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	<title>Aguarras &#187; arte-educação</title>
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		<title>III Encontro Regional de Arte Educadores de São Paulo</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2011/09/14/iii-encontro-regional-de-arte-educadores-de-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 18:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0033]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento gratuito. Transmissão ao vivo, online. Inscrições e informções: proaaesp@gmail.com Local: Espaço Cultural Profº Luiz Rogério Scaglione &#8211; FPA End: R. Brigadeiro Luiz Antônio 1200. São Paulo Dia: 17 de Setembro de 2011 Horário: 9hs às 12hs. Título: Arte Educação em São Paulo: ontem, hoje e sempre. Participações confirmadas: Profª Drª Maria Christina de Lima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CONVITE-AESP-3.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-11087" title="III Encontro Regional de Arte Educadores de São Paulo" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CONVITE-AESP-3-300x212.gif" alt="III Encontro Regional de Arte Educadores de São Paulo" width="300" height="212" /></a></p>
<p>Evento gratuito.</p>
<p><a title="ao vivo: III Encontro Regional de Arte Educadores de São Paulo" href="http://www.ustream.tv/faculdade-paulista-de-artes" target="_blank">Transmissão ao vivo, online</a>.</p>
<p>Inscrições e informções: <a title="proaaesp@gmail.com " href="mailto:proaaesp@gmail.com " target="_blank">proaaesp@gmail.com </a></p>
<p>Local: Espaço Cultural Profº Luiz Rogério Scaglione &#8211; FPA<br />
End: R. Brigadeiro Luiz Antônio 1200. São Paulo<br />
Dia: 17 de Setembro de 2011<br />
Horário: 9hs às 12hs.<br />
Título: <strong>Arte Educação em São Paulo: ontem, hoje e sempre</strong>.</p>
<p>Participações confirmadas:</p>
<ul>
<li>Profª Drª Maria Christina de Lima Souza Rizzi &#8211; PROAAESP</li>
<li>Profº Acacio Arouche &#8211; PROAAESP</li>
<li>Profª Drª Rejane Coutinho &#8211; FAEB</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>FESPSP &#8211; Capacitação técnica do Mediador Cultural como desenvolver ações e captar recursos</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2011/07/12/fespsp-capacitacao-tecnica-do-mediador-cultural-como-desenvolver-acoes-e-captar-recursos/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 12:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aguarrás, editoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0032]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[Matrículas Abertas! Informações Gerais. Modalidade: Capacitação. Carga Horária: 48 horas. Início: 03 de setembro de 2011. Término: 26 de novembro de 2011. Duração: 12 semanas. Dia da Semana: Sábado. Horário: 9h00 às 13h00. Vagas: 40. Unidade: CMJ. VERSÃO PARA IMPRESSÃO Apresentação A sociedade brasileira contemporânea demonstra crescimento econômico nos últimos anos, apresentado, por exemplo, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.fespsp.org.br/extensao/fespextensao/Pages/Inscricao.aspx">Matrículas Abertas</a>!</strong><br />
<strong><br />
</strong><br />
<strong>Informações Gerais.</strong><br />
Modalidade: Capacitação.<br />
Carga Horária: 48 horas.<br />
Início: 03 de setembro de 2011.<br />
Término: 26 de novembro de 2011.<br />
Duração: 12 semanas.<br />
Dia da Semana: Sábado.<br />
Horário: 9h00 às 13h00.<br />
Vagas: 40.<br />
Unidade: CMJ.</p>
<p><a href="http://www.fespsp.org.br/extensao/interno_cursos/artc_bibci_mediadorcultural.pdf">VERSÃO PARA IMPRESSÃO</a><br />
<strong><br />
</strong><br />
<strong>Apresentação</strong><br />
A sociedade brasileira contemporânea demonstra crescimento econômico nos últimos anos, apresentado, por exemplo, no dinamismo entre as classes sociais, no investimento crescente das empresas para a qualificação da mão de obra, e na consciência política da importância da educação para o fortalecimento deste movimento. Há uma agitação e integração entre os diferentes setores da sociedade na busca por uma sociedade inclusiva, afirmativa e produtiva. No contexto de uma sociedade global e altamente informatizada essas questões se tornam mais complexas, fragilizando um país caso ele não as encare como problemas políticos e urgentes.</p>
<p>Portanto, nesse cenário, um dos caminhos para a sustentação de um país, passa pela educação, informação e cultura. Caminho este já assumido pelas grandes potências econômicas. Como fortalecer um povo? Para que fortalecer? Qual a importância da cultura no desenvolvimento econômico? Cabe a responsabilidade de educar e informar somente nos espaços e aos profissionais oficiais da educação?  É certo que não, pois inúmeras experiências são desenvolvidas com resultados positivos há muitas décadas. Então como fazer? Por onde iniciar? Para que iniciar um projeto que integra educação, informação, cidadania, arte? Como buscar parceiros? Como administrar financeiramente este trabalho?</p>
<p><strong>Objetivos</strong><br />
O curso tem por objetivo apresentar uma estrutura conceitual e técnica que permite ao cursista planejar e iniciar ações culturais com diferentes grupos sociais e culturais, atendendo suas necessidades e avanços específicos; dialogar com equipes multidisciplinares, acompanhar e avaliar os resultados obtidos. Afirma a importância do trabalho do mediador cultural para o crescimento econômico do país e a solidificação da base democrática. Ao tratar de cultura, o curso desenvolve-se permeando as áreas da arte educação, comunicação, ciências da informação, política, sociologia, educação e administração; ao pensar a prática, entende como ação transformadora que pede atitude inventiva e reflexiva.</p>
<p>Assim, no presente curso, busca-se oferecer conceitos, cases, estruturas de projetos e espaços de criação que atendem às essas perguntas, com o objetivo de preparar mais pessoas para entrarem nesse movimento de melhoria econômica e de busca de maior participação política e artística. Nesse sentido, são objetivos específicos:</p>
<ul>
<li>preparar o profissional para desenvolver projetos de ação cultural;</li>
<li>apresentar conceitos básicos que permitam interpretar diferentes realidades sociais e culturais;</li>
<li>apresentar e analisar experiências com ação cultural;</li>
<li>propor estruturas de ação para viabilizar projetos de ação cultural;</li>
<li>criar projetos de ação cultural.</li>
</ul>
<p><strong>Público Alvo</strong><br />
Profissionais do terceiro setor e de qualquer área de atuação; estudantes com graduação concluída ou em curso de qualquer área do saber, bem como para interessados em atuar com comunidades, nas áreas da cultura, informação, educação, arte e política.</p>
<p><strong>Investimento</strong><br />
Valor do Curso: R$ 650,00</p>
<p><strong>Parcelamento</strong><br />
1ª parcela de R$ 217,00 no ato da matrícula<br />
2ª parcela de R$ 217,00 para 30 dias<br />
3ª parcela de R$ 217,00 para 60 dias<br />
<strong><br />
</strong><br />
<strong>IMPORTANTE</strong><br />
Alunos regularmente matriculados em cursos de graduação e pós-graduação da FESPSP têm 40% de desconto nos cursos do programa de extensão.</p>
<p>Instituições conveniadas e ex-alunos da FESPSP têm 15% de desconto no valor total do curso.</p>
<p>Por motivações logísticas a FESPSP reserva-se ao direito de mudar a data de início, cronogramas e docentes dos cursos; ou não abrir turmas caso não haja quórum mínimo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Curso de Extensão: Filmes para Ver e Aprender &#8211; JUNDIAÍ/SP</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 12:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aguarrás, editoria</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0032]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>
		<category><![CDATA[cine-vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivos: 1- Difundir e incentivar a prática de uso de recursos audiovisuais, em especial filmes, como ferramentas didático-pedagógicas. 2- Conscientizar sobre o papel do gestor de pessoas em qualquer área de conhecimento, em especial salas de aula. 3- Compartilhar experiências e saberes das pessoas interessadas em cursar o programa em relação ao uso de audiovisuais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Objetivos: </strong></p>
<p>1- Difundir e incentivar a prática de uso de recursos audiovisuais, em especial filmes, como ferramentas didático-pedagógicas.<br />
2- Conscientizar sobre o papel do gestor de pessoas em qualquer área de conhecimento, em especial salas de aula.<br />
3- Compartilhar experiências e saberes das pessoas interessadas em cursar o programa em relação ao uso de audiovisuais como recurso didático-pedagógico.<br />
4- Possibilitar a emergência de competências, capacidade de reflexão e conversação, de análise crítica e desenvolvimento da sensibilidade no trato com pessoas.</p>
<p><strong>Público-Alvo: </strong></p>
<p>Professores e alunos de cursos de Licenciaturas em geral, Arte, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Administração, Ciências Contábeis, Gestão (em suas diversas modalidades), Logística, Direito, Engenharias, Cursos das áreas de Saúde e demais interessados em trabalhar com/em grupos.</p>
<p><strong>Docente: </strong></p>
<p>Prof. Ms. Jurema Luzia de Freitas Sampaio-Ralha</p>
<p><strong>Carga Horária: </strong><br />
20 horas</p>
<p><strong>Aulas:</strong><br />
06, 13, 20 e 27 de agosto<br />
03 de setembro</p>
<p><strong>Horário: </strong><br />
8h30min. às 12h30min.</p>
<p><strong>Investimento:</strong><br />
R$ 79,00</p>
<p><strong>Local:</strong><br />
Anfiteatro UNIANCHIETA</p>
<p><strong>Informações:</strong><br />
(11) 4527-3444 Ramal: 3507<br />
E-mail: <a href="mailto:extensao@anchieta.br">extensao@anchieta.br</a><br />
<a href="http://www.anchieta.br/Curso_Extensao_2011/cursos/pub_filmes.asp">http://www.anchieta.br/Curso_Extensao_2011/cursos/pub_filmes.asp</a></p>
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		<item>
		<title>Sobre a escrita acadêmica</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2010/05/01/sobre-a-escrita-academica/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 12:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kelly Bianca Clifford Valença</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0025]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o início da minha trajetória universitária e, por extensão, docente, me incomodavam as regras de escrita institucionalizadas como modelo no âmbito em questão. Como se não bastasse a recomendação de ser ‘impessoal’ ao escrever, isto é, de não se colocar no texto, uma série de outros parâmetros legitimados como verdades tem cerceado esse processo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o início da minha trajetória universitária e, por extensão, docente, me incomodavam as regras de escrita institucionalizadas como modelo no âmbito em questão. Como se não bastasse a recomendação de ser ‘impessoal’ ao escrever, isto é, de não se colocar no texto, uma série de outros parâmetros legitimados como verdades tem cerceado esse processo. Com efeito,</p>
<p style="padding-left: 330px; text-align: justify;">(&#8230;) Não faz muito tempo, em algumas universidades tradicionalistas, ainda não era permitido pesquisar sobre autores que estivessem vivos. Isso resultava num grande incentivo para enfiar uma faca entre as costelas de alguém numa noite de neblina, ou um notável teste de paciência se seu romancista predileto tivesse uma saúde de ferro e apenas 34 anos de idade. Você certamente não poderia pesquisar qualquer coisa que visse a sua volta todos os dias, pois, por definição, isso não merecia ser estudado (&#8230;) (EAGLETON, 2005, p. 17).</p>
<p>Se tomarmos como premissa o fato de que toda criação baseia-se em algo que já vimos, ouvimos ou sentimos, isto é, percebemos e/ou vivenciamos, nada, em verdade, é 100% criado no sentido de originalidade que o termo denota. Neste contexto, concebo o ato de escrever como um ato criativo. Logo, minha escrita nada mais é do que um reflexo dos meus repertórios. Me inquieta portanto, as investidas de normatização de relatos acadêmicos. Considero um anacronismo extremo, por exemplo, o fato da academia ‘exigir’ um ‘time’ completo de autores para validar idéias que, muitas vezes, ainda não estão escritas em lugar algum. Quando aluna já me indagava: <em>por que para legitimar o que quero dizer preciso dizer que alguém já disse?</em> Além de não poder escrever em primeira pessoa – o que acarretava um sentimento de baixa auto-estima em relação ao que eu tinha a dizer – eu ainda precisava citar 1000 autores que fortificassem cada idéia do texto proposto. Como odiava as fundamentações teóricas no meu tempo de aluna! Desesperava-me a idéia de perceber que minha pretensão de discurso ainda não tinha sido defendida por ninguém (sim, de preferência morto e importante)&#8230; Sem dúvidas um estímulo à desistência, muito embora, em mesma proporção, um convite à resistência!</p>
<p>Hoje, contudo, escrevo tais coisas de tal forma e a comunidade acadêmica silencia&#8230; Não há crítica e nem tão pouco barreiras para dizer o que bem entendo, da forma que achar conveniente. Outrossim, é deste modo – em primeira pessoa, com opiniões próprias e citações de autores vivos em sua maioria – que tenho enviado os meus últimos artigos para revistas e congressos nacionais. Por que eles são aceitos??? Por que sou Mestre e professora universitária? É por isto que posso escrever o que quero e da maneira que julgo conveniente? Bom, me parece haver aqui um problema de relações de poder&#8230;</p>
<p>Penso que nossos relatos merecem autonomia. Reconheço a importância da pesquisa no que tange a outros autores, perspectivas e descobertas. Ao mesmo tempo, percebo a urgência que a nossa contemporaneidade traz consigo em relação ao desenvolvimento do senso crítico e autonomia de idéias. Sendo assim, concebo a escrita em primeira pessoa como uma expressão de comprometimento de quem narra para com  o seu discurso. Defendo tal exercício e almejo sobremaneira deparar-me com outros escritos dessa natureza, isto é, pessoal. Não se trata de um ataque à tradição, mas, da possibilidade de  entrecruzamento entre o que representa como o que é representado – através da escrita – numa relação de igualdade de voz, vez e por conseguinte, importância.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Referência bibliográfica</strong><br />
EAGLETON, Terry. Depois da Teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo. <em>In</em>: <strong>A política da amnésia</strong>. Tradução: Maria Lúcia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2005. pp. 13-39.</span></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="padding-left: 330px;"><em>Nota da editora: os colaboradores do Aguarrás são selecionados por inúmeros critérios e muitos deles sequer possuem o terceiro grau completo. Acreditamos que, muitas vezes, anos e anos de palco e bom humor associados à boa escrita, por exemplo, nos valem mais do que um doutorado em teatro. De uma forma ou de outra, seja no âmbito acadêmico ou em suas experiências de vida, os colaboradores do Aguarrás são selecionados com muita cautela e, a partir deste momento, suas opiniões são sempre respeitadas. Preferimos relatos na primeira pessoa que somem experiências pessoais, vividas, com conhecimento do assunto em pauta.</em> <em>Ao contrário do que relata o artigo da professora Kelly, nós estimulamos os depoimentos na primeira pessoa.</em></p>
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		</item>
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		<title>encontro Pró-AAESP (nota)</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2009/12/01/encontro-pro-aaesp-nota/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 11:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nota</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0022]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>
		<category><![CDATA[outros registros]]></category>

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		<description><![CDATA[O Grupo Pró-AAESP, para reconstrução da Associação de Arte-Educadores do Estado de São Paulo, promove um encontro neste sábado, dia 5 de dezembro das 14h às 17h no Auditório Lupe Cotrim, da ECA, com transmissão por IPTV o que permite participação via internet. Envio-lhes o convite virtual para participação e divulgação entre os alunos, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Pró-AAESP, para reconstrução da Associação de Arte-Educadores do Estado de São Paulo, promove um encontro neste sábado, dia 5 de dezembro das 14h às 17h no Auditório Lupe Cotrim, da <a title="ECA" href="http://www.eca.usp.br/" target="_blank">ECA</a>, com transmissão por IPTV o que permite participação via internet.</p>
<p>Envio-lhes o convite virtual para participação e divulgação entre os alunos, os colegas, enfim todos que possam se beneficiar e colaborar.</p>
<p>Tema: <em>Polivalência, Interdisciplinaridade e Interterritorialidade no Ensino da Arte</em>.</p>
<p>INFORMAÇÕES E CONTATO: <a title="www.proaaesp.wordpress.com" href="http://www.proaaesp.wordpress.com" target="_blank">www.proaaesp.wordpress.com</a></p>
<p>endereço: <a title="www.iptv.usp.br" href="http://www.iptv.usp.br" target="_blank">www.iptv.usp.br</a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>clicar 1: transmissões</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>clicar 2 : ao vivo</em></p>
<p>Para participar com questões: enviar mensagem para: <a title="proaaesp@hotmail.com" href="mailto:proaaesp@hotmail.com" target="_blank">proaaesp@hotmail.com</a></p>
<p>ECA: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária – CEP 05508-020 – São Paulo – SP</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é um Projeto Pedagógico em Artes Visuais?</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2009/08/24/o-que-e-um-projeto-pedagogico-em-artes-visuais/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 11:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0020]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com as diretrizes curriculares para os cursos de artes visuais, uma das competências que se espera do aluno licenciado nestes cursos é a de ser capaz de desenvolver Projetos Pedagógicos em Artes Visuais. Ou seja, o aluno deve estar apto a desenvolver propostas para projetos pedagógicos de cursos e conteúdos curriculares contemplando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com as diretrizes curriculares para os cursos de artes visuais, uma das competências que se espera do aluno licenciado nestes cursos é a de ser capaz de desenvolver <strong>Projetos Pedagógicos em Artes Visuais</strong>. Ou seja, o aluno deve estar apto a desenvolver propostas para projetos pedagógicos de cursos e conteúdos curriculares contemplando as especificidades da área de artes visuais (área em que ele é formado), nos moldes do que é apresentado como necessidades mínimas nas diretrizes para sua própria formação.</p>
</p>
<p>Há diversas formas de se desenvolver Projetos Pedagógicos nas diversas áreas de conhecimento. As Diretrizes Curriculares de Artes Visuais, sistematizadas pela Comissão de Especialistas de Ensino de Artes Visuais da SESu/MEC são, em linhas gerais, as orientações para o desenvolvimento de projetos pedagógicos consistentes e coerentes com a própria formação do profissional de artes visuais, procurando atender uma visão de formação contemplando as especificidades da área. Assim, o planejamento de um curso ou unidade de conteúdo, em Artes Visuais, é um arranjo de ações/atitudes/proposições para atender a uma proposição mínima de formação que, com suas peculiaridades, seu currículo pleno e sua operacionalização, abranjam os elementos estruturais e possa ajudar a construir um percurso.</p>
<p><strong>I – Objetivos.</strong></p>
<p>Nas diretrizes curriculares de artes visuais é chamado de “<em>Objetivos gerais do curso, contextualizados em relação às suas inserções: institucional, política, geográfica e social</em>”.</p>
<p>Em linhas gerais, uma proposta consistente de projeto pedagógico parte que uma questão clara: o que se pretende ter sido alcançado ao fim do curso (unidade)? Tendo claro de onde se partiu no início do processo, onde, ao fim do percurso, terá o aluno chegado, em termos de resultados?</p>
<p>Já os objetivos específicos são mais detalhados, mais delimitados quanto que se pretende ou que se espera que tenha se modificado, no aluno, após ter percorrido este percurso proposto. Ou seja: O que será alterado, no aluno, após terminar este curso planejado?</p>
<p><strong>II &#8211; Justificativa. </strong></p>
<p>A justificativa é, necessariamente, uma contextualização dos motivos que &#8220;explicam&#8221; a necessidade de se desenvolver uma proposta de projeto pedagógico daquela forma que está sendo feita. Diferente dos objetivos, que são o &#8220;aonde&#8221; se quer chegar, na justificativa deve estar claro o &#8220;por que&#8221; é importante chegar neste &#8220;lugar&#8221;. O que explica que seja necessário desenvolver esta proposta?</p>
<p>Nela se encaixam, também, o que, nas diretrizes, é chamado de “<em>condições objetivas de oferta e a vocação do curso”</em> e o contexto de apresentação da proposta do projeto que pode, também, ser um item em separado, ai chamado de “introdução” ou “contextualização”. Uma justificativa bem escrita já é, em si, a introdução de um trabalho de projeto pedagógico, porém a separação dos itens pode ser necessária para um maior entendimento de algumas propostas.</p>
<p>Justificativas consistentes têm bases teóricas que dão suporte à argumentação utilizada para defesa de uma proposta de projeto pedagógico. Nada, numa proposta pedagógica séria, é “porque sim”. A presença, ou não, de uma visão, idéia, teoria, método etc. deve estar diretamente relacionada e embasada em argumentações consistentes, apoiadas por teoria adequada que valide a proposição.</p>
<p><strong>III – Cronograma.</strong></p>
<p>Nas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Artes Visuais, vemos um item que se chama “Cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso”. Este item, que também poderia ser chamado de “cronograma”, mais do que um calendário, com datas inflexíveis, o cronograma detalha justamente essas informações. Carga horária das atividades, descrição do modo como serão desenvolvidas, seqüenciamento das etapas/conteúdos, se são, ou não, pré-requisitos para etapas seguintes e se é necessário haver, ou não, conhecimentos anteriores para seu desenvolvimento.</p>
<p>Em muitas propostas há, por exemplo, a necessidade de haver conhecimentos específicos anteriores. Por exemplo, se é a elaboração de uma proposta a ser desenvolvida em ensino médio, é necessário haver, previamente presentes, os conhecimentos do ensino fundamental. Pode ser interessante proporcionar um nivelamento de conhecimentos mínimos essenciais para o desenvolvimento da proposta que está sendo elaborada. Enfim, cronograma é o detalhamento mesmo, da previsão do processo. Pode (E deve!) ser flexível e trabalhar com valores percentuais e não absolutos, porém deve ser claro o suficiente para servir base para o estabelecimento dos critérios de avaliação, a serem desenvolvidos como auxiliares do processo pedagógico.</p>
<p><strong>IV – Metodologia.</strong></p>
<p>Neste campo deve ser descrita, detalhada e embasadamente, a forma como se pretendem trabalhar os conteúdos, dentro deste projeto pedagógico, a fim de atender os objetivos, reflexos da justificativa. Ou seja, a metodologia é a forma escolhida para processarem-se as ações que vão levar ao atendimento do que se espera ser atingido ao fim do processo.</p>
<p>A escolha do método de trabalho a ser utilizado é importante, nos projetos pedagógicos, no sentido de que é pela aplicação correta do método que se alcançam os objetivos. Há uma série de métodos possíveis, a serem usados como base de trabalho em propostas pedagógicas consistentes, é importante refletir, antecipadamente, sobre o(s) mais adequado(s) ao que está sendo proposto pelo projeto pedagógico que está sendo desenvolvido.</p>
<p>Algumas metodologias privilegiam um determinado aspecto. Em outras, outro, ou outros aspecto(s) é o mais evidenciado. Por isso, antes de escolher uma metodologia, é necessário conhecer, e bem, as possibilidades, objetivos, bases teóricas e, principalmente, características de pontos, fortes e/ou fracos, das propostas existentes e conhecidas.</p>
<p>A presença da interdisciplinaridade nas propostas pedagógicas atuais tem sido notada como uma constante. O mesmo se repete nas diretrizes curriculares de artes visuais. Uma proposta de projeto pedagógico pode não ser feita com esta visão, e mesmo pode não pretender contemplar a interdisciplinaridade, porém as propostas em consonância com as diretrizes curriculares que, como já dito, orientam os projetos pedagógicos dos cursos de formação em artes visuais, têm se mostrado mais coerentes e efetivas no atendimento das necessidades contemporâneas de processos educativos mais efetivamente consistentes.</p>
<p>Trabalhar com interdisciplinaridade é bem mais amplo que “<em>trabalhar com várias disciplinas</em>” e entende que a mesma só se processa de houver, além do trabalho, uma real interação entre as áreas de conhecimento, no sentido de atendimento dos objetivos. Nas diretrizes Curriculares o item “<strong>Formas de realização da interdisciplinaridade</strong>” pede que sejam esclarecidas as proposições para que a interdisciplinaridade possa efetivamente ser contemplada.<strong> </strong></p>
<p><strong>V &#8211; Modos de integração entre teoria e prática.</strong></p>
<p>Os projetos pedagógicos bem desenvolvidos devem apresentar bem definidas as separações e especificidades dos aspectos teóricos e práticos de um curso ou unidade de conhecimento, que esteja sendo tratado na proposta, assim como as formas de proporcionar a integração de ambas as áreas garantindo o atendimento dos objetivos da proposta.</p>
<p>Não é necessário haver, num projeto pedagógico, um item específico para este fim, se a proposta de trabalho contemplar uma temática em uma das áreas somente, mas é interessante, mesmo nestas ocasiões, ter ciência da necessária integração entre teoria e prática, mesmo que esta seja esperada como conseqüência do aprendizado.</p>
<p>Por exemplo, um curso/proposta de aprendizagem de uma técnica em especial, como uma técnica de pintura, pode não proporcionar, naquele momento, a integração com a teoria da pintura, mas é certo que deve refletir, como proposta, uma base teórica que sustenta o aprendizado e prática daquela técnica. O mesmo em sentido contrário. Uma teoria aprendida deve, em essência, proporcionar reflexos na prática á partir deste aprendizado.</p>
<p><strong>VI – Avaliação.</strong></p>
<p>As “<em>Formas de avaliação do ensino e da aprendizagem</em>”, faladas nas diretrizes curriculares é o item que costumamos chamar, de forma mais simplificada, de avaliação.</p>
<p>A avaliação, com seus critérios que devem ser bem claros, é o que permite, ao fim da aplicação do projeto pedagógico, dimensionar se os objetivos foram, ou não, atendidos ao longo da proposta. Apresentadas num projeto pedagógico, as formas de avaliação são variáveis e tantas quantas forem possíveis de acordo com os objetivos.</p>
<p>No entanto avaliação não é, nem deve ser “prêmio” ou “punição”. Cumprir uma etapa de uma proposta só deve merecer atribuição de valores se isto o cumprimento da etapa for condição para atendimento dos objetivos traçados originalmente.</p>
<p>Avaliar tem sido ao longo do tempo uma das principais dificuldades dos profissionais de educação. De arte/educação inclusive. Tanto que existem vários e vários volumes escritos sobre o tema. Independente do tipo que seja escolhido para avaliar uma proposta é importante ter em mente que a clareza de critérios de avaliação é fator preponderante de sucesso de uma proposta pedagógica. Qualquer uma. Para avaliar é preciso saber o que avaliar!</p>
<p><strong>VII – Bibliografia</strong></p>
<p>A bibliografia é uma listagem dos documentos utilizados como referência na construção da proposta de projeto pedagógico. É pela bibliografia selecionada que se constroem as bases de sustentação teórica com que a proposta dialoga para efetiva construção de conhecimento depois de realizado o percurso.</p>
<p>Há normas para a citação bibliográfica para os diversos tipos de materiais que podem ser vir de base de uma proposta. Livros, revistas, sites, discos e demais suportes e dispositivos multimídia, enfim, qualquer material utilizado como referenciação em uma proposta deve ser listado na bibliografia na forma como regulamente a ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas.</p>
<p><strong>VIII – Esquema simplificado</strong></p>
<p>Cada uma das áreas de um projeto pedagógico deve, em essência, atender e responder a uma questão específica:</p>
<ol>
<li>&#8220;onde estou?&#8221; – introdução.</li>
<li>&#8220;onde quero chegar?&#8221; – objetivos.</li>
<li>&#8220;por que fazer?&#8221; – justificativa.</li>
<li>&#8220;o quê fazer?&#8221; – cronograma.</li>
<li>&#8220;como fazer?&#8221; – metodologia.</li>
<li>“deu certo?” – avaliação.</li>
<li>“quem me ajuda?” &#8211; bibliografia </li>
</ol>
<p>Um bom projeto pedagógico elabora e procura responder a estas perguntas como forma de roteiro ao percurso a ser percorrido na aplicação do projeto.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>alguns usos pedagógicos da internet</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2009/05/18/alguns-usos-pedagogicos-da-internet/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 18:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0019]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[As invenções do homem, grandes ou pequenas, sempre nascem de um desejo ou de uma necessidade. Não é diferente com a informática e tudo que gira em torno dela. Santos-Dumont inventou o avião porque acreditava que se as pessoas pudessem viajar e conhecer outras culturas com mais facilidade, veriam que não somos tão diferentes assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As invenções do homem, grandes ou pequenas, sempre nascem de um desejo ou de uma necessidade. Não é diferente com a informática e tudo que gira em torno dela.</p>
<p>Santos-Dumont inventou o avião porque acreditava que se as pessoas pudessem viajar e conhecer outras culturas com mais facilidade, veriam que não somos tão diferentes assim e não haveria mais guerras.</p>
</p>
<p>A internet foi inventada por um comodismo, para facilitar a transferência de arquivos entre dois pontos. Curiosamente, é exatamente esta característica que as grandes corporações lutam para combater.</p>
<p>A web não tem um berço nobre como o avião mas teve uma boa criação e tem um bom coração. É esta quebra de fronteiras, tão sonhada por Santos-Dumont, que torna a web este local tão atraente para muitos.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><em>Imagine there&#8217;s no countries <br />
 It isn&#8217;t hard to do <br />
 Nothing to kill or die for <br />
 And no religion too <br />
 Imagine all the people <br />
 Living life in peace <br />
 </em><sup>John Lennon<br />
 Imagine (trecho).</sup></p>
<p>A web retira automaticamente o pré judice, onde a cor da pele, a marca da roupa, a localização geográfica e às vezes até mesmo o idioma não importam mais. Isso faz da web o ambiente mais humano que nós já conseguimos criar.</p>
<p>Não é a tecnologia, é este aspecto humano que tanto fascina os seus alunos.</p>
<p>Qualquer ferramenta online tem relacionamento como pedra fundamental. O email serve para uma comunicação pessoal. Os sites, mesmo os de empresa, expõem opiniões e sonhos da mesma forma que as meninas de nosso tempo faziam em diários. Os blogs se diferenciam justamente pela possibilidade de interação com o visitante. As ferramentas de relacionamento, como o Orkut ou o Twitter se colocam, obviamente, como um instrumental relevante.</p>
<p>Não há possibilidade de compreensão da web e seus ambientes sem colocar o ser humano no centro. A web é antropocêntrica por natureza.</p>
<p>A web é rica e heterogênea, portanto. Nada é feito por humanos sem ser um reflexo de nós mesmos. Nossas criações são imagem e semelhança de nós mesmos.</p>
<p>É comum ouvirmos &#8220;na web encontra-se de tudo&#8221;. Sim, na humanidade também.</p>
<p>O ser humano constrói máquinas incríveis e depois precisa domá-las. Não sei se alguém aqui já tentou, mas dirigir um trator é dificílimo e tem poucos controles a mais que um carro comum. É natural que quanto mais variáveis, mais difícil é o aprendizado da tecnologia/máquina.</p>
<p>Vocês passaram a vida estudando as suas matérias. São especialistas e professores de áreas muito mais complexas do que a internet. As ferramentas online são mais fáceis e intuitivas do que coisas estranhas como oração subordinada ou física quântica.</p>
<p>Nós somos mais inteligentes do que a máquina.<em> </em></p>
<p>Acredito que todos os leitores, mesmo que não usem muito, tenham um endereço de email. Email é fácil de usar, é como uma carta, nossa velha conhecida, mas e quando o recurso começa a gastar mais neurônios do que estamos dispostos a ceder?</p>
<p>O erro, na maioria das vezes, é do desenvolvedor. As ferramentas deveriam ser simples e fáceis de usar.</p>
<p>As ferramentas que começam a se mostrar muito complexas são fadadas a sobreviver apenas dentro de um seleto grupo de nerds/geeks e não se tornará popular. Até mesmo aquelas que são &#8220;fenômenos&#8221; (de acordo com a imprensa, pelo menos) de audiência seguem esta simples regra. O fiasco que se tornou o Second Life ou a WebTV são bons exemplos disso; ou ainda o domínio do Google onde antes reinavam Yahoo, Altavista e Cadê?; ou, por último, a simplicidade do i-pod.</p>
<p>O simples sempre vence.</p>
<p>Então, se o seu aluno fala sobre algo muito complexo, difícil de usar, inacessível, não se preocupe: a moda passará rapidamente ou não se tornará consolidada até que melhore sua interface. O inverso também é verdadeiro: se o seu aluno falar sobre algo com uma interface simples, a poucos cliques de distância, pode ter a certeza de que mesmo que você não entenda a utilidade ou a função da ferramenta, esta vai ser bem sucedida.</p>
<p>Existem, naturalmente, ferramentas óbvias como VOIP (voice over ip, ex: Skype) que fazem exatamente aquilo que você imagina.</p>
<p>O seu aluno é capaz de aprender coisas estranhas como equação de segundo grau. Algo como o Twitter é mais simples para ele do que abrir a geladeira.</p>
<p>Assim como qualquer coisa online, a chave é como nós nos relacionamos com a ferramenta e seus usuários. Qual botão apertar qualquer um aprende. Entender o signo e o significado é sempre mais complexo, não importa se na web ou não.</p>
<p>Talvez o melhor norte que se possa fornecer neste assunto seja a quebra do pré judice. Na web não apenas o pré julgamento (roupa, aparência, cor, etc) se quebra mas também rui a relação de poder: você e seu aluno estão no mesmo nível hierárquico e ele espera ser tratado como igual.</p>
<p>Você precisa falar a linguagem dele. Dois ótimos exemplos disso são o blog <a title="Física na veia" href="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/" target="_blank">Física na veia</a> e o portal <a title="Lablogatórios" href="http://scienceblogs.com.br/" target="_blank">Lablogatórios</a> que unem o conteúdo com uma linguagem (tanto em termos de ambiente e interface quanto no que diz respeito à linguagem escrita) a que o aluno/jovem está acostumado, tratando-o com respeito e de igual para igual.</p>
<p>No que diz respeito à tecnologia, hoje temos uma entidade sem fins lucrativos chamada w3C (World Wide Web Consortium), que orienta como construir sites e aplicativos de forma acessível por todos. A acessibilidade hoje é uma das maiores preocupações dos desenvolvedores. Uma das grandes mudanças foi a separação da informação do conteúdo.</p>
<p>A informação ou o conteúdo não existem mais localizados, centralizados. Nós somos múltiplos e estamos em muitos lugares.</p>
<p>O que muda, essencialmente, é o tom. Não apenas uma questão de linguagem, onde a escrita é tratada como oral, mas também (e principalmente) a quebra absoluta da relação de poder. O leitor não é mais apenas um receptor e o discurso pode ser complementado a qualquer momento, por qualquer um.</p>
<p>O modelo da Wikipedia, por exemplo, pode ser usado com milhares de outros fins, inclusive o pedagógico. Um professor pode, por exemplo, criar um site no modelo Wiki sobre a sua matéria e com isso montar de uma forma muito dinâmica e participativa um modelo inovador de gestão de conteúdo, junto com seus alunos.</p>
<p>O sistema da Wikipedia é de código aberto, gratuito e pode ser baixado no endereço <a title="MediaWiki" href="http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki" target="_blank">http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki</a></p>
<p>A maioria dos provedores de hospedagem trabalha com um gerenciador chamado Cpanel (painel de controle) e possui o Fantastico, um instalador automático de diversos sistemas, entre eles alguns modelos diferentes de Wikis, ao alcance de um clique.</p>
<p><strong>O miguxês e outros códigos</strong></p>
<p>O designer Mario Amaya falou com muita propriedade sobre o assunto <a title="Mario Amaya, sobre o miguxês" href="http://marioav.blogspot.com/2008/11/dialetos-da-internet-leet-miguxs-tiops.html" target="_blank">em seu blog e merece a sua visita</a>.</p>
<p>O miguxês, ou seja, aquele dialeto de internet que a gente não entende, não é um empobrecimento do idioma, é <em>outro</em> idioma. A comunicação em miguxês é uma opção do jovem, e não falta de.</p>
<p>Este aspecto, o de não ser uma limitação e sim uma opção é crucial para entendermos esta comunicação.</p>
<p><strong>Redes sociais</strong></p>
<p>Acho hilário o termo &#8220;rede social&#8221;. Existe alguma rede de pessoas que não seja social? A internet toda é humana, formada por pessoas que se comunicam entre si e portanto é toda uma grande rede social.</p>
<p>O termo na verdade se refere a sistemas que facilitam esta comunicação interpessoal, como o Twitter, Orkut, Facebook e muitos outros. Assim como em qualquer festa, é mais importante saber se comportar no ambiente do que saber a receita do bolo.</p>
<p>Tanto nas ditas redes sociais como na tal da &#8220;blogosfera&#8221;, o crédito é importantíssimo. Apesar de abrir mão da privacidade, o jovem não abre &#8211; e nem deveria &#8211; mão da individualidade. A internet toda funciona muito por mérito e crédito, ou seja, se você viu um link interessante no Twitter de alguém, ao invés de copiar e colar para repassar para o seu grupo, faça um &#8220;retwitt&#8221;, ou seja, assuma que você está repassando algo feito/descoberto por outra pessoa, citando a fonte. O mesmo vale para blogs. Os blogs mais respeitados são aqueles que criam conteúdo próprio e que quando reproduzem algo de outra pessoa, dão os devidos créditos. Esta é uma regra que não pode ser quebrada online, sob o risco de perder completamente a credibilidade. E, como sabemos em qualquer ambiente (online ou offline), credibilidade é tudo nessa vida.</p>
<p>Outra regra importante para a sobrevivência online é a periodicidade. É melhor não ter um blog/twitter/etc do que ter um bissexto. A presença online exige alguma manutenção.</p>
<p>O contato direto com o aluno e no ambiente dele pode trazer bons frutos. Muitos problemas como a falta de tempo, a timidez ou mesmo a pressão de grupo caem por terra quando o jovem está online. Muitas vezes ele consegue se expressar com mais desenvoltura, rapidez e facilidade na internet do que na sala de aula.</p>
<p><strong>A semelhança com audiovisuais e seus blocos pequenos de texto</strong></p>
<p>O quadro-negro não passa vídeo, não permite o copy-and-paste, não tem hiperlink, não toca mp3, não reproduz podcast e não aceita comentários, mas na verdade a estrutura lingüística é muito similar à internet. São tópicos com pouco texto que dão suporte ao que é dito verbalmente.</p>
<p>Apesar de o texto ser o seu suporte fundamental, a linguagem é verbal e conta com todo e qualquer recurso audiovisual disponível naquele momento.</p>
<p>Essa capacidade de síntese que o professor tem para dar e vender é extremamente valorizada online.</p>
<p>Assim como na sala de aula, na internet o aluno que se interessar por determinado assunto irá procurar textos e subsídios mais aprofundados. A grande diferença é que o processo não é passivo: o aluno assume o papel de responsável e ator da busca por aquela informação.</p>
<p>O professor tem à sua disposição diversas mídias e formatos diferentes. Aqueles que se sentem mais confortáveis falando do que escrevendo podem, por exemplo, criar um podcast.</p>
<p>Escrever em um blog, por exemplo, não exclui outras possibilidades. O blog pode inclusive conter um podcast, vídeos, um fórum e conteúdos de redes sociais.</p>
<p><strong>A questão da atenção dividida</strong></p>
<p>Paradoxalmente, quanto mais o professor espalhar as suas informações online, mais o aluno vai focar no assunto. Esta pulverização que pode enlouquecer alguém ainda não habituado com a tecnologia é, na verdade, percebida como um símbolo de importância. Quase que uma reprodução das medidas de um clipping, onde o volume de notícias é contabilizado como uma vitória. O internauta presta mais atenção àquilo que chegou a ele de várias fontes diferentes porque entende como sendo de uma relevância maior.</p>
<p>Qualquer informação online que venha de forma intrusiva ou impositiva é imediatamente descartada, mesmo que de interesse do aluno. Ele precisa se sentir e se perceber como agente daquela informação. Aqui entram, com grande importância, as redes sociais e os blogs, onde o professor pode, além de interagir com outras pessoas, colocar o seu conteúdo online de uma forma em que o aluno vá até ele sem se sentir em uma posição submissa ou passiva.</p>
<p>A passividade no recebimento da informação é sempre entendida como spam. Nada online é unilateral, mesmo que a bilateralidade seja apenas a de clicar em um endereço para chegar ao blog.</p>
<p><strong>Dicas de ferramentas</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;">Colocar uma      matéria online no <a title="Google Docs" href="http://docs.google.com/" target="_blank">Google Docs</a>, onde o aluno pode copiar e colar o que      interessa, interagir deixando comentários e/ou dúvidas ou mesmo      acrescentar algo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Publicar      slides, imagens, ilustrações e apresentações nas ferramentas gráficas      (<a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/" target="_blank">Flickr</a>, <a title="Picasa" href="http://picasaweb.google.com/" target="_blank">Picasa</a>, etc), de forma que o aluno tenha acesso a estas      informações com maior clareza do que uma reprodução xerox ou cópias feitas      em cadernos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Publicar      textos em domínio público no <a title="Scribd" href="http://www.scribd.com/" target="_blank">Scribd</a>, de forma não apenas      a compartilhá-los com toda a web mas também facilitando o acesso e busca      deste material.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Indicar a      leitura de trechos ou livros na íntegra no <a title="Google Books" href="http://books.google.com.br/" target="_blank">Google Books</a>, dependendo se em      domínio público ou não.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Abrir um      canal de comunicação direta com alunos e colegas através do <a title="Skype" href="http://skype.com/intl/pt/" target="_blank">Skype</a>, <a title="msn" href="http://br.msn.com/" target="_blank">msn</a> ou      similares.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tocar/mostrar      músicas no <a title="Blip.fm" href="http://blip.fm/" target="_blank">Blip.fm</a>, como demonstrativas de uma figura de linguagem ou de      uma época.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Estimular a      leitura através de hipertexto e a assimilação de conteúdo de qualidade em      palestras online e vídeos educativos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Criar      coleções (listas) no <a title="Youtube" href="http://www.youtube.com/my_playlists" target="_blank">Youtube</a> ou no <a title="Vimeo" href="http://www.vimeo.com/" target="_blank">Vimeo</a> de vídeos interessantes e      recomendados para os seus alunos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Criar versões      WAP de seus blogs para que os alunos possam ler no celular. A maioria dos      <a title="WordPress" href="http://wordpress.com/" target="_blank">sistemas de blog</a> possui versão WAP ou algum plugin gratuito para esta      finalidade.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Usar o <a title="Google Earth" href="http://earth.google.com/" target="_blank">Google      Earth</a> ou <a title="Google Maps" href="http://maps.google.com/" target="_blank">Maps</a> para mostrar locais ou o History do Google Earth para      representações em 3D históricas (<a title="google: The old Rome @ Youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=801FiyL9y14" target="_blank">Roma Antiga</a>, por exemplo), ou ainda o <a title="Google Sky" href="http://www.google.com/sky/" target="_blank">céu</a> ou a <a title="Google Moon" href="http://www.google.com/moon/" target="_blank">Lua</a> ou <a title="Google Mars" href="http://www.google.com/mars/" target="_blank">Marte</a>.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Reproduzir      experiências bem sucedidas como o <a title="Mil Casmurros" href="http://www.milcasmurros.com.br/" target="_blank">Mil Casmurros</a>, por exemplo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Centralizar      bookmarks de forma pública e acessível no <a title="Delicious" href="http://delicious.com/" target="_blank">Delicious</a>.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Ampliar o      repertório dos alunos com palestras do <a title="Teachertube" href="http://www.teachertube.com/" target="_blank">Teachertube</a>, do <a title="MIT" href="http://mitworld.mit.edu/" target="_blank">MIT</a> ou do <a title="TED" href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a>.</p>
<ol type="1"> </ol>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O senso de comunidade</strong></p>
<p>O ser humano é engraçado: basta ver a casa de um que já quer construir a sua do lado. Nós temos o senso de comunidade muito enraizado em nossa formação. Desde o homem primata que formamos comunidades. Os princípios de auto-preservação e proteção seguem em nossas vidas o tempo todo.</p>
<p>Os alunos formam grupos, tanto em sala de aula quanto em intervalos. O ser humano se relaciona em bandos, mesmo que este bando seja composto por apenas duas pessoas. É natural portanto que na web este senso de comunidade se reproduza também.</p>
<p>Um dos pecados mortais é ir contra ou trair grupos estabelecidos (exemplo: a propaganda do Estadão contra os blogs), mas às vezes é difícil detectar os grupos que são por natureza voláteis, orgânicos e flexíveis, ainda mais online.</p>
<p>Uma boa forma de se medir a relevância daquele grupo ou pessoa online é uma simples busca no Google. Coloco aqui alguns truques práticos de uso do Google para este fim:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Para limitar      a busca naquele termo específico e não em todas as palavras que o compõe,      use aspas. Ex: &#8220;gato siamês&#8221; irá retornar um resultado muito mais      relevante do que apenas procurar por gato e siamês.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Para      descobrir quem ou quantos sites têm links para alguém, use o &#8220;link:&#8221;.      Exemplo: &#8220;link:aguarras.com.br&#8221;. Não é necessário usar o www.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Para buscar      algo apenas dentro de um determinado site, comece a busca com &#8220;site:URL      busca&#8221;. Exemplo: &#8220;site:aguarras.com.br arte-educação&#8221;.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Para buscar      um conteúdo apenas em um determinado tipo de arquivo, use o filetype:TIPO.      Exemplo: &#8220;hauser filetype:pdf&#8221;</p>
<ol type="1"> </ol>
<p>Existem outras dicas no próprio <a title="google" href="http://www.googleguide.com/advanced_operators_reference.html" target="_blank">Google</a>.</p>
<p>Muitas vezes a própria internet fornece informações sobre quem é o seu visitante, o que ele pensa, como age e o que a comunidade pensa dele.</p>
<p><strong>O potencial disseminador do internauta </strong></p>
<p>As técnicas de divulgação mudam de nome e formato com o tempo. O que antigamente era o RP (relações públicas) hoje é o especialista em rede social. As ferramentas mudam mas o princípio é o mesmo (nós somos os mesmos).</p>
<p>&#8220;Aquilo que é bom não precisa de propaganda&#8221;. Esse é um dos mitos mais conhecidos na publicidade e é apenas isso: um mito. O professor faz propaganda de sua matéria. A mãe faz propaganda de suas opções de vida ao filho. O padre faz propaganda de sua religião. Os formatos e os objetivos mudam, naturalmente, de acordo com o caso, mas a disseminação de idéias e ideais faz parte de nosso instinto de preservação, a preservação de nossa memória.</p>
<p>Na Grécia Antiga, era considerado &#8220;clássico&#8221; aquilo digno de ser copiado. A expectativa de vida então era de 35 anos e a noção da finitude da condição humana era claríssima. Assim como na internet, a nacionalidade era uma essência, um pertencimento espiritual e cultural e não algo limitado por fronteiras: se você fala grego, segue a religião grega, pensa como um grego, você é grego, não importa onde viva ou tenha nascido. As artes eram consideradas de suma importância porque perpetuavam o registro da cultura. As conquistas eram não apenas militares mas também culturais.</p>
<p>Estes mesmos conceitos são reproduzidos na internet que, assim como a Grécia Antiga, não tem a noção do Estado-nação. O modo de vida do internauta o qualifica. Aqueles que não são internautas (&#8220;não falam grego&#8221;) são considerados pelo grupo como inferiores culturalmente (bárbaros). O conceito de clássico é aquilo que é reproduzido, independente se um vídeo tosco no Youtube ou uma palestra no TED.</p>
<p>Surge então o conceito de uma informação viral, ou seja, que se reproduz além de uma intenção ou controle, que se reproduz de forma autônoma, espontânea. Um bom viral é aquele que move alguma emoção, que toca em algum ponto da formação do ser, mesmo que seja o de considerar o diferente como um bárbaro.</p>
<p>O fenômeno de dissipação destes conteúdos é às vezes batizado de &#8220;meme&#8221;, uma analogia ao conceito criado pelo zoólogo Richard Dawkins para explicar a disseminação de pensamentos, idéias e produtos culturais. Segundo Dawkins, algumas informações são transmitidas da mesma forma que os genes, replicando-se automaticamente e tornando-se parte da cultura universal.</p>
<p>A internet é o veículo ideal para a transmissão desses &#8220;memes&#8221;. E, com o advento de sites que permitem a criação e a divulgação de conteúdo produzido pelos próprios internautas, os memes ganharam um novo aspecto: a possibilidade de estas unidades de informação não apenas serem retransmitidas, mas ganharem novas leituras.</p>
<p>E tudo isso ao alcance de um clique. Não precisamos mais esculpir em pedra a nossa visão de mundo. E com a facilidade vem também o alcance exponencial.</p>
<p>O professor pode se colocar como receptor e requisitar aos seus alunos, por exemplo, que indiquem conteúdo relativo a um tema. A pesquisa estimulada na web movimentará a comunidade de alunos e, conseqüentemente seu interesse. Ou, ainda, analisar algum conteúdo online junto a seus alunos, estimulando desta forma a busca por similares.</p>
<p>Conteúdo é a chave do negócio, sempre foi e sempre vai ser.</p>
<p>O que você tem a dizer é muito mais importante do que a forma.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<hr />
<p><strong>Nota importante:</strong> este artigo foi originalmente escrito como uma linha geral de uma palestra para professores e não tem a pretensão de ser nada além de um apanhado de dicas sobre alguns dos usos possíveis da internet como instrumento didático. Este não é um <em>whitepaper </em>e a autora é especializada em internet e não em pedagogia.<em><br />
 </em></p>
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		<title>Meio Ambiente leva jornalistas e educomunicadores ao SESC-Vila Mariana</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 23:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Como se comportam os jornais brasileiros frente ao tema das mudanças globais? Que estratégias de comunicação vem o governo adotando no tratamento dos conflitos que envolvem o meio ambiente? Existe, no Brasil, uma política de educação ambiental? Os investimentos do setor privado têm compensado suas contribuições para a acirrramento dos problemas ambientais? Que papel cabe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se comportam os jornais brasileiros frente ao tema das mudanças globais? Que estratégias de comunicação vem o governo adotando no tratamento dos conflitos que envolvem o meio ambiente? Existe, no Brasil, uma política de educação ambiental? Os investimentos do setor privado têm compensado suas contribuições para a acirrramento dos problemas ambientais? Que papel cabe, nesse contexto, às ONGs, ao Terceiro Setor e ao sistema formal de ensino? O que é “stress ecológico” e como as crianças e adolescentes se envolvem na luta pela preservação da natureza?</p>
</p>
<p><a  href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/10/simposio.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8800" style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Meio Ambiente leva jornalistas e educomunicadores ao SESC-Vila Mariana" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/10/simposio-80x112.jpg" alt="" width="80" height="112" /></a>Estas e outras questões serão debatidas durante o VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, previsto para ocorrer no espaço do SESC-Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, São Paulo), em São Paulo, entre 28 e 30 de outubro, numa iniciativa do NCE – Núcleo de Comunicação e Educação da USP, do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, do Canal Futura, do International Institute of Journalism and Communication, de Genebra, Suíça, e do SESC- Serviço Social do Comercio de São Paulo. O público esperado é de 700 pessoas de todo o país.</p>
<p>Está prevista a presença do próprio Ministro Carlos Minc na abertura do evento, assim como o a do Secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Jorge Sobrinho, que acaba de encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei estabelecendo uma política de redução do nível de poluição na cidade. Também confirmou presença a recém-empossada Diretora do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Lúcia Anello, assim como Rachel Trajberg, coordenadora das Conferências Infanto-Juvenis de Meio Ambiente, uma iniciativa do MEC juntamente com estados e municípios. Entre os 54 especialistas que atuarão nas mesas e painéis, encontram-se a jornalista Lúcia Araújo, do Canal Futura; André Trigueiro, da Globo News, Marcelo Leite, da Folha de São Paulo; Mathew Shirts, da Revista National Geographic; Herton Escobar, do Jornal O Estado de São Paulo; Adalberto Marcondes, Diretor da Revista Digital Envolverde – Ambiente, Educação e Sustentabilidade; Filomena Saleme, da Rádio Eldorado, e Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás e professor da ECA-USP.</p>
<p>O evento contará, ainda, com Ismar de Oliveira Soares, da ECA/USP, pesquisador do conceito da educomunicação; Daniel Raviolo, sociólogo argentino e fundador da ONG Comunicação e Cultura, de Fortaleza, CE, responsável por projeto de jornal em 1.200 escolas, possibilitando um mapeamento dos problemas ecológicos do Nordeste elaborado por crianças e adolescentes da região, assim como Marcia Rolemberg, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, vinculada ao Projeto Nas Ondas do Ambiente, que o Ministro Carlos Minc pretende lançar para todo o país.</p>
<p>Mostras de documentários e atividades artísticas farão parte da programação, ao que se somará uma série de workshops voltados à produção de documentários para Tv e de programa de rádio em escolas, bem como à mobilização multimediática em torno dos temas ambientais, com a presença de especialistas como Leonardo Menezes, do Globo Ecologia; Francisco Costa, do Ministério do Meio Ambiente e do Prof. Carlos Lima, Presidente do Comitê Gestor da Lei Educom, em São Paulo.</p>
<p>O simpósio contará com a cobertura jornalística, por parte de um grupo de 100 adolescentes, com a assistência de 30 educomunicadores de organizações como o NCE/USP, o Canal Futura e o programa Nas Ondas do Rádio, da Prefeitura de São Paulo. As produções serão exibidas através da web-rádio e na programação do Canal Futura. Informações pelo telefone 5080 3142. Inscrições, com opções por atividades, pelo site <a title="Sesc SP" href="http://www.sescsp.org.br/" target="_blank">www.sescsp.org.br</a>.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em><a title="pdf" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/10/folder_do_vi_simposio.pdf" target="_blank">baixe aqui o folder do simpósio (pdf)</a></em></p>
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		<title>3º Fórum Sul Mineiro de Cultura</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 12:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0014]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dias 20 e 21 de agosto, aconteceu em Pouso Alegre, cidade ao sul Minas Gerais, o 3º Fórum Sul Mineiro de Cultura. A iniciativa do Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira (CEMPA), de Pouso Alegre, já em sua terceira edição e sob coordenação da Produtora Cultura e atriz Fernanda Tersi Andrietta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias 20 e 21 de agosto, aconteceu em Pouso Alegre, cidade ao sul Minas Gerais, o 3º Fórum Sul Mineiro de Cultura. A iniciativa do Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira (CEMPA), de Pouso Alegre, já em sua terceira edição e sob coordenação da Produtora Cultura e atriz Fernanda Tersi Andrietta, reuniu convidados, palestrantes e público interessado em interessantes debates acerca do tema “A Industrialização da Cultura”.
<p><img class="thickboxsize-full wp-image-8657" title="forum" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/forum.jpg" alt="" width="250" height="60" /></p>
<p>As principais questões levantadas ao longo do evento foram: Organização da Indústria Cultural, a qualidade dos Produtos Culturais e as Políticas Culturais, as dificuldades e as conquistas da área, frutos das metas traçadas nas edições de anos anteriores e, principalmente, as relações, possíveis e futuras, para encaminhamento das necessidades levantadas.</p>
<p>A programação completa do fórum incluiu ainda apresentações musicais e atividades artísticas de qualidade, que podem ser conferida no blog do CEMPA.</p>
<p>No primeiro dia de atividades, o diálogo entre a Professora Jurema Sampaio e o artista plástico e divulgador cultural Jeferson Ferrão da Silva, girou em torno dos aspectos relacionados ao papel do professor de arte como agente de divulgação da cultura e formador de público. A professora Jurema é carioca de nascimento, tendo morado por grande parte do Brasil, conhecendo de perto as culturas das regiões por onde passou e está radicada em Campinas/SP desde 1983. É pesquisadora e entusiasta de Arte e Cultura Popular e professora da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Metropolitana &#8211; UNIMES Virtual, de Santos/SP. Ferrão é um reconhecido artista contemporâneo paulista, originário do Valo do Paraíba e radicado em Pouso Alegre/MG, com vasta e consistente produção própria, com temática predominantemente popular e sendo ainda o representante e incentivador inicial do já conceituado artista naïf pouso alegrense <a title="José Raimundo" href="http://www.espacovivamais.com.br/noticias/mostrar/756" target="_blank">José Raimundo</a>.</p>
<p>O destaque das discussões do dia foi a redundante necessidade de estreitamento de diálogos entre as áreas de cultura e educação, com ênfase especial à seriedade com que deve ser tratada a formação de professores, em especial os de arte, no sentido de procurar dotar os mesmos de ferramental técnico e teórico para que tomem real consciência de seu papel, primordial, na formação estética inicial de nossas crianças sendo eles, professores, os primeiros agentes de formação cultural de todos os cidadãos, e, por conseqüência, formadores de público, principalmente em relação aos valores da cultura popular e regional.</p>
<p>No mesmo dia foi apresentada, ainda, a experiência de sucesso da Cooperativa Mariense de Artesanato – COMARTE, o projeto <a title="Oficina Gente de Fibra" href="http://www.gentedefibra.com.br/" target="_blank">Oficina Gente de Fibra</a>, da cidade vizinha de Maria da Fé. O projeto, idealizado pelo artista plástico <a title="Domingos Tótora" href="http://www.domingostotora.com.br/" target="_blank">Domingos Tótora</a>, que tem como eixos norteadores a promoção da arte relacionando a reciclagem de papel e fibras à preservação do patrimônio ecológico, é a pioneira e a mais bem sucedida das atividades da cooperativa. A COMARTE é o resultado de uma parceria entre a Prefeitura Municipal da cidade mineira de Maria da Fé com o SEBRAE MG e é formada por cinqüenta e dois cooperados. Sua renda auxilia aproximadamente trinta famílias.</p>
<p>Com fibras extraídas da bananeira (matéria prima descartada da colheita da banana), papel kraft reciclado e pigmentos naturais extraídos da terra. Sob a orientação de Domingos, os artesãos produzem objetos que variam de pratos com tramas feitas de corda de fibra de bananeira até molduras pintadas à mão com pigmentos de terra. A decoração das peças é feita com temas que reproduzem os motivos dos barrados decorativos e piso da igreja matriz de Maria da Fé. A Cooperativa Com Arte mantém ainda os projetos Maria do Fuxico, Arte em Papel, Embalagens em Juta, Anjos da Terra, Terra e Luz e Arte em Fibra. O trabalho é conhecido e comercializado em várias cidades do Brasil e na Alemanha, China e Dinamarca. Vale a pena conhecer o trabalho da Cooperativa que, além do imenso valor sócio-ambiental, possui qualidade plástica e estética indiscutíveis!</p>
<p>No final do dia, o show da cantora Carla Gomes, de Belo Horizonte – MG que, com sua voz, ao mesmo tempo forte e doce, entre interpretações de obras conhecidas, de vários artistas e canções sua autoria, encantou a platéia presente à sala de espetáculos “Sarah Lúcia Requejo Amaral”.</p>
<p><a rel="sulmineiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/edsonpedro1.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8656" title="edsonpedro1" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/edsonpedro1-80x42.jpg" alt="" width="80" height="42" /></a><br />
<em><span style="font-size: smaller;">(foto Edson Pedro)</span></em></p>
<p>No segundo dia, a mesa redonda mediada pela professora Adriane Ferreira Bazzo, juntou novamente a professora Jurema e o artista Ferrão, somando ainda a presença do escritor e crítico literário Eloésio Paulo dos Reis, Professor da Universidade Federal de Alfenas/MG, autor de vários livros, dentre eles o ótimo “Os 10 Pecados de Paulo Coelho”; de Paulo Brasileiro, diretor da EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, e coordenador do <a title="Festival Viola de Todos os Cantos" href="http://aguarras.com.br/2007/04/23/5-festival-viola-de-todos-os-cantos/" target="_self"><em>Festival Viola de Todos os Cantos</em></a>, evento promovido anualmente pela emissora, de abrangência nacional e da atriz, diretora e produtora cultural Rita Miranda, Coordenadora do Movimento Cia. de Teatro, membro da Rede de Articuladores de Cultura do Estado de Minas Gerais e criadora e organizadora do festival “Extrema Mostra Teatro”, evento oficial do calendário da Secretaria de <a title="Estado de Turismo do Estado de Minas Gerais" href="http://www.turismo.mg.gov.br/" target="_blank">Estado de Turismo do Estado de Minas Gerais</a> e do departamento de Municipal de Turismo e Cultura da cidade de <a title="Extrema – MG" href="http://www.extrematur.com.br/" target="_blank">Extrema – MG</a>, num debate acerca da necessidade de promoção de um diálogo mais efetivo e consistente entre as ações educativas e culturais e a mídia em geral, não só na divulgação e cobertura dos eventos, mas no alcance, abrangência e responsabilidade dos veículos de comunicação na promoção da arte e cultura.</p>
<p>Ao fim do debate foram recolhidos, junto ao público presente, que participou do debate, subsídios para a redação do documento conclusivo desta edição do fórum, que servirá de norteador aos encaminhamentos das ações futuras dos grupos envolvidos em trabalhos pela arte e cultura em geral e, em especial, Sul Mineiras.</p>
<p>A terceira edição do fórum foi encerrada com um show do grupo de percussão de Belo Horizonte <em>BorTam</em>, na sala de espetáculos “Sarah Lúcia Requejo Amaral”, Auditório do Conservatório.</p>
<p><a rel="sulmineiro" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/edsonpedro.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8655" title="edsonpedro" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/edsonpedro-80x62.jpg" alt="" width="80" height="62" /></a><br />
<em><span style="font-size: smaller;">(foto Edson Pedro)</span></em></p>
<p>O Fórum Sul Mineiro de Cultura, que pode ser considerado como tendo sido um sucesso, já tem sua próxima edição prevista para agosto de 2009, e já está sendo pensado para dar a devida continuidade a este trabalho de imenso valor para a arte e a cultura regional, mineira e nacional.</p>
<p>Paralelamente ao Fórum Sul Mineiro de Cultura aconteceu também na cidade de Pouso Alegre, até o dia 22 de agosto, Dia do Folclore, a 16ª edição da já tradicional “Caipirarte”. O evento regional, sobre a cultura caipira, reuniu oficinas, workshops, apresentações, comidas típicas, exposições de artesanato, a própria edição do Fórum Sul Mineiro de Cultura e a Exposição de trabalhos da Oficina Gente de Fibra, de Maria da Fé/MG. Todos com entrada franca.</p>
<p><a href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/caipirarte.jpg"><img class="thickboxsize-full wp-image-8653" title="caipirarte" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/caipirarte.jpg" alt="" width="250" height="73" /></a>
</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Comissão Organizadora:<br />
Adriane Bazzo<br />
Consuelo Gonçalves<br />
Fernanda Tersi Andrietta </em></p>
<p><strong>O CEMPA</strong></p>
<p>O <a title="Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira" href="http://www.cemjko.com.br/" target="_blank">Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira</a> tem mais de 50 anos de existência e, atualmente, é dirigido pela professora Regina Maria Franco Andere de Brito.</p>
<p><img class="thickboxsize-full wp-image-8654" title="cempa" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/08/cempa.jpg" alt="" width="292" height="173" /></p>
<p>É um dos 12 Conservatórios de Minas Gerais, sendo um dos maiores e mais reconhecidos e atende a, aproximadamente, 3500 alunos da cidade de Pouso Alegre e das 36 cidades vizinhas, além de seis mil alunos da rede pública estadual, incluídos no Projeto Música na Escola.
</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira de Pouso Alegre<br />
Rua Francisco Salles nº 116<br />
Pouso Alegre – MG<br />
(35) 3425-2800</em></p>
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		<title>NAVE &#8211; Núcleo Avançado em Educação</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 13:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0013]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de iniciar o assunto em si, quero esclarecer um ponto. Isso não é uma crítica. É uma tentativa de diálogo para esclarecimento. Uma proposta de análise, surgida de minhas leituras sobre o projeto NAVE, inaugurado em 27 de maio último, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo as notícias sobre a proposta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de iniciar o assunto em si, quero esclarecer um ponto. Isso não é uma crítica. É uma tentativa de diálogo para esclarecimento. Uma proposta de análise, surgida de minhas leituras sobre o projeto <a title="NAVE - Núcleo Avançado em Educação" href="http://www.onave.org.br/" target="_blank">NAVE</a>, inaugurado em 27 de maio último, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Segundo as notícias sobre a proposta, o NAVE – Núcleo Avançado em Educação, que nasceu de uma parceria entre a empresa de telecomunicações Oi, através da Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de sua Secretaria de Estado de Educação e de Cultura, é um projeto arrojado de escola, para Ensino Médio, que alia educação e recursos tecnológicos digitais.
</p>
<p>
O projeto, instalado no Colégio Estadual José Leite Lopes, deverá funcionar proporcionando aos alunos atividades em tempo integral e pretende atender cerca de 600 alunos, iniciando o ano letivo de 2008 com a oferta de 178 vagas. A idéia principal, divulgada pelos responsáveis, é ser uma escola pública de qualidade educacional, somada a um centro de pesquisas e inovações, no campo de soluções para o ensino, sendo, ainda um espaço para exposições e seminários, aberto à comunidade.</p>
<p>Há, ainda, um espaço chamado de “Usina de Expressão”, que pretende ser o “<em>local de integração</em>” entre a escola e o mundo exterior à escola, ou seja, um espaço destinado à comunidade, onde deverá haver eventos, debates, exposições.</p>
<p>Além das aulas do currículo normal do MEC, estão programadas propostas de atividades e trabalhos com conteúdos do universo digital. De programação de games, passando por roteiros para mídias digitais e geração multimídia, até TV Digital, as disciplinas propostas pretendem construir o que já é chamado de “Fábrica de Cultura Digital”. O objetivo principal, segundo os release divulgados à imprensa, é ser um centro de formação profissional de jovens para as chamadas “novas profissões”, com programadores, designers e gestores para a TV digital. A meta, declarada é “<em>[...] prepará-los [os alunos] para que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões como, por exemplo, roteirista, programador, designer e gestor, para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos &#8211; e em outras atividades que ainda nem existem, mas que, com certeza, existirão</em>”.</p>
<p>Bom, tudo isso que digo ai acima é com base em informações disponíveis nos veículos de comunicação. O ponto que mais me chama a atenção é um em especial: Como isso será feito?</p>
<p>Não o “como” material, pois ao que me parece (não conheci o espaço pessoalmente, ainda, só vi o que foi divulgado à imprensa) já está devidamente viabilizado. Equipamentos e máquinas, bem como espaços físicos já estão devidamente preparados e prontos para desenvolver a proposta que, no papel, é realmente excelente. O que me intriga é o “como” pedagógico metodológico! O que pergunto é, por que, em todas as matérias e notícias que li, em nenhuma delas, as metodologias de trabalho educativo não estavam explícitas, declaradas? Quais as bases pedagógicas da proposta?</p>
<p>É fato, infelizmente, que a maioria das escolas públicas carecem de recursos de todo tipo, inclusive de equipamentos e tecnologias. Mas carecem também de metodologias adequadas aos “novos tempos”, não só de “novas tecnologias” que, na verdade, nem tão novas são assim&#8230; O que é anunciado como “<em>iniciativa pioneira de parceria público-privada na Educação servirá como projeto-piloto para a Seeduc</em>” é bastante interessante, sim, no sentido de busca de soluções para a educação. Envolver a iniciativa privada em projetos pedagógicos e educacionais é ótimo e realmente deve ser “copiado” por qualquer governo que tenha realmente intenção de buscar soluções para os problemas da educação. Acredito que isso é extremamente louvável, mas continuo “encafifada” com a parte pedagógica da “coisa”&#8230; A proposta acredita que equipar a escola é a solução para os problemas da educação?</p>
<p>Uma das matérias que li diz que o NAVE “<em>desenvolverá metodologias de aprendizagem baseadas nas tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para a inserção dos jovens no cenário atual da evolução tecnológica</em>”. Ok, pergunto: Como? Desenvolverá ainda? Não há nenhuma base para o trabalho? Nenhum projeto pedagógico? Se há, qual é?</p>
<p>Noutra reportagem, pude ler que a proposta é de “<em>fazer com que os jovens pensem de forma diferente e tenham facilidade de atuar na área de novas tecnologias</em>”. Pergunto, novamente: Como? Por mágica? Ou acreditam que a convivência com as máquinas, equipamentos e manipulação direta deles, por si só, é suficiente? Se acreditam que sim, que é suficiente, acreditam nisso por quê? Com base em quê? Não ficou claro isso pra mim.</p>
<p>Em uma outra reportagem, ainda, li que [...] “<em>As novas soluções para educação presencial e a distância, desenvolvidas no centro de pesquisa, serão aplicadas na escola e difundidas para a rede de ensino na Usina de Expressão</em>”, que é um dos espaços do projeto e que, segundo ainda as divulgações, “<em>terá um amplo espaço com recursos multimídia e um auditório, serão promovidos seminários e exposições sobre tecnologia e educação, além de grupos de discussão</em>”. Aqui, além do “como”, questiono o “o quê” será discutido?</p>
<p>Como pode haver “<em>novas soluções para a educação</em>” a serem aplicadas na escola com base em “<em>espaços com recursos multimídia</em>” e “<em>grupos de discussão</em>”? Que teorias pedagógicas embasam a proposta que o espaço influencia na aprendizagem? Aliás, é isso que acreditam? Se sim, de onde vem essa proposta? Ou é isso que será discutido nos “grupos de discussão”?</p>
<p>A própria secretária de estado de Educação do Rio de Janeiro, Tereza Porto, declarou que “<em>A secretaria tem muito interesse em investirem projetos pedagógicos que levem tecnologia para a educação</em>”. Ah, sim&#8230; Por quê? Qual a justificativa metodológico-educacional para esse interesse? Não ficou claro pra mim&#8230;</p>
<p>A declaração da diretora de educação da Oi Futuro, Samara Werner, no lançamento da proposta, me pareceu, além de também vazia de “comos” e “porquês” educacionais, é de um romantismo exagerado, quando diz que “<em>A educação de qualidade, contemporânea, inovadora, é capaz de transformar o Brasil que temos no Brasil que queremos. Inserir as novas tecnologias no contexto da escola é fundamental para o jovem atender ás demandas do século XXI</em>”. Tirando o “romantismo” de lado, resta a mesma questão: Como? O que é, para a proposta, “qualidade” em educação? O que é educação contemporânea e inovadora? É oferecer espaços equipados, salas modernas? É o suficiente? A educação se faz por si mesma nesses espaços?</p>
<p>Surge aqui, nesta declaração, desta pessoa, um vislumbre de uma possível análise dos objetivos da proposta, quando cita o termo: Demandas do século XXI. Sim, sim&#8230; Quais são elas? Digo, as demandas educacionais, porque as de mercado são claras e fazem sentido se estivéssemos falando de empresas, não de escolas.</p>
<p>Onde, em que bases o projeto atende, ou pretende atender às demandas educacionais? Aliás, quais as demandas educacionais, e não de mercado, que o projeto pretende atender? Qual o perfil do aluno egresso que esta proposta formará?</p>
<p>Este trecho, também de uma reportagem, diz:</p>
<p>“<em>O Nave contribuirá para a formação de jovens para atuar no mercado de tecnologia da informação, em expansão no Rio de Janeiro, principalmente com a chegada da TV digital. Com forte vocação para produção de softwares, o estado tem condições de aproveitar as oportunidades geradas por toda a cadeia produtiva relacionada às novas mídias: da programação de sistemas à criação de  roteiro de programas e games. Para isso, será preciso contornar o déficit de mão-de-obra nesse segmento – o que demonstra que várias oportunidades surgirão para os jovens do projeto.</em></p>
<p><em>De acordo com estatísticas do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil tem uma carência de 17 mil profissionais no setor de tecnologia, que movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano no país. Se esse mercado não se estruturar para a qualificação profissional, 230 mil vagas não terão condições de ser preenchidas em 2012</em>”.</p>
<p>Ah, sim, nesta, ao menos, está um pouco mais claro&#8230; Pareceu-me que a proposta pedagógica é ser uma escola profissionalizante, de ensino médio, que se propõem a formar profissionais para um mercado em expansão: TV Digital. Ok, mas qual a proposta pedagógica para a efetivação dessa formação? Enfim, “como” isso será feito? Onde tem-se acesso às essas informações?</p>
<p>E, sendo uma escola profissionalizante, que seguirá o que chamaram de “currículo normal do MEC” e que atenda a demanda de mercado, me vem outra questão: O que há de novo nisso, pedagogicamente falando?</p>
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		<title>Fabiano Gonper</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 20:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elvira Vigna</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0013]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma pegadinha na exposição de Fabiano Gonper na Baró Cruz. Ele desenha contornos sem recheio. Quem freqüenta exposições já conhece os fios que nos guiam, invisíveis, em trilhas já trilhadas. Então eu pensei: bem, sim, contornos. O recheio seremos nós, que lá ficaremos, de frente para os contornos, vendo, na superfície da imagem, nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma pegadinha na exposição de Fabiano Gonper na <a title="Baró Cruz" href="http://www.barocruz.com/" target="_blank">Baró Cruz</a>. Ele desenha contornos sem recheio. Quem freqüenta exposições já conhece os fios que nos guiam, invisíveis, em trilhas já trilhadas. Então eu pensei: bem, sim, contornos. O recheio seremos nós, que lá ficaremos, de frente para os contornos, vendo, na superfície da imagem, nossa imagem refletida.</p>
<p>Não.</p>
<p><a  rel="gonper" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515a.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8464" style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515a-80x81.jpg" alt="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" width="80" height="81" /></a>Gonper brinca conosco. Sua superfície não o é. Trama fina de nylon, furadinha, eis que nada ali se reflete, nada, nadinha. No retângulo branco da Baró Cruz, a porta e os ruídos ficam todos para trás. As narrativas que nos esperam estão esvaziadas, truncadas, umas sobre as outras, sua junção de tempo e espaço sendo como um registro vetorial (a ser mudado com facilidade). E são mudas. A exposição é um silêncio, as imagens não esperam um diálogo. Já desistiram de há muito.</p>
<p>Nessa desistência, crescem. Se ofertam de outro jeito, como um índice de ações corriqueiras e nem ações, estados. Um índice. Morto, emblemático &#8211; até que dele lancemos mão. Mão. Há muitas mãos. As desenhadas, a que as desenhou, pois o traço é grosso, pilô?, e as dimensões, grandes. Então a mão que desenha está lá no caminho longo, milímitro por milímetro dá para seguir junto, o desenho outra vez, agora feito pelo olho.</p>
<p><a  rel="gonper" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515b.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8465" style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515b-80x128.jpg" alt="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" width="80" height="128" /></a>Ligeiramente surreal, se a referência é antiga, ultrapassada, pois surreal virou real em algum ponto que ninguém lembra qual. É assim, hoje, sentamos em algum ônibus &#8211; como em uma das obras maiores &#8211; e em nossa volta o tudo rápido que está sempre em nossa volta, incluindo os pedaços de desenho riscados, rejeitados, não, isso não, isso é melhor não ter.</p>
<p>Mas, mesmo assim, na fragmentação, e isso é um ponto para o artista, a presença das políticas de gênero, de identidade. Sim, diz (não diz) ele: é assim desse jeito tênue e rápido, mas, olhe, é importante, há coisas, preste atenção, que são importantes. E, continua (não continua) ele: não descarte a banalidade, é aí que mora a vida. Pênis e armas e os auto-erotismos, os explícitos e os não, que aqui explicito, o acompanhar, por exemplo, milímetro a milímetro, na carícia de um traço já feito e que fez, antes de nós, também uma carícia, essa no nylon macio. As meninas que se viram de costas para uma janela que nada tem a lhes dar. Os vultos que passam, em câmera lenta, frente à objetiva que também se move, mas pouco, um atrito casual &#8211; os melhores.</p>
<p><a  rel="gonper" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515c.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8467" style="float: left; clear: both; margin-right: 8px" title="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515c-80x95.jpg" alt="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" width="80" height="95" /></a>São em PB, as obras. Nessa linguagem que foi a que nos sobrou, depois que a publicidade nos roubou a possibilidade da cor. E aí, no PB usado pelos documentaristas porque, hoje, o &#8220;real&#8221; nele se abriga, é que Gonper nos lembra de um esgarçar planetário, um ritual executado em total silêncio e que antecede o nada.</p>
<p>Há um texto que acompanha a exposição. É do curador e artista <a title="Divino Sobral" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Divino_Sobral" target="_blank">Divino Sobral</a>. Também poeta, e bom. É dele uma das falas para as quais damos as costas ao entrar. É o último ruído que a exposição cala.</p>
<p>Fica o eco:<em></em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>No ato mesmo de desenhar,<br />
A fome do papel devora o lápis,<br />
E o desenhista devora imagens.]<br />
Desenho vazio.<br />
Sobra a sillhueta,<br />
Contorno no silencioso e inquieto branco,<br />
Sombra ao avesso.<br />
O desenho devolve a visão àquele que olha.<br />
E o lugar de onde se vê.<br />
É tudo aquilo que vejo e que me vê.<br />
Ainda que replicado, desautorizado,<br />
Pela segunda vez gerado,<br />
Reporta às ações do ver.<br />
O desenho é manipulação.<br />
O desenhista e manipulador.<br />
O olhar é manipulador.<br />
A imagem é manipulada e manipuladora.<br />
A imagem sobreposta em camadas,<br />
Acumulada na memória,<br />
Apagada,<br />
Resurge espectral nas paredes brancas da caverna,<br />
Ampliada,<br />
Revivida.<br />
E o artista,<br />
Sentado, observa<br />
A imagem manipular.<br />
No ato mesmo de desenhar<br />
A fome do papel devora o lápis.<br />
Erótico,<br />
Ato gozoso. Pincel e pênis<br />
Parte da mão. Calor do corpo<br />
Desejo calado,<br />
No tecido tatuado como pele.<br />
Do leite vital derramado na superfície,<br />
Nascem figuras<br />
Que vêem,<br />
Ainda que sem olhos.<br />
No ato mesmo de desenhar,<br />
A fome do papel devora o lápis.<br />
A angústia transpira pelos poros do tecido,<br />
Do papel e do corpo.<br />
O olho vê o vazio,<br />
O preenche,<br />
O povoa.<br />
No ato mesmo de desenhar,<br />
A fome do papel devora o lápis.<br />
A fome do desenho devora o desenhista.<br />
</em><br />
Divino Sobral<br />
Maio 2008</p>
<p style="text-align: center;"><a  rel="gonper" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515d.jpg"><img class="thickboxsize-thumbnail wp-image-8468 aligncenter" title="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/06/divjorn0515d-80x50.jpg" alt="Fabiano Gonper, fotografia de Elvira Vigna" width="80" height="50" /></a></p>
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		<item>
		<title>A polêmica da arte e do ensino de desenho</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/06/18/a-polemica-da-arte-e-do-ensino-de-desenho/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 18:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Jacó</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0013]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente tive a oportunidade de conversar com uma classe de artistas conterrâneos, pessoas que não via há muito tempo e que tomaram rumos diferentes na vida. Porém todos vindos da mesma universidade de artes, uns graduados mais cedo outros mais tarde. Entre tantos papos o assunto principal virou uma polêmica. E para compartilhar esta polêmica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente tive a oportunidade de conversar com uma classe de artistas conterrâneos, pessoas que não via há muito tempo e que tomaram rumos diferentes na vida. Porém todos vindos da mesma universidade de artes, uns graduados mais cedo outros mais tarde. Entre tantos papos o assunto principal virou uma polêmica. E para compartilhar esta polêmica resolvi redigir este pequeno texto. O fato é a discórdia no meio das artes entre a real necessidade de se ensinar/aprender desenho aos moldes acadêmicos em tempos de arte contemporânea.</p>
<p>
O grupo de artistas se divide entre os que acreditam na necessidade de se ensinar os cânones e as técnicas tradicionais da arte e aqueles que não acreditam de forma alguma no valor desta prática na atualidade.</p>
<p>Os ditos artistas acadêmicos/figurativos defendem seu ponto de vista ao afirmar que o ensino do academicismo pode ajudar até como forma de proporcionar o enriquecimento cultural e o esclarecimento dos alunos. Trata-se, portanto de uma etapa de formação necessária, assim como o são: o estágio, o conhecimento de uma língua estrangeira, a utilização de algum equipamento vital para a profissão, etc. Segundo esses o ensino do desenho acadêmico poderia facilitar para que o aluno amadurecesse seu fazer artístico, através dos muitos exercícios técnico/teóricos da arte tradicional, pois acabariam por evoluir enquanto artistas e mais tarde optar conscientemente em se libertar de tais cânones sem grandes dificuldades, ou mesmo decidir por permanecer neles sabendo do que se trata e como tirar sua produção neste meio.</p>
<p>Do outro lado do combate estão também senhores produtores de arte, extraordinariamente capacitados e que bradam &#8220;o não ao academicismo&#8221;. Afinal, segundo eles não é necessário de forma alguma impor ao estudante que se aprenda a criar imagens antiquadas, isso significaria um retrocesso desnecessário e uma exigência rigorosa demais. Obedecer a rígidas normas e regras de criação poderia frustrar e impedir o fluir da criatividade, sendo ainda que o momento atual é de um público livre e esclarecido, acostumado a grafismos e trabalhos artísticos não-acadêmicos. E ainda, para criar arte contemporânea e propostas inovadoras, saber desenhar como se vê, saber reproduzir literalmente o mundo a sua volta, não faz o menor sentido. Ademais, há tempos existe a máquina fotográfica. Portanto relegar ao papel do artista um ofício muito bem executado por uma máquina é no mínimo desumano.</p>
<p>Bem, nessas e outras reflexões venho me metendo, sem nunca tomar partido. E percebo que grandes universidades nacionais podem estar usando desse segundo discurso, o da libertação proporcionada pela contemporaneidade, para encobrir suas falhas enquanto instituições de ensino de artes. A meu ver uma instituição de arte, deveria no mínimo ser imparcial nestas questões, ali é o local da concentração do saber. E todos os saberes deveriam ser promovidos, ou ao menos respeitados e indicados como opções de caminhos a serem seguidos pelos alunos. Acredito seriamente que cabe ao aluno se decidir por qual vertente da arte deverá abraçar. E penso até que esse &#8220;abraço&#8221; pode ir e voltar, nada precisa ser eterno. Todas as artes vivem e são válidas. E sempre digo: &#8220;estamos em uma época maravilhosa em que o novo convive com o velho e vise versa, não há que se matar a pintura e não há que se abolir esse ou aquele tipo de desenho da sala de aula. Por que não podemos ver tudo?&#8221; E sigo assim, sem me posicionar, porque para mim nenhuma arte morreu, nenhum estilo é melhor que outro, nenhuma escola contribuiu mais para a cultura da humanidade do qualquer outra. E para minha surpresa, me deparei com um ótimo texto, de <a title="Estado de São Paulo, página D6, 24 de setembro de 1995" href="http://www2.uol.com.br/ahamaral/artista/hege.htm" target="_blank">Antonio Henrique Amaral, publicado no </a><a title="Estado de São Paulo, página D6, 24 de setembro de 1995" href="http://www2.uol.com.br/ahamaral/artista/hege.htm" target="_blank">Es</a><a title="Estado de São Paulo, página D6, 24 de setembro de 1995" href="http://www2.uol.com.br/ahamaral/artista/hege.htm" target="_blank">tado de São Paulo, página D6, 24 de setembro de 1995</a>. O que ele defende é exatamente o que eu defendo, apenas com muito mais profundidade e beleza na escrita. Somos, eu e o Sr. Antonio, a favor da arte, seja ela qual for. Por isso transcrevo uma parte de sua matéria:<em></em>
</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Não acredito em &#8216;hegemonias&#8217; e muito menos que se possam &#8216;recolocar as coisas no lugar&#8217; porque as &#8216;coisas&#8217; e o artista estão sempre mudando de lugar. Como diz Anthony Storr, &#8216;o único dogma aceitável é o de que todos os dogmas são suspeitos&#8217;.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Princípios estéticos, dogmas religiosos ou políticos sempre deságuam em atitudes sectárias e trágicos componentes autoritários: pretensiosas afirmações de que isto é vanguarda e aquilo é passado, de que é por aqui e não por ali, todas essas &#8216;verdades&#8217; se desmancham como incertas e frágeis. Somos testemunhas neste século de como são passageiras as verdades éticas, estéticas e políticas que se proclamam lógicas e irrefutáveis.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>No mundo das artes os sistemas conceituais de vanguarda são sistematicamente desmontados pelo imprevisível, contraditório e complexo comportamento humano. As vanguardas pós-modernistas estão sempre decretando a morte da pintura que é o cadáver que mais vive e se mexe que conheço. Os dois tempos conflitantes se encontram, desencontram e a pintura continua.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Sobre a discutível &#8216;supremacia da arte minimalista e abstrata&#8217; e uma possível volta da figura não acredito que a pintura figurativa está voltando porque nunca me ocorreu que ela tivesse ido embora e só agora estivesse voltando&#8230; Como nunca engoli &#8216;supremacias&#8217; de quaisquer tendências. O minimalismo e o abstracionismo são correntes da maior importância mas no meu entender, nunca foram &#8216;supremas&#8217; porque nenhuma tendência o é. O pintor Francis Bacon detestava a arte abstrata que acusava de decorativa, inconseqüente e instrumento de mistificação, apenas para citar a opinião de um grande artista.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Respeito e amo a obra de muitos artistas abstratos mas se não acredito no &#8216;progresso&#8217; da arte como posso acreditar em &#8216;supremacias&#8217; e &#8216;hegemonias&#8217;? Não são elas que geram dogmáticas teorias excludentes, inquisições, fundamentalismos, intolerâncias e racismos? Minimalistas, abstratos e conceituais enriqueceram o acervo artístico da humanidade mas não excluem outras vertentes do trabalho artístico.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>O absurdo, a fantasia, o desejo e o animal se misturam no homem de maneira muito mais complicada do que suspeitam intelectuais portadores do perigoso vírus do raciocínio lógico. A arte é feita sempre com as mãos, os corações e as mentes em poética intimidade. Os caminhos da arte são traçados pelos artistas e não por revistas especializadas ou Bienais. O mundo a nossa volta &#8216;parece&#8217; apenas que anda muito depressa mas lá dentro da gente o tempo é bem outro. Há muito mais confusão, mistério e alternativas do que nos fazem crer os sacerdotes do Pós-Modernismo e de outros ismos recentes&#8230;&#8221;</em></p>
<p>E para acalentar meus ânimos, eis que não sou a única a duvidar de dogmas e verdades irrefutáveis. Por sorte encontrei inúmeros outros estudiosos de arte, que também vivem seu momento de recolhimento enquanto produtores de arte temendo as tais hegemonias. E muitos deles acreditam que o fato de não terem aprendido mais na universidade (a arte acadêmica) não conseguiram aprender a desenhar como gostariam, e &#8220;talvez&#8221; por isso vivam um momento de auto-análise e estudo longo, que talvez esteja durando mais do que desejassem.</p>
<p>Entretanto vários são os exemplos de pessoas que se tornam artistas negligenciando o papel do desenho, não vou citar nomes. Pois bem, embora não seja uma arte maior, o desenho é antes de tudo uma ferramenta de trabalho, como a escrita para um escritor. O que se espera de um artista, seja ele pintor, designer, ilustrador, programador visual, se a língua mãe de seu ofício ele não sabe executar como deveria?</p>
<p>Esta polêmica do desenho/arte vai longe e não termina aqui. Porém me tranqüiliza saber que o figurativo, aquela arte que retrata a realidade, onde se pode ver e reconhecer com facilidade o que está sendo tratado, está voltando, ou como disse o Sr. Antônio, nunca foi embora, assim como a pintura nunca morreu.</p>
<p>Por fim, me posiciono: &#8220;acredito na arte figurativa, na necessidade do aprendizado do academicismo/figurativo/realista, na fusão entre arte e tecnologia, na praticidade da técnica e na beleza&#8221;,  por isso admiro o trabalho de um William Whitaker, exímio retratista que vende obras a mais de doze mil dólares. E dos artistas conceituais, da arte digital, da indústria do cinema, da HQ e do videogame como a equipe de artistas conceituais de Massive Black. Só para citar alguns.</p>
<p>Visite estes trabalhos e reflita: eles estudaram desenho acadêmico ou não? E são contemporâneos? Suas respostas provarão que o novo convive com o velho e que mesmo sabendo o velho produzimos o novo. Os rótulos são o menor de nossos problemas. E viva o hoje!</p>
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		<title>O uso do Material Didático Impresso em EaD</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/04/02/o-uso-do-material-didatico-impresso-em-ead/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 13:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Jacó</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0012]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Estatísticas de uso de Tecnologias e MDI em EaD no Brasil Conforme levantado por vários artigos e publicações em Fóruns do setor de TI., sobre a utilização das tecnologias em EaD, várias estatísticas foram registradas tanto pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação a Distância quanto por artigos publicados na Folha on-line referente ao mesmo assunto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estatísticas de uso de Tecnologias e MDI em EaD no Brasil</strong></p>
<p>Conforme levantado por vários artigos e publicações em Fóruns do setor de TI., sobre a utilização das tecnologias em EaD, várias estatísticas foram registradas tanto pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação a Distância quanto por artigos publicados na Folha on-line referente ao mesmo assunto. A seguir um compêndio dos dados principais apontados nessas pesquisas.</p>
<p>Há uma estimativa razoável de que ao menos 84,2% do que acontece neste planeta em termos de educação a distância usa como base o material didático impresso (MDI). A educação a distância no Brasil ainda é dominada por esta mídia, geralmente na forma de apostilas, fascículos e livros didáticos distribuídos pelo sistema dos Correios aos alunos de EaD. Isso é o que mostra o <a title="Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância" href="http://www.abraead.com.br/" target="_blank">Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância</a> 2006. Um resumo dos dados levantados pode ser conferido no <a title="http://www.abed.org.br/seminario2006/apr/soa-fabiosanches.ppt" href="http://www.abed.org.br/seminario2006/apr/soa-fabiosanches.ppt" target="_blank">link</a>.</p>
<p>Atualmente todas as Universidades Federais estão autorizadas ao menos em caráter experimental &#8211; por dois anos &#8211; para atuar em Educação a Distância superior, por autorização do Ministério da Educação, através da Portaria nº 873, publicada no Diário Oficial da União de 11/04/2006. Predominam os cursos de graduação da área de humanas: direito, administração, pedagogia. A maior parte das instituições utiliza o material impresso como mídia predominante (84%). A internet vem crescendo, e ocupa o segundo lugar, com 63% de instituições que a utilizam em EaD. Verifica-se a predominância da mídia impressa em todos os tipos de ensino oferecidos a distância: 81,3% das instituições com credenciamento federal, que oferecem cursos de nível superior, utilizam o papel, contra 73,4% do e-learning. Já as instituições com autorização em âmbito estadual, com cursos de educação básica e técnica, utilizam a mídia impressa em 93,9% dos casos, ante 39,4% do e-learning.</p>
<p>Dois especialistas (Roberto Palhares e o coordenador do anuário Fábio Sanchez) afirmam que a tendência a curto e médio prazo é o material impresso virar um apoio ao sistema virtual, e isso já está acontecendo. Embora o avanço do aprendizado via internet, dependa, porém do maior acesso ao computador e às conexões de rede no país.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/04/tabela.jpg" alt="Quadro comparativo das Mídias mais utilizadas em EaD" /></p>
<p>O auxílio mais oferecido como suporte e atendimento aos alunos é o e-mail, com 87%; na seqüência vem o telefone, com 82%; depois se destaca o auxílio do professor presencial, com 76%; e do professor on-line (via chat ou fórum), com 66%. Alternativas como o fax, chegam a 58%; cartas enviadas por correio tradicional chegam a 50%; reuniões presenciais, a 45%; e reuniões virtuais, por último, com 44%. Outros recursos atingem a marca de 23%, de acordo com a Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil por José Manuel Moran (Disponível em: <a title="ECA USP" href="http://www.eca.usp.br/" target="_blank">www.eca.usp.br</a>).</p>
<p>AbuSabha, Peacock e Achterberg (1997) relatam que 55% dos participantes de um curso que utilizava teleconferência como mídia principal, solicitaram que mais material impresso fosse incluído nos próximos cursos, dadas as dificuldades de se reter o conteúdo somente com apresentações em vídeo ou transmissão simultânea.</p>
<p>De acordo com os resultados da pesquisa do IBGE (2006) apenas 16% da população tem acesso a internet, que é a segunda tecnologia de maior abrangência nas iniciativas de EaD. Embora, segundo os levantamentos mais atuais do Gartners Group (publicados pela revista InfoExame e pelo portal IDGnow em Janeiro de 2007) esses 16% representam mais de 10 milhões de computadores conectados à internet de banda larga e mais outros 5 milhões de máquinas com outras modalidades de conexão (por exemplo: conexão discada, rádio, cabo). Entretanto ainda é baixa a presença do computador no país se comparado com outros países mais avançados em termos de adesão à tecnologia, segundo a Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do IBGE, que pode ser conferida no <a title="PDF" href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2006/indic_sociais2006.pdf" target="_blank">link</a>), apenas 21,5% dos domicílios do país têm computador e desses somente 16% possuem internet. Contra 16,3% de posse de computador em casa e 12,2% de acesso a internet em 2004, o que representa grande crescimento no intervalo de apenas dois anos (2004 para 2006). Estes dados  significam que por um bom tempo o MDI para EaD será a principal ferramenta utilizada, mas tenderá a perder terreno para o crescente uso das mídias digitais.</p>
<p>Antigamente, com o advento do microcomputador supunha-se que o volume de papel impresso cairia. Na prática, o que aconteceu foi que o volume cresceu, porque as pessoas estão acostumadas e gostam de ler textos em papel e não no monitor. Concluindo, este levantamento estatístico demonstra a penetração do MDI, sua aceitação e melhor eficiência no transporte de conteúdo aos alunos de EaD, mesmo com o crescimento de novas tecnologias de comunicação sendo aplicadas a este método de ensino.</p>
<p><strong>Observações sobre a produção de MDI para EaD</strong></p>
<p>O planejamento é fundamental na elaboração do MDI, que tem seu início no atendimento dos requisitos base da sustentação de todo o trabalho. Ao produzir o MDI é preciso levar em conta: a promoção dos objetivos do curso; as metas de aprendizagem a serem atingidas com seu estudo; a coerência pedagógica; a apresentação dos conteúdos de maneira clara e bem definida; as atividades de auto-avaliação; as sugestão de leituras complementares etc. Portanto, o planejamento é a primeira e indispensável etapa do processo de criação e produção de material instrucional para EaD.</p>
<p>Um dos problemas encontrados com freqüência nos materiais didáticos, diz respeito ao tratamento dos conteúdos. Muitas vezes não há preocupação em trazê-los para o cotidiano do aluno, levando-o a encontrar dificuldade em relacionar o que está estudando com as questões da sua realidade, seja pessoal ou profissional. O <a title="SENAI/RJ" href="http://www.senai.br/" target="_blank">SENAI/RJ</a> (1998) enfoca esse aspecto: &#8220;Para o educando, quase sempre o MDI parece falar de outro mundo, longínquo, totalmente afastado daquele onde ele vive, o que o faz perder a noção de aplicabilidade do conhecimento em seu cotidiano &#8211; ou seja, se o MDI não for motivante, o aluno não entenderá porque é necessário aquele conhecimento, se nem para que ele serve.&#8221;</p>
<p>É importante que os materiais didáticos sejam concebidos levando em conta a aprendizagem significativa, que favoreçam o estabelecimento de relações com as questões cotidianas do aluno. Na EaD, considerando a separação física entre o aluno e o docente, tal cuidado torna-se ainda mais relevante: o processo de ensino/aprendizagem é mediado pelo material didático e este deve trazer os temas abordados para a vida real. De que adianta, por exemplo, tratar teoricamente o tema meio ambiente, sem promover a relação dos conceitos apresentados com o dia-a-dia do aluno? Sem levá-lo a pensar e agir sobre o seu entorno? Sem incentivar a sua ação cidadã? Novas propostas para a educação à distância devem privilegiar a construção do conhecimento pelo aluno e, assim, não podem ignorar a contribuição das pesquisas sobre a forma como aprendemos. Litwin (2001) aborda a questão: &#8220;A psicologia cognitiva e suas derivações no campo da didática enfatizaram que as práticas rotineiras, descontextualizadas dos problemas autênticos, dificilmente possibilitam o desenvolvimento da capacidade de reflexão. Trata-se de ensinar problemas reais, e não selecionar para o ensino &#8216;problemas de mentira&#8217;, &#8216;pedagogizados&#8217;, os quais não implicam um desafio para o estudante e este se habitua a resolvê-los aplicando fórmulas prontas. Os problemas autênticos não costumam ter respostas unívocas ou facilmente previsíveis, envolvendo, na maioria dos casos verdadeiros desafios cognitivos.&#8221; A linguagem e os conteúdos devem instigar a curiosidade, a experimentação e a ação do aluno sobre as questões que pertencem à sua realidade, ajudando-o a desvendá-la, a entender o mundo a partir daquilo que faz sentido para ele.</p>
<p>Para que o aluno adquira autonomia em seus estudos, o material deve ser bem elaborado, diferenciando-se dos livros tradicionais no que diz respeito às questões de linguagem e do formato de apresentação das informações. A mídia impressa deve ser um veículo utilizado para estabelecer a comunicação entre os professores e alunos. Existe a necessidade de que o material impresso seja bem formulado e redigido em uma linguagem dialogada que, na ausência física do professor, possa garantir um certo grau de compreensão e comprometimento com o estudo. A linguagem coloquial reproduzindo mesmo, em alguns casos, uma conversa entre professor e aluno tornando a leitura leve e motivadora podem contribuir para este comprometimento e estimular a reflexões.</p>
<p>A frase de <a title="Isabel Solé" href="http://www.ub.es/dppsed/personas_ct/isole.htm" target="_blank">Isabel Solé</a>, em &#8220;O Construtivismo na Sala de Aula&#8221;: &#8220;(&#8230;) se um aluno não conhece o propósito de uma tarefa e não pode relacionar esse propósito às suas próprias necessidades, muito dificilmente poderá realizar aquilo que o estudo envolve em profundidade&#8221;; ilustra muito bem a necessidade de contextualização do conteúdo, não só em MDI mas na educação.</p>
<p>Já as questões de design do MDI (o design instrucional), ao contrário do que acreditam alguns artistas pós-modernos, a forma jamais irá se sobrepor ao conteúdo, ou seja, por mais visualmente bem elaborado que seja o MDI, com fundamentações teóricas heterogêneas, proporcionando o contraditório e o embasamento para pesquisas, se o material não levar em conta os aspectos específicos de cada região, de cada assunto abordado, de cada cultura e comunidade, não haverá a potencialização do aproveitamento dos conteúdos, uma vez que o distanciamento e a impossibilidade de realização de analogias entre a teoria e a realidade de cada grupo de pessoas (traduzido nas diferentes formas de agrupamento) pode acabar gerando a ineficácia do MDI.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Misanchuck (citado por Willis, 1996), sugere uma série de cuidados ao elaborar material impresso para cursos a distância, considerando o estilo do texto, a organização do conteúdo, a diagramação do texto, a inclusão de questões e indicações claras da localização dos itens (sinalização visual). Os indicativos de localização devem estar claros não apenas no que se refere ao material impresso, mas também em relação às demais mídias utilizadas no curso.&#8221; <a title="UFSC" href="http://www.eps.ufsc.br/disserta98/roser/cap3.htm" target="_blank">Fonte</a></em></p></blockquote>
<p>A elaboração de um MDI é antes de tudo um ato de criação. O material tem que ser atrativo, e desta forma, exige do criador o conhecimento do público alvo: quem é este público, seus hábitos, suas necessidades. Trata-se aqui de uma relação de análise deste público, para que seja atingido o objetivo que se pretender alcançar no projeto pedagógico como um todo.</p>
<p><strong>Pontos positivos da utilização do MDI em EaD</strong></p>
<p>O material impresso é um dos meios mais utilizados em EaD devido à suas características, um grande número de barreiras e requisitos de acesso são eliminados, com isso, pode atender a um público numeroso, disperso e de culturas diferentes.</p>
<p>As principais vantagens do MDI são:</p>
<blockquote><p>1. Fácil adaptação à complexidade da sociedade moderna;</p>
<p>2. Oferece flexibilidade de espaço, tempo e ritmos de aprendizagem;</p>
<p>3. O aluno é estimulado a se tornar sujeito de sua aprendizagem;</p>
<p>4. Tem abertura a uma diversidade e amplitude de oferta de cursos e, através dos sistemas de distribuição logística, o MDI pode alcançar qualquer local do país ou do mundo;</p>
<p>5. Pode realizar a formação permanente no campo profissional e pessoal, para dar continuidade à formação recebida formalmente;</p>
<p>6. Permite economia na produção em escala;</p>
<p>7. É familiar, razoavelmente compreensível e aceito pelos alunos de diversas partes do país e do mundo;</p>
<p>8. Favorece ao aprendizado autônomo, por ser adaptável ao ritmo dos alunos, permitindo a releitura, a leitura seletiva, o maior ou menor aprofundamento do que se lê;</p>
<p>9. Pode ser &#8220;navegado&#8221; com facilidade. O acesso aleatório a partes específicas é rápido e conveniente.</p>
<p>10. O MDI oferece independência, pois os alunos não precisam de suporte, equipamento nem assistência para utilizar. Pode ser lido em qualquer lugar e acessado a qualquer momento, permitindo ao aluno maior flexibilidade no acesso ao conteúdo didático;</p>
<p>11. Não requer nenhum horário específico para sua utilização (o aluno não precisa estar em um lugar e hora específicos);</p>
<p>12. Não requer equipamento específico para ser utilizado;</p>
<p>13. Também não requer nenhum treinamento para que seja usado com eficiência;</p>
<p>14. Oferece portabilidade e é facilmente transportável;</p>
<p>15. É um meio &#8220;transparente&#8221;, permitindo à mensagem ser transmitida sem distração ou interferência da tecnologia de entrega;</p>
<p>16. O material impresso é a tecnologia que os alunos estão mais familiarizados com a linguagem, formato e manuseio;</p>
<p>17. É uma alternativa de baixo custo e de alta durabilidade;</p>
<p>18. A visualização do conteúdo através da mídia impressa estimula a percepção e a cognição. O MDI concentra a atenção do aluno por longos períodos de tempo;</p>
<p>19. Oferece a sequenciação de idéias e conteúdos. Possibilita a transmissão eficiente de grandes quantidades de conteúdo e se integra a outros meios facilmente.</p>
<p>20. De acordo com a elaboração do seu conteúdo o MDI pode estabelecer a Relação teórico-prática, facilitando a compreensão dos conceitos;</p>
<p>21. Permite a reflexão e auto-avaliação do conhecimento.</p>
<p>22. Oferece grande capacidade de armazenamento de informações e aceita toda e qualquer expressão gráfica (imagens, textos, gráficos, diagramação, etc.).</p></blockquote>
<p>O MDI revela sua importância quando age como ferramenta contra a segregação educacional, uma vez que a possibilidade de utilizar material impresso acarreta em mais liberdade em termos de tempo e espaço. Com a utilização do MDI como uma das muitas ferramentas do ensino à distância, ganhamos todos, pois enriquecemos as formas e ampliamos os conteúdos, como diria Guilherme Orozco, estudioso da recepção humana, &#8220;a variedade de meios também enriquece os conteúdos, por mais similares que sejam estes&#8221;.</p>
<p><strong>Pontos negativos do uso de MDI em EaD</strong></p>
<p>Embora o MDI seja amplamente difundido e aplicado na EaD, há limitações e desvantagens no seu uso:</p>
<blockquote><p>1. Logística complexa, tanto para armazenamento quanto para estabelecer a quantidade exata de reproduções, com menor perda;</p>
<p>2. Alta perecibilidade, os conteúdos podem perder a validade facilmente. A vida útil de um material depende também do tema, um curso sobre história ou matemática com certeza poderá ser reeditado e/ou consultado mais vezes do que um material sobre informática ou outra área que esteja em constante mudança;</p>
<p>3. Não oferece possibilidade de manutenção de seu conteúdo, uma vez impresso e encadernado, não há como refazer;</p>
<p>4. O material impresso é pouco interativo. Possibilita apenas a visão de uma dimensão estática, sem o recurso de mostrar com clareza uma seqüência de ações como por exemplo o vídeo;</p>
<p>5. A interação aluno/professor via material impresso não permite respostas imediatas e depende de outras mídias para estabelecer o contato direto entre professores e alunos;</p>
<p>6. A informação é apresentada por meio de uma cadência de leitura (seqüencial) e não é possível ter acesso a ela globalmente, de modo imediato;</p>
<p>7. Intimida um número grande de alunos. Há um número significativo de aprendizes que não sabem fazer uso adequado do material impresso, com dificuldades de interpretação de textos e decodificação da leitura; especialmente, ao que parece, a geração educada assistindo mais à TV do que lendo livros, seja por desinteresse, hábito ou baixa escolaridade;</p>
<p>8. É mais difícil alcançar a motivação para o estudo fazendo uso somente de MDI;</p></blockquote>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Os dados que comprovam a grande penetração dos impressos revelam a sua eficiência e aceitação do público: educadores e alunos. Mas as mídias digitais podem modificar este quadro rapidamente. Por várias razões:</p>
<blockquote><p>1. Muitos séculos se passaram até que o material impresso se tornasse tão difundido, enquanto poucas décadas fazem das tecnologias digitais igualmente penetrantes. O que comprova a maior velocidade de adaptação das tecnologias digitais, seu rápido amadurecimento e aceitação.</p>
<p>2. Impressos são comodamente produzidos e oferecidos como principal meio de distribuição de conteúdo em EaD, principalmente pela sua facilidade de criação, produção e distribuição. O custo de se criar um manual didático é um só. Depois é só replicá-lo e distribuí-lo (custo de produção e distribuição são infinitamente menores em relação ao custo de criação). Porém, a mídia digital ainda ganha neste sentido, uma vez que tanto sua criação, produção e distribuição são realizadas em processos mais rápidos e unificados. Por exemplo ao se criar um texto, colocá-lo na internet e informar a seus usuários, se fecha todo o círculo de geração do material.</p>
<p>3. Outro grande ponto negativo do material impresso, que parece ser negligenciado por muitos é o erro do material. Ao se cometer um erro na revisão, na impressão, ou em qualquer etapa de produção, há uma imensa perda material, enquanto que na mídia digital basta refazer e republicar. Seja esta mídia um site de internet, uma comunicação por e-mail, um arquivo para download, um PDF. Assim, o digital reduz consideravelmente os danos causados por erros. A mídia digital nos permite errar enquanto o impresso revela e ressalta nossas falhas.</p>
<p>4. Uma vez que o público de EaD procura um curso nesta modalidade buscando principalmente flexibilidade de tempo/espaço e interatividade, o estudo em livros que podem se defasar e oferecer o conteúdo de maneira estática, pesam em favor da utilização da mídia digital, pois esta não se defasa, ela evolui indefinidamente e abre a comunicação entre todas as partes envolvidas, sem que o aluno tenha que usar duas plataformas para isso (ex.: impresso + telefone, ou impresso + fax, ou impresso + correio, etc.) pode-se estudar e comunicar via mídia digital simultaneamente.</p></blockquote>
<p>O que leva uma empresa a criar material impresso para distribuir conhecimento (folders, manuais, livretos, etc.)? Trata-se inicialmente de sua estratégia de marketing, em seguida o baixo custo e a escala de produção atraem muitos adeptos, podendo oferecer penetração em um público definido e segmentado, isto no âmbito comercial. Agora, em iniciativas de EaD o impresso é considerado mais eficiente por abranger melhor o conteúdo do curso, oferecer a centralização das informações, tornar o aprendizado didático e ao mesmo tempo autônomo para o aluno seguí-lo de forma linear ou não-linear e ainda permitir alcançar os objetivos com base em um plano de ação que fica nas mãos do estudante. Esta tecnologia ainda é usada por convenção, por ser hábito de estudantes consultarem livros, este hábito se perpetua no estudo a distância.</p>
<p>As seguintes questões básicas são levadas em consideração ao se optar por este material como meio principal de aprendizagem em um curso: objetivos do curso, tipo de conteúdo, hábitos do público alvo e custos operacionais. Os objetivos do curso determinam como e o que abordar no impresso: seu escopo, os assuntos e atividades que vai cobrir. O tipo de conteúdo define se o impresso é mesmo o melhor meio para transmitir as idéias, este conteúdo norteia a produção do impresso, seu design e sua pré-produção (se fotos, ilustrações, diagramas, infográficos, com cor, sem cor, etc.). O estudo do público a que se destina revela os hábitos dos consumidores o que determina a acessibilidade ao material, a melhor linguagem para se comunicar com ele e sua forma de utilização (norteando também a futura divulgação do curso). Já o aporte de verba para implementação de um curso de EaD afeta os custos, que pesam diretamente na qualidade final do produto: em seu acabamento (ex.: se preto e branco ou colorido, o tipo de papel a ser impresso, etc.), no volume de produção e na forma como vai ser distribuído. Todas estas questões pesam consideravelmente no produto final do MDI para EaD.</p>
<p>O impresso é a mídia principal quando o guia dos estudos do conteúdo parte dele. E a partir dele são oferecidas as demais atividades, usando ou não outras tecnologias. Ele pode ser uma mídia secundária quando outra mídia guia o aprendizado e o MDI passa a ser, por exemplo, apenas um caderno de exercícios, um compendia de resumo ou um índice remissivo.</p>
<p>Segundo IBAÑEZ (1990) e SEBASTIÁN RAMOS (1990), apesar das tecnologias de comunicações à disposição hoje no mundo, a maior parte dos cursos de Educação a Distância utiliza o material impresso como principal via de comunicação e de estudo em seus cursos, pois é a ele que o aluno dedica mais tempo e o material escrito ainda supera em muito os demais meios na Educação a Distância. Já no texto de Regina Averbug: &#8220;Material didático impresso para EaD &#8211; tecendo um novo olhar&#8221;, nos diz: &#8220;A escolha do(s) recurso(s) didático(s) em educação a distância deve levar em conta que na educação presencial, o material didático é recurso de apoio à ação docente, podendo até ser suprimido; na EaD é o principal canal de comunicação com o aluno, confundindo-se, muitas vezes, com o próprio curso&#8221;.</p>
<p>Por fim, para concluir esta análise coloco um trecho do texto de <a title="José Manuel Moran" href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/" target="_blank">José Manuel Moran</a>: &#8220;As mídias na educação&#8221; &#8211; que pode ser acessado no endereço: <a title="ECA USP" href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/midias_educ.htm" target="_blank"><em>link</em></a></p>
<p>&#8220;As crianças e jovens se acostumaram a se expressar de forma polivalente, utilizando a dramatização, o jogo, a paráfrase, o concreto, a imagem em movimento. A imagem mexe com o imediato, com o palpável. A escola desvaloriza a imagem e essas linguagens como negativas para o conhecimento. Ignora a televisão, o vídeo; exige somente o desenvolvimento da escrita e do raciocínio lógico. É fundamental que a criança aprenda a equilibrar o concreto e o abstrato, a passar da espacialidade e contigüidade visual para o raciocínio seqüencial da lógica falada e escrita. Não se trata de opor os meios de comunicação às técnicas convencionais de educação, mas de integrá-los, de aproximá-los para que a educação seja um processo completo, rico, estimulante. A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os alunos, ajudando-os a que percebam os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.&#8221; Enfim, o MDI não é a única solução para a EaD, embora seja a mais usada, é preciso experimentar outros recursos tecnológicos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Modernidade e Pós-Modernidade</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2008/01/04/modernidade-e-pos-modernidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 21:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0011]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem eu li uma notícia interessante. Era sobre, a partir de ontem mesmo, dia 03/01 os moradores, comerciantes, turistas e quem quer que esteja passando por Copacabana, passava a poder utilizar acesso à Internet, por banda larga, de graça. A notícia dizia que teria sido lançado o sistema Wi-Fi no bairro, em palco montado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu li uma notícia interessante. Era sobre, a partir de ontem mesmo, dia 03/01 os moradores, comerciantes, turistas e quem quer que esteja passando por Copacabana, passava a poder utilizar acesso à Internet, por banda larga, de graça. A notícia dizia que teria sido lançado o sistema Wi-Fi no bairro, em palco montado em frente ao Copacabana Palace.
</p>
<p>
Como achei a notícia realmente interessante, divulguei em algumas listas de discussão que assino. Houve pouquíssimas reações, a maioria delas louvando a *modernidade* do fato&#8230; Moderno? Será que entendemos mesmo o conceito de moderno? Mas uma me chamou a atenção, a de um rapaz comentou uma coisa que eu realmente considerei interessante:</p>
<blockquote><p><em>- &#8220;Vi essa nota na imprensa e depois li aqui. Finalmente poderei trabalhar e estudar debaixo de um guarda sol, em plena praia carioca, tomando água de coco! Hehehe!&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Juntando com umas coisas que tenho visto, ouvido, lido e pensado, fiquei, desde ontem, &#8220;matutando&#8221;. Até quando vamos encarar trabalho como ruim? Até quando o lazer será visto como desimportante, em oposição ao &#8220;nobre&#8221; trabalho? Até quando vamos ficar grudados na porcaria da modernidade sem entrar, de fato, na bendita pós-modernidade?</p>
<p>A última vanguarda DE FATO que tivemos está com, aproximadamente, um século de existência. Ainda consideramos *moderno* idéias, linhas, formas e pensamentos dos anos 20, do século passado! Quer um exemplo?</p>
<p><a  title="Cadeira Wassily, Modelo Nº. B3 - imagem wikipedia" href="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/01/bauhaus_chair_breuer.png"><img src="http://aguarras.com.br/wp-content/uploads/2008/01/bauhaus_chair_breuer.thumbnail.png" alt="Cadeira Wassily, Modelo Nº. B3 - imagem wikipedia" /></a></p>
<p>Esta cadeira. É moderna, não? A grande maioria das pessoas diria que sim, que é moderna. Podemos mesmo ver réplicas dela compondo ambientes *modernos* e é *objeto de desejo* de muitos pseudo-moderninhos. Mas sabe de quem e de quando é o design dessa cadeira? O autor é <a title="Marcel Breuer" href="http://www.marcelbreuer.org/" target="_blank">Marcel Breuer</a>, da <a title="Bauhaus" href="http://www.bauhaus.de/english/" target="_blank">Bauhaus</a>. Seu nome é <a title="Cadeira Wassily, Modelo Nº. B3" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wassily_Chair" target="_blank">Cadeira Wassily, Modelo Nº. B3</a>, e foi desenhada em 1925-1927. Moderno, né? Oh!&#8230;</p>
<p>Bauhaus, que significa &#8220;casa em construção&#8221; ainda é hoje, em pleno século XXI, o *modelo* de modernidade&#8230; Só que os projetos da Bauhaus eram pensados para produção industrial, necessidades da época do <a title="Fordismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fordismo" target="_blank">Fordismo</a> trazido pela Revolução Industrial. Sem entrar muito na história, pois qualquer pesquisa simples pode esclarecer essas questões, o fato é que ainda temos o olhar e o fazer, na maioria das vezes, embasados na e para a produção industrial.</p>
<p>As propostas *inovadoras* de ensino de arte ainda estão coladas no modelo modernista prega a *expressão*; no credo modernista que <a title="Ana Mae Barbosa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Mae_Barbosa" target="_blank">Ana Mae Barbosa</a> chama (e que eu acho perfeito!) de *Lamúria Sensibilizante*, sem levar em conta as necessidades humanas e políticas (não confundir com partidarismo ou politicagem!) dos envolvidos nos processos educativos&#8230; Não há políticas educacionais, em arte ou em qualquer outra área de conhecimento, realmente pós-modernas, onde haja uma real diferença entre a educação e o desenvolvimento humano.</p>
<p>E isso não só nas Artes, infelizmente. É em tudo!</p>
<p>Trabalhar ainda significa ir para um lugar específico, ficar lá um tempo, geralmente considerado ruim, fazendo coisas igualmente ruins. Produzir ainda está relacionado a volume de números e não à qualidade do que é produzido, muito menos ao modo como isso desenvolve o ser humano. Estudar, idem, ainda é visto como ruim e, pior, como necessariamente *supervisionável*, mensurável, ou seja, tem que ter algum *vigiando* e cobrando resultados para funcionar.</p>
<p>A chamada *Era da Informação*, que andaria no ritmo da pós-modernidade, caracterizada &#8220;formalmente&#8221; pela invenção do timmer, nos anos 70, que deu ao homem a capacidade de manipular o tempo, principalmente pela simulação de presença na operação de máquinas, parece não ter realmente decolado e ainda estar grudada no racionalismo da modernidade, sem a compreensão, de fato, de que a existência de uma realidade diferenciada, proporcionada pelas tecnologias digitais, permite, além da manipulação direta do tempo, uma reorganização do espaço de modo que essa relação, tempo/espaço, na modernidade caracterizada por formas específicas de comportamento, trás, também, novas formas de comportamento. E isso tanto para trabalho, quanto para lazer, educação, relações humanas, enfim, para a vida.</p>
<p>Na modernidade espaço e tempo eram *entidades concretas*, na pós-modernidade tempo e espaço assumem novas e diferentes formas e as relações possíveis entre e com eles é, também, se não necessariamente nova, diferente. Nos anos 50 Theillard de Chardin, em seu Fenômeno Humano, pensava a existência do que chamou de Noosfera, que seria uma espécie de rede invisível de consciência. As tecnologias digitais de comunicação e informação tornam o conceito real, mas ainda nos relacionamos com relação ao trabalho e à educação, bem como nas relações humanas, dentro do paradigma tempo/espaço da modernidade! André Lemos trata brilhantemente desse tema em seu texto &#8220;<a title="As estruturas Antropológicas do Cyberespaço" href="http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html" target="_blank">As estruturas Antropológicas do Cyberespaço</a>&#8221;. Vale a leitura: <a title="http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html" href="http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html" target="_blank">http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html</a></p>
<p>Exemplos dessa incongruência são trabalhos que poderiam ser feitos, com efetivo ganho de produtividade, em qualquer lugar conectado à Internet, tendo que ser feitos em ambientes específicos, geralmente mal dimensionados, tecnologicamente, onde as pessoas são *vigiadas* para ver se estão mesmo trabalhando&#8230; Quantos exemplos sabemos e vemos de gente que, sim, está fisicamente num lugar, mas trabalho, que é bom, nada? Quantas pessoas vão, todos os dias, a lugares onde deveriam trabalhar e, na verdade, passam dias e dias jogando conversa fora? E os cursos e aulas &#8220;à distância&#8221; onde se deve &#8220;ir a algum lugar&#8221;, fisicamente, para fazer o dito-cujo? Caramba, se eu preciso sair de casa e ir até um lugar, porque não vou direto para a escola convencional e assisto ao vivo a aula?</p>
<p>Parte-se do princípio que estudar e trabalhar são coisas ruins por natureza e que, desta forma, se não forem vigiados, serão burlados&#8230;</p>
<p>É tudo, no mínimo, patético! Não acha?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ConFAEB 2007</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 23:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0010]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenção: não temos qualquer relação com a Federação de Arte-Educadores. Por favor entre em contato diretamente com eles. (clique neste link) Como sempre faço, após voltar de um evento, procuro registrar um pequeno balanço do que ouvi e vi, para pesar mesmo se valeu a pena ter ido. Como O ConFAEB é o congresso anual, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="cite">Atenção: não temos qualquer relação com a Federação de Arte-Educadores. Por favor entre em contato diretamente com eles. <em>(clique neste link)</em></p>
<p>Como sempre faço, após voltar de um evento, procuro registrar um pequeno balanço do que ouvi e vi, para pesar mesmo se valeu a pena ter ido. Como O <a title="ConFAEB" href="http://www.udesc.br/aaesc/" target="_blank">ConFAEB</a> é o congresso anual, nacional da Federação de Arte-Educadores do Brasil, e o evento mais importante da área, para os arte-educadores brasileiros. Neste ano aconteceu num feriado (2 a 4 de novembro) o que possibilitou a ida de muitas pessoas que, como eu, nunca haviam tido a oportunidade de participar efetivamente, por não conseguirem ser liberadas de seus trabalhos para isso. Assim, compartilho aqui minhas impressões, numa tentativa de ampliar o alcance delas e das decisões e encaminhamentos do evento.</p>
</p>
<p>Um dos pontos de destaque deste ConFAEB foi a resolução de composição de uma Comissão Estatuinte, da qual eu faço parte, de representação nacional (com membros das 5 regiões do país) para propor as necessárias alterações do estatuto da FAEB. Uma das principais solicitações das pessoas presentes à Assembléia foi a instituição da possibilidade de associação individual à FAEB. Atualmente uma pessoa só pode se associar à FAEB por intermédio das associações estaduais. Só que, em vários estados do Brasil as associações ou não existem, ou estão inativas, como é o caso do Estado de São Paulo, onde eu moro.</p>
<p>Foram relatadas as diversas ações das associações ativas e suas conquistas no último ano, como por exemplo a do Pará, que conseguiu que professores formados nas licenciaturas específicas (Visuais, Teatro, Dança e Música) possam, se aprovados nos respectivos concursos, assumir as aulas ainda erroneamente chamadas de Educação Artística. Sim, erroneamente porque desde 1996 a área tem a nomeclatura oficial de Artes e não mais Educação Artística, mas os editais dos concursos, em vários estamos e municípios, ainda usam o nome de Educação Artística (visão de professor polivalente, abandonada pela LDB de 1996). Uma grande conquista, é verdade, embora os editais ainda continuem sendo feitos ILEGALMENTE com o nome errado, dá-se o crédito de formação aos licenciados nas respectivas áreas.</p>
<p>O principal problema desses editais não é somente o nome errado. O problema é que, ao usar o nome errado (Licenciado em Educação Artística), exclui-se os profissionais licenciados nas diferentes linguagens. Não seria de todo equivocado SE existissem licenciaturas em educação artística&#8230; Desde 1996 não existem mais licenciaturas em Educação Artística. Todas as licenciaturas em Arte passaram a ser específicas, optando pelas áreas de conhecimento que formam os egressos.</p>
<p>Explicando melhor. Eu, por exemplo, sou licenciada em Educação Artística (curta) e Artes Plásticas (plena). Só que eu concluí a licenciatura em 1986. Todas as pessoas que concluíram a licenciatura plena antes de 1996 têm licenciaturas curtas em educação Artística, mas quem concluiu seus estudos após 1996, não tem. Nem licenciatura curta em nada, pois foi extinta, muito menos plena em Educação Artística, essa, por sinal, nunca existiu.</p>
<p>Dentre os vários outros interessantes assuntos discutidos no último ConFAEB um deles foi a situação do Ensino de Arte dentro dos programas de formação de professores dos cursos de Pedagogia de nosso país, em especial das IES particulares. Presencial ou por EaD.</p>
<p>Saí do ConFAEB com uma &#8220;missão&#8221;, a de mapear as condições do ensino de arte nos cursos de formação de professores (Pedagogia), em especial nas IES, que é onde a gente acaba vendo os principais erros de percepção e, por conseqüência, de aplicação.</p>
<p>As principais questões a serem levantadas neste estudo são:</p>
<blockquote><p>- Como são estruturadas as disciplinas que tratam de Arte e Ensino de Arte, nesses cursos?</p>
<p>- Que conteúdos são trabalhados nestas disciplinas?</p>
<p>- Em que séries?</p>
<p>- Qual a carga horária?</p>
<p>- Quem leciona essas disciplinas?</p>
<p>- Qual a formação desses professores?</p>
<p>- A que departamento estão ligados?</p>
</blockquote>
<p>Assumi o compromisso, com a diretoria, através da Luciana Gruppelli, de iniciar um levantamento, o mais amplo possível, dessa situação.</p>
<p>Desta forma gostaria de pedir aos professores de IES que lecionem Arte ou temas relacionados, em cursos de pedagogia, de todo o Brasil, que, se possível, enviem seus relatos, os dados de suas instituições e seus programas de ensino para o e-mail <a title="email" href="mailto:ju.sampaio@gmail.com" target="_blank">ju.sampaio@gmail.com</a> para juntarmos as informações. Se houver também alguém interessado em colaborar neste estudo, agradeço a manifestação!</p>
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		<title>Alguns comentários sobre leitura e escrita</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/09/10/alguns-comentarios-sobre-leitura-e-escrita/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 20:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roseana Murray</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0009]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1984, por uma pequena editora,  publiquei uma coletânea de poemas amarrados na idéia dos classificados de jornal. Eu trocava, vendia, alugava, buscava coisas abstratas e concretas, o possível e o impossível, misturando tudo como só a poesia sabe fazer. O livro Classificados Poéticos, para minha surpresa, mobilizou leitores de todas as idades desde o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1984, por uma pequena editora,  publiquei uma coletânea de poemas amarrados na idéia dos classificados de jornal. Eu trocava, vendia, alugava, buscava coisas abstratas e concretas, o possível e o impossível, misturando tudo como só a poesia sabe fazer. O livro Classificados Poéticos, para minha surpresa, mobilizou leitores de todas as idades desde o primeiro momento.
</p>
<p>
O que acontecia com esse leitor que lia os meus classificados? Ele se lembrava que também queria trocar alguma coisa na sua vida, no seu ambiente, na sua alma. E, ao se apropriar do meu texto, sentia uma grande urgência em construir o seu próprio classificado, em participar da minha proposta. Daria para encher uma casa a quantidade de poemas escritos a partir do meu livro.</p>
<p>Uma vez fui ao Sul, até a cidade de Garibaldi receber um prêmio. Uma mulher se aproximou de mim e me contou que sua filha havia tido uma doença grave, ficara um tempo sem caminhar e que um poema do livro Classificados Poéticos (quero asas de borboleta azul/ para que eu encontre/ o caminho do vento/ o caminho da noite/ a janela do tempo/o caminho de mim.) foi de grande ajuda para a sua cura. Ela dizia que o poema era dela, que a borboleta azul era ela e como a borboleta ela andaria/voaria outra vez. Claro que não foi o meu poema quem a curou, mas fiquei impressionada com a firmeza com que ela se apoderou do poema.</p>
<p>Outra vez participei de uma festa de natal num hospício no Rio de Janeiro, no Hospital do Engenho de Dentro, onde por tantos anos trabalhou a <a title="Dra. Nise da Silveira" href="http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/html/nise.html" target="_blank">Dra. Nise da Silveira</a>. Uma &#8220;louca&#8221; se aproximou da mesa onde eu estava sentada com meu livros e ao começar a folhear o Classificados Poéticos, parou num poema, leu em voz alta e me disse: &#8220;fala a verdade, você é maluca também, não é? para escrever uma coisa assim tão linda&#8230;&#8221; Pronto, o meu texto já era dela.</p>
<p>Os textos que amo circulam por meu sangue. Alguns personagens, alguns poemas, em alguns momentos me ajudaram a viver e me ajudam a escrever. Alguns escritores têm a escrita tão límpida que são o país onde quero chegar.</p>
<p>Recebo muitas cartas, muitas mensagens de leitores que se emocionaram com meus poemas e querem me contar isso. O meu texto provoca outro texto, o desejo da escrita.</p>
<p>É a leitura quem provoca a escrita. É a leitura que, qual um terremoto, agita as águas interiores, fazendo com que o leitor sinta  a necessidade de escrever também. A escrita é uma conseqüência da leitura. Um bom texto funciona como uma bomba de dinamite no leitor. Ele quer também, ele quer alguma coisa. Alguém disse o que ele gostaria de dizer, alguém sente o que ele sente, alguém faz o que ele não tem coragem de fazer, alguém ousa e ele quer ousar, alguém sonha e ele quer sonhar. Ele então precisa dizer isso.</p>
<p>Quando eu era criança li um livro mágico. Falava de uma tribo na pré-história que tinha que partir antes do inverno chegar. Uma familia não podia ir pois o pai estava doente. Todos partem e a família fica. O pai morre e a mãe decide partir então para ver se alcança a tribo. Ela, seu filho de dez anos e um filho de quatro. O livro narra as peripécias da família, os perigos que têm de enfrentar até encontrar novamente a tribo. Durante a leitura me transformei no menino, mudei de sexo. Eu era ele violentamente. Quando o livro acabou eu quis escrever a minha primeira história. Eu precisava falar aquilo, a emoção.</p>
<p>Acredito que a leitura é a única escola possível para a escrita. E quando o leitor &#8220;fica dono&#8221; do texto, ele sente vontade de escrever.</p>
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		<title>Federação de Arte-Educadores do Brasil &#8211; FAEB</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jul 2007 16:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0008]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenção: não temos qualquer relação com a Federação de Arte-Educadores (e este post é de 2007!). Por favor entre em contato diretamente com eles. É o órgão de representação nacional das Associações estaduais, Regionais e Municipais dos profissionais de arte-educação e tem, dentre seus objetivos, “o fortalecimento e valorização do ensino de arte em busca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size: 28px; background: yellow; line-height: 200%; border: 4px solid red; padding: 1em;"><strong>Atenção: não temos qualquer relação com a Federação de Arte-Educadores (e este post é de 2007!). Por favor entre em contato diretamente com eles.</strong></p>
<p>É o órgão de representação nacional das Associações estaduais, Regionais e Municipais dos profissionais de arte-educação e tem, dentre seus objetivos, “o fortalecimento e valorização do ensino de arte em busca de uma educação com identidade e social e cultural brasileira”.</p>
<p>Surgida num momento político interessante do Brasil, nos anos de pós-ditadura, a FAEB teve participação intensa na elaboração da atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases 9394/96) da educação brasileira, onde introduzida a obrigatoriedade do ensino de arte em todos os níveis da educação básica.</p>
<p>Com os atuais recursos de comunicação a FAEB mantém um grupo de discussão na Internet que tem como principal objetivo ampliar o fórum nacional de debates acerca das causas da arte-educação, bem como de fazer circular e dar acesso a todos os associados das decisões e necessidades da categoria.</p>
<p>Atualmente, as associações Estaduais que pertencem à FAEB são:</p>
<ul>
<li>APPARTE – Associação Paraibana de Profissionais de Arte na Educação</li>
<li>Presidente – Carlos Cartaxo</li>
<li>AMAE – Associação Maranhense de Arte-Educadores<br />
Presidente – Cláudia Cristiane de Matos Sousa</li>
<li>APAAL – Associação de Professores de Arte de Alagoas<br />
Presidente Sandra Maria Amorim de Barros</li>
<li>AGA-RS – Associação Gaúcha de Arte-Educadores<br />
Presidente – Luciana Gruppelli Loponte</li>
<li>AAEESC – Associação de Arte-Educadores do Estado de Santa Catarina<br />
Presidente – Maria Cristina da Rosa</li>
<li>AERJ – Associação de Arte –Educadores do Rio de Janeiro<br />
Presidente – Jacqueline Mac-Dowell</li>
<li>AMARTE – Associação Mineira de Arte-Educação<br />
Presidente – Adriana Valéria</li>
<li>ASAE – Associação de Arte-Educadores do Distrito Federal<br />
Presidente – Lurdiana Costa</li>
<li>AESP – Associação dos Arte-Educadores de São Paulo<br />
Presidente – Maria Cristina de Campos Pires</li>
<li>AAEPA – Associação de Arte-Educadores do Pará<br />
Presidente – Nélia Lúcia Fonseca</li>
<li>ASMAE – Associação Sul-Matogrossense de Arte-Educadores<br />
Presidente – Em processo de eleição</li>
</ul>
<p>Desde o surgimento a FAEB congrega os profissionais de arte-educação, e tem participação direta no encaminhamento e apoio de sua prática profissional, através dos seus congressos anuais, os ConFAEB. Nesses encontros, os profissionais da área trocam experiências, relatam sua prática, debatem questões pertinentes à categoria e organizam os rumos da área e, também é nos ConFAEB, que são eleitas, em assembléia, as diretorias da FAEB.</p>
<p>O próximo congresso, XVII ConFAEB, que tem como tema central os 20 anos da FAEB, as conquistas e os caminhos da área, acontece em Florianópolis, entre 02 e 04 de novembro de 2007.</p>
<p>Para participar do XVII ConFAEB, você pode inscrever seus trabalhos para seleção até 15 de agosto. O Regulamento ser encontrado no site do evento (http://www.udesc.br/aaesc) e é reproduzido abaixo.</p>
<p>Nos vemos em Floripa?</p>
<p>Regulamento do XVII ConFAEB</p>
<p>1. As comunicações poderão ser apresentadas em forma de relato de experiência pedagógica, extensão ou de pesquisa:</p>
<p>A comunicação refere-se às experiências significativas desenvolvidas por arte-educadores na escola formal e outros contextos, bem como, na formação de professores permitindo aprofundar questões teórico-práticas.</p>
<p>1.1.Regulamento</p>
<blockquote><p>a) Para inscrever os trabalhos é necessário fazer a Inscrição no site e o pagamento da inscrição na conta da AAESC:</p></blockquote>
<blockquote><p><em>Banco BESC </em><br />
<em>Ag. 117 </em><br />
<em>C/C 72844-5 </em><br />
<em>Tipo 03 </em></p></blockquote>
<p>b) Cada participante poderá inscrever uma comunicação. As inscrições estarão abertas do dia 01/07/2007 ao dia 15/08/2007, bem como estarão disponíveis os endereços eletrônicos e postal para envio das propostas, através do site: www.udesc.br/aaesc</p>
<p>c) O Valor das Inscrições são de R$ 55,00 para professores e de R$30,00 para estudantes, até o dia 05 de setembro 2007, depois R$ 65,00 para professores e R$ 35,00 para estudantes.</p>
<p>d) Os participantes que forem selecionados receberão certificação pelo desenvolvimento de sua proposta no XVII Confaeb, após apresentação.</p>
<p>e) As comunicações deverão estar inscritas num dos grupos de trabalho abaixo descritos:<br />
2. Grupos de Trabalho (GTs): Comunicações:</p>
<blockquote><p>a) Formação de Professores de arte</p>
<p>b) Arte nas escolas e interdisciplinarida de</p>
<p>c) Ensino de arte e a educação ambiental</p>
<p>d) Ensino de arte: transdisciplinarida de, cidadania e inclusão</p>
<p>e) Currículo e avaliação no ensino de arte</p>
<p>f) Ensino de arte: antigas e novas tecnologias</p>
<p>g) História do ensino de arte no Brasil</p>
<p>h) Ensino de arte na EJA</p>
<p>i) Arte, educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental</p></blockquote>
<p>3. Trabalhos Selecionados – XVII Confaeb</p>
<blockquote><p>Os Trabalhos selecionados pela Comissão Científica do XVII Confaeb – Comunicações e Oficinas serão divulgadas no site www.udesc.br/ aaesc XVII Confaeb &#8211; a partir do dia 30 de agosto de 2007.</p>
<p>O inscrito que tiver seu trabalho aprovado deverá encaminhar seu texto completo à Coordenação do XVI I Confaeb – pelo site até 15 de setembro de 2007. os trabalhos entregues após esta data não serão publicados.</p></blockquote>
<p>Mais informações: <a title="www.udesc.br/aaesc" href="http://www.udesc.br/aaesc" target="_blank">www.udesc.br/aaesc</a></p>
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		<item>
		<title>Lançamento de editais da Funarte</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/05/24/lancamento-de-editais-da-funarte/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 23:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0007]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 14 de maio o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, anunciou o lançamento dos editais de Fomento à Cultura nas áreas de Música, Teatro, Dança, Circo e Artes Visuais. Estavam ainda presentes na entrevista o presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Celso Frateschi, acompanhado dos diretores Pedro Braz (executivo) e Xico Chaves [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 14 de maio o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, anunciou o lançamento dos editais de Fomento à Cultura nas áreas de Música, Teatro, Dança, Circo e Artes Visuais. Estavam ainda presentes na entrevista o presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Celso Frateschi, acompanhado dos diretores Pedro Braz (executivo) e Xico Chaves (Centro de Artes Visuais), Pedro Muller (Centro de Música) e Hélvio Tamoio (Centro de Programas Integrados); o secretário executivo do MinC, Juca Ferreira e a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa. A Petrobras é a empresa patrocinadora da maioria dos programas anunciados.</p>
<p>
O ministro destacou sobre a importância do patrocínio da Petrobras (R$ 22 milhões) dizendo que: &#8220;Este valor, em aporte direto para programas culturais, representa algo vultoso&#8221; e afirmando, ainda, que o modo como os editais foram desenvolvidos &#8220;expressa a continuidade aperfeiçoada da política de distribuição de recursos públicos, num modelo democrático de seleção pública&#8221; e que esse modo democrático consolida a &#8220;marca registrada&#8221; do Ministério da Cultura no Governo Lula.</p>
<p>O Presidente da Funarte, Celso Frateschi, complementou as informações a respeito dos editais, informando que a atual gestão da Funarte decidiu que, a partir deste ano, haverá comissões estaduais, julgadoras dos programas. Em sua fala, Celso Frateschi disse que: &#8220;<em>O mérito não deixará de ser o critério fundamental para a seleção, mas vamos levar critérios diferentes a estados que têm realidades distintas. Além da demanda natural de cada estado, é importante que o Ministério provoque essa descentralização, fomentando o desenvolvimento da criatividade</em>&#8220;.</p>
<p>A parceria entre o Ministério da Cultura e a Petrobras foi a ênfase da fala de Eliane Costa que afirmou serem parte de &#8220;<em>um conjunto estruturante de projetos que envolve a parceria extraordinária</em>&#8221; entre a empresa e o Ministério.</p>
<p>No mesmo evento também foi anunciado o edital da 30ª edição do Projeto Pixinguinha que, nesta edição especial de comemoração de aniversário do projeto, terá curadoria e consultoria de Hermínio Bello de Carvalho, seu criador.</p>
<p>Para conhecer os editais:</p>
<ul>
<li>Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras</li>
<li>Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea</li>
<li>Prêmio Atos Visuais de Arte Contemporânea</li>
</ul>
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		<title>Entrevista com Rosa Iavelberg</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2007 22:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0007]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[A Profª. Drª. Rosa Iavelberg é uma das autoras dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) na área de Artes e diretora do Centro Universitário Mariantônia, da USP (Universidade de São Paulo) onde, desde 2003, já era a coordenadora do setor educativo, tendo realizado diversos projetos voltados à formação de professores da rede municipal e ao contato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Profª. Drª. Rosa Iavelberg é uma das autoras dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais)   na área de Artes e diretora do Centro Universitário Mariantônia, da USP (Universidade de São Paulo) onde, desde 2003, já era a coordenadora do setor educativo, tendo realizado diversos projetos voltados à formação de professores da rede municipal e ao contato de alunos dessas escolas com arte contemporânea &#8211; Lá Vai Maria, Artes e Temas Transversais e o mais recente Arte Passageira, entre outros.
</p>
<p>
É também a coordenadora do Curso de Especialização em Linguagens das Artes, na mesma instituição. Por ocasião do lançamento de seu livro mais recente, &#8220;O desenho cultivado na Infância&#8221; (Zouk Editora), nos concedeu esta entrevista.</p>
<p>A Profª. Rosa é ainda autora de mais dois livros, bibliografias de referência na área de Arte/Educação.</p>
<blockquote><p>- &#8220;Ensino de Arte&#8221; (Thomson Pioneira, 2006), escrito em parceria com a Profª. Luciana Mourão Arslan.</p>
<p>- &#8220;Para gostar de aprender arte&#8221; (Artmed, 2003).</p></blockquote>
<p><em><strong>1. Profª. Rosa, como você avalia a atual situação do ensino de arte nas escolas brasileiras?</strong></em></p>
<p>O quadro é diversificado. Temos projetos com qualidade, mas um número expressivo de escolas da rede pública e privada não desenvolve trabalhos adequados à aprendizagem em arte e não promove a formação cultural.</p>
<p><em><strong>2. Qual seria, na sua visão, o ideal do ensino de arte nas escolas?</strong></em></p>
<p>Creio que as equipes de professores e profissionais das escolas e secretarias deveriam ter autonomia para concretizar, em paradigmas contemporâneos, o desenho curricular e a orientação dos professores, com abertura a avaliadores internos e externos para acompanhar as práticas em seus resultados de aprendizagem.</p>
<p>Os aspectos importantes são: a formação dos professores para ensinar arte, programas de acessibilidade aos bens artísticos e culturais, com provisão de meios para acessá-los e, principalmente, a inclusão de arte como área de conhecimento na escola, como forma imprescindível à educação das crianças e jovens.</p>
<p>Além disto, toda ação educativa precisa ser concebida em redes institucionais envolvendo escolas, secretarias de educação e cultura, organizações não-governamentais, universidades, instituições culturais, bibliotecas, associações representativas dos profissionais da arte e da educação. Um sonho assim vale a pena e certamente nos ensinará sobre a diversidade nos espaços escolares.</p>
<p><em><strong>3. Levando-se em consideração sua visão sobre a importância da arte da vida das pessoas, qual o prejuízo em um ensino de arte feito por pessoas consideradas não capacitadas adequadamente para isso?</strong></em></p>
<p>O tempo didático costuma ser curto nas escolas brasileiras, se neste tempo não se oferece oportunidade de aprendizagem aos alunos, por falta de profissionais preparados, priva-se o aluno de participação sócio-cultural informada e de ações criativas, nas quais, sua subjetividade dialoga com as produções de pares e artistas em diferentes linguagens artísticas. Além disto, a precariedade das escolhas teóricas nas escolas e as orientações didáticas equivocadas podem imprimir uma visão deformada de arte, afeita a práticas sociais sem qualidade artística e estética.</p>
<p><em><strong>4. O que deve ser entendido como &#8220;arte&#8221; na expressão &#8220;arte-educação&#8221; e por que há uma crítica negativa, dos profissionais da área, em relação à denominação &#8220;Educação Artística&#8221; para o ensino de arte nas escolas?</strong></em></p>
<p>A terminologia arte-educação refletiu um avanço conceitual na área de Arte porque incluiu as culturas como conteúdo das aulas e a produção artística como forma contextualizada, deste modo abriu-se espaço para que a diversidade da produção artística de qualidade pudesse ser aprendida nas escolas, aproximando o que se aprende do trabalho dos artistas, críticos, historiadores de arte, agentes culturais.</p>
<p>Na seqüência passou-se a usar Ensino da Arte, sem medo de caracterizar ensino nos moldes da escola tradicional, mas compreendendo a necessidade de um ensino regulado pela aprendizagem, por outras palavras, pelo diálogo entre ensino e aprendizagem, porque na didática contemporânea, com foco na aprendizagem, observam-se as transformações dos níveis de saber e dos modos de aprender de sujeitos singulares (subjetividades diferenciadas), além de reconhecer as mudanças estruturais dos níveis de conhecimento em cada área de conhecimento ou linguagem específica em sua gênese.</p>
<p><em><strong>5. Qual a importância da arte para a formação das pessoas?</strong></em></p>
<p>Arte humaniza a formação porque garante às pessoas espaço para interações cuja principal finalidade é o valor simbólico da interlocução intersubjetiva. É possível, por intermédio da arte, colocar-se no mundo de modo autoral, não submisso, percorrendo tempos e espaços variados, gerando modos de conhecer e compreender a vida e a criação, articulando cognição, valores, ação criativa com construção de significados e ainda, percepção e atribuição de qualidades com sensibilidade.</p>
<p><em><strong>6. Quem pode ser considerado um arte-educador?</strong></em></p>
<p>Compreendo o arte&#8211;educador como um profissional que tem como finalidade ensinar arte com diversos objetivos. Se atua em educação escolar seus objetivos serão diferentes dos arte-educadores que trabalham em projetos sociais, instituições de saúde, presídios, centros de reabilitação. Todos educam e promovem aprendizagens, mas os propósitos sociais e educacionais se diferenciam em cada caso gerando organizações didáticas distintas.</p>
<p><em><strong>7. Qual a formação que um arte-educador deve ter?</strong></em></p>
<p>A formação deve perpassar no mínimo: saber sobre arte e saber sobre aprendizagem em arte. Se os modos de aprendizagem implicam em desenvolvimento de percurso de criação em arte do aluno, é necessário que o educador tenha experiência em processo de criação pessoal. Aprender para saber dar aula é um conteúdo procedimental pouco considerado na formação inicial. Responder sobre formação em algumas linhas é impossível. Mas sem dúvida os âmbitos cultural, educacional e gerencial previstos por Antonio Nóvoa tem encaixe perfeito na formação do arte-educador.</p>
<p><em><strong>8. Como se dá esta formação?</strong></em></p>
<p>Não se tem uma unidade nas propostas formativas. Somente uma análise de currículos e programas dos centros formativos do país, atualizada e não tendenciosa, poderia elucidar esta pergunta.</p>
<p><em><strong>9. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) proíbe o ensino de arte nas escolas por pessoas que não tenham formação específica nesta área?</strong></em></p>
<p>A LDB prevê que o ensino da arte seja ministrado por profissionais com formação específica, entretanto, na prática ainda não se tem número suficiente de professores com habilitação. Existe abertura na resolução de atribuição de aulas para preencher as vagas com professores de outras áreas para que o aluno não fique sem aulas de arte. Tal fato não colabora para o ensino da arte.</p>
<p><em><strong>10. Como avalia a formação dos arte-educadores no Brasil? Considera que, na maioria, estejam bem preparados para lecionar arte?</strong></em></p>
<p>Creio que falta aperfeiçoamento da formação inicial e continuada, apesar de muitos esforços já realizados, a maioria dos profissionais que atuam nas escolas requer mais preparo e atualização nos conteúdos ligados à própria arte, na concepção de currículo e nas modalidades da didática contemporânea com foco na aprendizagem.</p>
<p><em><strong>11. Em que aspectos seu livro &#8220;Ensino de Arte&#8221; (THOMSON PIONEIRA) contribui para a formação do arte-educador?</strong></em></p>
<p>Trata-se de um livro que compõe a Coleção Idéias em Ação projetada pela professora Anna Maria Pessoa de Carvalho da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, voltada para as diversas áreas de conhecimento. A coleção é orientada principalmente para o Ensino Fundamental, no livro parte-se dos fundamentos e ações desenvolvidas na formação continuada realizada pelos professores da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, por intermédio de sua Fundação de Apoio, junto a secretarias estaduais e municipais de educação. A socialização desta experiência visou trazer para professores que atuam em sala de aula e professores em formação bases teóricas, propostas práticas e indicações de fontes de informação.</p>
<p>Neste livro, que escrevi com Luciana Mourão Arslan, orientado às artes visuais, o arte-educador poderá refletir sobre o ensino de arte na contemporaneidade, percorrendo aspectos como a leitura de imagens, as visitas a instituições de arte, orientações para o fazer artístico e subsídios para avaliar em arte, tarefa complexa que requer conhecimento e sensibilidade. Por fim, o livro reúne relatos de práticas seguidos de reflexão que almejam colaborar na formação do professor.</p>
<blockquote><p><em>O centro Universitário Mariantônia fica na Rua Maria Antonia, 294 &#8211; Vila Buarque. São Paulo/SP. Tel.: (11) 3237-1815 / <a title="www.usp.br/mariantonia" href="http://www.usp.br/mariantonia" target="_blank">www.usp.br/mariantonia</a></em></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Como fazer Projetos em Arte-Educação</title>
		<link>http://aguarras.com.br/2007/02/11/como-fazer-projetos-em-arte-educacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Feb 2007 02:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jurema Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[edicao_0005]]></category>
		<category><![CDATA[arte-educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ingredientes: Jornais velhos, revistas, garrafas PET, palitos de sorvete e mais um monte de outros &#8220;lixos&#8221;, ops, recicláveis! Tudo em muita quantidade, aliás, quantidade suficiente para impressionar qualquer increu e convencer que seu projeto é bom, pois trata de &#8220;Arte Educação Ambiental&#8221; (E a gente sabe que, afinal, &#8220;reciclagem&#8221; está na moda&#8230; Dá  &#8220;ibopi&#8221;!). Selecione [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ingredientes:</em></p>
<p>Jornais velhos, revistas, garrafas PET, palitos de sorvete e mais um monte de outros &#8220;lixos&#8221;, ops, recicláveis! Tudo em muita quantidade, aliás, quantidade suficiente para impressionar qualquer increu e convencer que seu projeto é bom, pois trata de &#8220;Arte Educação Ambiental&#8221; (E a gente sabe que, afinal, &#8220;reciclagem&#8221; está na moda&#8230; Dá  &#8220;ibopi&#8221;!).</p>
<p>Selecione tinta em cores que combinem (Tudo precisa ficar bonito, afinal!).</p>
<p>Cola, tesoura, barbante, enfim, todos esses materiais que você já sabe quais são e para o que servem, não &#8220;invente moda&#8221; de experimentar coisas novas justamente no seu maravilhoso projeto!</p>
<p>Ah, e acrescente muito, muito isopor, ops, polipropileno expandido! Afinal você é uma criatura informada e sabe que &#8220;isopor&#8221; é marca e não produto. Não sabe? Mas sabem que a queima de <a title="isopor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isopor" target="_blank">polipropileno expandido</a> é um dos principais responsáveis pela emissão de gazes tóxicos na atmosfera. Também não sabe? Bom, se não sabe, também não tem importância, o que importa é o projeto!</p>
<p>Faça impressões de desenhos de personagens da moda, como os de quadrinhos ou desenhos animados, para que as crianças os pintem, segundo o molde que, claro, você mesma preparou, copiando de um site fan-tás-ti-co da Internet. Importante: Faça ótimas impressões, em tamanho bem grande. As mães vão ficar felizes muito quando seus filhotinhos chegarem em casa com trabalhos bem grandes! E, você sabe, mães felizes é bom sinal.</p>
<p>Pegue uma teoria para dar &#8220;base&#8221; ao projeto (Isso dá &#8220;credibilidade&#8221; para a proposta!), de preferência uma beeeeem antiga e hermética, de preferência de um autor alemão ou russo, como são línguas consideradas difíceis, a chance de alguém questionar sua base teórica é bem pequena (E todos sabemos que as coisas antigas e diferentes sempre parecem mais sérias, né?).</p>
<p>Escolha um lugar &#8220;da moda&#8221; para aplicar o projeto ou, melhor, faça o projeto num clube bem elegante e famoso, isso garante cobertura da imprensa!</p>
<p><em>Modo de Fazer:</em></p>
<p>Pegue um punhado de crianças e aplique seu projeto. Não, não importa qual criança, afinal, criança é tudo igual mesmo, não é verdade? Mas, uma dica, procure selecionar as &#8220;melhorzinhas&#8221;, as menos remelentas, as com carinha de saudáveis, enfim, as certas. Muito cuidado, pois a escolha de crianças erradas pode estragar seu maravilhoso projeto!</p>
<p>Pense em todos os detalhes (Qualquer erro ou deslize pode estragar seu precioso trabalho!). Não dê folga para o azar, deixando margens para as crianças &#8220;fazerem arte&#8221;, inventando de colorir as imagens que você preparou com todo amor para elas. Arte é uma coisa séria e a técnica é o mais importante.</p>
<p>Cronometre todas as atividades do grupo. Isso garante disciplina. E garante também que você mantém o controle de tudo. Controle é uma das coisas mais importantes para o sucesso do projeto e mostra que você é uma professora durona!</p>
<p>Para que elas achem que estão criando alguma coisa, dê algumas instruções propositalmente vagas dos materiais e deixe-as se virarem com as &#8216;sucatas&#8217; para que façam brinquedos. Mais importante de tudo, tenha modelos dos brinquedos prontos para que elas façam iguais! Se elas resolverem mudar alguma coisa nos brinquedos, olhe bem séria para cada uma delas e faça reprovações de suas atitudes, afirmando que crianças bonitas não fazem isso, não desobedecem a professora, ah, sempre lembrando que você os amará muito se forem bonitos!</p>
<p>Preveja quantas crianças vão se rebelar contra as instruções (crianças são terríveis mesmo, não?) e, como você é uma ótima professora e sabe de todas as reações possíveis das crianças, tenha soluções para as rebeldias: prometa para ela que se ela se comportar e fizer tudo direitinho, você vai dar um chocolate para ela no fim, crianças adoram chocolate e, dessa forma, colaboram.</p>
<p>No fim dê chocolates para todos, mesmo para os que desobedeceram as &#8220;ordens&#8221;, afinal crianças não percebem nada mesmo, e nem vão notar que você fala uma coisa e faz outra&#8230;</p>
<p>Enfim, siga todos esses passos e terá um projeto de sucesso!</p>
<p><em>Conclusões:</em></p>
<p>Bom, se você acha que isso ai em cima é um projeto de arte-educação&#8230; Se mate!</p>
<p>Arte-Educação está longe de ter &#8220;receitas&#8221; desse tipo que sejam efetivas. Não existe projeto pronto, que possa ser copiado e aplicado indistintamente, nem com crianças nem com adultos. Se os objetivos não forem traçados de forma a proporcionar desenvolvimento do aluno, não é arte-educação.</p>
<p>Transformar lixo-preto-e-branco em lixo-colorido idem, e nem mesmo é educação ambiental. Aliás, a maioria desses projetos acaba deixando, no final, mais lixo que havia antes&#8230;</p>
<p>Aliás, esse tipo de projeto nem é arte, nem é educação!</p>
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