it sufficiently well ourselves; but then I thought Dupin would like to hear the details of it, because it is so excessively odd.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Simple and odd,&#8221; said Dupin.</em></p>
<p><em>&#8220;Why, yes; and not exactly that, either. The fact is, we have all been a good deal puzzled because the affair is so simple, and yet baffles us altogether.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>O engraçado dessa história é que na noite anterior à minha visita à exposição, vi uma sessão de vídeos do <a  rel="nofollow" title="Bill Viola" href="http://www.billviola.com/" target="_blank">Bill Viola</a>. Em um deles, o <em>Silent Life</em>, bebês recém-nascidos são filmados em um berçário. O foco está nos olhos deles, semi-abertos, vendo a luz que, ao se refletir nos objetos, dá aos objetos forma e significado. Mas os olhinhos vêem o que vêem sem que haja, ainda, significados. Um mundo de significantes vazios.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/21/helena-trindade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Emmanuel Nassar</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 22:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/' addthis:title='Emmanuel Nassar ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Mudam-se os tempos e é preciso refazer as frases. Gombrich listava as &#8220;ocorrências do primitivo&#8221;, Freud falou de um certo mal-estar, depois chegamos à estética da gambiarra &#8211; e cada uma das expressões parte de um ponto de vista distinto para falar da mesma coisa. Eu, por mim, gosto de pensar que se trata de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/' addthis:title='Emmanuel Nassar ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Mudam-se os tempos e é preciso refazer as frases. <a rel="nofollow" title="Gombrich" href="http://www.gombrich.co.uk/" target="_blank">Gombrich</a> listava as &#8220;ocorrências do primitivo&#8221;, Freud falou de um certo mal-estar, depois chegamos à estética da gambiarra &#8211; e cada uma das expressões parte de um ponto de vista distinto para falar da mesma coisa.</p>
<p>Eu, por mim, gosto de pensar que se trata de incorporar as fragilidades, de se assumir falho. É pensando assim que eu me sinto mais perto e foi pensando assim que fui andando até a <a  rel="nofollow" title="Galeria Millan" href="http://galeriamillan.com.br/" target="_blank">Galeria Millan</a> em uma São Paulo onde ninguém anda, só dirige.</p>
<p>Longe.</p>
<p>E tão perto.
</p>
<p>
Lá dentro, <a  rel="nofollow" title="Emmanuel Nassar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_Nassar" target="_blank">Emmanuel Nassar</a> com suas madeirinhas pintadas, seus equilíbrios precários.</p>
<p><a  rel="nassar" title="Emmanuel Nassar" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0505b.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0505b.thumbnail.jpg" alt="Emmanuel Nassar" /></a> <a  rel="nassar" title="Emmanuel Nassar" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0505a.jpg" class="thickbox no_icon"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/divjorn0505a.thumbnail.jpg" alt="Emmanuel Nassar" /></a></p>
<p>A coisa é simples: uma madeira em balanço se mantém no ar graças a uns fios presos por roldanas e chumbados em um buraco &#8211; buraco mesmo, o chão furado da galeria, fundo. O balanço também se dá por um contrapeso de metal (latão) que, não por acaso, forma a letra E. Há mais uns pesos: um saco de terra, uma serra circular, pairando no ar.</p>
<p>Nem tão simples.</p>
<p>Primeiro, o primeiro.</p>
<p>(Mundo &#8211; que não chega a ser mundo, menos da metade na verdade).</p>
<p>Depois do(s) beco(s) sem saída do modernismo internacionalizado, a arte contemporânea faz uma volta às referências temporais, geográficas. Depois da aridez da geometria, uma gambiarrazinha ali outra acolá, ali sendo Estados Unidos, acolá sendo Europa. Gambiarra esta, ó coincidência, muito usada cá entre os tapuias. De súbito, eis que nos alçamos às alturas.</p>
<p>Isso todo mundo já sabe. Mas não satisfaz. A referência continua sendo o outro. Isto é, as alturas são o que o outro define como sendo alto. Sem essa comparação sincrônica, nos resta muito, nos resta uma história a ser lembrada.</p>
<p>(Segundo os gregos, é para isso que servem as artes, para que nos lembremos das histórias.)</p>
<p>Terra, buraco no chão, ferramenta, madeira pintada de cores primárias, roldanas. A engenhoca ela toda com um ar de quem vai tirar água de poço. <em>Sounds familiar</em>?</p>
<p>Essa a materialidade. Há a desmaterialização. Não só por se tratar de uma instalação, pois ela pode e foi repetida, mas pela diferença mesmo entre, digamos, um saco de terra e um ferro dobrado, entre o efêmero e o que se pretende potente. É também uma representação biográfica, além de social e histórica. Sua iconicidade é específica, de um nacional sem grandes temas, só de pequenas histórias &#8211; ou de uma pequena história &#8211; e por isso mesmo isento do perigo da tipificação retrógrada. Não é um rural com R maíusculo, não há símbolos. É uma madeira em equilíbrio, e a construção do seu equilíbrio está lá mostrada: primeiro você passa o fio por esta roldana, prende ali no buraco e mantém o saco de terra nesta altura porque o peso do latão está lá para dar o balanço. Há um vestígio da presença do artista, uma fenomenologia de quem, quando pensa em equilíbrio, pensa nesses materiais para obtê-lo por causa do lugar onde nasceu.</p>
<p>E aqui poderíamos ir também para o antônimo, os símbolos: o significado &#8220;trabalho&#8221; incluso na metáfora da serra circular, do saco de terra; o E de latão, inicial de Emmanuel, a ficar do lado de fora do ambiente. Tão fora quanto nós, convencidos que fomos de que há um centro do qual somos periféricos. A inicial simbolizando uma presença, essa presença simbolizando todas as outras. Isso se formos sérios. Se decidirmos rir, vamos para outros símbolos. Pois trata-se de um móbile. E o que Nassar põe no ar? Terra. A imprensa falou de Calder, que Nassar estaria citando Calder. É juntar a ironia à galhofa. O escultor americano fez estabilidades abstratas que se alçavam em direção ao infinito e se moviam (pouco) ao vento. Pretendeu uma sublimação da matéria. A estabilidade em Nassar é o nanossegundo de empate entre tensões contrárias e banais, cotidianas, não épicas e muito menos sublimes. Ele é assimétrico, precário e provisório. E vivo mesmo quando não venta.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vigna.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/11/emmanuel-nassar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um sete um de Ítalo Ogliari</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 14:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/' addthis:title='Um sete um de Ítalo Ogliari ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>Um-sete-um aparece no Houaiss como aquele que comete estelionato, pessoa que mente e engana outras, pessoa que conta muita vantagem, que exagera e inventa fatos. Se tirarmos a parte do estelionato, já que geralmente estelionatários têm um sucesso financeiro muito maior do que os pobres escritores brasileiros, as outras definições caem como uma luva para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/' addthis:title='Um sete um de Ítalo Ogliari ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>Um-sete-um aparece no Houaiss como aquele que comete estelionato, pessoa que mente e engana outras, pessoa que conta muita vantagem, que exagera e inventa fatos. Se tirarmos a parte do estelionato, já que geralmente estelionatários têm um sucesso financeiro muito maior do que os pobres escritores brasileiros, as outras definições caem como uma luva para os que por algum motivo insano se dedicam a contar, inventar, exagerar histórias.</p>
<p>Essa relação não passou despercebida por <a rel="nofollow" title="Ítalo Ogliari" href="http://www.italoogliari.blogspot.com/" target="_blank">Ítalo Ogliari</a>, o autor de Um Sete Um, livro narrado em primeira pessoa por um protagonista perto dos trinta anos, como o escritor. O mentiroso nato que conta a história do livro nasceu na periferia de Porto Alegre. Um dia passeando pelas ruas ele encontra seu pai que desapareceu há anos, na verdade um mendigo cheio de cachaça na Avenida Assis Brasil. O mendigo, seu interlocutor que se pararmos para pensar somos nós leitores, não se lembra de nada, por isso só lhe resta acreditar nas palavras do protagonista, com um interesse distante de quem perdeu alguns neurônios com o passar do tempo.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;E por falar em Kombi de igreja, contei pro meu pai, a mãe também entrou pra igreja uma vez, quando eu já tava um pouco mais velho. Uma universal dessas. Mas depois saiu. Ela nunca foi burra. Logo viu que os caras só queriam dinheiro. Primeiro o pastor foi lá em casa convidando ela para participar dos cultos. Disseram que não precisava dar nada se não quisesse. Só que deu quarenta dias e os caras já tavam lá em casa de novo, dizendo que ela andava carregada. Disseram que até eu tava com encosto. Pra puta-que-pariu com encosto em mim. Encosto no rabo deles&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>O livro é dividido em três partes com estrutura épica modular, o que significa que cada uma delas carrega um clímax, apesar dos pontos de trama que as costuram. A primeira conta uma parte da infância do protagonista no beco. Infância não pela idade, mas pela ingenuidade de quem ainda não se misturou com o crime. É aí que surgem os indícios de amizade, o jogo de futebol na rua, o relacionamento com a mãe. É a parte mais interessante, onde o protagonista é humano e tem maior chance de escapar das páginas do livro convencendo o leitor que é real.</p>
<p>Depois disso, com uma arma fria na mão, a história muda de rumo. Os personagens secundários são efetivamente afastados do primeiro plano e viram nomes na multidão, o olhar externo da violência sobre os guetos. Lado bom: o que é verdade ou mentira agora pouco importa, o protagonista omite fatos, rompe a linearidade da história, mata personagens e os traz de volta, porque não foi bem assim, nunca é bem assim e nem quem presencia sabe ao certo como são as coisas. O que interessa ao pai-mendigo que compartilha a cachaça vagabunda com o narrador é ouvir uma boa história que o tire da mesmice do banco da praça.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Sempre achei que a escola não devia ensinar certas coisas pro pessoal lá do beco. Onde ficava o coração, por exemplo. Sempre achei que o coração fosse do lado direito. Mas não era&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>Então, a arma. Um tiro heróico e a vida no centro de reabilitação de menores. Todo centro desses que se preze tem o pessoal gente boa, o pessoal durão e aquele que se aproveita dos mais novos. Lado ruim: passa o tempo, protagonista livre e o beco ganha ares de favela carioca e essa é a parte entediante. Não pelo andar da história, que se agita com mortes, chacina, tiroteio, drogas, dinheiro de bandido ajudando a comunidade, mas pelo uso desses elementos que não encontram mais espaço na cultura brasileira para respirar com originalidade. A história é a mesma, não muda. Mais cedo ou mais tarde alguém tenta justificar o tiro, inventar razões para o dedo no gatilho em um resquício de humanidade às avessas e se afasta do instinto primitivo que é a roldana principal dessa engenhoca social. Para o olhar distante, o único destino cabível é a morte. Com o tráfico em cena, seja em livros, teatro, HQ ou cinema, quem se dá bem no final é o grande traficante e só.</p>
<p>Por sorte, esse agito também é fechado em si e dura pouco, o suficiente para eliminar os deuteragonistas de uma vez, reforçando o instinto de sobrevivência do protagonista narrador.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Na verdade, quinhentos era tudo o que eu precisava. Quinhentinhos tava na medida. Eu tinha pedido mil porque é assim que as coisas funcionam. Quer tanto, pede o dobro. Quem não chora não leva&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>E aí a história volta a ser interessante.</p>
<p>A arma continua na mão, mais personagem do que todos. O protagonista fadado a se dar mal na vida precisa arrumar outro jeito de sobreviver e ganhar dinheiro, um jeito mais honesto, digamos assim. Ao mesmo tempo, precisa arrumar um final para a história que conta ao seu pai e para os próprios fantasmas. E é aí que a falsificação de roupas entre em cena, vestida com toda a atualidade do tema, um toque de humor, violência e muito palavrão que ninguém é de ferro. Isso, é claro, até o próximo ciclo, enquanto não vem o tiro derradeiro.</p>
<p>Com tanta adrenalina, altos e baixos, resta ao autor perguntar como quem não quer nada, lá na última linha: dá pra acreditar?</p>
<p>Ítalo Ogliari é graduado em Letras pela ULBRA, Mestre e doutorando em Teoria da Literatura pela PUC-RS. Já publicou dois livros de contos: A mulher que comia dedos e Ana Maria não tinha braço.  Um sete Um, 110 páginas, é seu primeiro romance e saiu pela Coleção Rocinante da <a  rel="nofollow" title="7 Letras" href="http://www.7letras.com.br/" target="_blank">editora 7 Letras</a>.</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.ericnovello.com.br/">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/05/um-sete-um-de-italo-ogliari/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Eterno Feminino</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/</link>
		<comments>http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 13:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/' addthis:title='O Eterno Feminino ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>O Eterno Feminino exposição fotográfica 10 de março a 3 de maio de 2008 Segunda a sexta, de 9 às 13h / 14 às 18h Sábados de 9 às 13h Galeria Fotoativa Praça das Mercês, 19 Comércio Belém Pará &#169; - visite o site do Aguarr&#225;s para mais conte&#250;do!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/' addthis:title='O Eterno Feminino ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/themes/web4/images/maguarras12.jpg" width="50" height="71" alt="" title="edicao_0012" /><br/><p>O Eterno Feminino<br />
<em>exposição fotográfica</em></p>
<p><a rel="nofollow"  title="O Eterno Feminino" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/expo_o_eterno_feminino.jpg"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/03/expo_o_eterno_feminino.thumbnail.jpg" alt="O Eterno Feminino" /></a></p>
<p>10 de março a 3 de maio de 2008</p>
<p>Segunda a sexta, de 9 às 13h / 14 às 18h<br />
Sábados de 9 às 13h</p>
<p><a  rel="nofollow" title="Associação Fotoativa" href="http://www.fotoativa.blogger.com.br/" target="_blank">Galeria Fotoativa</a><br />
Praça das Mercês, 19<br />
Comércio<br />
Belém<br />
Pará</p>
<p><center>&copy;  - visite o site do <a  rel="nofollow" href="http://www.vignamaru.com.br">Aguarr&aacute;s</a> para mais conte&uacute;do!</center></p>      ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://aguarras.com.br/2008/03/04/o-eterno-feminino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

